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FO R VEGVESENET S MANN SKAPER SOM UTFØRER SNØBRØYTING, SNØR YD DING, SAN D- OG SAL T STRØING OG ANNET VIN TERVEDLIKEHOL D

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FO R VEGVESENET S MANN SKAPER SOM UTFØRER SNØBRØYTING, SNØR YD DING, SAN D- OG SAL T STRØING OG ANNET VIN TERVEDLIKEHOL D

A aprendizagem advinda da interação é tema discutido pelos estudos de Vygotsky (2001) e seus seguidores, para quem os saberes de uma língua são fruto das relações sociais e interativas que se desenvolvem entre os seres humanos. Koch (2005, p. 9) esclarece que os participantes da comunicação, por meio da interação, trabalham sobre formas da língua que já adquiriram, procedendo a escolhas significativas para representar estados de coisas, com o intuito de alcançar a sua proposta de sentido. “Isto é, as formas de referenciação são escolhas do sujeito em interação com outros sujeitos, em função de um querer-dizer” (KOCH, 2005, p. 9). Desse modo, enxergamos a interação como uma forma de construção de sentidos e, por consequência, ela é uma ferramenta essencial para que o ensino comunicativo da LE seja concretizado.

Na atividade A (p. 71), consideramos que a proposta de atividade vise à aquisição dos saberes nela envolvidos por meio da prática destes entre os participantes do evento de aula, visto que são apresentadas as estruturas linguísticas “Oi, eu sou...”, “Prazer em conhecê-lo”, “Prazer em conhecê-lo também.” 14. Inicialmente é pedido que os alunos completem as estruturas de cada

expressão e, depois, que as pratiquem com seus colegas. Por essa razão, consideramos que a aprendizagem dos saberes envolvidos na atividade poderá ocorrer por meio da prática desses conhecimentos durante a interação.

Na atividade B (p. 72), como já salientamos anteriormente, pretende-se que os alunos aprendam a convidar seus colegas para fazer determinada atividade, como por exemplo: assistir a uma partida de futebol, jogar basquete, ir a uma festa de aniversário, entre outros, e que saibam falar a data e horário em que essa atividade ocorrerá. Para tanto, entendemos que os conhecimentos envolvidos na atividade, os quais se caracterizam pelo modo como são feitos convites na LE e como são pedidas mais informações sobre determinado evento, são praticados e, então, apreendidos por meio da interação, a fim de que os alunos possam, em meio ao processo interativo, trocar discursos, praticar e assimilar os saberes envolvidos na atividade.

Por sua vez, na atividade C (p. 73), notamos que é por meio da proposta de um jogo no qual os alunos precisam escolher os personagens e interagir com seus colegas, a fim de que, por meio de perguntas e respostas acerca do local de onde vem o personagem, sua idade, em que série escolar está e, finalmente, o seu nome, o personagem escolhido pelo aluno seja descoberto pelo colega. Desse modo, entendemos que o objetivo de que os alunos aprendam a trocar informações pessoais seja alcançado por meio da prática desses saberes na interação com os colegas.

Na atividade D (p. 74), podemos verificar que os alunos, por meio de um jogo, devem escolher três lugares no quadro e completar com informações acerca do que estariam fazendo em cada um deles. Na sequência, eles precisam interagir com seus colegas, pedindo ajuda e falando sobre o que estão fazendo em cada um dos lugares destacados. Nesse sentido, pressupomos que, por meio da interação proposta, os alunos possam aprender a falar sobre o que estão realizando no momento, objetivo da atividade.

14 “Hi, I’m ...”; “Nice to meet you”; “Nice to meet you too”; “This is...”; “He/She is...” (Keep in Mind, 2009, v.

Na atividade E (p. 75), inicialmente, os alunos precisam definir quem será o/a recepcionista e quem será o/a hóspede. Na sequência, o hóspede escolhe um destino e, então, ele pede informações ao recepcionista acerca da localização e dos caminhos que deve percorrer para chegar até lá. Inferimos, assim, que os saberes envolvidos na atividade podem ser adquiridos por meio da interação entre os colegas, na medida em que praticam a atividade.

