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Vedvarende tillitsproblemer og rolleblanding

 

Introdução  

79  

Objectivos  Pessoais  de  Aprendizagem  

80  

Descrição  das  Actividades  Desenvolvidas   81  

Reflexão  Crítica  do  Estágio   90  

Anexo  I  –  Casuística  observada  no  HD  

92  

Anexo  II  –  Vinheta  Clínica  

93  

Anexo  III  –  Slides  da  Apresentação  Psicoimunologia  

98  

Anexo  VI  –  Nível  de  Cumprimento  dos  Objectivos  Pessoais  de  Aprendizagem  

109  

 

Introdução  

 

Este   relatório   visa   uma   síntese   das   actividades   realizadas   durante   o  estágio  parcelar  em  Saúde  Mental,  no   âmbito  do  programa  do  6º  ano  do  Mestrado  Integrado  em  Medicina  (MIM),  tendo  sido  realizado  no  Hospital   Professor   Doutor   Fernando   Fonseca   (HFF),   de   9   de   Dezembro   de   2014   a   16   de   Janeiro   de   2015,   sob   orientação  do  Dr.  João  Carlos  Melo.  

Com  base  nos  objectivos  gerais  de  aprendizagem,  delineados  pela  Ficha  da  Unidade  Curricular  do  Estágio  em   Saúde   Mental,   definiram-­‐se   alguns   objectivos   pessoais   que   permitam   um   apuramento   das   competências   adquiridas   durante   o   estágio   em   Psiquiatria,   realizado   no   5º   ano,   bem   como   o   complemento   de   conhecimentos  que  permitam  colmatar  algumas  lacunas  de  aprendizagem  prática  que  esse  mesmo  deixou.     Este  relatório  inclui  uma  descrição  das  actividades  desenvolvidas  no  hospital  de  dia  de  psiquiatria,  no  serviço   de   urgência,   em   ambiente   de   enfermaria   e   em   cirurgia   de   ambulatório   no   âmbito   de   terapia   electroconvulsiva.    

Refere-­‐se,  também,  a  participação  nalgumas  actividades  consideradas  de  relevo,  como  as  reuniões  clínicas,   as  reuniões  de  equipas  comunitárias  de  saúde  mental,  os  seminários  a  que  se  assistiu  durante  o  estágio  e   outras  actividades  não  programadas  consideradas  de  interesse.  

Pretende-­‐se   uma   descrição   das   principais   aquisições,   atendendo   aos   objectivos   pessoais   inicialmente   estabelecidos  mas,  também,  daquelas  que  foram  sendo  oportunamente  adquiridas.  

Finaliza-­‐se   com   uma   reflexão   crítica   do   estágio   na   qual   se   aborda   o   nível   de   cumprimento   dos   objectivos   pessoais   propostos,   as   principais   aquisições   neste   estágio,   bem   como   os   aspectos   positivos   e   negativos   identificados.  

Em  Anexo,  encontra-­‐se  a  vinheta  clínica  realizada  a  um  doente  com  doença  bipolar  do  tipo  I  e  os  slides  sobre   a  temática  Psicoimunologia,  apresentada  no  seminário  realizado  no  dia  13  de  Janeiro  de  2015.  

 

Objectivos  Pessoais  de  Aprendizagem  

 

Atendendo   aos   objectivos   delineados   no   Programa   do   Ensino   Prático   em   Saúde   Mental,   enumeram-­‐se   alguns  objectivos  pessoais  que,  idealmente,  se  pretendem  alcançar  durante  a  realização  do  presente  estágio.  

Competências,  comportamentos  e  atitudes  clínicas  a  alcançar    

Conhecer  a  estrutura  organizacional  do  serviço  de  Psiquiatria  do  HFF  e  sua  articulação  com  a  comunidade.   Assistir  ao  trabalho  integrado  de  equipa  e  intervenção  multidisciplinar  em  saúde  mental.  

Conhecer  algumas  das  actividades  específicas  da  prática  em  psiquiatria.   Contactar  com  algumas  ferramentas  de  avaliação  em  psiquiatria.  

Acompanhar  a  entrevista  de  doentes  com  diferente  patologia  psiquiátrica.  

Prática  na  colheita  de  dados  e  na  elaboração  de  relatório  clínico  de  doente  com  psicopatologia.  

