5. Konklusjon
5.6 Videre arbeid
Os testes de toxicidade aguda (96h) in situ seguiram a metodologia descrita em BURTON (1992). Para tanto, as diferentes espécies nas fases adultas e juvenis foram aclimatadas em laboratório, sendo adicionados 10 organismos-teste em sacos plásticos contendo água reconstituída (ABNT, 2003) e com oxigênio para garantir a sobrevivência dos organismos-teste, os quais foram transportados até o rio Monjolinho no interior de caixas de isopor, evitando-se grandes variações de temperatura.
Para aclimatação da temperatura, os sacos plásticos com os peixes permaneceram em contato com a água do rio Monjolinho por aproximadamente 20 minutos.
As armadilhas foram instaladas no rio com 24hs de antecedência possibilitando a diluição de possíveis resíduos contidos nos materiais utilizados na confecção das mesmas. As câmaras testes, com 20cm de comprimento, 7,5cm de diâmetro e capacidade para 900 ml de água, foram feitas com tubos de PVC, mantendo uma abertura superior, uma inferior e duas laterais (dispostas paralelamente), que foram preenchidas com telas de malha de 300µm com auxílio de cola atóxica (Figura 6). Três armadilhas foram amarradas em posição vertical às estacas de madeira e, posteriormente, fixadas no rio, mantendo contato direto com o sedimento. A cada conjunto de armadilhas, foram adicionadas as espécies em diferentes fases, totalizando três réplicas (com 10 ind/câmara), em cada ponto de amostragem (Figura 7).
Figura 6: Representação esquemática das armadilhas utilizadas para a realização
dos testes in situ, no rio Monjolinho.
Os testes de toxicidade in situ foram realizados apenas nos períodos seco (julho/03) e chuvoso (janeiro/04). Porém, em decorrência do grande volume de chuvas em janeiro/04, as armadilhas foram perdidas e os testes foram repetidos em abril/04. Neste período, foram utilizadas duas réplicas em decorrência da menor disponibilidade de organismos.
A duração dos experimentos foi de 96hs, uma vez que pela ausência de registros de teste in situ com peixes neste rio, optou-se por avaliar os efeitos dos ambientes a um curto período de exposição. Além disso, os custos para o monitoramento em períodos de exposição crônica seria maior, considerando a grande distância onde os mesmos foram montados, além dos riscos de roubo e perda das armadilhas.
As variáveis pH, condutividade, oxigênio dissolvido e temperatura da água, foram medidas no início e ao final dos testes, através do medidor portátil Horiba-U10. A mortalidade foi avaliada após 96h da montagem dos testes.
Optou-se por montar os testes somente em três pontos de coleta representativos do rio Monjolinho, uma vez que mais pontos acarretaria estresse aos organismos-teste, considerando-se as distâncias entre os mesmos e tempo de montagem em cada local. Nos pontos Nascente e Confluência foram montados os testes em julho/03 e em abril/04. O ponto intermediário, em julho/03, foi o Ponte Caída. Porém, em decorrência do difícil acesso e intensas chuvas em abril/04, optou-se por escolher um outro ponto, que foi o
UFSCar, por já apresentar impactos urbanos e ter uma profundidade da coluna de água suficiente para manter os recipientes-teste submersos.
Considerando a ausência de locais não impactados, optou-se em utilizar um Controle laboratorial, em regime estático, com água reconstituída.
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Figura 7: Realização dos testes de toxicidade in situ no rio Monjolinho (1-armadilhas sendo presas a estaca de madeira; 2-armadilhas em número de três para cada espécie; 3-aclimatação dos organismos teste no ambiente ao qual ficariam expostos; 4-introdução dos organismos-teste nas armadilhas; 5- armadilhas no ambiente e retirada após 96hs; 6-avaliação fina e coleta dos organismos com auxílio de uma bandeja plástica e água do próprio ambiente).
5.6.5. Testes de toxicidade com o metal cádmio
A escolha do metal cádmio, para a realização de testes de toxicidade aguda e crônica parcial, foi em decorrência de análise de algumas amostras de água do rio Monjolinho, as quais apresentaram concentrações deste metal acima do limite máximo recomendado pelo CONAMA 357/05, de 0,1µg/L, para a proteção da vida aquática.
O sal utilizado foi o cloreto de cádmio (CdCl2.5H2O), da marca Baker J.T. com peso molecular de 228,34. Através de cálculos de peso molecular, utilizou-se a toxicidade referente apenas ao metal cádmio, com as concentrações expressas em µg/L.
Foram realizados testes de toxicidade aguda estáticos de 96hs apenas para juvenis da espécie D. rerio, seguindo-se a metodologia descrita na ABNT (1993), buscando-se determinar a faixa de sensibilidade ao cádmio para os juvenis (USEPA, 1985). Para tanto, utilizou-se o programa computacional Trimmed Spearman-Karber para a determinação da concentração letal a 50% dos organismos-teste (CL(I)50,96h) calculando-se as concentrações limites, inferior e superior , com 95% de confiança (HAMILTON et al., 1977).
Posteriormente, foram realizados testes de toxicidade crônicos parciais, em regime estático (substância não volátil), seguindo-se a metodologia descrita em IBAMA (1990) e CETESB (1994) para larvas de D. rerio, adaptadas para juvenis, com três réplicas e 10 organismos no controle e em cada uma das 4 concentrações, partindo da menor concentração de efeito não observado, dos testes agudos, e dividindo os valores pelo fator 10, incluindo a concentração próxima a da permitida pelo CONAMA 357/05 para a proteção da vida aquática . A mortalidade e as variáveis pH, condutividade e dureza foram monitoradas a cada 24hs.
Os testes foram montados em recipientes plásticos, com capacidade para 1L, forrados com sacos plásticos transparentes, adicionando-se 500ml de soluções testes por réplica, mantendo-se a proporção 1g de peixe/litro de água. Os testes foram mantidos em sala climatizada com fotoperíodo 12h:12h claro/escuro, temperatura de 23oC ± 1oC e aeração constante.
Durante os testes e 24h antes da montagem dos mesmos, foi suspensa a alimentação dos organismos-teste.