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VIDARE FORSKNING

In document Bacheloroppgave BCR3103 (sider 43-69)

Neste capítulo, são apresentadas as principais conclusões e as contribuições que decorrem desta pesquisa, bem como as limitações que devem ser observadas para uma adequada análise dos resultados alcançados. Sugestões para pesquisas futuras e as considerações finais encerram este estudo.

Esta pesquisa buscou conhecer o perfil do contabilista infrator reincidente, bem como, a percepção dos membros do Tribunal Regional de Ética e Disciplina do CRC SP, investigando as opiniões destes membros quanto à sua capacidade de conhecer também o profissional que o próprio Tribunal julga.

O referencial teórico abordou diferentes modelos de tomada de decisões éticas, os quais enfocam a tomada de decisão no ambiente empresarial, desconsiderando a relevância dos códigos de ética de profissões regulamentadas no exercício da atividade contábil.

Uma vez exposta a relevância da existência de um código, se tornou viável demonstrar as fases do não cumprimento de regras e, consequentemente, da autuação, do julgamento, de penas éticas e disciplinares e a metodologia aplicada para levantamento do perfil do reincidente.

A primeira fase foi efetuar o levantamento de quantos profissionais cometeram mais de uma infração ética no período de janeiro de 2004 a maio de 2008. A seleção seguiu-se de aspecto legal, tendo em vista que para considerar infrator reincidente, há a necessidade de averiguar 5 anos antes de uma pena transitada em julgado. Se, nesse período, existia penalidade anterior.

Assim, o ano-base de 2004, buscou-se a informação de 1999 até o aquele ano-base. De 2005, buscou-se o ano de 2001 até aquele ano e assim sucessivamente.

De acordo com o gráfico 2, verificou-se entre os 231 contabilistas a faixa etária mais contumaz em cometer infrações reincidentes. O resultado da pesquisa mostrou que o início e o final da sua carreira o contabilista se mostra mais ético. A fase crítica está em torno dos 41 a 55

anos. Necessitamos de um estudo mais aprofundado para responder qual o fator principal que leva o contabilista com uma idade mais madura a cometer tantas infrações. Em minha opinião, a faixa etária apontada na pesquisa como maior índice de infrações é decorrente do medo de perder um cliente ou o emprego ao ter que manter uma postura ética.

Se, por acaso, o contabilista começar a perder clientes por manter uma postura ética, boa índole, caráter e etc., poderá ser obrigado a buscar um emprego fixo. Com uma idade avançada, poucas serão as chances de ter sucesso.

Acredito que no início de carreira, principalmente o contador, tem mais informação nos bancos escolares, o que proporciona mais segurança e, não quer manchar seu nome tão cedo (não que seja obrigatório manchá-lo tarde) e assim, a conduta ética prevalece ao medo de perder o emprego ou os clientes.

O resultado demonstrado no gráfico 3 refere-se à categoria profissional. Na verdade, o resultado não foi surpreendente. Realmente, o técnico em contabilidade apresenta um maior índice de infração do que o contador devido à cultura e informação que o nível superior proporciona.

A própria grade curricular do bacharel em ciências contábeis prevê a matéria de ética profissional.

O próprio CRC SP tem um programa junto às universidades, que aproxima os estudantes dos sétimos e oitavos semestres para junto do referido órgão.

Palestras, seminários, workshops são desenvolvidos para atingir o ingresso na profissão. Porém, verifica-se que se mantém a faixa etária do gráfico anterior como o maior índice de infração reincidente.

O gráfico 5 revelou que o homem é o que comete mais infração ética. Entretanto, temos que considerar que dentre 110.000 profissionais inscritos, 70% são homens. Assim, entendemos

que esse levantamento teria a mesma proporção. Em minha opinião, com o crescimento percentual da mulher em relação aos inscritos, ainda sim o homem será o que cometerá mais infração, tendo em vista que o homem é quem mais está à frente dos escritórios de contabilidade. São os que têm o maior poder de decisão junto às organizações na área contábil.

Interessante observar que tanto o homem como a mulher, a faixa etária de infratores mais significativa se mantém no patamar entre 41 a 51 anos.

Para finalizar os gráficos, o de número 8 mostra que o contabilista que reside e trabalha no interior é o que mais comete infração. Minha opinião é que de fato o interiorano acredita que é inalcançável pela fiscalização.

O público do interior tem dificuldade em ter ou buscar a educação continuada e, ainda, o acesso à informação rápida se torna mais difícil.

Mesmo sendo o profissional da capital com o maior número de clientes ou o que esteja na maioria das empresas prestando seus serviços, ainda assim este profissional se mostra mais preocupado com sua índole, postura ética e com seu nome.

A pesquisa mediante o preenchimento do questionário mostrou que o corpo de julgadores não conhece o perfil dos contabilistas que são julgados e penalizados.

É certo que quando há a infração ética, a origem deste infrator pouco importa, pois ele precisa ser julgado pela sua atitude, ação, culpa ou dolo e não pelo perfil levantado nesta pesquisa.

Mas, quando se conhece seu público, há como evitar o aumento de penas éticas.

A educação continuada, o acesso à informação pelo contabilista, o local, a idade e sua condição sócio-econômica são primordiais para que se possa agir de forma mais objetiva e com resultados satisfatórios.

Em média, são capacitados 55.000 contabilistas por ano pelo programa de educação continuada no estado de São Paulo. Esse projeto, acompanhado pelo CFC, é um dos braços da função institucional dos CRCs.

Ele funciona como uma “fiscalização preventiva” onde – educar para não punir – é um lema que o CRC SP aplica no trabalho de valorização profissional.

Essa pesquisa ajudará para que futuros trabalhos de conscientização da ética na profissão sejam aplicados realmente naqueles que necessitam e não para aqueles que não cometem infrações ou, se cometem, são poucas.

In document Bacheloroppgave BCR3103 (sider 43-69)