3 Analyseteil
3.7 Verfall
3.7.1 Verfall der Nation
A análise dos resultados dos itens 4, 8, 12, 16, 18 e 20 tem como objetivo verificar as conceções alternativas referidas na seção 6.1.2.
Figura 49 – Item 4 do teste.
Os testes realizados no estudo de Feigenberg (2002) tiveram como principal objetivo ser um instrumento para expor modelos mentais dos alunos, assim como táticas pedagógicas de um professor. O primeiro teste continha perguntas diretas em relação às distâncias e dimensões de corpos astronómicos do sistema solar, e perguntas com representações esquemáticas das respostas. O teste foi aplicado no início do ano escolar, a fim de revelar as conceções dos alunos. A parte significativa do teste foi a de que cada item exigia um desenho representativo da resposta a fim de revelar as conceções dos alunos. No item 4 realizaram-se alterações, de forma a contemplar três opções possíveis de conceções alternativas dos alunos em relação à interseção do equador celeste com o plano da órbita da Terra.
No estudo realizado por Feigenberg (2002) apenas 22% dos alunos deu a resposta correta, as sombras de todos os objetos são praticamente paralelas, 70% das respostas apresentava uma imagem em que o Sol seria substituído por uma fonte próxima de luz. Apenas 6% dos alunos respondeu: “Eu não sei”, e 2% apresentaram desenhos com sombras caóticas.
Dos alunos de 7.º ano que responderam ao item 4, 51% conseguiu identificar as sombras das árvores. Verificou-se assim que os alunos não concebem os raios do Sol como sendo paralelos e ignoram a curvatura da Terra. No grupo do 10.º ano, 63% respondeu corretamente, enquanto que 37% selecionou a opção D. A análise destes resultados revela graves lacunas nos conhecimentos dos alunos sobre esta temática introdutória da
complexos. Embora se verifique um aumento de respostas corretas ao longo dos níveis de escolaridade, os alunos apresentam elevadas percentagens de respostas incorretas (entre 49 e 39%), revelando graves lacunas ao nível de conceitos básicos.
Observa-se que o item e as alternativas estavam claras, não deixando dúvidas ao que se pretendia. É de notar que os alunos e professores não foram atraídos pelos distratores. Tabela 29 – Resultados do teste para o item 4.
Figura 50 – Item 8 do teste.
Quando Feigenberg (2002) aplicou o item 8, os alunos estavam a estudar as variações da luz. No entanto, mesmo depois dos conteúdos serem abordados os alunos continuaram a ter dificuldades em relacionar tamanhos e distâncias. Existiam diferentes grupos característicos de respostas, correspondentes a diferentes modelos intelectuais. Na análise do item 8, verifica-se que os alunos do 7.º ano, ignoram a curvatura da Terra e grandes dimensões em relação a vários parâmetros: a distância ao Sol e dimensões da Terra. Metade dos alunos do 7.º ano selecionou a opção correta, no entanto, 24% refere que o ângulo escolhido de forma a obter a exposição máxima do painel depende da época do ano, e 27% acha que necessita de mais informação para tomar a decisão correta. Para o grupo do 10.º ano, 43% selecionou a resposta correta, enquanto 22% selecionou o distrator C e 26% o distrator D.
A percentagem de respostas corretas não parece estabelecer nenhuma correlação com o nível de escolaridade frequentado, uma vez que as respostas dos alunos se distribuem
quase uniformemente pelas quatro opções de resposta. Estes resultados podem traduzir uma lacuna nos conhecimentos dos alunos sobre a origem a inclinação dos raios na Terra estar relacionada com à interseção do equador celeste com o plano da órbita da Terra.
Em relação ao grupo de professores, 67% seleciona a opção correta, mas 20% salienta que necessita de mais informação para tomar a decisão correta.
Tabela 30 – Resultados do teste para o item 8.
Figura 51 – Item 12 do teste.
Os itens 12, 18 e 20 pretendem verificar que em duas posições que se encontram no hemisfério norte, a altura máxima do Sol no céu é menor na posição mais afastada do equador. Isto é, a altura máxima que o Sol atinge no céu em qualquer lugar varia ao longo do ano e depende da distância que se encontra do equador (latitude).
No grupo de alunos as respostas foram distribuídas de modo quase uniforme pelas quatro opções possíveis, confirmando, de um modo geral, a existência e persistência de conceções alternativas ao longo dos níveis de escolaridade. Para alguns alunos, o ponto mais alto atingido pelo Sol, visto da Terra, não muda ao longo do ano. Outros indicam que na posição X, o Sol encontra-se na posição mais alta.
Estes resultados demonstram que o item gerou confusão ou deixou dúvidas quanto ao que se pretendia.
Tabela 31 – Resultados do teste para o item 12.
Figura 52 –Item 18 do teste.
Através da análise dos gráficos do item 18, verifica-se que os alunos não conseguem identificar qual das duas cidades se encontra mais a norte, não conseguindo comparar a altura do Sol em graus ao longo do ano com a posição a que se encontra na Terra. No 7.º ano, as respostas dividem-se entre as opções A e B, sendo B a opção correta. Já no grupo do 10.º ano, a maioria dos alunos identifica a cidade X como estando a norte da cidade Y. A percentagem de respostas certas mantém-se quase constante em todos os
níveis de escolaridade, revelando a resistência desta noção apesar da instrução formal. Quanto aos professores, 82% seleciona a opção correta.
Estes resultados demonstram que o item gerou confusão ou deixou dúvidas quanto ao que se pretendia
Tabela 32 – Resultados do teste para o item 18.
Figura 53 – Item 20 do teste.
No item 20, a maioria dos professores selecionou a opção correta, “O Sol está mais alto do que no topo do edifício”. No item, 37% dos alunos do 7.º e do 10.º anos selecionaram a opção correta, enquanto as restantes opções são repartidas pelos restantes alunos. Verifica-se contudo, uma preocupante percentagem de respostas erradas dadas pelos alunos, relevando a possibilidade de prevalência ou criação da
escolaridade, os alunos ainda mantêm noções erradas sobre o movimento aparente do Sol durante as várias épocas do ano.
Tabela 33 – Resultados do teste para o item 20.
Figura 54 – Item 16 do teste.
O item 16 pretende verificar que a forma esférica da Terra provoca diferenças na intensidade de luz do Sol e consequentemente a quantidade de energia proveniente do Sol varia de local para local. A luz solar é mais intensa na Terra, quando o seu eixo de rotação é perpendicular ao plano da sua órbita, isto é quando os raios solares fazem um ângulo de 90.º com a superfície do solo. Mais de metade dos alunos e professores selecionou a opção correta demonstrando saber que na posição mais próxima do equador o fluxo solar é mais intenso do que numa posição mais a norte. Verifica-se novamente um aumento progressivo de respostas corretas ao longo dos níveis de escolaridade, enquanto os alunos do 7.º ano respondem com maior grau de incerteza e reúnem menor percentagem de respostas corretas.
Vários autores investigaram as conceções alternativas dos alunos no que diz respeito ao planeta Terra no espaço concluindo que, desde muito jovens, as crianças têm dificuldade em associar a forma esférica do planeta ao terreno aparentemente plano que pisam todos os dias, e em conceber que um corpo sólido não se encontra assente em nenhuma superfície, como os objetos com que lidam diariamente se encontram. Todos os outros corpos, visíveis da Terra, são frequentemente vistos como corpos que viajam ao longo do nosso campo de visão, e podem mudar de aspeto consoante o local do planeta onde nos encontramos.