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Ao longo das secções anteriores cremos ter ficado claro que de uma sociedade de consumo de

percurso de convergência com a globalização.

Essa reacção passa pela absorção, por parte das empresas, das novas necessidades e possibilidades características estáveis, grande procura, pouca exigência por parte dos clientes, produtos com ciclos de vida prolongados e pequena preocupação com a qualidade, progressivamente, se passou para um ambiente onde existe grande pressão dos clientes no sentido de obterem produtos personalizados, nas quantidades, prazos e locais por eles definidos. Estes factores aliados às novas tecnologias de informação e comunicação e à globalização da economia apresentaram às empresas novos mercados com características distintas daquelas a que estavam acostumadas. Nesse sentido é imperativo que as empresas reajam de forma a manterem a sua competitividade e a curto prazo a sua existência. A competitividade é vista como um dos mais importantes e globais requisitos de uma empresa. A sua satisfação implica, ou requer, a definição e adopção de novos conceitos organizacionais, tanto para as empresas, como para os sistemas de produção (Putnik, 2000). Nesse sentido as empresas são forçadas a direccionar-se para a sua cadeia de fornecimento e aprender a geri-las como um único e grande organismo vivo (Boyson et al., 1999). Devem conseguir quebrar a de uma forma definitiva com as barreiras intra e inter organizacionais que as entrava no seu

que o mundo globalizado e tecnologicamente evoluído disponibiliza, induzindo o estabelecimento

7 e-learnig é educação via Internet ou utilizando um PC sem ligação à rede. São utilizadas aplicações que

recorrem às Tecnologias de informação e comunicação para transmissão de conhecimentos. As vertentes são baseadas na web, salas de aula virtuais, e colaboração virtual. Os conteúdos podem ser difundidos via Internet, ou aplicações multimédia em CD.

8 e-governement refere-se ao uso da Internet com o propósito de possibilitar transacções entre políticos,

cidadãos e as entidades públicas.

9 e-marketing é simplesmente a realização de acções de marketing recorrendo à Internet, nomeadamente e-

mail e www.

10 e-procurement é o processo de venda e compra de mercadorias e serviços pela Internet. É uma parte

importante dos sítios de Business-to-Business. Tipicamente permitem a utilizadores registados procurar vendedores e compradores de bens e serviços.

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e-health é o uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação, como a Internet, com o objectivo

de suportar e fornecer cuidados de saúde e educação. A sua aplicação pressupõe a alteração de alguns processos no sentido de integrarem as Tecnologias de Informação e Comunicação como suporte funcional.

de novas formas de cooperação entre empresas. No ambiente hiper competitivo dos dias de hoje é impossível que uma empresa mantenha um elev

Figura 2.4 – Evolução da postura de relacionamento entre empresas. Jones (2002)

ado nível de desempenho em todas as competências cnicas que a empresa é capaz de realizar. Com o objectivo de manter a propalada

m processo de integração no sentido de liminar desperdícios e optimizar sinergias, melhorando o desempenho das empresas. Muitos dos

Deixando de lado os factores que condicionaram e possibilitaram a nova atitude de colaboração entre empresas, a figura 2.4 pretende ilustrar as alterações de relacionamento entre empresas ao longo dos tempos (passado, presente e futuro) (Jones, 2000). Inicialmente as empresas

concen oravam

dentro das suas paredes todas as competências técnicas necessárias para produzir e vender um té

competitividade, as empresas deverão concentrar os seus esforços naquilo que de melhor fazem, ou seja, na sua competência técnica principal (Hammer, 2000). Esta postura permitirá à empresa participar em integrações virtuais, onde contribuirá com a sua competência técnica principal, conjuntamente com outras empresas, que por sua vez contribuirão com as suas competência técnicas principais, no sentido de concretizar um negócio.

Os tempos mudaram. Para muitas empresas a chave para um rápido e sustentado crescimento passa pela reengenharia dos processos de negócio e sistemas tecnológicos existentes. Os sistemas e processos existentes devem ser simplificados, optimizados e actualizados. Processos fragmentados, internamente e externamente às empresas, deverão sofrer u

e

processos deverão ser realizados recorrendo a subcontratações. Toda esta dinâmica deverá ser conseguida de uma forma rápida e tendencialmente integrada (KPMG, 2001), de forma a aproveitar as oportunidades de negócio que rapidamente aparecem e desaparecem.

travam os seus esforços de uma forma individual e isolada. As empresas incorp

determinado produto, desde a compra da matéria-prima até à venda final. Evolui-se então para uma postura de alguma ligação ou colaboração, mas ainda sem qualquer tipo de integração que se atingiu posteriormente. Tendencialmente estes relacionamentos evoluirão para estruturas virtuais (Empresas Virtuais, Mercados Virtuais).

