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Em relação a mudança de ambiente (sala de aula) durante uma mesma jornada de atividades, observa-se conforme a Figura 01 do anexo III, que 87,3% dos alunos permanecem na mesma sala de aula durante 4 horas e apenas 12,7% dos alunos pesquisados mudam de sala durante as aulas, isso porque os mesmos encontram- se com a grade curricular desnivelada em relação aos demais. (PUCCI 2001).

Em relação a mudanças de lugar na mesma sala durante uma aula, observa-se conforme a Figura 02 do anexo III, que 77,9% dos alunos assistem todas as aulas no mesmo lugar e 22,1% muda o lugar onde senta durante a mesma aula. Entretanto 57% não demonstraram estar satisfeito com o local onde sentam, dos quais 66,46% desejariam sentar-se numa posição mais a frente, e desses 42,2% desejariam sentar numa posição mais central em relação as laterais da sala de aula. Dos alunos pesquisados 28,05% afirmaram que preferem uma posição mais recuada em relação a posição em que se encontra, e ainda 7,32% gostariam de sentar mais a direita e 3,66% mais a esquerda em relação a posição que ocupa. Os resultados encontrados são semelhantes ao estudo realizado por ADAMS; BIDDLE (1970 apud ARENDS 1997, p.79).

Em relação a localização da porta de entrada da sala de aula.

Observa-se conforme a Figura 4.2, que 58,6% avaliaram de forma positiva a localização da porta em relação a sua posição sentado em sala de aula, sendo que 49,40% consideram Bom e 9,2% consideram excelente. Entretanto 41,4% não estão satisfeitos com a localização da porta de entrada, onde 18,30% consideram Regular; 13,70% consideram Ruim e 9,2% consideram Péssima a localização da porta de entrada da sala de aula. Observa-se também através das Fotografias 01 e 02 do Anexo VI, que a localização da porta de entrada das salas de aula pode influenciar na concentração dos alunos, por ocasião da entrada e saída de alunos durante a aula. y = 283 * 1 * normal (x; 6,014134; 3,00705) LAYOUT4 N o of ob s 9,2% 2,8% 6,0% 4,9% 4,2% 7,4% 6,7% 20,5% 18,7% 10,2% 9,2% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.2 - Localização da porta de entrada da sala de aula

Em relação à densidade social (quantidade de alunos na sala de aula).

Observa-se conforme a Figura 4.3, que 51,70% dos alunos perceberam como confortável a quantidade de alunos na turma e desses 43,40% consideram Bom e 8,3% consideram excelente. E que 48,30% discordam, sendo que 20,90%

consideram Regular, 20% consideram Ruim e 7,3% consideram Péssimo.

Entretanto quanto ao espaço destinado para cada aluno na sala de aula, conforme observa-se no Anexo II, a densidade espacial registrou intervalo de 1,25m2 a

3,82m2 para cada aluno, a literatura pesquisada recomenda no mínimo 1m2. A avaliação da percepção de conforto espacial foi positiva com 54,10% de aceitação, média de 6,14 e desvio padrão de 2,59 conforme a Figura 09 do Anexo III.

(GLASS et al 1982; IIDA 2003). y = 288 * 1 * normal (x; 5,739583; 3,044083) LAYOUT6 No o f o b s 7,3% 6,6% 5,9% 7,6% 4,2% 9,4% 7,3% 16,3% 16,0% 11,1% 8,3% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.3 - Densidade Social (quantidade de alunos por turma).

Os resultados dos indicadores ergonômicos referentes ao arranjo físico das salas de aulas pesquisadas, estão sintetizados na Tabela 4.3, abaixo.

