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10.6.2 Vedrørende behov for endring i passloven

Em Setembro de 1986, António Correia expõe as caraterísticas positivas e únicas do Padre António Fontes que se dedicou ao projeto do Congresso de Medicina Popular "Efetivamente, e pela terceira vez, sob a batuta do pároco da freguesia subiram àquela região do Barroso...Atraídos também pelo fascínio de um homem que concebeu, realizou e dinamizou o congresso, com o seu magnetismo e humildade: o Padre António Fontes. Dele apenas tinha ouvido falar, mas depois de o ter visto e ouvido ficou-me na retina o perfil autóctone de um "puro sangue" barrosão apesar da mistura da sabedoria popular e inocência, convívio fácil e chão, cultura "naif" e erudição; um missionário desterrado para a orgia humana do seu paraíso terreal; rústico e beneplácito como o deus Larouco, robusto de feições mas com a "fragilidade" e lucidez suficiente para conceber e acalentar tão ambicioso projeto" (jornal 5). O Padre António Lourenço Fontes é o criador, o dinamizador e o organizador de tão nobre evento e, por isso, durante muitos anos foi homenageado. Em Setembro de 1996, António Correia homenageia o padre "Cumpre-nos finalmente homenagear toda a dinâmica e iniciativa do padre António Fontes por este cantinho do céu que por um pouco nos proporcionou, a quem pedimos também que não páre na luta em proveito da vida e proveito dos deuses nessa região" (jornal 5). Em Setembro de 2011, foram entregues, ao padre Fontes, as bodas de prata do Congresso de MP em Vilar de Perdizes “...foi entregue ao padre fontes uma medalha comemorativa da edição deste ano, a 25ª, ou seja, as bodas de prata do Congresso (jornal 40). No mesmo ano foi feita uma homenagem ao padre no Ecomuseu de Barroso "Cartazes, notícias de jornais, testemunhos e muitas fotografias, de tudo um pouco foi visto nesta "singela homenagem", elaborada pelo Ecomuseu de Barroso” (jornal 40). No ano de 2013, ofereceram um busto ao Padre António como gratidão pela sua dedicação à aldeia de Vilar de Perdizes “Vilar de Perdizes oferece busto ao Pe Fontes - trata-se de mais um testemunho de gratidão ao Padre António Fontes que teve o mérito de tirar, ano após ano, a aldeia do anonimato" (jornal 42), assim, "... o Padre Fontes transformou Vilar de Perdizes na capital da medicina popular" (jornal 43). O padre António Fontes “é antropólogo; tem como função escutar e dar a palavra às formais ancestrais e presentes de sabedoria e de loucura e aos investigadores” (jornal 13), as funções desempenhadas pelo padre são, acima de tudo, necessárias “a sua atividade enquanto padre é positiva, dialogante, necessária hoje, renovadora, evangelizadora, é interventor do desenvolvimento da região, é solucionador das carências e ações inovadoras de VP, ajuda dentro e fora da Igreja” (jornal 16), o Padre Fontes é referência cultural do Barroso. Este é uma das principais atrações dos Congressos de Medicina Popular “Padre Fontes, "pai" desta iniciativa partilhou que foram dias intensos e muito animados, com um discurso emotivo, padre