2.4.1 – Definição e características

A mais antiga referência que encontrámos relativamente a este conceito data do ano de 1984 (Miles Snow, 1984). Contudo, a definição formal de empresa virtual é algo que se pode considerar que ão existe (Camarinha-Matos, 1997; Steil et al., 1999). Pode-se inclusive adiantar que existe uma confusa profusão de termos e conceitos no que concerne a esta matéria (Rolstadas, 1998). Uma e

reflexão profunda sobre as diferentes terminologias ex

desses termos será realizada mais adiante nesta secção. No capítulo 1 introduzimos uma primeira

o que

opiniões na literatura que apontam para a

interna e operar numa postura de aliança do melhor (Wiendahl

parem neste tipo de

encontramos o seguinte significado para esta expressão: “Termo que se refere a um ambiente istentes e o conceito que encerra cada um definição que ia de encontro ao nosso pensar sobre o tema e que aqui voltamos a apresentar:

Uma empresa virtual é uma associação de organizações, empresas, partes de empresas ou indivíduos – fornecedores de bens ou serviços – que se encontram ligados através das novas tecnologias de informação e comunicação para beneficiarem (e explorarem) das rápidas alterações que ocorrem ao nível das oportunidades de negócio. Numa associação deste género, as organizações integrantes podem partilhar custos, competências técnicas, conhecimento e acesso a

piniões de peritos, acesso a mercados regionais e globais, onde cada parceiro fornece aquil o

faz de melhor, sejam bens ou serviços (VEA, URL).

Esta primeira definição aqui apresentada, de certa forma, abrange diferentes sensibilidades que se podem encontrar na literatura sobre o tema. Por um lado, encontra-se a alusão consensual à existência de uma tecnologia de suporte ao funcionamento das empresas virtuais, classificando-as como organizações “coladas” electronicamente (Jain et al., 2000), ou seja, faz-se referência ao uso e importância das novas tecnologias de informação e comunicação (relativamente às tecnologias de

formação e comunicação importa referir que existem in

possibilidade de formar empresas virtuais sem intervenção destas tecnologias (Strader et al., 1998)). Está também presente a referência a empresas que participam na empresa virtual para tirarem proveito de uma oportunidade de negócio, contemplando ainda o caso particular de partes de empresas ou indivíduos.

Por outro lado, existe subjacente a referência a um mercado dinâmico e turbulento para o qual é necessária uma postura ágil por parte das empresas. A parte final da definição reporta-se ao factor de integração, considerando factores globalmente aceites, como sejam o acesso a especialistas e bases de conhecimento, ou o acesso a novos mercados. A referência às competências técnicas é também um factor a valorizar. A concentração das empresas naquilo que de melhor sabem fazer

ermite-lhes reduzir a complexidade p

e Helms, 1997). Incorpora ainda uma componente de extrema importância, na nossa opinião, que é a partilha de custos. Subjacente a esta partilha de custos existe um risco associado, que, para nós, potencia e expressa a diferença entre uma postura integrada e uma relação simples com fornecedores.

Existem no entanto duas outras vertentes que consideramos importante e que esta primeira definição não contempla. Atente-se nesta outra definição de empresa virtual:

A empresa virtual consiste num número de unidades geograficamente dispersas mas geridas como uma só unidade, embora cada sub unidade possa estar sob gestão separada (Rolstadas, 1995).

