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Vergleich der Briefwechsel mit Paul und Lassalle / Die Zeit nach der Scheidung 67

5. Analyse

5.16 Vergleich der Briefwechsel mit Paul und Lassalle / Die Zeit nach der Scheidung 67

Inicialmente, apresenta-se a análise do comportamento dos custos foi realizada a fim de verificar a estrutura dos custos das empresas do presente estudo e ainda, sua relação com a RLV. Conforme pode ser observado na Tabela 2 cerca de 76% da receita líquida está comprometida com o CPV ao longo dos 11 anos analisados.

A análise foi feita utilizando todas as empresas da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, por este motivo identificou-se um coeficiente de variação de 15,79%. Tais resultados corroboram com os resultados encontrados por Silva, Leal e Trindade (2015) que em seu estudo no segmento de carnes e derivados, que está incluído nas empresas alvos do presente estudo, identificou que 76% da receita líquida são destinados a cobrir o CPV no período de 10 anos do estudo.

Tabela 1 - Estatística descritiva do índice CPV/RL

Ano Número de Empresas Média Desvio Padrão Coeficiente de Variação (%)

2006 19 0,74 0,09 12,16 2007 20 0,70 0,19 27,14 2008 20 0,75 0,12 16,00 2009 20 0,79 0,09 11,39 2010 21 0,79 0,16 20,25 2011 21 0,77 0,11 14,29 2012 23 0,78 0,11 14,10 2013 23 0,77 0,10 12,99 2014 23 0,77 0,09 11,69 2015 23 0,75 0,14 18,67 2016 23 0,79 0,10 12,66 GERAL 0,76 0,12 15,79

A média da relação de CPV e receitas líquidas ao decorrer dos anos foi aumentando gradativamente a partir do ano de 2008 conforme pode ser visto na Figura 2, diferentemente dos resultados encontrados por Grejo, Santos, Abbas (2015) que identificaram queda desta relação nas empresas do setor de tecnologia a partir do de 2008 o que pode ser explicado pela crise financeira dos Estados Unidos. Diferentemente do setor de tecnologia, as exportações do agronegócio no período de 2008 aumentaram significativamente mesmo diante da crise financeira (CEPEA, 2017).

Figura 2 - Tendência da média do índice CPV/RL

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Para as análises dos custos de forma geral, deve-se levar em consideração que as empresas do agronegócio possuem um diferencial uma vez que segundo o CEPEA (2017) o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio vem aumentando gradativamente ao longo dos anos, mesmo com as crises enfrentadas e ainda com a retração da economia este segmento não está sofrendo interferência, motivo pelo qual podemos destacar o aumento de receita líquida ao decorrer dos anos.

Levando em consideração a dispersão dos dados identifica-se que no ano de 2007 as empresas eram menos homogêneas com relação aos anos de 2009 a 2014. Pode-se observar também que nos anos de 2011 e 2012 o coeficiente de variação diminuiu mostrando que o grupo de empresas que estavam neste setor passaram a se tornar mais homogêneas.

Como pode visto na Figura 2 a relação CPV/RLV não possui uma linearidade ao longo dos anos, com um coeficiente de determinação de 0,2169. Isso mostra que durante os anos de 2006 a 2016 as empresas se mostraram bem heterogênea com relação a esta

variável, o que pode ser identificado devido a variação de empresas analisadas neste presente estudo.

Em relação às despesas de vendas (DV), conforme pode ser observado na Tabela 3, as empresas comprometem em média 8% da receita líquida com despesas de vendas, corroborando com Richartz et al (2012) e Richartz (2013) que encontraram um valor próximo a 10%.

Tabela 2: Estatística descritiva do índice DV/RL

Ano Número de Empresas Média Desvio Padrão Coeficiente de Variação (%)

2006 19 0,09 0,05 55,56 2007 20 0,08 0,05 62,50 2008 20 0,07 0,04 57,14 2009 20 0,08 0,05 62,50 2010 21 0,08 0,05 62,50 2011 21 0,07 0,05 71,43 2012 23 0,07 0,04 57,14 2013 23 0,07 0,04 57,14 2014 23 0,07 0,04 57,14 2015 23 0,07 0,05 71,43 2016 24 0,07 0,05 71,43 GERAL 0,08 0,04 50,00

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Vale ressaltar, que para as despesas de vendas há uma variabilidade de 50% dos dados em relação à média, o que pode ser explicado por diferentes segmentos que estão incluídos neste setor da cadeia produtiva do agronegócio. Nas empresas do presente estudo, em média 8% da receita líquida de vendas estaria comprometida com as despesas de vendas. No presente estudo verifica-se que as despesas de vendas em relação a receita líquida, apresentam uma declividade pouco acentuada com o passar dos anos, com uma redução ao longo do tempo.