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Fontes acompanhou o artista espanhol e esconjurou a bebida pela qual todos esperavam" (jornal 41). Em Setembro de 2017, “Ao longo de três dias, foram muitos os motivos para visitar um evento que (...) continua a girar em torno da figura do padre Fontes" (jornal 46). O padre Fontes, participa em todos os CMP tal como podemos ver em alguns dos jornais “Notícias de Barroso”. Em Setembro de 1983, houve uma “apresentação da discussão acerca da Medicina Popular mediada pelo pe Fontes, o Diretor do NB que à noite do dia 24 falou de Medicina Popular durante 2 horas, na Agropec a convite da organização" (jornal 1). Em Setembro de 1986, “no intervalo das sessões-debate o largo da escola transformava-se num autêntico terreiro das bruxas...em torno do Padre António”, só isto mostra a importância do padre para trazer visitantes a Vilar de Perdizes. Em Setembro de 2000, o padre apresenta um dos seus livros “ÀS 9 horas, “100 chás para 100 doenças”, António L.Fontes” (jornal 28), depois desta apresentação “chovem todos os dias pedidos ao autor e editor Pe Fontes” (jornal 29). Em Setembro de 2011, o incentivador do Congresso apresentou um cancioneiro "O Pe Fontes que vinha procedendo à recolha de material desde muitos anos a esta parte disse que "como vejo que estou a perder capacidades decidi terminar. É uma grande coletânea de textos e canções que fui recolhendo pelas várias onde passei mais tempo: Cambezes, onde nasci, Tourém, Pitões, Paredes do Rio, Gralhas, Vilar de Perdizes e tantas outras" (jornal 40). Em Setembro de 2005, foi o padre Fontes que apresentou e concluiu os temas do CMP “Apresentação dos temas a abordar no XIX Congresso de Medicina Popular pelo Rev.Padre António Fontes, Pároco de Vilar de Perdizes; Conclusões: João Domingos Gomes Sanches e Rev.Padre António Lourenço Fontes e amigos do Congresso de MP” (jornal 34).

Faltam, então, os agradecimentos àquele que torna possíveis estes congressos, que tanta fama têm em todo o país, o jornal 6, de Setembro de 1986, é totalmente dedicado ao padre António Lourenço Fontes, diz respeito a uma carta de agradecimento de visitantes do Congresso “Agradecimento por acolher tão bem "sentimo-nos muito felizes por termos vivido contigo uns dias das nossas férias (...) Por termos saboreado o fraternal e simples, todo feito de verdade, acolhimento que nos proporcionastes na casa paroquial”, agradecimento por promover Vilar de Perdizes: "Por termos conhecido mais de perto e ao vivo o teu Povo que tu tão bem compreendes e por isso promoves”, agradecimento por alimentar os visitantes não os conhecendo de lado nenhum "Apesar de ser a primeira vez que nos víamos, olhos nos olhos, logo nos pusestes a partilhar do pão, e do melão e do presunto (...) Comemos do queijo que compraste naquela mercearia, junto da igreja local...", agradecimento por dar a conhecer aos visitantes um povo distanciado de stress, de confusão, de consumismo que carateriza a sociedade atual: "Contigo, aprendemos a conviver naturalmente com a vida, tal como ela é aí vivida, sem pressa, sem relógio, sem ansiedade, na plenitude do gozo por cada coisa e por cada instante. E testemunhamos-te hoje, que isso

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foi muito positivo e saudável para nós, residentes todo o ano numa sociedade que nos devora (...) A sociedade de consumo que nos mata lentamente tem que saber subir até junto do seu Povo para re- aprender a vida feita de simplicidade, de fraternidade, de acolhimento, de todo o tempo para as pessoas, a realidade mais importante da criação" (jornal 6). Em Novembro de 1999, Paula Cristina Silva agradece ao Pe Fontes "Como boa Portuguesa, sempre virada para o mundo, o meu obrigado ao padre Fontes!..." (jornal 27).

Mas nem tudo são elogios feitos ao Padre Fontes, em alguns jornais surgem críticas ao mesmo, em Setembro de 1994, dizia-se que havia quem não aceite a sua atividade enquanto padre “outros moldes de igreja, menos interventora na vida humana, cultural e social, que discordam e não aceitam, nem entendem bem esta forma de ser padre; discordância do casal Albuquerque de Braga, e alguns sequazes e políticos” (jornal 16). Ainda em Setembro de 1994, defendeu-se que a atividade do padre incomoda muita gente, principalmente os mais ingratos “atividade do Pe.Fontes custa aos inaptos ingratos” (jornal 17). Em Outubro de 1995, disseram que a presença do padre no Congresso nem se notou “P.e Fontes sem intervenção regular” (jornal 21). Por último, em Outubro de 1996, chegam mesmo a dizer que o padre Fontes esteve clandestino no Congresso (jornal 23).

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