Tabela 4.3 – Indicadores Ergonômicos do Arranjo Físico das Salas de Aulas Pesquisadas

Indicadores Ergonômicos Péssimo Ruim Regular Bom Excelente Média DP

Espaço entre as cadeiras necessário ao seu deslocamento. 3,20% 11,30% 25,80% 54,60% 5,30% 6,37 2,42 Distribuição do mobiliário na sala. 2,50% 11,90% 32,50% 51,10% 1,80% 6,11 2,32 Visualização da posição física dos equipamentos didáticos. 1,80% 14,60% 28,10% 52,90% 2,50% 6,18 2,34 Localização da porta de entrada da sala de aula. 9,20% 13,70% 18,30% 49,40% 9,20% 6,01 3,00 Quantidade de alunos na turma. 7,30% 20,00% 20,90% 43,40% 8,30% 5,73 3,04 Espaço disponível para cada aluno na sala. 4,20% 13,50% 27,90% 48,20% 5,90% 6,14 2,59 Espaço destinado ao professor. 1,80% 6,00% 17,60% 64,10% 10,40% 7,17 2,16 Adequação do espaço para o conteúdo proposto na

disciplina. 2,10% 5,00% 31,40% 57,10% 4,30% 6,63 2,07

De acordo com os dados obtidos na Tabela 4.3, podemos observar que o arranjo físico das salas de aula, necessitam de uma maior atenção principalmente nos aspectos relativos a localização da porta de entrada da sala de aula e a

quantidade de alunos por sala de aula (densidade social), que segundo autores como (Rosenfield, Lambert e Black 1985; Soares 1999; Pucci 2001 e Iida 2003), o arranjo físico do ambiente de sala de aula pode está associado a influências no comportamento dos alunos, nas relações interpessoais e nos padrões de

comunicação.

4.2.1.2 Cores

Em relação a utilização das cores para a transmissão da informação com recursos didáticos.

Observa-se conforme a Figura 4.4, que 54,40% dos alunos, percebem como confortável a utilização das cores para a transmissão da informação com recursos didáticos, sendo que desses 52,2% consideram Bom e apenas 2,20% consideram Excelente. E que 45,60% avaliaram negativamente, onde 33,80% consideram Regular; 9,0% Ruim e 2,9% Péssimo.(AZEVEDO 1999; TAVARES 2000; PEREIRA et al 2003 e BATTISTELLA 2003).

Histogram (Estatistica corrigdo.STA 16v*290c) y = 279 * 1 * normal (x; 6,14337; 2,205507) CORES1 No of obs 2,9% 2,2% 3,6% 3,2% 8,6% 10,0% 16,1% 24,0% 20,4% 7,2% 1,8% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.4 - Utilização das cores para a transmissão da informação com recursos didáticos.

Os resultados dos indicadores ergonômicos referentes ao emprego de cores nas salas de aula pesquisadas, estão sintetizados na Tabela 4.4.

Tabela 4.4 – Indicadores Ergonômicos do Emprego de Cores nas Salas de Aula Pesquisadas

Indicadores Ergonômicos Péssimo Ruim Regular Bom Excelente Média DP

Utilização das cores para a transmissão da informação com

recursos didáticos. 2,90% 9,00% 33,80% 52,20% 2,20% 6,17 2,22

Reflexo das cores na superfície da mesa de tarefa. 2,70% 5,30% 25,40% 58,30% 8,30% 6,92 2,20 Cor do lápis usado pelo professor para escrever no quadro. 1,10% 4,30% 20,40% 64,40% 9,70% 7,21 2,04 Interpretação da escrita do professor no quadro. 1,40% 6,20% 29,70% 57,70% 5,10% 6,83 2,01

Diante dos dados da Tabela 4.4, podemos concluir que os aspectos ergonômicos das cores no ambiente das salas de aula pesquisadas, foram bem avaliados. Entretanto atenção especial deve ser dada a utilização das cores para a

superfícies da mesa de tarefa e do quadro (conforme Fotografia 03 do Anexo VI), que podem está sendo afetados em função de reflexos luminosos e das suas cores. A aplicação de cores mais claras nas paredes das salas possibilitam uma melhor economia de energia.