Esta segunda definição incorpora duas características relevantes. Por um lado refere a necessidade de gerir todos os participantes como um todo, ou seja existe aqui uma componente de integração,

as por outro lado ressalva um dos grandes receios das empresas ao partici m

organizações que é a perda da sua independência (Camarinha-Matos et al., 1999a), ou interferências externas malévolas. Ou seja, a definição garante a não interferência directa de uma

stão exterior na gestão de cada unidade. Concretizando, a ultima parte da definição infere aquilo ge

que não diz abertamente e que se traduz na manutenção da independência dos diferentes parceiros. Para que exista uma compreensão plena do que se pretende dizer com o termo “empresa virtual” é conveniente realizar-se também uma pequena reflexão sobre o termo “virtual”. Provavelmente, uma das primeiras formas de referência a este tema com que nos deparámos ao longo da nossa vida foi o termo realidade virtual. Recorrendo à central de conteúdos on-line da “Porto Editora”

artificial criado por recurso a hardware e software específicos que oferecem ao utilizador a sensação de presença e interacção com esse ambiente”. Ou seja, parece mas não é. Curioso é o

cto do dicionário on-line da mesma editora referir que virtual significa: “que existe em potência”.

a forma interessante, ser onotado com o conceito perfeitamente cimentado das células virtuais de fabrico (Carvalho et al.,

do o sistema.

e, induzindo consequentemente onfiança junto do cliente, é necessário criar um relacionamento de fiabilidade com os seus fa

Ou seja, contrariamente à definição de realidade virtual, esta ultima definição não concretiza, reporta-se apenas à capacidade de se realizar, ou seja encontram-se reunidas as condições para. Virtual pode também ser entendido como a substituição da presença física por uma presença baseada nas tecnologias de informação e comunicação (Skyrme, 1999).

Então de que forma é que a virtualidade se relaciona com as empresas, dando origem à expressão empresa virtual? A última referência do parágrafo anterior dá a entender que esta postura permite às empresas ultrapassarem as limitações decorrentes do posicionamento geográfico de cada empresa participante, ou seja a distância. A empresa, como uma só unidade, é criada recorrendo-se a hardware e software, produzindo nos seus integrantes a sensação de presença e interacção com o ambiente, tal como a definição de realidade virtual, que vimos atrás. A explicação do conceito de virtualidade relacionada com a empresa virtual pode também, de um

c

2001a). Uma célula de produção é um conjunto de máquinas, organizadas num mesmo local de forma a conseguirem produzir uma família de produtos, relacionando-se normalmente com o conceito de tecnologia de grupo. A adopção deste conceito trás vantagens (redução de tempos de preparação) e desvantagens (utilização desequilibrada dos recursos mediante flutuações na procura). O exercício de reorganização das células de fabrico em função das flutuações da procura seria uma tarefa difícil e dispendiosa. A solução apresentada para resolver esta situação é materializada no conceito de célula virtual de fabrico. As máquinas mantêm a sua posição física e as suas capacidades tecnológicas são atribuídas a células que não existem fisicamente, sendo consideradas apenas para efeitos de programação da produção. Daí a palavra virtual. Os mesmos autores referem que, de certa forma, as empresas virtuais podem ser vistas da mesma forma que as células virtuais. A principal diferença reside no facto de num caso as unidades serem máquinas e noutro caso serem empresas ou partes de empresas.

É também sugerido que o alcançar do termo empresa virtual se realiza por etapas, indo da realidade virtual, que já vimos atrás, passando pela produção virtual até à empresa virtual (Xu et al., 2002). A produção virtual é aqui apresentada como desenvolvida recorrendo-se a tecnologias como sejam a simulação por computador, CAD, CAM, CAPP (Computer Aided Process Planning – Planeamento de processos assistido por computador)) e cenários de realidade virtual. Consiste na realização do processo de produção através de computadores, utilizando o ambiente criado com base em realidade virtual para simular o comportamento de to

Uma outra forma de abordar essa virtualidade é olharmos para a empresa da perspectiva do cliente. A empresa virtual deverá ser vista do exterior não como um conjunto de diferentes parceiros que interagem para satisfazer uma oportunidade de negócio, mas sim como uma empresa única (Soares

et al., 2000; Teixeira et al., URL), fiável, sólida, eficaz, eficiente, com qualidade. Enfim, capaz de

responder aos anseios do cliente e de criar nele a suficiente confiança para o estabelecimento do negócio. Contudo, este processo encerra algumas dificuldades. Dado que as empresas virtuais não têm um passado de relacionamento que ateste a sua credibilidad

c

interlocutores, não apresentando falhas no seu desempenho. Esta capacidade passa pela existência de uma infra-estrutura de suporte adequada na qual flua informação de coordenação consistente. Parece no entanto claro que esta não é uma postura fácil de se atingir. À medida que as empresas se movem de uma postura isolada para uma postura de ligação interactiva e adaptativa, é necessário um maior nível de integração ao nível das pessoas, processos de negócio e tecnologia. As empresas virtuais são construídas com base na cooperação entre empresas reais, sendo focalizadas nos clientes em função das características dos mercados onde competem

(Zhou e Besant, 1999)

.

