5.1 Bidirectional DC/DC converters
5.2.4 Verification of 2L-VSC
A aplicação definitiva foi realizada através de um instrumento de produção oral em língua inglesa para o G1 e o G2, após 80 horas-aula, e teve como objetivo levantar dados para a avaliação da hipótese.
O instrumento para a verificação dos desvios na produção oral foi aplicado individualmente, no laboratório de informática da escola, em horário extra-classe, pré- determinado com os alunos (ANEXO D).
As questões foram apresentadas de forma escrita. Dos 4 blocos de perguntas, os sujeitos receberam um de cada vez, para que fossem respondidos oralmente. Eles tiveram 3 minutos para olhar cada bloco de questões separadamente e mais 3 minutos para a produção de cada frase. Foi dado um tempo um pouco maior, ou seja, mais 2 minutos para os que apresentassem dificuldades na elaboração das frases.
Em cada bloco de questões, foi enfatizado que os sujeitos empregassem os termos que constituíam as frases e que estes não fossem substituídos por pronomes. Para evitar que o aluno não se lembrasse quais eram os pronomes, estes foram colocados entre parênteses logo após a ordem do exercício em todos os blocos. Apenas no primeiro foi dado um exemplo para os alunos de uma frase com substantivo e outra, com a sua substituição pelo pronome – tanto o substantivo de uma frase quanto o pronome da outra foram colocados em negrito, para que eles percebessem o que não era para ser feito. Quanto às respostas dadas às perguntas, estas tinham que ser completas, para evitar que as palavras não fossem empregadas e não fosse possível avaliar os desvios, tanto fonético-fonológicos quanto morfo-sintáticos.
A aplicação definitiva foi realizada apenas com um instrumento de produção oral direcionado em língua inglesa, constituído por 16 questões, para a verificação tanto dos desvios fonético-fonológicos quanto dos morfo-sintáticos. Optou-se pela não realização de dois testes separados para cada área, para que os sujeitos tivessem que processá-las simultaneamente. Embora as condições desta testagem não tenham sido semelhantes às que ocorrem em uma situação real de comunicação, as pessoas, ao falarem, têm que dar conta tanto dos processos fonético-fonológicos quanto morfo-sintáticos paralelamente, além de outros, por isso optou-se pela realização do mesmo desta forma.
O objetivo do primeiro bloco de questões era verificar o desvio da não frontalização do verbo “to be” em perguntas do tipo “yes-no” (NF). As perguntas foram formuladas através das 4 frases afirmativas dadas.
O objetivo das 4 questões seguintes era verificar a inversão da posição do adjetivo na função de atribuição, ou seja, a sua colocação depois do substantivo (CADJ). O substantivo e o adjetivo, a serem empregados nas frases, foram colocados entre parênteses, juntamente com outras informações (preposições e artigos).
O objetivo das outras 4 questões era verificar a flexibilidade na colocação do advérbio de freqüência pré-verbal “always” (CADV). Foram feitas 4 perguntas e colocado o advérbio pré-verbal de freqüência “always” entre parênteses”, além de outras informações que permitiriam a formulação da frase e o encaixe do mesmo.
O objetivo das 4 últimas questões foi o de verificar o desvio da colocação pré-verbal da partícula de negação (CPVN), a partir de 4 perguntas do tipo “yes/no” que teriam que ser respondidas.
Há também a categoria outros, para os tipos de desvios que não seriam levados em consideração para a análise estatística, já que não se enquadravam em nenhum dos que estavam em foco nesta pesquisa.
Ressaltou-se que as respostas afirmativas deveriam ser formuladas de maneira completa, para evitar que os sujeitos empregassem apenas parte desta; assim como as negativas, medida que preveniria uma possível resposta de “sim” ou de “não”, o que não
possibilitaria em ambos os casos a observação dos processos morfo-sintáticos, assim como os fonético-fonológicos.
Os tempos verbais empregados no teste foram o “simple present” e o “present continuous”, por serem estes os mais observados nos diálogos e nos textos para alunos de nível básico de língua inglesa (JONES, KAY, 2006; GRANGER; 2004; RICHARDS; SANDY, 2004; OXENDEN; LATHAM-KOENIG; SELIGSON, 2005).
Os processos fonético-fonológicos foram 5, comumente observados na produção oral de aprendizes da língua inglesa, falantes do português brasileiro, segundo a literatura apresentada. Havia outros também interessantes, mas optou-se por restringir o seu número, ficando os outros para um posterior estudo.
As palavras escolhidas para a verificação dos desvios fonético-fonológicos estavam inseridas nas 16 questões do instrumento, cujas respostas dadas as mesmas ou às perguntas formuladas permitiriam a sua produção: 14, para a verificação dos processos de simplificação de encontros consonantais que resulta em uma epêntese (SEC) (OLLER, 1974); 19, para a verificação da inserção da vogal [i] ou ou schwa [ə] nas seguintes obstruintes em posição final: /p/, /b/, k/, /t/, /f/ e /tß/ – ou schwa paragógico (SP) (TARONE, 1987; ECKMAN, 1987; MAJOR, 1987); 13, para a verificação da realização da produção da consoante nasal velar seguida da consoante velar sonora, – epêntese de [g] (EPG) (ZIMMER, 2004); 17, para a verificação da não aspiração das plosivas surdas em posição inicial /p/, /t/, /k/ (NAPS) (ZIMMER, 2004, AVERY; EHRLICH, 1995, ALVES, 2006) e 23, para a mudança consonantal (MC): troca das fricativas dentais (MAJOR, 1992; JENKINS, 2001; BEST, et al., 2001).
Há que se salientar que algumas palavras permitiam a observação de mais de um tipo de desvio, como em “pink” /phi˜k/, tanto no aspecto da inserção de uma vogal depois da obstruinte, quanto da não aspiração das plosivas iniciaisque pode ser produzida como [pi˜ki].
Como não era um teste de leitura e sim de produção oral, algumas palavras apresentadas nas frases como estímulo poderiam ter sido substituídas por outras que permitiriam a realização do desvio. Além disso, haveria a possibilidade de o sujeito empregar
uma palavra, em lugar de outra e, logo em seguida, produzir a solicitada na questão. Por exemplo, na formulação da frase interrogativa “Is that cat running?”, alguns sujeitos disseram: “Is this... that cat running?” Nesse caso, o número de palavras em que o processo ocorreu, ou seja, da mudança consonantal poderia ser superior ao registrado acima. Tanto no primeiro caso quanto no outro, as palavras foram consideradas para a análise estatística.
Quanto à escolha do desvio da não aspiração, optou-se, neste estudo, mesmo sendo a plosiva bilabial de mais fácil identificação, como sugerem Cristófaro-Silva (2005) e Alves (2005), pelas plosivas surdas em início de palavra /p/, /t/ e /k. Nesta pesquisa, tomou-se o cuidado também para que as palavras escolhidas fossem do conhecimento dos alunos.
Na próxima seção, serão apresentados o levantamento e a computação dos dados.