4.2.1.3 Acústica

Para a verificação dos níveis de pressão sonora no posto de atividade discente, foi empregado um decibelímetro modelo DL – 4050 PRO, na posição “A” (posição recomendada para medir o ruído do ambiente, simulando a curva de resposta do ouvido humano) durante 1 (uma) hora de atividade, em todas as salas pesquisada, onde foi registrado intervalo de 59,7dB(A) a 91,5 dB(A), conforme o Anexo II,

(observou-se que essa variação ocorreu em função do tipo de atividade que estava sendo realizada e das características individuais de cada sala), o que diverge totalmente das normas e literatura pesquisada que recomendam um valor de 35dB(A) para trabalhos de grande concentração mental e 55dB(A) (início da perda de concentração) para trabalhos de concentração mental moderada. A NBR 10152, fixa como conforto acústico para salas de aulas e laboratórios valores entre 40 dB(A) como ambiente próprio para comunicação e ensino com alto grau de compreensão, a 50 dB(A) como limite de conforto auditivo e a 65 dB(A) como limite máximo para atividades de ensino.

Os intervalos dos níveis de pressão sonora registrados nas diversas salas de aula pesquisadas estão demonstrados no Anexo II e sintetizados na Tabela 4.5, abaixo. Tabela 4.5 - Níveis de Pressão Sonora das Salas de Aula Registrados com Decibelímetro

Sinal da Voz Humana Ruído Eqp Ar Condicionado Salas de Aula Mínimo Máximo Mínimo Máximo

5 8 16 22 32 38 43 46 48 62,2 dB (A) 59,7 dB (A) 61,3 dB (A) 63,8 dB (A) 64,2 dB (A) 65,1 dB (A) 66,1 dB (A) 64,1 dB (A) 59,9 dB (A) 86,7 dB (A) 81,4 dB (A) 72,5 dB (A) 70,8 dB (A) 70,6 dB (A) 72,2 dB (A) 71,8 dB (A) 91,5 dB (A) 71,2 dB (A) 73,5 dB (C) 73,5 dB (C) 73,8 dB (C) 73,4 dB (C) 71,9 dB (C) 70,9 dB (C) 69,7 dB (C) 70,8 dB (C) 69,6 dB (C) 74,8 dB (C) 78,4 dB (C) 75,2 dB (C) 76,7 dB (C) 74,0 dB (C) 74,2 dB (C) 71,9 dB (C) 73,2 dB (C) 70,5 dB (C)

Confrontando-se o registro das medições de NPS feitas com o decibelímetro e os valores recomendados pela NBR 10152, verificou-se que todas as salas de aula estão trabalhando com valores mínimos de NPS acima de 50 dB(A) que é o limite de conforto auditivo para atividade de ensino e acima de 55 dB(A) que é o início da perda da concentração para trabalhos que exigem concentração mental

moderada. 23% estão trabalhando com valores máximos de NPS acima de 85 dB (A) que é o limite para o início de problemas auditivos permanentes e para início

da PAIR. Todas as salas de aula trabalham com valores máximos de NPS acima de 70 dB(A) que é o limite para o início de problemas de cordas vocais.

Em relação à acústica das salas de aulas

Observa-se conforme a Figura 4.5, que 25% dos alunos avaliaram positivamente a percepção de conforto acústico das salas de aula, sendo que desses 23,60% consideram o conforto acústico bom e apenas 1,4% consideram excelente. E que 75% avaliaram negativamente, onde 23,20% consideram regular, 23,30% ruim e 28,3% consideram péssimo o conforto acústico das salas. (ALMEIDA; ARRUDA 2002; LOSSO et al 2003; PEREIRA et al 2003; PAMPANA et al 2003; OITICICA; GOMES 2004). y = 279 * 1 * normal (x; 3,60932; 3,172734) ACUSTICA 1 N o of obs 28,3% 9,7% 5,4% 8,2% 7,5% 8,2% 7,5% 9,3% 9,3% 5,0% 1,4% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.5 - Percepção de conforto acústico das salas de aulas.

