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A final area which opens up for vested interests in the practice of the law is the distinetion between hak ulayat and hak milk, where the farmers rights to land c1assified

Antes de se aprofundar nas premissas andragógicas é relevante esclarecer o que é referido e como se classifica um “adulto”. Segundo Knowles (2005), há pelo menos quatro definições de “adulto”. A primeira é a definição biológica. Biologicamente, para se tornar adulto, deve atingir-se a idade em que se pode reproduzir (faixa média entre 10-13 anos). Essa fase é marcada pela puberdade, ou seja, o menino é capaz de ejacular e a menina de menstruar, o que anuncia a maturidade física e a conseqüente capacidade de procriação. A segunda é a definição legal. Nessa esfera, se é considerado apto ou não para responder por seus atos que, por ventura, venham a infringir os padrões morais de convivência social. Legalmente, assume-se a condição de adulto e adquiri-se responsabilidades sociais acima dos 18 anos (no Brasil), a maioridade criminal, na qual a lei diz que se pode votar, tirar carteira de habilitação, casar sem autorização dos pais e inclusive ser preso em penitenciárias. Existe, ainda, a

maioridade civil (21 anos) que aumenta as responsabilidades e a autonomia do indivíduo.

A terceira definição é a social. Socialmente, fica-se adulto, quando se passa a despenhar papéis de adultos, ou seja, diz em respeito aos padrões que a sociedade estabelece para reconhecer a independência do indivíduo para assumir sua responsabilidade produtiva. É relacionada, portanto, ao plano econômico. Essa faixa etária é bastante ampla e pode variar de acordo com a realidade socioeconômica do Brasil. A quarta e última definição é a psicológica. Psicologicamente, alguém chega a idade adulta quando se torna consciente de que é responsável pela sua vida e se torna autodirecionado. É caracterizada pela competência auto-administrativa, que permite ao indivíduo estabelecer seu próprio equilíbrio, resultante dos conflitos cognitivos que são gerados pelas forças dissonantes e consonantes do seu processo mental. Para essa concepção, também, não se define uma idade, pois há uma grande variabilidade entre indivíduos e o contexto cultural, social e emocional. No entanto, esse processo tem se iniciado cada vez mais cedo, devendo-se tomar decisões adultas cada vez com menos idade.

Quando se trata do assunto educação adulta, refere-se, portanto à definição psicológica de adulto. A figura 2 demonstra o amadurecimento natural em conjunto com a capacidade de um aprendizado autodirigido, o que fundamenta a utilização da abordagem Andragógica ou Pedagógica.

Fonte: Knowles em “The Adult Learner”, 2005 (pág. 63)

Muitos cursos de Pós-Graduação e principalmente uma grande parte dos programas de treinamento de executivos fracassam por ignorar esse diferencial de faixa etária. É comum professores de administração habituados ao ensino no nível de graduação no estilo tradicional (em que o professor é a "autoridade detentora do saber") serem vistos em dificuldades quando vão ministrar cursos para executivos. E o mais grave é que, desconhecendo a existência da Andragogia, não são capazes de identificar as causas dos seus insucessos e como corrigi-las.

Abaixo relaciona-se, segundo Knowles (2005), as características dos adultos como aprendizes e suas conseqüências na sua aprendizagem:

1 - Adultos possuem uma razoável quantidade de experiências:

Conseqüências: os adultos podem ser usados como "recursos de aprendizagem"; as estratégias de aprendizagem de adultos devem encorajar troca de idéias e experiências.

2 - O corpo dos adultos sendo relativamente muito maior que os das crianças está sujeito a maiores pressões e estímulos gravitacionais:

Conseqüência: O conforto físico é importante para a aprendizagem de adultos; muito pouco conforto ou em excesso podem ser desastrosos.

3 - Adultos possuem conjuntos de hábitos fortemente sedimentados:

Conseqüência: os hábitos e gostos dos adultos devem, ser na medida do possível, considerados e atendidos.

4 - Adultos tendem a ter grande orgulho de si próprios:

Conseqüência: os adultos respondem muito bem às oportunidades de desenvolvimento, autodirecionamento e responsabilidade no seu processo de aprendizagem.

5 - Adultos em geral tem coisas tangíveis a perder:

Conseqüência: a ênfase deve ser na promoção do sucesso em lugar de revelar as deficiências

6 - Adultos têm que tomar decisões e resolver problemas:

Conseqüências: a aprendizagem centralizada em problemas pode ser mais efetiva e é mais agradável.

7 - Adultos tendem a ter grande número de preocupações e de problemas a resolver fora da situação de aprendizagem:

Conseqüência: as demandas da experiência de aprendizagem não devem ser irreais; deve haver um balanceamento adequado entre o tempo necessário para apresentação da situação de aprendizagem e o tempo necessário para a obtenção da aprendizagem.

8 - Os adultos, na sociedade moderna, são cada vez mais pressionados por grande número de opções:

Conseqüência: aprender a decidir é uma aptidão importante.

9 - Os adultos tendem a ter comportamento grupais consistentes com suas próprias necessidades:

Conseqüência: usualmente os adultos adotam comportamentos que façam com que suas necessidades sejam atendidas pelo grupo. Devem ser cultivados os comportamentos que sejam úteis aos indivíduos e aos grupos.

10 - Adultos tendem a ter bem sedimentadas suas estruturas emocionais consistindo de valores, atitudes e tendências:

Conseqüência: mudanças são perturbadoras. É mais provável obter mudanças de comportamento em um ambiente não ameaçador e no qual exista, em alto grau, a participação e o engajamento.

11 - Adultos tendem a ter bem desenvolvidos seus "filtros" seletivos dos estímulos:

Conseqüência: a maioria dos adultos só ouve aquilo que deseja ouvir. O ensino para ser eficaz deve focalizar em mais de um sistema sensorial para que possa penetrar nos "filtros" que o adulto usa para barrar aqueles estímulos que ele considera desagradáveis, desinteressantes ou perturbadores.

12 - Os adultos tendem a responder bem a "reforços" negativos ou positivos de aprendizagem:

Conseqüência: os "esforços" de aprendizagem (tanto negativos como positivos) devem ser usados em gradações variadas.

13 - Adultos tendem a ter impressões e opiniões muito sedimentadas sobre situações de aprendizagem:

Conseqüência: só boas e bem sucedidas experiências de aprendizagem encorajam a formação de atitudes positivas.

14 - Os adultos na sociedade moderna tem um receio íntimo de fracassar e ser substituído;

Conseqüência: a situação de aprendizagem deve dar oportunidades de desenvolver autoconfiança e novas aptidões.