2.2 Overvåkning av vekstsesongen (fenologi)
2.2.2 Vegetasjon og kameraovervåkning – Dovrefjell
As relações textual-semânticas adotadas por Nogueira (1999) estão relacionadas aos aspectos atinentes à textualidade da construção apositiva levando em consideração mecanismos de coesão, organização tópico-discursiva e fluxo de informação.
Com base nas contribuições dos gramáticos Quirk et al (1985) e de Meyer (1992), Nogueira adota a seguinte tipologia de relações semânticas na aposição não restritiva: equivalência (correferência e sinonímia), atribuição e inclusão. A relação de equivalência é apontada por esses autores como a mais apositiva, a de inclusão, menos apositiva, e a de atribuição situa-se em um nível intermediário.
Ainda com base nos estudos feitos sobre aposição e nas divergências teóricas apresentadas, Nogueira (1999), na tentativa de categorizar as multifunções textual-discursivas das aposições não restritivas, estabelece algumas correspondências com as relações textual-semânticas.
3.2.1 Equivalência
A relação de equivalência está intimamente associada com a estratégia de recategorização metalinguística ou metadiscursiva que o falante utiliza ao parafrasear a primeira unidade de uma aposição não restritiva. Para Nogueira, essa relação se manifesta em dois subtipos de relações: a correferência e a sinonímia. Como foi apresentado no capítulo que discute as divergências conceituais sobre a aposição, a correferência é apontada por alguns estudiosos como o critério necessário e suficiente para a existência de uma construção apositiva. Todavia, a autora admite que esse tipo de condição não é necessária para que uma construção seja considerada apositiva, mas constitui um atributo de uma representação prototípica desse tipo de construção (NOGUEIRA, 1999,p. 175).
A correferência, além de ser uma relação que evidencia uma construção cujos termos têm o mesmo poder designativo tal como em [12], e também serve para
sinalizar a tentativa do falante em recategorizar um referente do discurso segundo outras perspectivas ajustadas às suas intenções comunicativas, tal como em [13]. 4
[12]“Ainda não é chegada minha hora””, disse Jesus nas bodas de Caná a Maria, sua mãe. [13]Tal processo se verifica no curso da obra de todo grande artista, ou melhor, de todo artista autêntico, grande ou menor...
Nesse sentido a relação textual-semântica de correferência é assegurada quando a segunda unidade apositiva é apresentada com a função de promover a identificação de um referente semanticamente indefinido (referenciações catafóricas) expresso na primeira unidade ou quando a unidade apositiva serve para reformular uma determinada expressão ou conteúdo já identificado na primeira unidade, utilizando paráfrase ou correções.
A sinonímia constitui um subtipo de relação de equivalência que se diferencia da correferência por ser um tipo de construção que não é voltada para a identidade referencial, mas para a significação lexical do termo anterior. De certa forma é possível verificar uma certa identidade, no entanto, ela não é referencial, mas voltada para o conteúdo informacional, metalinguístico e para escolhas lexicais empreendidas pelo falante. O exemplo a seguir ilustra a relação de sinonímia entre as unidades apositivas.
[14] Iasan tinha ferido Nicolau, pra ela eu devia fazer uma obrigação, quer dizer, uma promessa.
Em síntese, enquanto os dois elementos mantidos por uma relação de correfêrencia estabelecem uma equivalência referencial, a sinonímia se distingue por existir uma relação de equivalência semântica (de significado) entre os seus elementos.
3.2.2 Atribuição
4
Este e os demais exemplos que ilustram os tipos de relações textual-semânticas e funções textual- discursivas propostas por Nogueira (1999) pertencem ao Banco de Dados de Língua Escrita Contemporânea, utilizado pela autora, e que está armazenado no Centro de Estudos Lexicográficos da Faculdade de Ciências e Letras, Campus da UNESP de Araraquara-SP.
Nesse tipo de relação, tem-se uma predicação em vez de equivalência. A relação de atribuição está a serviço de um posicionamento argumentativo-atitudinal do falante que opera uma espécie de designação ou avaliação subjetiva. Em uma representação prototípica da relação atributiva, tem-se que a segunda unidade é um sintagma nominal com artigo indefinido ou determinante zero (quando não é possível inserir um marcador discursivo). Vejamos os exemplos da autora:
[15] Harold Nicolson, um diplomata inglês que se preocupou em explicar sua profissäo ao público e aos estudantes de diplomacia, descreveu minuciosamente as instituições quase- diplomáticas da Grécia clássica e da antiga Roma.
[16] O Juiz de Paz, funcionário da confiança dos senhores locais, que até então acumulava extensas atribuições, teve cerceada sua atuação.
As aposições atributivas se configuram em um tipo de relação não- referencial. Observamos que nesse tipo de construção, a unidade apositiva perde seu caráter referencial passando a exercer um papel de qualificador.
3.2.3 Inclusão
A relação de inclusão é apontada como a relação menos apositiva por Quirk et al (1985) por não satisfazer plenamente as condições de identidade referencial evidenciada pela possibilidade de uma unidade ser suprimida ou ocupar o lugar da outra. Na relação textual-semântica de inclusão, temos que, entre as duas unidades não há uma correspondência exata, mas o que se verifica é que a referência ou o significado da segunda está incluído na referência ou no significado da primeira unidade. Todavia, ainda que esse tipo de relação seja apontada como a menos apositiva numa escala de gradiência semântica, as unidades estabelecem um certo grau de equivalência, ou seja, a segunda unidade apositiva faz uma retomada do conteúdo por meio de uma correspondência parcial com a unidade base. As relações textual-semânticas de inclusão estão a serviço do exercício das seguintes funções textual-discursivas: exemplificação, particularização e generalização, respectivamente, ilustradas nos exemplos abaixo da autora.
[17] Dependendo das perguntas a serem colocadas para o material, pode-se utilizar classificações segundo diversos critérios, como funcionalidade, decoração, composição física etc.
[18] A ameaça não se concretizou por este lado, mas sim pelo aumento do uso de certos gases, como o freon e outros, principalmente os utilizados em aerossóis.
[19] Afinal, em termos de injunções empresariais - o pedido de um banqueiro, de um político, enfim, de uma pessoa influente -, a ediçäo de um livro nem sempre atende aos interesses específicos de uma editora.