Em relação a ruídos provocados pelos equipamentos de ar condicionado. Observa-se conforme a Figura 4.6, que 20,30% dos alunos avaliaram que o ruído provocado pelos equipamentos de ar condicionado não interfere no conforto acústico, desses 17,80% consideram Bom e 2,5% Excelente as condições acústicas dos equipamentos. No entanto 79,70% consideram que o ruído do ar condicionado interfere na qualidade do conforto acústico, onde 20,90% consideram Regular, 26,30% Ruim e 32,60% Péssimo. Foi empregado o decibelímetro modelo DL – 4050 PRO, na posição “C” (que tende a uma curva de resposta plana, sendo a posição adequada para medir o ruído gerado por máquinas e equipamentos), durante 1 (uma) hora em cada sala e com as salas vazias, o intervalo registrado variou de 69,6 dB(C) a 78,4 dB(C) conforme Anexo II, os valores registrados ficaram acima do que é

recomendado para as atividades de ensino pela NBR 10152, NR 17 e a literatura pesquisada, GRANDJEAN (1998, p.270-271); DUL; WEDMESTER (2000, p.87); IIDA (2003, p.79).

y = 282 * 1 * normal (x; 3,230496; 3,073256) ACUSTICA 5 N o of obs 32,6% 8,2% 6,0% 12,1% 6,4% 6,0% 8,5% 8,2% 8,2% 1,4% 2,5% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.6 - Ruídos provocados pelos equipamentos de ar condicionado

Em relação a comunicação da informação professor/aluno.

Observa-se conforme a Figura 4.7, que 63,8% dos alunos avaliaram que a comunicação da informação do professor ao aluno é satisfatória, desses 58,8% consideram Bom e 5,0% Excelente as condições acústicas de inteligibilidade na transmissão do conteúdo da informação. No entanto 36,2% consideram que a qualidade do conforto acústico interfere na comunicação da informação

(inteligibilidade das palavras), onde 24,1% consideram Regular; 9,6% Ruim e 2,5% consideram Péssimo. (OITICICA; GOMES 2004).

y = 282 * 1 * normal (x; 6,64539; 2,23729) ACUSTIC3 N o of obs 2,5% 1,1% 1,4% 7,1% 2,5% 12,4% 9,2% 21,6% 24,1% 13,1% 5,0% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.7 – Comunicação da informação professor/aluno

Devido a grande importância da transmissão da informação do professor para o aluno, foi verificado o nível acústico do Sinal/Ruído nas salas de aula (que

mensura a diferença entre o sinal da voz humana e o ruído do ambiente e quanto maior for a diferença entre sinal e ruído melhor será a inteligibilidade das palavras ), foi empregado o decibelímetro modelo DL – 4050 PRO, não sendo observado uma padronização acústica entre as salas. Os dados de (S/R), estão descrito abaixo na Tabela 4.6.

Tabela 4.6 – Nível Acústico de Sinal/Ruído (S/R).

Nível de Pressão

Sonora - NPS Ruído Ambiente dB (C) Sinal dB (A) Voz humana

Relação sinal ruído dB(A)

Mínimo 69,6 Mínimo 59,7 Mínimo - 9,9

Intervalo registrado

com o decibelímetro Máximo 78,4 Máximo 91,5 Máximo 13,1

Recomendado

NBR 10152 Máximo 40 a 55 Máximo 50 a 65

Valores mínimos de 10 a 15 para salas de aula

Observa-se que o intervalo registrado encontrado nas salas de aulas pesquisadas variou de -9,9 dB (A) a 13,1 dB(A), passando de níveis indesejáveis de

