4 VERDISKAPING OG SYSSELSETTING I JORDBRUKET I SOGN OG
5.2 Verdiskaping i skogbruket
A utilização indevida dos recursos naturais vem degradando os diversos tipos de ambientes naturais, em especial os recursos hídricos que mesmo sendo tão necessários são degradados por serem, na maioria das vezes receptores dos dejetos oriundo das residências, indústrias, calçadas, solos, entre outros, de modo que fica cada vez mais insustentável não buscar conhecer estes problemas e tentar mudar a realidade. As ações sem planejamento, realizadas pela sociedade e que agridem os recursos naturais são denominadas de impactos ambientais.
Expressão utilizada para caracterizar uma série de modificações causadas ao meio ambiente, influenciando na estabilidade dos ecossistemas. Os impactos ambientais podem ser negativos ou positivos, mas, nos dias de hoje, quando a expressão é empregada, já está mais ou menos implícito que os impactos são negativos. Os
impactos podem comprometer a flora, fauna, rios, lagos, solos e a qualidade de vida do ser humano (GUERRA; GUERRA, 2008, p.350).
A sub-bacia hidrográfica do riacho Jubaia apresenta alguns impactos ambientais que podem em longo prazo causar danos que vão influenciar diretamente no clima local, já que o núcleo populacional do distrito de Jubaia encontra-se a sopé da serra da Aratanha, como também na quantidade e qualidade da água disponível para o distrito de Jubaia e de Cachoeira.
4.2.1 Desmatamento
O desmatamento consiste na retirada da vegetação primária, na maioria das vezes para o plantio voltado para a agricultura familiar, quando muito, para comercializar em pequenas quantidades pelo próprio distrito de Jubaia ou de Cachoeira. Para a Embrapa (2010)
“É uma operação que consiste na eliminação da vegetação existente na área, seja mata virgem
ou suas formas de regeneração, ou, ainda, culturas perenes e semiperenes”. O desmatamento pode ser realizado de duas formas: o desmatamento mecânico e o desmatamento manual. O desmatamento realizado em Jubaia e em Cachoeira é o manual, geralmente com enxadas.
Desmatamento manual - Em geral é utilizado em pequenas áreas com vegetação tipo capoeira, ou onde a vegetação foi retirada para aproveitamento secundário e os tocos remanescentes devem ser escavados e eliminados com auxílio de enxadões e chibancas. Este tipo de desmatamento, também, pode ser utilizado na eliminação de culturas arbustivas (EMBRAPA, 2010).
A prática do desmatamento se dá de modo mais efetivo nas vertentes, principalmente próximo ao sopé da serra e na área de depressão do vale do riacho. Esses desmatamentos deixam o solo exposto à ação solar, eólica e hídrica se tornando um solo pobre que não vai ter a mesma capacidade para repor a vegetação antes dominante neste solo. Um exemplo é o desmatamento para o plantio do milho (Fotografias 15 e 16) na vertente ocidental do riacho a uma altitude de 180 metros.
Fotografias 15 e 16: Plantação de milho nas vertentes e no vale da sub-bacia hidrográfica do riacho Jubaia.
Fonte: LIMA, A.A.G. de. (2014; 2015)
A prática da queima da vegetação, de acordo com alguns agricultores já não é
mais tão praticada, é mais comum “brocar o solo”, retirar sua vegetação com enxadas,
revolver o solo e em seguida realizar a plantação. O resultado é o esgotamento do solo (Fotografias 17 e 18).
Fotografias 17 e 18: desmatamento nas vertentes e no vale da sub-bacia hidrográfica do riacho Jubaia.
Fonte: LIMA, A.A.G. de. (2014; 2015)
4.2.2 Erosão
Para a CPRM (2015) a erosão “é o conjunto de processos que promovem a
retirada e transporte do material produzido pelo intemperismo, ocasionando o desgaste do relevo. Seus principais agentes são a água, o vento e o gelo”. A erosão é um processo natural
de solo fértil, devido principalmente a práticas equivocadas de ocupação e manejo do solo” (CPRM, 2015), mas pode ser intensificado pelas atividades antrópicas levando ao desgaste do solo e consequentemente da vegetação e dos recursos hídricos. A erosão é um processo que ocorre ao longo das vertentes devido à prática do cultivo errado de algumas culturas que deixam o solo exposto levando ao seu desgaste, pela retirada do solo para a construção civil, em grande parte da própria população ribeirinha e para o preenchimento de buracos que aparecem na estrada durante o período de chuva (Fotografias 19 e 20).
O material transportado recebe o nome de sedimento e vai dar origem aos depósitos sedimentares que, através da diagênese, transformam-se em rochas sedimentares. Chama-se de diagênese um conjunto de transformações que, em resumo, consistem em compactação e cimentação dos sedimentos, dando-lhes a consistência de uma rocha (CPRM, 2015).
Fotografias 19 e 20: retirada de solo nas vertentes e o processo de erosão da sub-bacia hidrográfica do riacho Jubaia.
Fonte: LIMA, A.A.G. de. (2014; 2015).
4.2.3 Acúmulo de lixo
A coleta de lixo é uma ação necessária para que a população possa viver livre de doenças causadas pelo acúmulo de lixo (Fotografias 21, 22, 23 e 24). Quando este serviço é ofertado, mas a população não se organiza, pequenos lixões começam a aparecer ao longo das estradas e juntamente com ele vêm os animais que podem causar doenças. Armazenar o lixo em local inadequado é uma ação que contribui para a poluição das águas, para descaracterizar a natureza e empobrecer a aparência de um lugar. As populações de Jubaia e Cachoeira recebem o serviço de coleta de lixo oferecido à comunidade pela prefeitura de Maranguape, mesmo assim é possível visualizar alguns pontos onde o acúmulo de lixo irregular ocorre.
A sociedade moderna rompeu os ciclos da natureza: por um lado, extraímos mais e mais matériasprimas, por outro, fazemos crescer montanhas de lixo. E como todo esse rejeito não retorna ao ciclo natural, transformando-se em novas matérias- primas, pode tornar-se uma perigosa fonte de contaminação para o meio ambiente ou de doenças (MMA, 2015, p.114).
Fotografias 21 e 22: Acúmulo de lixo no açude da Comissão e no açude São José - foz do riacho Jubaia.
Fonte: LIMA, A.A.G. de. (2014; 2015).
Fotografias 23 e 24: Acúmulo de lixo nas vertentes da sub-bacia hidrográfica do riacho Jubaia.