A existência de um ambiente turbulento, instável, incerto, extremamente competitivo, onde o ciclo de vida dos produtos é de curta duração, exige certamente por parte das empresas uma postura ágil no sentido de responder a essas solicitudes. Ser ágil é mais que incorporar flexibilidade e emagrecimento. Flexibilidade é um subconjunto da agilidade (Goranson, 1999). De uma forma simples ser ágil significa conseguir-se operar sem desperdício, mas também ser capaz de mudar de rumo rapidamente, acompanhando e convergindo com as tendências e requisitos do mercado. Algumas empresas conseguem operar de uma forma emagrecida, com elevada eficiência mas não

onseguem responder rapidamente a alterações no mercado

(Carvalho et al., 2003c)

.

desenvolvimento ou formação de uma empresa virtual em torno de uma oportunidade de negócio

arte deste. Por outro do, a empresa virtual poderá surgir como resultado de um cuidado estudo de marketing, que

s de gestão de projectos. Aliás, estes conceitos serão necessários no decurso da criação da mpresa virtual (Carvalho et al., 2001a).

referir-nos-emos à forma de criar empresas virtuais, mais concretamente às diferentes propostas c

Independentemente da sua dimensão, as empresas são forçadas a alterar os seus processos, a sua organização e a forma como fazem negócios. Existem duas abordagens possíveis para a formação de empresas virtuais (Probst et al., 1997; Camarinha-Matos et al., 1999a; Yusuf et al., 1999; Mezgár et al., 2000). Atendendo à sua estrutura pesada, pouco ágil e pouco flexível, as grandes empresas estão-se a reorganizar, concentrando-se na formação de redes estratégicas estruturadas de células de negócios, baseando-se em unidades de competências técnicas principais.

Se este ambiente agressivo provoca movimentações nas grandes empresas, é também verdade que impulsionou uma reacção por parte de pequenas empresas, nomeadamente no seio das designadas PMEs. Está-se a assistir no seio das PMEs a um movimento no sentido de se concentrarem nas suas competências principais e organizar redes estratégicas. Esta postura permite que empresas pequenas tenham acesso a mercados globais a que de uma forma isolada não conseguiriam chegar (NIIIP, 1994-2000; Dudenhausen et al., 1997; Hardwick e Bolton, 1997).

O

pode basear-se em duas perspectivas diferentes (Martinez et al., 2001). Por um lado a empresa virtual pode surgir como forma de resposta a um pedido concreto de um consumidor. Ou seja, um empresário apercebe-se que existe a possibilidade de realizar um negócio, concreto e perfeitamente definido com um determinado cliente e decide-se a iniciar o processo de formação de uma empresa virtual no sentido de satisfazer esse negócio. Inclusivamente, o pedido poderá ser colocado ao empresário de uma forma directa, sem existir a necessidade de perspicácia da p

la

resulta na identificação de um novo mercado emergente para o qual a empresa irá produzir. Importa também referir que a empresa virtual poderá estar direccionada para a realização de apenas um produto ou uma família de produtos (Martinez et al., 2001). Relativamente a estas matérias é possível adiantar que existem empresas que vão ser formadas para concretizar uma única oportunidade de negócio, dissolvendo-se no final desse processo, existindo também situações em que a empresa virtual prolonga o seu ciclo de vida no tempo, respondendo a diversos processos de negócio ou em função de um intervalo de tempo pré acordado (Afsarmanesh e Camarinha-Matos, 1997).

Perante estes cenários, pode-se especular sobre o tipo de gestão que deverá existir (adequado) em relação ao tempo que a empresa virtual se manterá em actividade. De uma forma sucinta, uma vez que o capítulo 3 tratará exclusivamente dessa matéria, se a empresa virtual prolongar a sua operação no tempo, produzindo uma família de produtos ou alguns lotes de um só produto, então dever-se-á recorrer a conceitos de gestão de operações para a sua gestão. Se pelo contrário se pretender fazer um só produto, que poderá no limite ser uma só unidade, então serão necessários conceito

e

Para lá do factor tempo, a empresa virtual pode ainda ser analisada ou classificada relativamente à sua topologia de rede tecnológica de suporte e relativamente à forma de coordenação (Camarinha- Matos, 1997). Contudo, a análise das empresas virtuais não se queda por aqui. Existem outras características que podem ser atribuídas às empresas virtuais. Todavia, mais adiante nesta secção

para o ciclo de vida deste tipo de empresas. Consideramos que inseridos nesse contexto será mais simples transmitir ao leitor outras potencialidades, virtudes e defeitos do conceito em análise.