inteligibilidade até níveis confortáveis de comunicação, conforme a NBR 10152, NR 17 e a literatura pesquisada que recomendam níveis entre 10 a 15dB(A). Acredita-se que essa variação ocorreu em função da atividade que estava sendo desempenhada, da acústica da própria sala, dos equipamentos de ar condicionado e da quantidade de alunos presentes em sala de aula. A partir dessas

observações, podemos inferir que existe uma diferença entre a percepção de conforto acústico dos alunos e os dados registrados de Sinal Ruído,

provavelmente em função da capacidade de adaptação do indivíduo ao ambiente após algumas horas de exposição a fonte sonora, o que permite uma acomodação e possibilita uma melhor capacidade de inteligibilidade do conteúdo pedagógico transmitido.

Os resultados dos indicadores ergonômicos referentes a acústica das salas de aulas pesquisadas, estão sintetizados na Tabela 4.7, abaixo.

Tabela 4.7 - Indicadores Ergonômicos da Acústica das salas de Aula Pesquisadas

Indicadores Ergonômicos Péssimo Ruim Regular Bom Excelente Média DP

Acústica da sala. 28,30% 23,30% 23,20% 23,60% 1,40% 3,6 3,17 Comunicação da informação do professor ao aluno. 2,50% 9,60% 24,10% 58,80% 5,00% 6,64 2,23 Interferência do barulho dos corredores na sala de

l

6,70% 11,40% 32,80% 42,60% 6,70% 6,04 2,62 Ruídos do Ar condicionado. 32,60% 26,30% 20,90% 17,80% 2,50% 3,23 3,07

Diante dos dados levantados, Observa-se que as condições ergonômicas da acústica no ambiente das salas de aula, não foram bem avaliadas na opinião da percepção de conforto dos alunos, em função principalmente do ruído gerado pelos equipamentos de ar condicionado, e da acústica da própria sala, interferindo na comunicação da informação didática do professor ao aluno (relação

Sinal/Ruído), bem como os intervalos de NPS e de Sinal/Ruído estão acima dos níveis recomendados pela NBR 10152 e NR 17, ressaltando o que afirmam alguns autores (ALMEIDA; ARRUDA 2002; LOSSO et al 2003; PEREIRA et al 2003; PAMPANA et al 2003; OITICICA; GOMES 2004), que o ruído é uma fonte pertubadora e que pode está associado a falta de concentração para o trabalho mental.

Com relação ao conforto luminoso do ambiente das salas de aula, foi utilizado na pesquisa um Luxímetro digital marca Instrutherm e modelo LD – 200, com foto detector de diodo de silício com filtro na escala de 1 a 2000 lux, a medição foi realizada em diversos pontos das salas de aula, a 0,75 cm do solo, durante 1 (uma) hora. Observou-se que a posição das luminárias variaram em relação a tarefa (quadro) em algumas salas as lâmpadas estão dispostas paralelamente e em outras perpendicularmente em relação a tarefa. A quantidade de lâmpadas nas salas variou de 3 a 22 lâmpadas, tem salas com lâmpadas colocadas em pares e salas com lâmpadas isoladas. O intervalo registrado em Lux oscilou de 139 a 966 Lux (conforme Anexo II), ficando, fora dos limites de luminosidade para as salas de aulas recomendados pelas NBR 5413 e 5382; NR 17 e a literatura pesquisada, que recomendam níveis entre 200 a 750 lux. (GRANDJEAN 1998; DUL;

WEERDEMESTER 2001; IIDA 2003).

Os intervalos dos níveis de iluminação em Lux registrados com o luxímetro nas salas de aula pesquisadas estão demonstrados no Anexo II e sintetizados na Tabela 4.8, abaixo.

