4.1 V IRKSOMHETENES INTERNE ORGANISERING AV KONTRAKTSARBEIDET
4.1.2 Vegvesensets kontraktsorganisering
O Sistema OCB19 e em particular, de forma pioneira, a OCEPAR, entidade de representação das cooperativas paranaense, é uma organização que analisa o desempenho econômico e financeiro das cooperativas agropecuárias daquele Estado sem, no entanto, elaborar a classificação de seu risco de crédito ou rating corporativo. Esse serviço prestado é denominado de Sistema de Acompanhamento e Análise de Cooperativas (SAAC).
18 O material contido nesta parte está baseado nas informações e materiais coletados junto aos profissionais daquela organização e em Costa (1998).
19 O Sistema OCB, também conhecido simplesmente por OCB, é composto por todas as cooperativas existentes no Brasil, englobando todas as organizações estaduais e as federações de cooperativas; a partir de 1999 passou a englobar também o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP), que é uma entidade do Sistema S do Brasil. O sistema OCB tem como função a representação dos interesses do cooperativismo em nível nacional e estadual, bem como a prestação de serviços de profissionalização, sendo sem fins lucrativos (OCB, 2004)
93 Desenvolvido e utilizado há mais de 10 anos no Estado do Paraná tem-se mostrado uma eficiente ferramenta de análise de gestão, além de permitir o monitoramento desse tipo específico de organização pela entidade de representação (OCEPAR, 2004).
O SAAC compreende 51 indicadores, expostos no Quadro 16, divididos em sete grupos-chave, denominados de eficiência econômica financeira, endividamento, tesouraria, capacidade operacional, avaliação de resultados, avaliação da eficiência social e política e eficiência de recursos humanos.
De acordo com Costa (1998), o levantamento dos dados para realizar a análise é feito mensalmente, com base nos demonstrativos da área contábil e administrativa, e anualmente com base nos relatórios emitidos pela diretoria da cooperativa.
Tópicos a serem levantados Informações Checadas Eficiência Econômica e Financeira Liquidez Corrente Liquidez Seca Liquidez Total
Garantia ao Capital de Terceiros Imobilização de Recursos Próprios Endividamento Endividamento Total Endividamento de Longo Prazo
Tesouraria
Capital de Giro (CDG)
Necessidade de Capital de Giro (NCDG) Variação da (NCDG)
Tesouraria
Índice de Autofinanciamento (IAF)
Capacidade Operacional
Prazo médio – Recebimento Pagamento
Estoques Ciclo financeiro
Crescimento das receitas ou vendas Giro dos ativos
Giro do ativo permanente
Participação no Mercado – produtos recebidos Participação no Mercado – insumos
Avaliação de Resultados
Margem bruta
Despesas Operacionais: Despesa com pessoal Despesa com vendas Despesa tributária Despesa administrativa Despesas Técnicas Margem operacional Despesas não operacionais Despesa financeira
Total das despesas Rentabilidade das receitas Retenção s/endividamento total
Retenções + S.A.D. s/endividamento total Retorno dos investimentos
Rentabilidade do Patrimônio Líquido
Avaliação da Eficiência Social e Política
Faturamento por associado Crescimento do quadro social Participação social
Capital social por associado Capital social x Patrimônio líquido Associados ativos x Associados total Participação nas assembléias Representação social e política
Valores a Receber de Associado x Patrimônio Avaliação da Eficiência dos
Recursos Humanos
Faturamento por funcionário Rotação de pessoal
Associados x funcionários Associados x técnicos
Folha de Pagamento x Faturamento
95 Conforme análise do quadro, nota-se que a parte econômico financeira é analisada pelos indicadores considerados tradicionais da teoria da administração financeira.
Porém o SAAC inova quando comparado a outros trabalhos de diagnóstico de informações de empresas cooperativas quando analisa a parte social, política e de recursos humanos, checando informações como faturamento por associado; crescimento do quadro social; participação social; capital social dividido pelo número de associados; capital social dividido pelo patrimônio líquido; associados ativos divididos pelos associados totais; participação em assembléias; representação social e política; faturamento por associados; rotação de pessoal; associados por funcionários; e associados ativos por técnicos.
O SAAC permite fazer um ranking das cooperativas quanto à classificação em relação ao indicador de solvência Kanitz20, estabelecendo
como parâmetros valores que vão de +7 a -2.
A partir da nota recebida, as cooperativas podem ser classificadas como cooperativas boas (+7), normais, em atenção, ruins e insolventes (-2).
Finalmente a OCEPAR também inova ao apresentar a estratégia de devolução dos resultados, pois apresenta para as cooperativas os indicadores médios do Estado, região de localização, por produtos e principal atividade.
Os estudos dos trabalhos de Gimenes e Opaso (2001), Bialoskosrki Neto (2000) e Bialoskorski Neto et al. (2003), ao utilizarem como parâmetro para seus trabalhos os resultados do SAAC, apresentam de forma indireta a eficiência na previsão de insolvência daquele sistema, pois ambos apontam
20O índice de Kanitz serve para analisar especificamente a solvência da empresa. É calculado por uma média ponderada dos seguintes indicadores, retirados do balanço patrimonial e demonstrativo de resultados do exercício: Rentabilidade do Capital Próprio; Liquidez Geral; Liquidez Corrente; Liquidez Seca e; Endividamento Total. Neste caso as notas não diferenciam se a situação é de curto ou longo prazo.
que existe alta correlação e coerência nos resultados dos seus trabalhos com os apresentados pelo SAAC.
Porém, retomando Pinho (1986) e Bialoskorski Neto et al. (2003) e os resultados de Menegário (2000), infere-se que, para obter maior nível de acerto o SAAC deveria considerar outros indicadores e não só o Kanitz para definir a situação de solvência das cooperativas.
Neste sentido Bialoskorski Neto et al. (2003, p.4) aponta que: “O SAAC baseia a sua análise, dentre outras, no cálculo do índice de Kanitz – Termômetro de Kanitz – que é considerado como um padrão de referência de desempenho financeiro dos empreendimentos cooperativados.
Mas esta análise tradicional apresenta alguns problemas inerentes a sua estrutura quando aplicado ao caso de cooperativas, como: a) tratamento de desempenho de cooperativas semelhantes a empresa de capital que tem no lucro, e não na sociedade, o seu objetivo precípuo; b) a não- consideração de aspectos da organização do quadro social como variável relevante ao seu desempenho, mas apenas a dimensão financeira; e por fim, c) a dificuldade de consideração de uma análise temporal de evolução destes índices”.