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4.8 Results

5.1.2 Pseudo-C l estimation

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Item A avaliar Observações

Valores tensionais

Tonturas

Na fase inicial solicitar ao doente que em dias alternados avalie a sua tensão arterial, é um comportamento favorecedor na sua recuperação, não só pela vigilância na saúde como também promotora de atividade física e contacto social, caso tenha que se deslocar a uma farmácia ou C. Saúde.

Após 2 semanas de follow-up esta avaliação pode ser alargada para semanal.

Os valores tensionais ótimos para estes doentes são relativamente baixos, promovendo a poupança do músculo cardíaco. Caso o doente se apresente assintomático, os valores tensionais.

Sistólicos de 90/100 Diastólicos de 50/60

São considerados normais para estes doentes.

Por vezes são reflexo dos valores tensionais demasiadamente baixos, sendo um sinal de alerta.

Importante caracterizar o momento em que ocorre para poder realizar ensino sobre a melhor forma de atuar perante a ocorrência.

Frequência Cardíaca Palpitações

Importante monitorizar pelo tipo de terapêutica instituída, que muitas vezes promove FC baixas sintomáticas.

As palpitações por seu lado pode ser manifestação de arritmias importantes, a avaliar em contexto clínico.

Edemas Tornozelos Pernas Abdómen Face Anasarca

Os edemas são outra manifestação importante da IC, a sua localização, extensão, compressão são indicadores a ter em consideração na avaliação destes doentes.

São normalmente os primeiros sinais indicativos de descompensação cardíaca.

A generalização destes torna o quadro clínico mais grave e de difícil reversão, implicando muitas vezes o internamento hospitalar.

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Item A avaliar Observações

Cansaço Grande / Médio ou

Pequeno esforço

Como aparece o cansaço Atividades de vida diária Como se classifica de 0-10

O cansaço é importante para avaliar a capacidade ao esforço. Sendo que a capacidade vai reduzindo com o aumento do cansaço.

A capacidade de realizar as atividades de vida diária é um aspeto a ter em consideração na autonomia e independência da pessoa.

A auto-classificação permite um termo de comparação que ao longo do tempo possibilita a perceção da evolução do cansaço com a situação clínica.

Deve ser explicado ao doente que nesta escala: O – equivale à ausência de cansaço;

10 – Cansaço máximo mesmo em repouso.

Angor Em repouso Em atividade

O que fez?

Importante obter o maior número de dados que permita avaliar corretamente a dor em questão.

Perguntar ao doente - Como era a dor?

- Se ficava no peito ou irradiava para algum local? - Se aumentava com a inspiração profunda?

- Se ocorreu alguma situação de stress que pudesse despoletar a dor?

- Se tomou medicação? - Se procurou ajuda?

Sincope Perguntar ao doente

- Se sentiu que ia desmaiar? - Se sentiu algo antes?

- Como se encontrava, em pé, repouso, a andar? - Se procurou ajuda?

Informar de como proceder.

Tosse e expetoração Contextualização da tosse, se ocorre em repouso sem

expetoração, importante avaliar em contexto da terapêutica em uso.

A tosse produtiva pode ser indicativa de infeção respiratória, que habitualmente, se for prolongada, leva a um agravamento da IC e muitas vezes à necessidade de internamento hospitalar.

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Item A avaliar Observações

Aumento do cansaço Ortopneia Dispneia paroxística noturna Nº almofadas com que dorme

O aumento do cansaço traduz normalmente um agravamento da sintomatologia de descompensação da IC.

A ortopneia surge na tentativa dos doentes de permanecerem em decúbito baixo, levando a sensação de falta de ar com consequente aumento do plano superior da cama.

Dispneia paroxística noturna, quando o doente acorda com uma súbita falta de ar, necessitando de se sentar e assim permanecer até à sua recuperação.

Esta situação ocorre devido à retenção de líquidos no organismo que com a posição de deitado originam sobrecarga pulmonar levando a má perfusão com consequente sensação e falta de ar.

O número de almofadas que o doente utiliza para dormir é uma medida fácil de avaliação deste parâmetro, permitindo ainda uma comparação ao longo do tempo.

Débito urinário Mantido Diminuído Aumentado

Estes doentes estão normalmente medicados com diuréticos que facilitam a eliminação dos líquidos retidos no organismo pela dificuldade cardíaca em bombear o sangue.

O controle do débito urinário é uma tarefa importante a incutir nos doentes pois permite a perceção de que a excreção se está a fazer dentro dos valores normais para o doente.

Náuseas Muitas vezes associadas à intolerância alimentar causada pela acumulação de líquido no espaço peritoneal, causando compressão a nível do estômago originando sensação de enfartamento e náuseas.

Vómitos e diarreia Aspeto importante a considerar pelo risco de descompensação eletrolítica rápida (especialmente nos doentes mais idosos).