Tabela 4.8 - Níveis de Luminância das Salas de Aula Registrados com Luxímetro

Salas de Aula Mínimo Máximo Valores Recomendados para Salas de Aula pela NBR 5413 (300 a 750 lux)

05 08 16 22 32 38 46 48 738 Lux 761 Lux 292 Lux 139 Lux 372 Lux 263 Lux 265 Lux 323 Lux 927 Lux 966 Lux 376 Lux 329 Lux 509 Lux 424 Lux 581 Lux 561 Lux Acima Acima Abaixo Abaixo Ok Abaixo Abaixo Ok

Confrontando-se o registro das medições de luminância feitas com o luxímetro e os valores recomendados pela NBR 5413/1990, verificou-se 23% das salas de aula apresentam níveis de luminância acima do intervalo recomendado. 45% das salas apresentam níveis de luminância abaixo dos valores recomendados e 32% das salas de aula apresentaram luminância de acordo com os níveis recomendado pela NBR 5413.

Em relação a incidência de luz direta nos olhos.

Conforme a Figura 4.8, observa-se que 53,7% dos alunos avaliaram que não há incidência de luz direta nos olhos em sala de aula interferindo no conforto

luminoso, desses 45,5% consideram Bom e 8,2% Excelente. No entanto 46,3% consideram que há incidência direta de luz nos olhos na sala de aula interferindo na leitura da informação, onde 33,5% consideram Regular, 9,3% Ruim e 3,4% consideram Péssimo. (DUL; WEERDMESTER 2001; TESSLER 2002)

y = 268 * 1 * normal (x; 6,31343; 2,407596) ILUMINACAO 5 N o of obs 3,4% 2,2% 3,7% 3,4% 5,2% 12,3% 16,0% 20,5% 17,9% 7,1% 8,2% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.8 – Incidência de luz direta nos olhos Em relação a reflexos.

Observa-se conforme a Figura 4.9, que 50,7% dos alunos avaliaram que não há reflexos luminosos em sala de aula interferindo no conforto visual, desses 44,7% consideram Bom e 6,0% Excelente. No entanto 49,3% consideram que há

presença de reflexos luminosos na sala de aula interferindo na leitura da

informação, onde 33,1% consideram Regular, 11,7% Ruim e 4,5% consideram Péssimo. A presença de reflexos pode ser verificada através da Fotografia 03 do Anexo VI. (DUL; WEERDEMESTER 2001).

y = 266 * 1 * normal (x; 6,06015; 2,474807) ILUMINACAO 6 No o f o b s 4,5% 2,3% 3,4% 6,0% 6,0% 11,7% 15,4% 21,1% 16,5% 7,1% 6,0% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Figura 4.9 – Reflexos Em relação a ofuscamentos.

Observa-se conforme a Figura 4.10, que 51,2% dos alunos avaliaram que não há presença de ofuscamentos luminosos em sala de aula interferindo no conforto, desses 45,2% consideram Bom e 6,0% Excelente. No entanto 48,8% consideram que há presença de ofuscamentos luminosos na sala de aula que interfere na

leitura da informação, onde 40,8% consideram Regular, 10,0% Ruim e 2,8% consideram Péssimo. (DUL; WEERDEMESTER 2001; TESSLER 2002).

y = 250 * 1 * normal (x; 6,244; 2,33544) ILUMINACAO 7 N o of obs 2,8% 2,4% 3,6% 4,0% 6,4% 11,2% 18,4% 17,6% 20,8% 6,8% 6,0% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Figura 4.10 – Ofuscamentos

Os resultado dos Indicadores ergonômicos referentes a Iluminação das salas de aulas pesquisadas, estão sintetizados na Tabela 4.9 abaixo.