Raciocínio  elaborado  e  conducente  à  formulação  de  diagnósticos  provisórios  em  psiquiatria  e  seu  prognóstico.   Contactar  com  algumas  técnicas  terapêuticas  e  de  reabilitação  em  psiquiatria.  

Descrição  das  Actividades  Desenvolvidas  

 

Hospital  de  Dia  de  Psiquiatria  

Aspecto  gerais    

O  período  predominante  do  estágio  em  Saúde  Mental  realizou-­‐se  no  hospital  de  dia  de  psiquiatria  (HD).  Este   funciona  como  um  regime  de  internamento  parcial,  sendo  um  modelo  de  sucesso  de  alguns  dos  mais  actuais   serviços   de   psiquiatria,   apresentando-­‐se   uma   alternativa   ao   internamento   total   ou   ao   tratamento   em   ambulatório  na  comunidade  no  processo  de  reabilitação  do  doente  psiquiátrico  crónico.  

O  HD  tem  como  principais  objectivos  estimular  a  autonomia  do  doente  psiquiátrico  e  reabilitá-­‐lo  com  vista  a   uma   reintegração   social,   contando,   para   tal,   com   uma   equipa   multidisciplinar   de   profissionais   de   saúde,   donde  se  refere  o  Dr.  João  Carlos  Melo  (psiquiatra  e  coordenador  do  HD),  a  Dr.ª.  Natasha  Oliveira  (psicóloga   clínica),  a  Enfermeira  Paula  Simões  e  Ana  Lima  e  Gonçalo  Carreteiro  (terapeutas  ocupacionais).  O  HD  acolhe   ainda   diversos   estagiários   das   diferentes   áreas   de   formação   atrás   referidas,   em   particular   internos   de   medicina  da  especialidade  de  psiquiatria  e  de  medicina  geral  e  familiar.  

Toda   esta   equipa   procura   estabelecer   um   projecto   terapêutico   integrado   e   adaptado   a   cada   caso,   com   objectivos   terapêuticos   personalizados,   recebendo   doentes   com   diferente   psicopatologia,   sejam   casos   agudos  (sem  critérios  de  internamento  total),  como  também  em  processo  de  recuperação  (como  espaço  de   transição)  ou  quando  o  acompanhamento  em  ambulatório  se  revelou  insuficiente,  sendo  transversal  o  treino   reabilitativo  destes  doentes.    

A   admissão   destes   doentes   decorre   aquando   da   referenciação   por   psiquiatras   do   serviço,   das   equipas   comunitárias,   da   unidade   de   internamento   de   doentes   agudos,   da   psiquiatria   da   ligação   ou   do   serviço   de   urgência  psiquiátrica,  sendo  precedida  por  uma  entrevista  de  admissão  que  conta  com  a  presença  de  toda  a   equipa   do   HD,   do   doente   e   da   sua   família.   Para   cada   doente,   o   HD   funciona   em   estreita   relação   com   as   equipas   comunitárias   de   saúde   mental   da   área   de   residência   do   doente   (através   de   reuniões   semanais   rotativas),   com   a   sua   rede   familiar   de   suporte   e   com   os   restantes   especialistas   que   o   acompanham   no   seguimento  de  outras  comorbilidades.    

Toda   esta   dinâmica   organizacional   tem   em   vista   a   alta   do   doente,   sendo   esta   considerada   quando   os   objectivos  de  reabilitação  e  de  aquisição  de  autonomia,  inicialmente  definidos,  são  alcançados.  É  de  realçar   que  a  alta  não  corresponde  a  um  momento,  mas  a  um  processo  gradual  até  que  seja  garantida  uma  forma   de  reintegração  social,  seja  ela  laboral  ou  ocupacional  (uma  formação  profissional,  a  colaboração  voluntária   numa  instituição,  por  exemplo).  

 

A  vivência  das  actividades  desenvolvidas  no  HD  

Fisicamente,   o   HD   é   constituído   por   uma   sala   de   trabalho   destinada   a   entrevistas   e   actividades   de   psicoeducação,   gabinetes   técnicos   e   de   enfermagem,   uma   sala   de   informática   para   acesso   pelos   doentes,   uma   sala   destinada   à   prática   de   exercício   físico   e   relaxação,   uma   sala   de   actividades   polivalente   (com   biblioteca,   televisão   e   área   “bar”)   e   uma   sala   de   refeições   com   copa   onde   os   doentes   também   realizam   actividades  culinárias  e  outras  actividades  terapêuticas.  