Valorizar também a redução na absorção da terapêutica bem como no efeito desejado da medicação, podendo levar a descompensação cardíaca.

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Item A avaliar Observações

Dieta

Restrição de sal

Restrição de álcool

Restrição hídrica

A avaliação da dieta que o doente faz no domicílio é importante na avaliação do risco de desnutrição destes doentes.

A necessidade de ingerirem proteínas e fruta diariamente deve ser uma preocupação da enfermagem.

No entanto esta deve ser enquadrada com os restantes problemas do doente e suas especificidades (Insuficiência renal, diabetes, hipercolesterolémia, Hiperuricémia, entre outras).

As perguntas sobre a dieta dos dias anteriores pode fornecer elementos importantes e concretos sobre o tipo de alimentação que a pessoa faz em sua casa.

O sal é um elemento importante nestes doentes e onde muitos têm dificuldade em aderir.

O processo deve ser gradual e com informação sobre as possibilidades de substituição deste componente nas comidas como a utilização de ervas aromáticas, limão, e substituto artificial do sal (que deve ser evitado com doentes com Insuficiência renal pelo seu alto teor em potássio).

As propriedades vasodilatadoras do álcool promovem alterações hemodinâmicas nos doentes, que podem levar a processos de descompensação.

A alteração da função hepática provocada pela ingestão regular de bebidas alcoólicas provoca também alteração na metabolização de alguns fármacos, dificultando o efeito terapêutico pretendido. O consumo de álcool, nos doentes acompanhados em Hospital de dia está limitado a 2 dl de vinho por dia.

A restrição hídrica consiste na grande batalha, principalmente em doentes idosos, constantemente incentivados a beberem muitos líquidos, sendo contra-indicado para o doente com IC pela sobrecarga que provoca.

Restrição limitada a 1 l por dia incluindo todos os líquidos ingeridos (sopa, leite, chá, sumos, etc).

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Item A avaliar Observações

Alteração na medicação Sim Não Se tem e se toma toda a medicação Alteração na dose dos diuréticos Validação da medicação tomada e

prevista para tomar

Efeitos secundários

Analgésicos ou anti- inflamatórios

Dificuldade em comprar a medicação

Validar se existiu alteração na medicação instituída com a alta hospitalar

Se possui toda a medicação e se a toma toda ou se existe algum que não esteja a tomar e porquê. Permite um real conhecimento da terapêutica instituída e promove a confiança entre profissionais e doente.

Estes doentes normalmente estão medicados com uma grande variedade de medicamentos, sendo importante um acompanhamento estreito da sua toma

Ensino sobre o efeito pretendido dos medicamentos e possíveis efeitos secundários que devem ser comunicados à equipa de profissionais de saúde

Validação da medicação permite verificar se o doente está a par do seu plano terapêutico e se não esta a cometer nenhum erro

A verificação de efeitos secundários é importante para a substituição e prevenção de situações de descompensação.

Os doentes idosos devido a muitos problemas osteoarticulares, frequentemente fazem uso de medicação analgésica e anti- inflamatória, sendo que esta ultima agrava a sua condição cardíaca, sendo importante a correta monitorização

Importante avaliar a situação económica do doente para a compra da terapêutica, que muitas vezes é deixada para segundo plano por incomportabilidade financeira. Encaminhar para recursos de apoio na comunidade

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Item A avaliar Observações

Descrição da atividade realizada

Parâmetro individual, no contexto da idade, comorbilidades e estado geral pós internamento.

Importante avaliar se existe um aumento gradual da do exercício e se este é realizado de forma regular.

Promotor de convívio social

Item Observações

Conceitos gerais

- Quando contactar o HDIC

- Importância do peso diário

- Medidas favorecedoras da redução dos edemas

- Importância do repouso

- Registar apenas o que for realizado com o doente.

- Explanar situações e sinais ou sintomas indicativos de que deve procurar ajuda como:

 Aumento de peso repentino;  Agravamento do cansaço;

 Aumento marcado dos edemas e diminuição do débito urinário;

 Alterações sintomáticas dos parâmetros vitais;

 Alterações na respiração, ortopneia ou dispneia paroxística noturna;

- Valorizar o peso diário na vigilância da sua doença

- Referir medidas promotoras da redução dos edemas, nomeadamente a elevação dos membros inferiores e a atividade física regular.

- Fomentar o repouso para diminuição do trabalho cardíaco

Medicação

- Ensino sobre a medicação / efeito dos medicamentos /

efeitos secundários - Horários mais adequados

- Como atuar em caso de omissão de uma toma

- Anticoagulantes

Registar o ensino que for realizado

Efeito dos medicamentos na doença, horários mais adequados e porquê.

Como atuar face a sinais secundários dos medicamentos ou no caso de omissão de 1 ou mais tomas terapêuticas.

Medicação anticoagulante, ensino sobre o seu efeito, sinais de hemorragia e como atuar.

Importância do controle regular do INR.