Tabela 4.9 - Indicadores Ergonômicos da Iluminação das Salas de Aula Pesquisadas

Indicadores Ergonômicos Péssimo Ruim Regular Bom Excelente Média DP

Iluminação da sala. 2,40% 5,50% 16,40% 56,30% 14,70% 7,16 2,27 Quantidade de lâmpadas. 1,40% 6,40% 21,10% 57,90% 13,30% 7,18 2,18 Posição das lâmpadas em ralação a tarefa. 2,10% 5,50% 24,70% 54,20% 13,30% 7,03 2,27 Distribuição das lâmpadas pela sala. 1,70% 4,90% 28,40% 50,90% 14,20% 7,04 2,23 Incidência de luz direta nos olhos. 3,40% 9,30% 33,50% 45,50% 8,20% 6,31 2,40

Reflexos. 4,50% 11,70% 33,10% 44,70% 6,00% 6,06 2,47

Ofuscamento. 2,80% 10,00% 40,80% 45,20% 6,00% 6,24 2,33

Os dados referentes aos indicadores ergonômicos de conforto luminoso,

demonstram de um modo geral que a iluminação do ambiente está satisfatória na opinião da percepção de conforto dos alunos, apesar da verificação com o

luxímetro ter registrado em algumas salas índices acima e abaixo da luminância considerada ideal para as atividades de ensino recomendadas pelas NBR 5413 e 5382 e NR 17. Foi observado que há presença de luz direta nos olhos, reflexos e ofuscamento, indicando a necessidade de atenção especial referente a esses aspectos, para uma melhor difusão da luz, bem como a sua possível relação com as cores do ambiente para melhor eficiência e economia energética.

4.2.1.5 Conforto Térmico

Com relação ao conforto térmico no ambiente das salas de aula, foi utilizado um Termohigroanemômetro – Instrutherm THAR – 185, para medir a temperatura

ambiente, a URA e a velocidade do ar no ambiente das salas de aula pesquisada, com o intuito de confrontar os valores registrados pelos equipamentos com os valores recomendados pela a NBR 6401 e NR 17 e a sensação de conforto

térmico na opinião dos alunos. Foi verificado de acordo com a Tabela 4.10 abaixo, que a temperatura do ambiente das salas de aula variou entre 24,0º a 29,5º C. A umidade relativa do ar variou entre 41,6% a 79,1% e a velocidade do ar variou entre 0,1m/s a 1,0m/s (conforme Anexo II). Ficando o intervalo dos valores

registrados fora dos limites recomendados para salas de aula de acordo com a NR 17 e a NBR 6401, que recomendam temperatura ambiente entre 20 a 24ºC,

umidade relativa do ar entre 40 a 60% e a velocidade do ar entre 0,4 a 0,75m/s. Apesar dos índices registrados se encontrarem fora dos intervalos de conforto recomendados pelas normas regulamentadoras, na percepção de conforto térmico dos alunos a opinião foi que a temperatura do ambiente das salas de aulas,

encontra-se regular com uma média 6,88 e desvio padrão 2,27, conforme observa- se na Figura 20 do Anexo III.

Os intervalos dos valores de conforto térmico registrados nas diversas salas de aula pesquisadas estão demonstrados no Anexo II e sintetizados na Tabela 4.10, abaixo.

Tabela 4.10 - Intervalo Térmico das Salas de aula Registrado com Termohigroanemômetro

Salas de aula Temperatura Umidade Relativa do Ar Velocidade do Ar

5 8 16 22 32 38 43 46 48 26,6 a 28,1ºC 25,8 a 26,6ºC 26,2 a 26,6ºC 25,3 a 26,3ºC 24,0 a 25,7ºC 27,1 a 27,3ºC 26,8 a 29,5ºC 28,7 a 29,1ºC 25,0 a 26,3ºC 56,1 a 63,0% 59,8 a 65,4% 62,4 a 68,1% 70,1 a 76,3% 68,7 a 71,1% 69,1 a 71,3% 68,8 a 62,1% 68,5 a 79,1% 41,6 a 42,7% 0,3 a 0,8m/s 0,2 a 0,5m/s 0,3 a 0,8m/s 0,1 a 1,0m/s 0,1 a 0,3m/s 0,1 a 0,6m/s 0,1 a 0,5m/s 0,1 a 0,5m/s 0,1 a 0,3m/s Em relação à localização dos equipamentos de ar condicionado