É  nestes  espaços  que  decorrem  as  diversas  actividades  segundo  a  seguinte  organização  semanal:  

  2ªfeira   3ªfeira   4ªfeira   5ªfeira   6ªfeira  

09:00 -­‐ 09:45  

Despertar   Despertar   Despertar   Despertar   Despertar  

10:00 -­‐ 11:00   Porta   Aberta   Escala  de  

Tarefas   Porta  Aberta  

Entrevista   de   Admissão   e   Elaboração   do   projecto   terapêutic o   Reunião  do   Serviço   Preparação   do  Bar   Porta  Aberta   e  Apoio   Individual   Activida des   Sócio-­‐ recreativ as  

Porta  Aberta   Reunião   de  Equipa  

11:00 -­‐

11:30   Grupo  Psicoterapêutico  

(tema  livre)   Supervisão  do   seguimento   psicoterapêut ico   Gestão   Doméstica   e  Culinária  

Bar  e  Ateliê   Grupo  Psicoterapêutico   (temático)  

Reunião  da  Equipa  

11:30 -­‐

12:30   Reunião  com  as  

Equipas   Comunitárias   Movimento     12:30 -­‐ 13:00  

Discussão  do  Grupo   Arrumação  

do  Bar   Piscina  

13:00 -­‐ 14:00  

Almoço   Almoço   Almoço   Almoço   Almoço  

14:15 -­‐ 15:30  

Grupo  ACE   Jornal  

Treino  de   Competências   Sociais   Apoio   Individual   Treino  de   Competência s  Sociais   Apoio   Individu al  

Programação  de  fim-­‐de-­‐ semana  

15:30 -­‐ 16:00  

Lanche   Lanche   Lanche   Lanche   Lanche  

Realiza-­‐se,  de  seguida,  uma  breve  descrição  das  actividades  a  que  foi  possível  assistir  e  participar  durante  o   estágio,  nomeadamente:    

Despertar:   corresponde   a   um   momento   de   acolhimento   matinal   em   que   foi   possível   estabelecer  

relação  de  empatia  com  alguns  dos  doentes.  

Escala   de   Tarefas:   atribuição   semanal   de   tarefas   no   HD   pelos   diversos   doentes,   habitualmente  

liderada   por   um   terapeuta   ocupacional   e   um   utente,   aferindo   capacidades   de   planificação   e   gestão   de   recursos  e  de  capacidades  interpessoais.  

  Gestão   Doméstica   e   Culinária:   em   que   são   atribuídas   responsabilidades   individuais   e   intergrupais  

com   vista   a   aquisição   de   autonomia   na   gestão   doméstica,   na   planificação   de   tarefas,   gestão   de   dinheiro,   criatividade  e  socialização,  contribuindo,  ainda,  para  a  diminuição  do  estigma  da  doença  mental  através  das   actividades   do   bar   dirigidas   aos   profissionais   de   saúde   do   hospital.   Estas   actividades   são   orientadas   por   terapeutas  ocupacionais.  

  Piscina:  esta  actividade  decorre  na  piscina  do  serviço  de  Medicina  Física  e  de  Reabilitação  do  HFF  sob  

orientação   de   um   terapeuta   ocupacional,   sendo   um   momento   de   realização   de   actividades   em   meio   aquático   com   vista   ao   treino   da   confiança,   da   promoção   de   competitividade,   da   compreensão   de   regras,   treino   de   coordenação   motora,   prática   de   exercício   e   relaxamento   muscular.   Assistiu-­‐se   a   duas   destas   actividades,   verificando-­‐se   ser   um   momento   aprazível   para   os   doentes   e   de   descontraído   estabelecimento   de  relações  interpessoais.  

relaxamento  e  a  interacção  intra  e  interpessoal.  Estas  sessões  são  concluídas  por  técnicas  de  relaxamento,   permitindo,   nesses   momentos,   observar   a   capacidade   de   relaxamento   dos   doentes   com   determinada   psicopatologia.  Assistiu-­‐se  a  duas  destas  sessões,  observando-­‐se  a  interacção  dos  doentes  entre  si,  na  qual   se  distinguiram  momentos  desejados  e  de  diversão,  que  permitiram  estimular  diversas  dimensões.  

