DEL 6: DISKUSJON OG KONKLUSJON
6.4 Videre arbeid
Por exemplo, para Brazelton e Sparrow (2010b,p.61) primeiramente “Entre os recursos mais importantes para os pais estão as experiências que eles podem retirar das suas próprias infâncias. “
Primeiramente, o autor refere que mais do que transmitir disciplina e limites, é também necessário que a criança se sinta amada e acarinhada, isto é a base para uma boa educação. Depois, explica que se deve saber ouvir a criança, quando esta nos tenta através das suas atitudes e palavras dizer algo; saber falar calmamente com a criança, ou seja, manter uma voz positiva e firme e não gritar (pois assim, a criança agirá apenas por medo), por forma a fazer a criança entender determinadas regras; ser coerente, ou seja se os educadores dizem à criança que não pode mentir, estes não podem mentir, pois são os modelos das crianças.(Oom, 2011)…” para o autor o segredo está em os educadores serem firmes nas suas convicções, ouvirem as crianças, falarem com elas, construírem regras com as crianças (porque uma criança não tem de ser penalizada por não cumprir uma regra que desconhece), elogiar as crianças para que estas percebam que são boas, o seu comportamento é que não está a ser o correto; ter tempo de qualidade com a criança; e perdoar algumas incorreções porque a criança ainda está a aprender.”
De uma forma mais específica, Oom (2011) aconselha os educadores a aproveitarem momentos de viagem ou de tarefas domésticas para dialogar calmamente com a criança e transmitir os seus pontos de vista; conversarem com as crianças e falarem de situações hipotéticas de forma a conseguir transmitir regras e abolir possíveis comportamentos incorretos; quando os educadores pretendem que as crianças desempenhe determinada tarefa devem dar as indicações isoladamente e usando linguagem simples, porque o que acontece por vezes é que os educadores se encontram numa divisão diferente da criança e, por isso gritam de onde estão uma série de ordens seguidas que para uma criança pequena é muito difícil de conseguir processar, acabando esta por não fazer o que lhe foi pedido e levando depois a discussões e birras. Pelo contrário, o educador deve dirigir-se à criança e explicar por partes e sem ser de forma vaga o que quer, podendo fazer check in para ver se a
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criança entendeu o que lhe está a ser pedido; por vezes, pode-se limitar o tempo com o cronómetro para levar a criança a realizar o que lhe é pedido. As regras devem ser afixadas em local visível e discutidas com a criança; recompensar a criança quando faz algo bem, se bem que não devem ser recompensas monetárias, e devem ser significativas para a criança; negociar sempre com a criança; saber dizer não quando necessário; contar até três, aqui é dado tempo à criança para se redimir; estabelecer consequências lógicas; e retirar privilégios.
Quanto a Valente (2014), sugere algumas soluções como manter a calma e sair de cena; respirar fundo; lembrar o amor que se sente pela criança; abraçar e reconfortar a mesma.
Já Cordeiro (2011a) sugere que devemos mantermo-nos calmos; se necessário levar a criança para um outro lugar; dizer à criança que ela é querida, mas que o comportamento não está a ser o correto, ou seja explicar o porquê do nosso descontentamento. Por vezes, é necessário esperar algum tempo até a criança se reorganizar e acalmar. É sempre essencial estabelecer regras em conjunto e isso significa ouvir a criança, ou seja deixá-la dizer o que sente sobre as regras e as ordens. Um outro conselho dado pelo autor é o de responsabilizar a criança das suas ações, pois estas têm de perceber que há sempre uma consequência para os atos.
É também importante dizer à criança para se acalmar, pois enquanto ela estiver a chorar não se consegue entender o que se passa. Em segundo lugar, abraçar a criança, dar-lhe algum conforto de modo a retirá-la da situação que lhe está a provocar desconforto, ou noutras situações ignorar a criança ou isolá-la. Os autores Borgenicht e Grace (2008) acrescentam estratégias de cariz humorístico como uma dança cómica ou simular um trambolhão de forma a distrair a criança e fazê-la rir; pegar numa marioneta e falar com a criança. No entanto, os autores pedem para que nunca se castigue a criança, em vez disso, deve de se ajudar a criança a desenvolver as capacidades que precisa no futuro para exprimir as emoções.
O castigo deve procurar ajudá-la a ser mais previdente. Os pais encontrarão o que funciona melhor através de tentativa e erro (Phillips,2011,p.85) ”. Mas, antes de aplicar um castigo, os educadores devem perceber a intenção da criança ao reagir
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de determinada forma; averiguar se a criança tinha plena noção da existência das regras; e dar sempre a hipótese da criança se explicar.