Conforme apresentado na Tabela 4 realizou-se a análise da relação das despesas administrativas com a receita líquida de vendas. Quando se trata de despesa administrativa elas estão diretamente ligadas a estrutura das empresas, já que uma empresa de um porte maior possui despesas consequentemente maiores e ainda, este tipo de despesa pode ser controlado pelos gestores com mais rigidez.

Verifica-se na Tabela 4 que cerca de 16% da receita líquida destina-se a cobrir as despesas administravas das empresas. Nota-se que ao decorrer dos anos a média sofre consideráveis alterações, passando de 103% do ano de 2007 para 9% em 2010, o que torna relevante o estudo dessa variável por segmento a fim de tentar-se inferir sobre as possíveis causas desse fenômeno.

Quando estudado o segmento de carnes e derivados Silva, Leal e Trindade (2015) demonstram que apenas 3% da receita líquida está comprometida com as despesas administrativas o que traz indícios de que este segmento não é o ofensor para o alto coeficiente de variação.

Tabela 3: Estatística descritiva do índice DA/RL

Ano Número de Empresas Média Desvio Padrão Coeficiente de Variação (%)

2006 19 0,07 0,05 71,43 2007 20 1,03 4,32 419,42 2008 20 0,08 0,09 112,50 2009 20 0,08 0,12 150,00 2010 21 0,09 0,13 144,44 2011 21 0,07 0,05 71,43 2012 23 0,07 0,04 57,14 2013 23 0,06 0,04 66,67 2014 23 0,06 0,05 83,33 2015 23 0,05 0,04 80,00 2016 24 0,07 0,08 114,29 GERAL 0,16 0,45 281,25

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Richartz, et al (2012) verificaram que 15% da receita líquida é consumida pelas despesas administrativas, e ainda destaca que no ano de 2009 o índice referente a DA/RLV foi de 2,59 o que aumentou a média do segmento devido a um outlier que foi identificado neste ano.

Realizou-se a análise da relação das despesas financeiras com a receita líquida, conforme Tabela 5, e nota-se que o esperado é que este tipo de despesa não tenha relação direta com as receitas, uma vez que não faz parte da operação das empresas, o que pode ser comprovado pelo coeficiente de variação girando em torno de 87,5%.

Conforme pode ser observado na Tabela 5 cerca de 16% da receita líquida das empresas estudadas estão comprometidas com as despesas financeiras, porém é importante ressaltar que neste caso trata-se apenas das atividades operacionais da empresa, ou seja, foram consideradas apenas as receitas de vendas, ficando de fora as receitas financeiras, uma vez que essas não fazem parte da operação das empresas.

Richartz (2013) corrobora com relação das despesas financeiras encontradas no presente trabalho, uma vez que evidencia que para sua amostra de empresas, as despesas financeiras não seguem um padrão de comportamento ao longo dos anos. Assim como Richartz, et al (2012) que encontraram um valor próximo a 20% das receitas líquidas comprometidas com as despesas financeiras.

Tabela 4: Estatística descritiva do índice DF/RL

Ano Número de Empresas Média Desvio Padrão Coeficiente de Variação (%)

2006 19 0,10 0,07 70,00 2007 20 0,10 0,17 170,00 2008 20 0,25 0,27 108,00 2009 20 0,10 0,16 160,00 2010 21 0,09 0,07 77,78 2011 21 0,13 0,10 76,92 2012 23 0,16 0,10 62,50 2013 23 0,16 0,10 62,50 2014 23 0,15 0,09 60,00 2015 23 0,27 0,22 81,48 2016 24 0,19 0,24 126,32 GERAL 0,16 0,14 87,50

Fonte: Dados da pesquisa (2018)

Nas empresas do presente estudo, quando se observa as despesas financeiras verifica-se que não há um padrão de comportamento linear com um R² de 0,2403, o que pode ser explicado pelo ano de 2008 que se apresenta como um outliner uma vez que este ano foi marcado por um alto crescimento de 24% das exportações apesar da crise, e por este motivo houve a busca por financiamentos e empréstimos (CEPEA, 2017).