Actividades   Criativas:   nestas   sessões   é   estimulada   a   criatividade   e   a   expressão   emocional,  

recorrendo  a  artes  plásticas.  Assistiu-­‐se  à  preparação  de  arranjos  de  Natal  e  à  realização  da  exposição  e  da   venda  de  quadros,  de  caixas  de  madeira  e  de  lavores  elaborados  pelos  doentes,  relativos  à  época  natalícia.   Estes   momentos   permitiram   observar   o   empenho,   a   possibilidade   de   estimulação   de   competências   e   a   valorização   pessoal   sendo,   ainda,   promovida   a   interacção   com   os   visitantes   das   exposições   e   clientes   das   vendas  realizadas.  

Entrevista  de  Admissão  e  Projecto  Terapêutico:  foi  possível  assistir  à  realização  de  uma  entrevista  de  

admissão   a   um   doente   com   doença   bipolar   juntamente   com   os   restantes   elementos   da   equipa   do   HD   e   familiar  do  doente.  Esta  pretendeu  apurar  dados  da  história  do  doente  com  vista  à  definição  dos  objectivos   do  internamento,  à  avaliação  da  motivação  e  à  planificação  individualizada  das  actividades  de  interesse.  

Grupo   Psicoterapêutico:   durante   a   2ªfeira   e   a   5ª   feira   foi   possível   assistir   a   este   processo  

psicoterapêutico,  altamente  especializado  e  diferenciado,  em  que  estão  presentes  todos  os  profissionais  de   saúde   do   HD   e   os   utentes.   Este   tratamento   pressupõe   que   um   grupo   heterogéneo   de   pessoas   que   é   conduzido  por  um  grupanalista  que  deve  proporciona  a  oportunidade  de  os  membros  do  grupo  associarem   livremente  ideias  e  sentimentos,  estimulando  a  sua  verbalização.    

Neste   processo   são   estabelecidas   conexões   entre   processos   conscientes   e   inconscientes   e   encontradas   formas   de   lidar   com   os   conflitos   e   angústias   pessoais,   que   se   externalizam   espontaneamente   aquando   da   abordagem   de   um   tema   ou   perante   uma   intervenção.   Verifica-­‐se   que   o   grupo   permite   o   tratamento   de   cada   indivíduo   num   contexto   privilegiado   e   seguro   –   o   grupo   –   onde   se   reproduzem   e   transferem  conflitos  individuais.    

Esta   é   uma   abordagem   que   “privilegia   o   funcionamento   mental   de   cada   indivíduo   como   o   funcionamento   geral   do   grupo   (os   fenómenos   que   surgem   apenas   em   grupo)”,   segundo   a   Sociedade   Portuguesa   de   Grupanálise   e   Psicoterapia   de   Grupo,   sendo   ainda   destacado   que   “todos   os   elementos   interagem  verbalmente,  de  forma  activa,  entre  eles  e  com  o  grupanalista,  podendo  cada  um  exercer  a  sua   actividade   interpretativa.   Em   suma,   a   grupanálise   constitui-­‐se   como   análise   de   grupo,   com   o   grupo   e   em   grupo,  mas  não  do  grupo.”  

Esta   constituiu   uma   experiência   enriquecedora   e   única,   contactando-­‐se   com   conceitos   básicos   introduzidos  por  Cortesão,  relativos  a  matriz,  padrão,  transferência  e  contra-­‐transferência  em  grupanálise  e   níveis   de   interpretação,   partilhados   pelo   Dr.   João   Carlos   Melo,   salientando-­‐se   aqui   a   sua   experiência   interpretativa  enquanto  grupanalista.  

