4. Resultater og analyse
4.3 Organisasjonelle og kulturelle faktorer sin påvirkningskraft på lærernes mestring
4.3.2 Veiledningens påvirkning av lærernes mestring
Neste item, investigamos a oferta de atividades de caráter coletivo a grupos populacionais específicos (mulheres, adolescentes, idosos etc) como as atividades educativas com participação de todos os membros da equipe. Procuramos identificar quais atividades os usuários participam, com que frequência e quais os principais temas enfocados, a fim de verificar a presença de ações integradas por parte da equipe que possam potencializar comportamentos considerados saudáveis e contribuir com o cuidado integral aos indivíduos e famílias. Somamos a estes resultados, aqueles levantados através da entrevista com os profissionais de saúde para conhecermos melhor a realidade destas ações.
Diante dos questionários dos usuários observamos que as reuniões que eles participam no programa são, prioritariamente, para o trabalho educativo em saúde e voltados para temas sobres as doenças, não existindo nenhum trabalho direcionado para informações sobre o Programa, a estrutura do sistema ou algo do tipo. Os profissionais disseram, na sua grande maioria, não realizar nenhuma atividade com o intuito de explicar o que é o Programa, como funciona, o que se propõe etc. Os que relataram já terem feito esse trabalho, afirmaram que foi no início da implantação do Programa, depois disso, pararam esta atividade.
Os profissionais também relataram que quando existia o condicionamento da entrega de medicamentos, enxoval, lanche etc, depois do grupo educativo, a participação dos usuários nestas atividades era maior, mas atualmente com a saída das medicações para hipertensos e diabéticos das unidades de saúde da família, para serem vendidos e distribuídos pelas Farmácias Populares, e com a dificuldade das equipes encontrarem formas de “prender” os usuários nos grupos educativos, a participação deles tem diminuído cada vez mais, por estarem menos motivados para participar (efeito indesejado e negativo). É preciso lembrar que o custeio dos lanches e materiais utilizados nos grupos são “patrocinados” pelos próprios profissionais de saúde, sem a
participação da coordenação do Programa ou da secretaria de saúde. Associado a isso também temos a pouca motivação dos profissionais para este tipo de atividade, em alguns municípios eles referem ser essa desmotivação fruto dos problemas enfrentados na gestão do período de 2009-2012 (Natal), em outros eles falam estar vinculados ao atraso do pagamento e pouca garantia de permanência no Programa (Taipu, Canguaretama). (efeito indesejado)
Menos da metade dos usuários participam de atividades educativas, conforme quadro adiante, porém é maior a presença destes nos municípios de pequeno porte do que nos demais. Tal fato pode estar relacionado às ações realizadas pelas Secretarias de Saúde em parceria com outras instituições, como, por exemplo o desenvolvimento de ações intersetoriais.
Os usuários também relataram já ter participado, de forma esporádica, de reuniões na sala de espera para o atendimento sobre assuntos diversos, tais como: dengue, câncer de colo de útero. (efeito positivo e desejado) Essas atividades são em geral, nos municípios de pequeno e médio portes, demandadas pela própria Secretaria de Saúde, para reforçar o dia D de determinada doença, alavancar uma campanha, aderir as campanhas do Ministério etc. Nestas atividades não foi referido nenhum trabalho de cunho educativo sobre o que é o PSF, como se organiza a demanda, etc.
Os enfermeiros são os principais agentes envolvidos no trabalho educativo, a presença do médico é rara, principalmente por que há o receio de “comprometer” um dia de atendimento médico com a disponibilização destes profissionais para o trabalho educativo. Uma vez que a demanda é sempre reprimida e que a queixa maior da população é a dificuldade de acesso ao profissional, as equipes se ressentem de ter de retirar o médico da consulta, para solicitar seu trabalho nos grupos educativos. Por outro lado, também os médicos não demonstram grande interesse em participar destas atividades, e veem nelas o perfil do profissional enfermeiro, do assistente social, mas não da equipe, e menos ainda, o seu.
O que notamos foi o grande número de relatos dos profissionais que não realizam trabalhos educativos com regularidade. Estes se encontram, principalmente, nos municípios de pequeno e médio porte. Em Santa Cruz, as enfermeiras afirmaram que estas ações se dão mais a partir da demanda colocada pela Secretaria de Saúde/ Ministério da Saúde. Por exemplo, quando há o dia nacional de alguma doença, quando há campanhas sobre prevenção etc, eles fazem mobilizações e momentos educativos sobre o tema, mas são sempre de forma esporádica e não há continuidade. Aqueles que
desenvolvem grupos educativos continuamente estão mais direcionados ao trabalho com gestantes, idosos e hipertensos/diabéticos (efeito desejado e positivo). São sempre enfermeiros e agentes comunitários, sem a participação dos médicos nestes trabalhos e com presença extremamente pontuais em algumas equipes dos dentistas e técnicos de enfermagem, e acontecem com maior prevalência em municípios de pequeno e grande porte. As justificativas dos profissionais para não realizar esse tipo de trabalho estão comumente direcionadas à falta de estrutura física, de valorização do trabalho pela população, da cultura das pessoas de compreender que o médico deve fazer consulta ao invés de estar dando palestra etc.
