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Velferdstap ved reduksjon i offentlig tjenestetilbud

Na sequência serão avaliados os aspectos quantitativos e qualitativos da vegetação existente nas praças maringaenses. Salientamos que nossa intenção não é apresentar os índices de vegetação existentes em Maringá, mas sim, fazer uma avaliação quanto aos seguintes aspectos: localização das áreas; vegetação existente; porte e densidade de vegetação; cobertura de solo; condições do relevo; aspectos físicos e sanitários da vegetação; tipo de ocupação nas proximidades; qualidades paisagísticas e aspectos urbanísticos. Para análise qualitativa adotamos a metodologia de Teixeira (2001), já apresentada nesta pesquisa no capítulo 1.

a) Vegetação, cobertura do solo e condições de relevo das praças de Maringá

A vegetação é um componente físico importante da paisagem urbana, e caracteriza-se pela aparência, rugosidade no meio das edificações (Figura 50), juntamente com as áreas gramadas. Atua como condicionante térmico natural e auxilia no reabastecimento dos lençóis de água subterrânea através de sua infiltração no subsolo.

Figura 50: Vista parcial da vegetação na parte leste de Maringá. Foto: BOVO, M. C. 2007.

Os espaços gramados podem absorver maior quantidade de radiação solar e irradiar uma quantidade menor de calor que qualquer superfície construída, uma vez que grande parte da energia absorvida pelas folhas é utilizada pelo seu processo metabólico, enquanto em outros materiais toda a energia absorvida é transformada em calor (ROMERO, 1998).

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Nesta pesquisa investigamos a vegetação existente nas praças. Num primeiro momento constatamos que, das 104 praças analisadas, 62,5% são constituídas de espécies nativas e exóticas, 14,43% possuem vegetação espontânea, 11,54% possuem somente espécies exóticas e 11,54% das praças investigadas possuem somente espécies nativas.

Para verificar a densidade da vegetação existente nas praças em estudo, analisou-se quanto, percentualmente, cada tipo de vegetação (arbóreo, arbustivo e rasteiro) está presentes em cada área. A Tabela 08 apresenta o porte da vegetação predominante nas áreas verdes. A Figura 51 apresenta a densidade da vegetação arbórea das praças maringaenses.

Tabela 08: Porte da vegetação predominante nas praças de Maringá - PR. Porte da vegetação Quantidade de praças Percentagem (%)

Arbóreo/arbustivo/rasteiro 30 28,86 Arbóreo/rasteiro 51 49,03 Rasteiro 19 18,29 Arbóreo/arbustivo 03 2,86 Arbustivo/rasteiro 01 0,96 Total 104 100

Fonte: Pesquisa de campo realizada pelo autor em janeiro de 2008.

Pelos dados apresentados verificamos que o percentual maior das praças maringaenses possui vegetação arbórea e rasteira (cerca de 49,03%). Em segundo lugar estão as que apresentam vegetação arbóreo-arbustivo-rasteira, com 28,86% das áreas existentes e 18,29% delas possuem vegetação de porte rasteiro, e se encontram na periferia.

Quanto à cobertura do solo dessas áreas verdes, foi avaliado se as praças possuem gramado, solo nu ou calçado. A Tabela 09 apresenta a cobertura de solo das praças maringaenses.

Tabela 09: Cobertura do solo das praças de Maringá - PR.

Cobertura do solo Quantidade de praças Percentagem (%)

Gramado 24 23,07 Gramado e calçado 45 43,27 Gramado/calçado/solo nu 21 20,19 Gramado e solo nu 06 5,77 Outros 08 7,70 Total 104 100

Fonte: Pesquisa de campo realizada pelo autor em janeiro de 2008.

Pelos dados apresentados na Tabela 9 é possível verificar que a percentagem maior das praças maringaenses possui gramado e calçamento (cerca de 43,27%), principalmente aquelas localizadas nas áreas centrais ou próximas a templos religiosos ou edificações

institucionais. Os gramados estão presentes em 96 praças, contribuindo assim para a retenção de umidade e armazenamento de água no lençol freático. Ao todo, 08 praças, localizadas principalmente na periferia, encontram-se praticamente abandonadas, servindo de depósito de lixo e para a proliferação de insetos, com o mato crescendo naturalmente.