2.4.2 – Terminologia associada

O campo de estudo das empresas virtuais é uma área que se encontra em crescimento, sendo certo que para os conceitos que lhe estão associados não foi ainda encontrada uma definição consensual e precisa (Camarinha-Matos et al., 1998). Os mesmos autores referem ainda a possibilidade de se encontrar diferentes termos que, representando o mesmo conceito, competem pela hegemonia. Na literatura são vários os trabalhos que utilizam o termo “Empresa Virtual” onde o conceito que lhes adjacente, globalmente, converge com a reflexão que realizámos em 2.4.1. Encontram-se também xemplos em que a mesma terminologia encerra diferentes c

frequente, encontrar-se o mesmo conceito encapuçado em

com maior predominância são utilizados na literatura são Empresa Virtual e Empresa Estendida

tegração é maior, tendo simultaneamente, relativamente aos cordos de longo termo das empresas estendidas, um tempo de vida mais curto (Jagdev e Browne,

e se pretende transmitir é

e onceitos. É também possível e

diferente terminologia. Os termos que (Extended Enterprise). Sobre esta matéria são estabelecidas mais considerações nos trabalhos que se referem de seguida: (Barnett et al., 1994; Clements, 1997; Dudenhausen et al., 1997; Meade et

al., 1997; Spinosa et al., 1997; Spinosa et al., 1998a; Goranson, 1999; Ouzounis e Tschammer,

1999; Rocha e Oliveira, 1999; Zhang e Li, 1999; Zhao et al., 1999; Chalmeta, 2000; Jain et al., 2000; Rupp e Ristic, 2000; Soares et al., 2000; Hoffner et al., 2001; Katzy e Dissel, 2001; Teixeira

et al., URL), entre outros trabalhos.

A expressão empresa estendida é o mais próximo “rival” do termo empresa virtual (Camarinha- Matos et al., 1998; Camarinha-Matos e Afsarmanesh, 1999c), existindo inclusive uma grande confusão na sua utilização (Rolstadas, 1997). A empresa virtual tem um âmbito mais lato que, e inclui, o conceito de empresa estendida, sendo consequentemente esta última um caso particular da primeira (Jagdev e Browne, 1998; Camarinha-Matos e Afsarmanesh, 1999c). Outros vêem a empresa estendida como o termo dominante. A diversidade de opiniões é tal que se chega apontar a questão da semântica como sendo a grande diferença entre os termos (Jagdev e Browne, 1998). Numa empresa virtual o nível de in

a

1998). Na literatura consultada, a utilização da expressão empresa estendida, incide sobre o estreitamento de relações entre os integrantes da cadeia de fornecimento. O procedimento incide em trazer para dentro da empresa, ou seja em incorporar, todos, ou a maior parte dos intervenientes na cadeia de fornecimento. Existe uma associação clara com a integração de parceiros num relacionamento duradouro, onde se responsabiliza em maior grau cada um dos participantes. Em suma, a expressão empresa estendida é melhor utilizada quando nos referimos a uma empresa dominante que estende as suas fronteiras a todos, ou alguns, dos seus fornecedores (Camarinha- Matos et al., 1998). Algumas referências à expressão empresa estendida e vertentes associadas ao seu funcionamento podem ser encontrados em (Corradi et al., 1997; Mertins e Krause, 1997; Camarinha-Matos et al., 1998; Jagdev e Browne, 1998; Boyson et al., 1999; Davis e O'Sullivan, 1999; Mertins e Arlt, 1999; Zhou e Besant, 1999; Camarinha-Matos, 2001)

Outra designação bastante difundida é Virtual Corporations (Companhia Virtual) (Davidow e Malone, 1993; Franke e Hickmann, 1999). A definição apresentada para este conceito diverge muito pouco daquela que apresentámos para empresa virtual. A “Virtual Corporation” é uma rede

temporária de companhias independentes, ligadas por tecnologias de informação para partilhar competências técnicas, custos e aceder a outros mercados respondendo assim a uma oportunidade