No município de Santa Cruz, a UFRN através do curso de graduação em enfermagem e da residência multiprofissional estão sempre desenvolvendo trabalhos educativos com os usuários nas equipes do PSF. Além dessas, tem também as ações desenvolvidas pelas equipes no PSE (Programa de Saúde do Escolar), porém nem todas as equipes desenvolvem esse trabalho. Muitos justificam a ausência destas atividades, em decorrência dos obstáculos impostos para a sua realização e do pouco incentivo da gestão.
Quanto à participação das equipes nesse processo, observamos que os enfermeiros de Mossoró relatam que, quando o médico trabalhava às quarenta horas no programa, ele se envolvia no trabalho educativo. No entanto, quando houve a redução da carga horária do médico, não houve concomitantemente diminuição da demanda. Ao contrário, ela só tem aumentado e com isso o profissional tem restringido seu tempo às ações de caráter curativo e ambulatorial. As ações preventivas, são, na sua grande maioria, desenvolvidas pelos enfermeiros.
Em Natal, os médicos ainda tem a obrigatoriedade de cumprir as quarenta horas, ainda que na prática nem todos a cumpram efetivamente, conforme eles relataram. Todavia, já se percebe uma presença maior destes profissionais nos grupos educativos. Em algumas equipes há relatos de trabalhos importantes desenvolvidos e coordenados pelo médico, como é o caso da Terapia Comunitária, Grupo de Idosos etc. São os próprios médicos que articulam e desenvolvem este trabalho, estes, em sua maioria, tem especialização em saúde comunitária e/ou saúde da família.
Apesar de existirem grupos educativos, o que verificamos é que eles são voltados mais para o grupo de hipertensos e diabéticos, gestantes e idosos, mas não é uma realidade de todas as equipes do PSF.
QUADRO 10 – Participação dos usuários em atividades educativas no PSF Participaram
de reuniões no PSF
Frequência Grupos que participam Assuntos tratados em trabalhos com grupos ou na sala de espera: Esporádica Mensal
Acari 40% 11% 23% Gestantes, idosos e
hipertensos/diabéticos
dengue, câncer de colo de mama, câncer de colo de útero, etc
Taipu 31% 15% 6% Gestantes, idosos e
hipertensos/diabéticos
dengue, câncer de colo de mama, câncer de colo de útero, etc
Canguaretama 16% 9% 4% Gestantes, idosos e
hipertensos/diabéticos
hipertensão e diabetes, câncer de colo de útero e de mama, fumo (prevenção), doenças sexualmente transmissíveis
Santa Cruz 26% 16% 3% Gestantes, idosos e
hipertensos/diabéticos
gestação, aleitamento materno, vacinas, hipertensão, idoso, dengue, atendimento no PSF, saúde, parasitoses, doenças transmissíveis.
Mossoró 21% 9% 7% Gestantes, idosos e
hipertensos/diabéticos
Amamentação, gravidez, câncer de mama e de colo de útero, remédio, hipertensão e diabetes, dengue, gripe, saúde, alimentação, AIDS, bolsa família.
Natal 10% 1% 5% Gestantes, idosos e
hipertensos/diabéticos, grupos comunitários,
Pró-jovem, grupo de jovens e adolescentes, caminhada dos idosos, Hipertensão e diabetes modos e qualidade de vida, grupo de gestantes, Planejamento, Saúde e alimentação.
Algumas equipes encontram dificuldades como a falta de espaço físico, e justificam a não realização destas atividades. Outras, ainda tentam superar os obstáculos e realizar, dentro das suas possibilidades e contando sempre com a ajuda dos agentes de saúde para não perder de todo o contato com a população. Sendo assim, observamos que foram os municípios de Canguaretama, Taipu e Mossoró os que apresentaram menor oferta de grupos educativos de acordo com o relato dos profissionais. Não vemos uma relação direta entre porte dos municípios e oferta destes serviços, ao contrário, a presença de trabalho educativo parece estar diretamente relacionada à importância atribuída pelos profissionais a esse tipo de atividade e à motivação destes para desenvolvê-lo, e isso supera as dificuldades que enfrentam para realizá-lo.
1.3.2 Abordagem dos usuários pelos profissionais de saúde – assistência