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Plot 5-9 Dp and production of water

2.4 Vertical permeability variation

Atividade: Transcrição de fala

Objetivo da atividade: Levar os alunos a reconhecerem os acusativos anafóricos de 3ª pessoa

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Fase 1:

Duração: 1 aula de 40 minutos Procedimentos metodológicos:

 Gravar o áudio de uma conversa informal durante a aula de Língua Portuguesa.

Material:

 Aparelho celular ou gravador

Fase 2:

Duração: 1 aula de 40 minutos Procedimentos metodológicos:

 Reproduzir o áudio para turma  Transcrever o áudio no quadro

 Identificar os acusativos anafóricos de 3ª pessoa presentes na transcrição

Material:

 Aparelho celular ou gravador  Caixa de som

 Piloto para quadro branco  Quadro

Avaliação: Formativa

Nesta quarta etapa, os alunos foram levados a perceber, nas suas próprias falas, as formas acusativas anafóricas estudadas na aula anterior. Para isso, foi necessário gravar um momento de fala comum em sala de aula. O diálogo foi gravado em um aparelho celular, mas foi necessária uma caixa de som após a gravação para que os alunos tivessem acesso à gravação e pudessem, junto com o professor, fazer a transcrição do áudio no quadro.

Nesta etapa, optamos por dar um comando a fim de que uma conversa se iniciasse na sala de aula. O comando foi o seguinte: “Pense em uma coisa que você quer comprar até o

final do ano e por quê”. Essa pergunta foi direcionada a alguns alunos e esperávamos que eles

se dispusessem a responder; caso um dos alunos não se sentisse à vontade para participar, era só passar a pergunta para um próximo aluno, pois a intenção era estabelecer um curto diálogo, para que se pudesse ser gravado e transcrito logo após a gravação.

Para esse primeiro momento de gravação, foi fundamental que os alunos não soubessem que estavam sendo gravados, a fim de que suas falas coletadas fossem as mais naturais possíveis. Após o término da gravação, foi dito aos alunos que a conversa estava sendo gravada e que eles iriam transcrever em seus cadernos a gravação. Para isso, foi necessário levar à sala de aula uma caixa de som, na qual o aparelho celular foi conectado, para que o áudio fosse propagado para a turma. Juntos, professor e alunos transcreveram, no

92 quadro, a gravação e encontraram as formas de acusativos anafóricos ocorridas na fala. A intenção foi fazer com que os alunos percebessem os objetos diretos anafóricos presentes em uma fala espontânea.

Nesta etapa, tivemos que levar os alunos a perceberem que o que tanto se estuda em gramática é apenas o que eles já usam na língua oral, no seu dia a dia, nas conversas mais simples. Ou seja: estudar gramática é estudar o funcionamento da língua que eles mesmos usam. Isso não se aplica ao uso do clítico, já que esse não se mostrou presente em suas produções escritas e, provavelmente, não se apresentaria nos momentos de fala também. E essa ausência foi mostrada ao aluno durante a transcrição de fala. A atividade não se propôs a induzir o uso do pronome clítico em momentos de fala, mas a fazer enxergar as formas de acusativos anafóricos presentes na gramática de uso e perceber até que ponto elas são correspondentes.

Observemos, a seguir, a transcrição da gravação e o resultado encontrado com relação ao uso do acusativo anafórico de 3ª pessoa.

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P- Ok... que dizer que Maria13 quer comprar [um livro de direito]

i ii, de onde você tirou essa ideia que

você quer um livro de direito i?

A- Ai eu fiquei estudando... estudando... ai chegou um tempo que eu sempre todo ano eu mudava

de profissão, eu queria ser (...) todo mês, até que eu parei ou em advogada ou em policial, mas agora eu sei o que eu quero ser, ou advogada ou policial.

P- Ai pra isso?

A- É... eu tô estudando... eu já pesquisei sobre tudo da minha profissão. P- ai já pesquisou se é caro, é caro ou não é caro?

A- É mais ou menos.

P- você vai falar com quem pra resolver seu problema?

A- Com meu pai... meu pai... o que é de estudo pra mim, pra eu ser uma pessoa bem sucedida P- ai você vai falar com seu pai?

A- Hunrum P- pra quê?

A- Pra comprar o livroii né?

P- Ai você acha o quê? Que vai dá certo? A- É... acho que vai dá certo.

P- tá ... ai você acha que vai... vai conseguir Ø até quando?

A- É isso... eu não sei se vou conseguir Ø... em 2014 ou no final de 2015... só sei que vou

conseguir Ø... eu acho que meu pai vai me dar Ø...Eu sou mais um livro de direito do que a guitarra que eu tanto queria ... depois eu pensei que eu acho melhor, por que eu não vou pedir duas coisas né? Tem que ser cada coisa de cada vez pra não ficar muito pesado pro bolso do meu pai.

P- Entendi Ø.

13 Maria não é o verdadeiro nome do (a) aluno (a). Apenas usamos Maria como pseudônimo para não expor a

93 A- Ai eu pensei que o mais importante era aquilo que é pro meu estudo... que é o livro de

direito...

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As ocorrências encontradas na gravação foram as seguintes: 2 sintagmas nominais e 5 objetos nulos. Esse tipo de ocorrência já era esperado, já que se trata de dados encontrados na modalidade oral da língua.

Na modalidade oral, as ocorrências de objeto nulo são sempre mais recorrentes; o objeto nulo já faz parte da gramática do português brasileiro, está ligado às propriedades gramaticais – estruturais – do português brasileiro. Outro ponto que deve ser considerado é a economia da fala em decorrência de outros aparatos extralinguísticos, a língua oral e a língua escrita apresentam características diferentes – são diferentes modalidades da língua; nesta, os elementos devem ser expostos da forma mais clara possível, já que não tem o aparato do gestual, do tom de voz, da retificação possível na modalidade oral. Fez-se necessário, nesse momento da SD, ensinar para os alunos que as outras variantes de acusativo anafórico que não ocorreram no trecho transcrito podem coocorrer juntas com as já utilizadas por eles.

Nessa atividade, o mais importante foi fazer com que os alunos identificassem nas suas falas a presença do que é estudado nas aulas de gramática e aprendessem que existem várias formas de se retomar o mesmo referente.