Referem-­‐se,  a  título  de  exemplo,  algumas  temáticas  e  questões  abordadas  pelos  doentes  ao  longo   das   sessões   ou   quando   confrontados   com   determinadas   circunstâncias   e   que   foram   alvo   de   discussão   e   partilha   em   grupo:   “o   que   é   a   felicidade?”,   “o   que   é   a   liberdade?”,   “a   nostalgia   da   infância”,   “o   medo   da   alta…”,   “a   repetição   de   memórias”,   “a   inquietação   quanto   ao   futuro”,   “a   ansiedade   de   falar   em   público”,   “alguns  dilemas  familiares  pessoais”,  “atitudes  com  vista  à  autonomia  e  recuperação  pessoal”,  entre  outros.     Reunião  do  Serviço  e  Reuniões  das  Equipas  Comunitárias:  estas  reuniões  serão  descritas  adiante  com  

 

Apesar  de  não  se  ter  assistido  pessoalmente  houve  possibilidade  de  conhecer  a  estrutura  e  objectivos  das   actividades  realizadas  no  período  da  tarde,  nomeadamente  o  Porta  Aberta:  (consiste  num  programa  psico-­‐ educativo   constituído   por   diversos   módulos,   tais   como   medicação,   como   lidar   com   o   estigma,   gestão   de   bem-­‐estar,   comportamentos   de   risco   e   família);   Grupo   ACE   (Aprender   com   a   Experiência)   (com   vista   a   adquirir   novos   padrões   cognitivos   face   a   experiências   individuais,   sendo   estas   partilhada   num   grupo   moderado  pela  psicóloga);  o  Treino  de  Competências  Sociais  (em  que  se  pretende  estimular  a  aquisição  de   competências   sociais,   interpessoais   e   complementares   para   viver   em   sociedade,   sob   orientação   de   um   terapeuta   ocupacional);   Psicoterapia   individual   (realizada   pela   psicóloga);   Programação   de   fim-­‐de-­‐semana   (orientado   pela   enfermeira   em   que   se   procura   definir   objectivos   concretos   de   actividades   a   realizar   pelos   doentes);  Avaliação  e  Treino  Cognitivo  e  Visitas  Programadas  (tendo  já  sido  realizadas  visitas  ao  Oceanário,  a   museus,  ao  cinema,  ao  restaurante,  entre  outros).  

 

A  casuística  observada  no  HD  

Durante   o   estágio   foi   possível   observar   doentes   com   diferente   psicopatologia   em   diversas   fases   de   recuperação.   A   casuística   observada   está   disponível   em   anexo   (vide   Anexo   I),   resumindo-­‐se   de   seguida   os   principais  diagnósticos  observados.    

Quadro  1  –  Distribuição  absoluta  dos  doentes  observados  por  diagnóstico  psiquiátrico  principal.   Principais  Diagnósticos  Observados   n   Esquizofrenia  e  outras  perturbações  psicóticas  

Esquizofrenia   7  

Perturbação  delirante   1  

Perturbações  do  humor    

Perturbação  bipolar   10  

Perturbação  depressiva   1  

Perturbações  neuróticas  

Perturbação  de  ansiedade  generalizada   1  

Outras    

Perturbação  de  personalidade   3  

Perturbação  do  comportamento  alimentar  (anorexia)   1  

Total     24  

 

Gráfico  1  –  Diagnósticos  Psiquiátricos  Observados  no  Hospital  de  Dia.  

  Gráfico  2  –  Prevalência  de  género  nos  doentes  do  Hospital  de  Dia  de  Psiquiatria.  

Verifica-­‐se   uma   maior   prevalência   do   género   masculino   nos   doentes   do   HD,   destacando-­‐se   uma   elevada   prevalência  de  esquizofrenia,  seguindo-­‐se  o  diagnóstico  de  perturbação  afectiva  bipolar.    

É  ainda  de  salientar  que  20,8%  destes  doentes  apresenta  mais  do  que  um  diagnóstico  de  doença  psiquiátrica   tendo   apenas   sido   considerado,   nesta   representação   gráfica,   o   seu   diagnóstico   principal,   não   sendo   consideradas   outras   variáveis   que   são   fundamentais   admitir   no   processo   terapêutico   destes   doente,   nomeadamente,   a   gravidade   da   doença,   a   idade   de   aparecimento   dos   primeiros   sintomas,   o   tempo   de   internamento  destes  doentes,  por  exemplo.  

    7   0   4   1   1   2   0   0   1   6   0   0   1   1   Esquizofrenia   Perturbação  delirante   Perturbação  afeciva  bipolar   Perturbação  depressiva   Perturbações  de  ansiedade   Perturbações  de  personalidade   Perturbações  do  comportamento  alimentar  

DiagnósŠcos  Psiquiátricos  Observados