Na atividade F (p. 76), um aluno deve escolher um problema de saúde e conversar com seu colega a respeito deste. O colega, por sua vez, deve aconselhá-lo, dando sugestões para que ele consiga resolver seu problema. Entendemos que, por meio da interação proposta, os alunos tenham a oportunidade de praticar e aprender sobre o modo de falar sobre problemas de saúde na LE.

Na atividade G (p. 77), notamos que os alunos precisam completar os quadros apresentados com informações acerca de suas últimas viagens e depois é sugerida a interação com os colegas, por meio de perguntas e respostas acerca de suas viagens. Por não haver a apresentação de estruturas linguísticas no corpo da atividade, pressupomos que é por meio das interações criadas pelos alunos, no decorrer da produção oral, que eles poderão praticar e aprender a falar sobre suas viagens. Nesse sentido, depreendemos que o objetivo da proposta de atividade e os conhecimentos nela envolvidos são adquiridos por meio da interação entre os alunos.

Na atividade H (p. 78), é possível observar que os alunos, após completarem o quadro com informações a respeito do que farão após o nono ano, devem interagir com seus colegas para saber o que eles também farão após a conclusão deste nível escolar. Não há, na proposta de atividade, sistematizações de estruturas, nem mesmo um modelo de estruturas linguísticas no qual os alunos devem se espelhar para produzir seus discursos. Desse modo, inferimos que a interação proposta pode levá-los a aprenderem a falar sobre seus planos futuros, no contexto da atividade.

Apresentamos, em seguida, o quadro que resume os resultados obtidos a partir dos dados analisados por meio dos critérios interacionais.

QUADRO 3

Sistematização dos Dados Analisados a Partir dos Critérios Interacionais

A partir da análise das atividades propostas por meio do critério que buscou identificar se os saberes nelas envolvidos poderiam ser adquiridos por meio da interação, pudemos notar que todas as atividades têm a interação como a base para a aprendizagem dos saberes. Esta conclusão é importante, pois indica que os alunos possam ter a oportunidade de aprender a LE envolvida no contexto da atividade de forma prática e interativa, uma vez que, de acordo com Passeggi (1999, p. 2):

[...] na interação, o foco desloca-se de maneira intermitente, ora sobre o locutor, ora sobre o interlocutor, realçando seus papéis sociais, suas “visões de mundo” como fatores determinantes para a produção e compreensão dos atos de fala. A significação de uma palavra não pode, portanto, ser jamais percebida como algo totalmente (pré) determinado: ela só se constrói na e pela interação verbal, através da negociação intersubjetiva (entre sujeitos).

Critérios relativos aos aspectos interacionais

Dados que estão em conformidade com os critérios propostos

Dados passíveis de reavaliação

Que propostas de interação em potencial podem ser identificadas na atividade? (interação aluno x material;

interação professor x aluno; interação aluno x aluno)

A, B, C, D, E, F, G, H

É proposto, na instrução voltada ao professor, que ele incentive a interação entre os alunos?

F, G, H A, B, C, D, E

Há, na proposta de atividade, a iniciativa de promover a negociação de sentidos por meio da interação entre os participantes do evento de aula?

B, C, D, E, F, G, H A

Pode-se depreender que o conhecimento almejado com a atividade é adquirido por meio da interação?

Por meio de Passeggi (1999, p. 2), entendemos a interação como elemento essencial para prover sentidos às palavras ditas, já que não podemos considerar a existência de um sentido totalmente pré-determinado e, por isso, é preciso que ele seja negociado e construído durante o processo de interação.

Na seção seguinte, passaremos a analisar as instruções e atividades em questão a partir dos critérios que concernem à visão discursiva do ensino-aprendizagem de LE.

4.3 Análise das Instruções e Propostas de Atividades, a Partir dos Critérios Relativos