Estratégias para lidar com as birras na hora do sono
As estratégias aconselhadas por Valente (2014) no que toca à hora do sono são estabelecer uma rotina; os educadores devem falar um pouco com a criança antes de esta adormecer; fazer a criança sentir-se segura; a criança não deve adormecer com fome, se bem que também não deve ir para a cama com a barriga demasiado cheia; e ensinar às crianças táticas de relaxamento. Para além disso Cordeiro (2011) aponta como soluções a existência de um quarto e cama confortáveis; ler uma história; silêncio, ou em alternativa música calma; luz apagada de presença; porta entreaberta que transmite que num instante as crianças podem chegar ao pé dos pais; e bonecos na cama.”
No momento imediato ao deitar, a criança deve apenas ter como tarefas vestir o pijama e lavar os dentes. Para evitar birras, a criança pode escolher o pijama que quer para dormir, assim como o boneco para ter junto de si. (Oom,2011)
Estratégias para lidar com as birras na hora da refeição
Por essa razão, Cordeiro (2011a) propõe aos educadores que tenham mais em conta a opinião das crianças e, uma maneira de o fazer é levá-los ao supermercado, e deixar que ajudem a escolher os legumes e frutos; ensinar a escolher em variedade, em cor, em textura; deixar as crianças ajudarem na arrumação das compras; deixar ver a preparação da refeição se a criança assim quiser.
O importante a reter é que não há necessidade de entrar em desespero sempre que a criança não queira comer, em vez disso, os educadores devem negociar com a criança em relação a coisas que sabem que ela gosta; para além disso, a comida pode ser colorida e ter formatos engraçados (círculos, bonecos); dar nomes à comida (p.ex: puré de batata- lama branca); a comida
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deve ser servida em pequenas quantidades; jogar o jogo dos desejos (cada colherada equivale a um desejo para a criança). (Borgenicht & Grace ,2008)
Estratégias colaborativas entre pais e educadores para lidar com as birras
Assim, “É fundamental que, no que diz respeito às regras mais importantes, a escola e a família formem uma frente unida, para que a criança, mesmo vivendo realidades distintas em casa e na escola, perceba que existem regras fundamentais que são válidas sempre. Para que isto seja conseguido tem de existir cooperação entre os pais e as educadoras. ”(Oom,2011,p.36)
O importante a reter é que os educadores não substituem pais nem vice-versa, o que deve acontecer é existir um trabalho de complementaridade que deve ser constante. “Há que haver confiança e devemos falar todos a mesma linguagem. Esta é a base.
Quando isto não acontece, o nosso trabalho fica bastante mais difícil.” (Palma,2014)
As conversas entre pais e educadores devem ser frequentes, a fim de trocar opiniões sobre o comportamento das crianças e as melhores estratégias a utilizar. Nunca deve acontecer os educadores e pais entrarem em desacordo à frente da criança, pois esta vai aproveitar para tentar manipular uma das partes. (Filipe,2013) Observação direta: criança 1 com a mãe
6/01/13: criança 1 não queria ficar na escola de manhã e a mãe começou a dizer que depois comprava tintas. A Educadora F. teve de a agarrar e ela ficou aborrecida. Quando viu a coroa do Dia dos Reis parou de fazer birra. Observação direta: criança 1 e mãe
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Reflexão relativa ao grupo (reflexão do período de observação)
Penso que será preciso negociar com o grupo perante muitas situações, pois pelo que observei, quando pensam em algo é difícil demovê-las.
Planificação 19/11/13
Dialogar com o grupo sobre situações de birra que já tenham acontecido e tentar que estas analisem as situações e vejam que talvez se possa reagir de outra forma. Explicar que mesmo os adultos ficam tristes e, não podem fazer o que querem.
Planificação 25/11/13
A estagiária Elodie poderá perguntar à criança o que esta vê na foto; porque razão é que aquela criança da foto está a fazer birra; e como se poderia resolver a situação sem recorrer à birra.
Reflexão final JI
Uma das estratégias para lidar com as birras é, em alguns casos não dar grande atenção à situação. Porém, Cordeiro(2013) indica algumas estratégias para lidar com as birras, como é o caso de, se necessário agarrar a criança, retirar a criança do local de conflito, e dizer à criança que gostamos dela. No entanto, cada criança é uma criança e, as situações são todas diferentes, pelo que não há uma resposta acertada para resolver birras.
-No nosso caso, fomos também criando algumas estratégias como no caso de uma das crianças abraçá-la quando ela estivesse a fazer birra, pois isso ia acalmá-la e começava a ouvir-nos aí; outra que tinha o hábito de gritar precisávamos de falar baixinho e de forma carinhosa e, perguntar porque estava a gritar; outra ainda precisávamos apenas de falar de forma mais autoritária. “