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Kapittel 2: Sedimentologisk beskrivelse av Tinnvatnformasjonen

2.2 Feltopptreden og lokaliteter

2.2.1 Vikan

Nesta seção estão apresentadas as técnicas utilizadas para obtenção da qualidade da pesquisa no que se refere à validação do construto, à validade interna, à validade externa e à confiabilidade.

3.1.1 Validade do construto

A validade do construto se deu pelo uso de múltiplas fontes de evidências (triangulação) (YIN, 2010), que, nesta pesquisa, foi realizada comparando os depoimentos dos entrevistados relacionados a cada categoria/subcategoria e, para alguns casos, também com a análise documental. Outra técnica utilizada para validação do construto foi a manutenção da cadeia de evidência (YIN,

2010) por meio dos relatos dos entrevistados, que serão apresentados na seção 4, de forma que o leitor possa acompanhar a ocorrência dos eventos, organizados conforme referencial teórico. Por último, foi utilizado um informante-chave de cada empresa para validação do relato do caso, como propõe Yin (2010).

3.1.2 Validade interna

A validade interna foi necessária para permitir a inferência da existência ou não da relação entre as variáveis causais, confirmando ou negando as proposições teóricas (COOK; CAMPBELL, 1979). Para esta validação foi utilizada a técnica de combinação de padrão

proposta por Yin (2010), na qual os padrões observados nas empresas foram comparados com os padrões sugeridos pela(s) teoria(s) de forma a permitir uma dedução lógica qualitativa.

Para cada caso foram construídos quadros relativos a cada categoria/subcategoria associando depoimentos oriundos das transcrições das entrevistas de cada entrevistado. As técnicas acima foram aplicadas nas empresas separadamente (within case) conforme proposto por Einsenhardt (1989) para construção da validação da análise das informações para cada caso. Para a análise within case foram construídos quadros, um para cada categoria e categoria/subcategoria estabelecidas e apresentadas no Quadro 6 na seção 3.4, nos quais trechos dos depoimentos por entrevistado foram associados a apenas uma categoria (BARDIN, 2011). O Quadro 7

apresenta um modelo destes quadros, que não estão apresentados preenchidos neste relatório devido ao seu volume, que chegou a ocupar 66 páginas.

Quadro 7 – Modelo de Quadro para Categorização dos Depoimentos por Entrevistado por Caso

Entrevistados Categoria / Subcategoria Depoimentos Entrevistado 1 Entrevistado 2 Entrevistado 3 Entrevistado 4 Entrevistado 5

Fonte: Elaboração própria.

Após as análises within case para cada caso separadamente, foram elaborados os relatos de cada caso. Estes relatos foram devidamente validados pelos informantes chave de cada empresa. Na sequência, foi realizada a comparação entre os casos (cross case), ou seja, a identificação de padrão de práticas comuns e diferentes, como também sugere Einsenhardt (1989). A análise cross case foi realizada para a definição do construto “Alinhamento

estratégico do portfólio de projetos”, para a qual foi construído um quadro apresentando a

análise do conteúdo das respostas à pergunta: “O que, para você, significa ‘Alinhamento estratégico do portfólio de projetos’?” por caso e depois construída uma definição que os representa, conforme será apresentado na seção 4. Para a verificação dos outros aspectos apresentados no referencial teórico, para cada categoria e categoria/subcategoria foram construídos quadros para apresentação da análise cross case, conforme modelo apresentado no Quadro 8. Os quadros das análises cross case estão apresentados preenchidos na seção 4.

Quadro 8 – Modelo de Quadro para Apresentação da Análise Cross Casse

Categoria Nome – Subcategoria Nome

Apresentação dos padrões comuns entre os casos.

Descrição O que Caso 1 Padrão Caso 2 Padrão

Fonte: Elaboração própria.

Após análise cross case foi possível aprimorar o metaframework desenvolvido, após pesquisa teórica, com os padrões comuns observados no teste empírico relativos ao alinhamento estratégico do gerenciamento do portfólio de projetos, que será apresentado na seção 5 deste relatório.

3.1.3 Validação externa

Como se trata de estudo de caso, ainda que múltiplo, não é possível obter generalização completa de seus resultados (Yin, 2010), mas entende-se que foram geradas contribuições específicas para o setor analisado, no caso o químico. O estudo contribuiu com a geração de insigths para próximas pesquisas a partir da identificação de padrões comuns ou não aos casos que contribuem para o alinhamento entre a estratégia e o gerenciamento do

portfolio de projetos.

3.1.4 Confiabilidade

A confiabilidade da pesquisa prevê que outro pesquisador seja capaz de repetir o estudo de caso e chegar às mesmas conclusões que a autora a partir das informações por ela disponibilizadas (YIN, 2010), evitando também o viés do pesquisador para minimizar erros (PARÉ, 2004). Para atender a este requisito de validade da pesquisa, a autora elaborou e disponibilizou no Apêndice A o Roteiro para Entrevistas Semieatruturadas.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados desta pesquisa estão apresentados nesta seção em duas etapas. Na primeira, são reportados os resultados das análises within case de cada empresa em subseções separadas. Para cada empresa, um resumo sobre suas atividades no mundo e no Brasil inicia a subseção. Finalizando esta primeira etapa, os casos são relatados seguindo a organização das seções do “Referencial Teórico”.

A segunda etapa de apresentação dos resultados deste estudo, que vem acompanhada das discussões sobre ele, refere-se à análise cross case. Esta apresentação é iniciada com a definição do construto “Gerenciamento estratégico do portfólio de projetos”. A seguir são registrados os padrões comuns e os diferentes entre os casos, com apoio de quadros, de acordo com as categorias para análise de conteúdo definidas na seção “Metodologia”. As discussões sobre os padrões observados à luz dos padrões teóricos identificados na literatura consultada, abordados na seção três, estão apresentadas a seguir a cada quadro.

4.1 Análise within case: Caso 1

A multinacional europeia (ME), proprietária da unidade fabril estudada (Caso 1) atua mundialmente em especialidades químicas, sendo seu negócio principal o desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos petroquímicos e químicos especiais. Seus produtos são vendidos para outras empresas que os transformam em produtos finais aos consumidores. A ME está presente em 29 países, emprega cerca de 17.000 funcionários e possui mais de 52 unidades de produção no mundo, alcançando em 2013 vendas superiores a € 8 Bilhões. A ME é organizada em três segmentos de mercado, que por sua vez agrupam várias unidades de negócios em divisões de acordo com as cinco regiões do mundo onde atuam (Europa, Oriente Médio, América do Norte, América Latina e Ásia Pacífico).

No Brasil, a ME possui dez unidades de negócios, emprega em torno de 1000 colaboradores e possui cinco unidades fabris, laboratórios e escritórios espalhados em três regiões brasileiras: Região A (RA), Região B (RB) e Região C (RC). A unidade de caso pesquisada está ligada a uma das três Unidades de Negócio (UN) de um dos segmentos da empresa e representa uma das três unidades de manufatura da UN no Brasil. A unidade fabril