• No results found

Vesicular Release of L- and D-Aspartate from Hippocampal Nerve Termi- Termi-nals: Immunogold Evidence

Existem duas redes de monitoramento de poluentes da CETESB na RMSP: a manual, composta por 18 estações, 8 que medem SO2 e fumaça e 10 que fazem

amostragem de grandes volumes (para o Material Particulado), desde 1972, e a rede telemétrica (ou automática), constituída por 22 estações na RMSP, que medem os poluentes CO, NO2, SO2, PI e O3, e que funciona desde 1981. Todas as estações

estão distribuídas em mais de 20 localidades diferentes, concentrando-se na área central da cidade, em seu entorno e na região do ABC – o que reflete a preocupação com as fontes industriais no início de sua instalação. Nem todas as estações medem todos os poluentes – as informações sobre os aspectos medidos por cada estação encontram-se na tabela 04 (página 42). Por exemplo, somente as estações de São Caetano do Sul e a do Parque D. Pedro II mediam as concentrações de MNHC, que são importantes poluentes, emitidos tanto por fontes móveis ou fixas, devido aos efeitos nocivos à saúde humana e à formação do ozônio troposférico como se pode ver na seção 1.2.1. O ozônio troposférico nos grandes centros urbanos. A medição destes compostos na rede da CETESB foi encerrada em 2002 devido à complicações relativas ao custo e manutenção dos equipamentos.

A localização das estações na RMSP utilizadas neste trabalho é demonstrada nas figuras 14 e 15:

Figura 14: Localização das estações de monitoramento na RMSP utilizadas neste trabalho

Fonte: CETESB, 2006

Outras áreas do Estado de São Paulo também apresentaram grande concentração industrial além da região metropolitana de São Paulo. Na década de 70, Cubatão também se consolidava como um pólo industrial regional; isto trouxe um maior grau de desenvolvimento econômico para a região, no entanto acarretou sérios problemas ambientais. Assim, três estações da rede telemétrica foram instaladas na cidade, no centro e em bairros próximos a áreas industriais (Vila Nova e Vila Parisi), para que fosse possível medir a concentração dos poluentes emitidos pela atividade industrial. Outras áreas do Estado que, posteriormente, mereceram atenção devido à elevada poluição do ar foram Campinas, Paulínia, Sorocaba e São José dos Campos. Estas áreas se caracterizaram por uma grande expansão urbana e industrial nos últimos anos, cuja taxa de crescimento foi maior do que a registrada na RMSP, tornando-as, conseqüentemente, vulneráveis aos mesmos problemas de poluição. Além da industrialização, existem problemas ligados a atividades como a queima de cana e de lixo. Mais estações estão sendo instaladas no interior do

Legenda: 1 – Congonhas 2 – Diadema 3 – Horto Florestal 4 – Ibirapuera 5 – Lapa 6 - Mauá 7 – Mooca 8 – Nossa Senhora do Ó 9 – Osasco 10 – Pico do Jaraguá 11 – Pinheiros 12 – Parque D. Pedro II 13 – Santana 14 – Santo Amaro 15 – São Caetano do Sul 16 – São Miguel Paulista 17 – Santo André - Capuava

Estado, o que reflete algumas medidas tomadas para se compreender o crescente problema da poluição do ar.

A tabela 04 contém informações acerca da localização de diversas estações da CETESB no Estado de São Paulo e os respectivos itens – poluentes e variáveis atmosféricas – medidos em cada uma delas.

Tabela 04: Estações medidoras utilizadas: configuração e localização (o ponto vermelho indica o monitoramento do parâmetro considerado, o traço azul indica que o parâmetro não é monitorado).

PI – Partículas Inaláveis NOx – Óxidos de Nitrogênio TM – Temperatura

SO2 – Dióxido de Enxofre CO – Monóxido de Carbono VV - Velocidade dos Ventos

NO - Óxido de Nitrogênio O3 – Ozônio DV - Direção dos Ventos

NO2 – Dióxido de Nitrogênio UR – Umidade Relativa

ESTAÇÕES MEDIDORAS Configuração Localização PI SO2 NO NO2 NO x CO O3 UR TM VV DV - CAPITAL - - • • • - • - - - - Horto Florestal* Rua do Horto, 931 • • - • - • • - - - - Pico do Jaraguá*

Estrada Pico do Jaraguá, s/n - Parque Estadual do Jaraguá

• • • • • • • - - - • Congonhas

Al. Dos Tupiniquins, 157 • • • • • • • • • • • Ibirapuera

Parque do Ibirapuera, setor 25 • - - - • - - • • Santana

Av. Santos Dumont, 1019 • - • • • • • - - • - Lapa

Av. Embaixador Macedo Soares, 7995 • - - - • - - • • Mooca

Rua Bresser, 2341 • - - - • - - - - Nossa Senhora do Ó

R. Capitão José Aranha do Amaral, 80 • • • • • • • • • • • Parque D. Pedro

Parque Dom Pedro II, 319 • • • • • • • - - - - Pinheiros

Rua Frederico Hermann Jr, 345 • - - - - • • - - • • Santo Amaro

Av. Padre José Maria, 355 • - - - • • • • • São Miguel Paulista

Rua Diego Calado, 166 PI SO2 NO NO2

NO

x CO O3 UR TM VV DV - GRANDE SÃO PAULO

• - - - • - - - - Diadema

Rua Benjamim Constant, 3 • - • • • - • - - - - Mauá

Rua Vitorino Dell’Antonia, 150 • - - - • - - • • Santo André – Capuava

Rua Manágua,2 • • • • • • • • • • • São Caetano do Sul

Rua Aurélia s/n (EMI F. Pessoa V. Paula)

• • • • • • • - - • • Osasco

Av. dos Autonomistas c/ Rua S. Maurício *Estação Móvel

Fonte: CETESB, 2006.

Como citado anteriormente, as estações em São Paulo estavam inicialmente localizadas próximas ao centro e às áreas de grande concentração industrial. No entanto, sabe-se que enquanto na década de 70 estas eram responsáveis por péssimos quadros de qualidade do ar, hoje em dia são responsáveis apenas por 10% da poluição em São Paulo, pois muitas e eficazes foram as ações implantadas e tecnologias desenvolvidas para lidar com este problema. Hoje em dia, muitos dos locais cobertos pela rede da CETESB caracterizam-se por apresentarem altos índices de poluição veicular, como as marginais dos rios Pinheiros e Tietê e mesmo o centro de São Paulo. Durante os anos 70, destacava-se o centro da cidade neste contexto, pois além da concentração de poluentes veiculares ser muito intensa, a concentração de poluentes advindos de fontes industriais também costumava apresentar altos índices – uma vez que ventos vindos da direção sudeste podem transportar os poluentes que se originam na região a sudeste da RMSP, como o ABC ou Cubatão, para a cidade de São Paulo (SÁNCHEZ-CCOYLLO,2000).