Quanto aos aspectos topográficos, das 104 praças existentes em Maringá, 71,15% se encontram em relevo plano, 24,03% em áreas de média vertente e 4,8% em fundos de vale. Atualmente há uma carência de implantação de novas áreas verdes em Maringá, pois muitas vezes as áreas cedidas pelos novos loteamentos acabam sendo destinadas a outras finalidades, bem diferentes das do lazer, como é percebido na periferia maringaense.

b) Aspectos físicos e sanitários da vegetação

Os aspectos físicos e sanitários da vegetação são de fundamental importância para a sobrevivência das árvores. Das 104 praças investigadas, 51,92% apresentam boas condições. Este é um bom sinal quanto à qualidade de vida e de suas atividades metabólicas. Entre os fatores responsáveis pelas boas condições estão: a ausência de podas inadequadas, que se torna possível nas praças porque as fiações de energia elétrica não estão presentes. Outro fator relevante é que as praças apresentam espaços suficientes para o crescimento de raízes profundas não havendo danos para a pavimentação.

A pesquisa permitiu constatar que 28,84% das praças se encontram em estado satisfatório, com pequenos problemas de pragas, doenças e danos físicos, necessitando de poda ou de reposição das espécies arbóreas ou arbustivas. Em 19,24% das praças verificamos severos danos, desencadeados por pragas, doenças ou danos físicos, necessitando urgentemente de monitoramente e, por vezes, de um novo plantio de espécies.

Tendo-se em vista a melhoria dos aspectos físicos e sanitários da vegetação dessas áreas verdes, devem-se levar em consideração: as espécies introduzidas nesses logradouros; mão-de-obra treinada e especializada no manejo, plantio e acompanhamento do crescimento, poda e tratamentos obedecendo às técnicas adequadas; a manutenção atualizada do cadastro, com dados completos de todas as espécies de árvores (idades, características plásticas, características do crescimento, distribuição das espécies na malha urbana e percentagem de todas as espécies plantadas).

c) A ocupação das proximidades das praças

Quanto à ocupação das proximidades das praças, predominam a residencial e a comercial, mas também existem áreas sem ocupação. Diante desses dados é possível verificar a real necessidade de investimentos em estruturas e equipamentos. Também é possível avaliar as condições de uso dessas áreas verdes pelos moradores, aspecto em que, dependendo da ocupação do entorno, a praça pode ter uma valorização meramente estética. No caso de Maringá, 42,30% das praças têm como ocupação do seu entorno atividades comerciais e residenciais, 29,80% possuem no seu entorno somente atividades comerciais, 24,05% delas se encontram somente em áreas residenciais e 3,85% estão em áreas que não possuem ocupação no seu entorno.

d) Qualidade paisagística das praças de Maringá

A qualidade paisagística refere-se à análise geral do mobiliário existente nas áreas verdes, como parques infantis, áreas de lazer, quadras, bebedouros, condições de uso dos bancos e outros. Neste trabalho utilizamos os parâmetros adotados por Teixeira para diferenciar a qualidade paisagística. Para o autor, considera-se o estado “bom: quando se apresenta sem danos, em condições de pleno uso; satisfatório: quando se apresentam com pequenos danos, possibilitando o uso; ruim: quando se apresenta com danos que impossibilitam o uso pleno” (TEIXEIRA, 1991 p. 27).

Pela pesquisa verificamos que as praças que apresentam melhores qualidades paisagísticas estão localizadas nas áreas centrais, porém é comum encontrá-las com qualidade apenas satisfatória quanto à sua estrutura e equipamentos também nessas áreas. Já a grande concentração de praças classificadas como ruins se encontra na periferia. A Tabela 10 indica a qualidade paisagística das praças maringaenses.

Tabela 10: Qualidade paisagística das praças de Maringá-PR

Qualidade Quantidade de praças Porcentagem (%)

Bom 40 38,47

Satisfatório 25 24.03

Ruim 39 37,5

Total 104 100

Fonte: Pesquisa de campo realizada pelo autor em janeiro de 2008.

A Figura 52 nos possibilita uma visão espacial da qualidade paisagística das praças de Maringá.