5. VEGETASJON OG BEITE PÅ RINGSAKERFJELLET
5.4 Vegetasjon og beite i ulike deler av Ringsakerfjellet
Claudia, junho de 1973. Sobre um Tabacow, os primeiros
passos de seus filhos vão acontecer num mundo suave e colorido, sem atritos com o chão ou com você.
Porque Tabacow é macio como eles merecem, durável e fácil de limpar como você gosta.
Uma verdadeira base de carinho que você escolhe de acordo com seu espaço, sua decoração e seu orçamento:
Extracryl, Extranylon, Nylon 14, Carpete de Nylon, Pérsia, Persacryl e o novo Primavera com motivos florais.
Tapetes Tabacow, uma base de carinho.
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Nesse anúncio, temos como objeto a destaque a imagem de uma criança nua, sorrindo, sentada no tapete. Geralmente, imagens de crianças são responsáveis por chamar a atenção do público, principalmente, feminino, ainda mais quando se trata de uma criança bonita e alegre. Entretanto, o que nos chama atenção no anúncio é o fato de a criança estar nua, deixando sua genitália à mostra. Isso é para demonstrar a pureza existente na criança e também pelo
fabricante passar ao leitor que os tapetes da marca “Tabacow” são macios, suaves e evitam
atritos com o chão. Assim, as crianças ficariam mais seguras. Entretanto, devemos considerar que esse tipo de anúncio já não seria bem aceito no século XXI, principalmente por causa da lei que ampara as crianças e adolescentes do País.
Em 13 de julho de 1990, foi sancionada a Lei nº 8.06956, o conhecido Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O ECA deixa claro, nos artigos 17 e 18, o respeito à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais (BRASIL, 2010). Também para o Código Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR)57, segundo o artigo 37, "crianças e adolescentes não deverão figurar como modelos em anúncio de serviço incompatível com sua condição" (CONSELHO NACIONAL DE AUTORREGULAMENTAÇÃO PUBLICITÁRIA, 1980, p.9). Dessa forma, tanto do ponto de vista individual, no que se refere à exposição indevida da criança pela mídia e a violação de seu direito, quanto do ponto de vista da imagem de crianças e adolescentes em nossa sociedade, representada de forma apelativa e estigmatizante pelo
anunciante da marca “Tapetes Tabacow”, o anúncio causaria, no século XXI, grande
insatisfação do público-consumidor pelo fato de apresentar uma criança nua, em que se é mostrando seu órgão genital.
Retomando nossas considerações acerca dos anúncios publicitários veiculados em Claudia, pudemos perceber que a casa continuou sendo o espaço social responsável pela formação de hierarquias: a mulher era a responsável pela manutenção, tanto dos bens materiais (alimentação, decoração, vestuário de todos os membros da família) quanto do bem- estar da família, ela também deveria administrar os recursos financeiros fornecidos pelo marido, organizando e mantendo as tarefas de casa em dia; era de responsabilidade do homem trabalhar e fornecer os recursos financeiros para a manutenção do lar.
56Esta lei foi criada em 1990 e, de acordo com o artigo primeiro, “dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente”(BRASIL, 2010, p.11).
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O Código Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) foi criado em 1980 como uma forma de resposta do setor publicitário à ditadura militar, a qual impunha tentativas de controle e censura da imprensa (BOTELHO, 2010).
A mulher, nessa época, era responsável por cuidar da casa, filhos e marido. Era por meio dela que as crianças davam os primeiros passos e é isso que nos faz acreditar que esse
anúncio da marca “Tapetes Tabacow” pretende transmitir aos leitores. Além de tudo, o
anúncio propõe que é fácil limpar o tapete. Mais um recurso que permite identificarmos o público-alvo do anúncio: as mulheres. A limpeza da casa, em se tratando do contexto social e cultural da época, era de responsabilidade, sobretudo, da mulher e não do homem.
Nos anos 70, a economia brasileira havia se modificado, pois em 1973, no governo do presidente Médici, aconteceu a primeira crise internacional do petróleo, fator que desequilibrou a economia do País, uma vez que a inflação voltou a crescer (COSTA, 2008). Assim, Claudia começou a orientar às leitoras a gastarem com moderação. É por isso também
que o anúncio dos “Tapetes Tabacow” sugerem que você pode escolher o modelo de tapeçaria
de acordo com o espaço, a decoração e o orçamento da leitora.
Mesmo com a crise enfrentada no País na década de 1970, Claudia e os anunciantes presentes na revista ainda apostavam no consumismo das leitoras, entretanto esse consumo deveria ser planejado e Claudia ensinaria a mulher a comprar os produtos de acordo com o orçamento financeiro das leitoras.
Os assuntos concernentes a como economizar em casa permanecem em Claudia ainda na década de 1980. A crescente inflação ainda assombrava os brasileiros, o que levou, novamente, a revista a trazer ideias que fossem baratas e ajudassem a equilibrar o orçamento doméstico. Essa informação pôde ser atestada porque, em março de 1982, a revista publicou o
artigo “Orçamento doméstico: a melhor arma contra a inflação”. Nesta publicação, a revista
assegura que as despesas da casa são administradas e organizadas pelas mulheres, por isso, seria fundamental que ela administrasse bem os gastos.
Até a década de 1980, na revista Claudia, a casa era o espaço de legitimidade da mulher, onde ela poderia organizar e administrar os recursos financeiros e afetivos e, assim, garantiria a harmonia da família. O estímulo para consumir produtos destinados ao ambiente da casa, por muitos anos, foi um dos principais assuntos pertinentes em Claudia, tanto nas matérias publicadas quanto nos anúncios publicitários veiculados pela revista. Convencia a leitora a consumir, fazendo-a crer na utilidade e praticidade que os objetos trariam aos vários ambientes do lar. Assim, do sonho ao consumo, conduzia a representação das mulheres da época – dona de casa, esposa e mãe – embora, observemos que, nessa década, o perfil da mulher leitora dessa revista havia modificado e estava focado em mulheres que tinham uma
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profissão e uniam suas funções de esposa, dona de casa e mãe com as habilidades profissionais.
Na década seguinte, 1990, ainda podemos encontrar inúmeros anúncios de produtos de casa e decoração, porém os anúncios referentes à moda, à beleza, sobretudo ao corpo, começaram a ganhar espaço nas páginas da revista. É o caso do exemplo a seguir.