Observa-se conforme a Figura 4.11, que 57,8% dos alunos avaliaram que a localização dos equipamentos de ar condicionado está adequada, e não interfere no conforto térmico, desses 50,4% consideram Bom e 7,4% Excelente. No entanto 42,2% consideram que a localização dos equipamentos de ar condicionado não proporciona um conforto térmico adequado, onde 20,3% consideram Regular 14,5% Ruim e 7,4% consideram Péssimo. (ASHRAE - Norma 55/81; MAIA 2002).

y = 270 * 1 * normal (x; 6,08889; 2,834903) TEMPERA5 N o of obs 7,4% 1,9% 4,8% 7,8% 4,8% 7,0% 8,5% 18,9% 21,1% 10,4% 7,4% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.11 – Localização dos equipamentos de ar condicionado

Em relação à ventilação (circulação do ar na sala de aula)

Observa-se conforme a Figura 4.12, que 42,0% dos alunos avaliaram que a ventilação e circulação do ar na sala de aula proporcionam conforto satisfatório, desses 38,6% consideram Bom e 3,4% Excelente. No entanto 58% consideram que a circulação do ar nas salas de aulas não proporciona um conforto térmico adequado, onde 33,0% consideram Regular, 16,3% Ruim e 8,7% consideram Péssimo. Essa questão pode ser constatada observando-se os valores registrados nas salas de aula pelo anemômetro conforme o Anexo II e os dados obtidos

através do questionário referente e a circulação do ar nas salas de aula. (DUL; WEERDEMESTER 2001) y = 264 * 1 * normal (x; 5,43182; 2,788333) TEMPERA6 N o of obs 8,7% 4,9% 5,7% 5,7% 5,3% 11,4% 16,3% 15,9% 15,9% 6,8% 3,4% -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Figura 4.12 – Ventilação (circulação do ar na sala de aula)

Os resultados dos indicadores ergonômicos referentes ao Conforto Térmico das salas de aulas pesquisadas, estão sintetizados na Tabela 4.11 abaixo.

Indicadores Ergonômicos Péssimo Ruim Regular Bom Excelente Média DP

Temperatura do ambiente. 2,50% 7,30% 21,80% 60,80% 7,60% 6,88 2,27 Ventilação (Circulação do ar na sala de aula) 4,00% 9,40% 21,10% 58,50% 6,90% 6,58 2,50 Quantidade de janelas. 4,10% 8,80% 25,80% 55,40% 5,90% 6,36 2,48 Posição das janelas. 3,30% 12,50% 27,70% 51,20% 5,20% 6,18 2,47 Localização dos equipamentos de ar condicionado. 7,40% 14,50% 20,30% 50,40% 7,40% 6,08 2,83

Os dados referentes ao conforto térmico foram satisfatórios na percepção dos alunos, entretanto a conclusão foi que, embora a temperatura térmica tenha sido registrada num intervalo de 24° a 29,5ºC e esteja próxima da temperatura

recomendada pela NR- 17 entre 21 a 24ºC, e pela ISO 7730 que é de 23,61°C, a porcentagem de insatisfeitos correspondeu a 31,6%. A localização dos

equipamentos de ar condicionado, conforme a Fotografia 07 do Anexo VI parece afetar a ventilação, a circulação e a troca de ar no ambiente influenciando no

perfume acústico. Os dados registrados com o termohigroanemômetro, conforme o anexo II indicou que em algumas salas que valores de temperatura, URA e

velocidade do ar, estão fora do intervalo de conforto térmico considerado ideal para ambiente escolar recomendados pela NBR 6401; NR 17; NR 15 e a literatura pesquisada.

4.2.1.6 Postura

Em relação a acomodação postural em função do mobiliário.

Observa-se conforme a Figura 4.13, que 35,8% dos alunos avaliaram que a acomodação postural em função do mobiliário proporciona um conforto

satisfatório, desses 33,6% consideram Bom e 2,2% Excelente. Entretanto 64,2%