Inicialmente interrogou-se sobre onível de entendimento quanto à tomada de decisões na empresa. Como os entendimentos significam asações pelas quais se estabelecem acordos e consensos racionais, mediadas à comunicação livre, coordenando atividades comuns sob a égide da responsabilidade e satisfação social (SERVA 1996). A primeira questão foi: “você percebe que ao tomarem decisões na empresa seu nível de entendimento é:”. Segue no gráfico 11 os percentuais.
Gráfico 10: Entendimento quanto a tomada de decisões
Conforme o expresso, 56% dos participantes percebem que possuem o nível de entendimento suficiente quanto à tomada de decisões na empresa, e 38% verificam que possuem insuficiência no entendimento quanto à tomada de decisões na organização. Diante do entendimento das situações na tomada de decisão, se perguntou se o bom entendimento sobre as situações em discussão no trabalho interfere na sua satisfação, e foi retratado por 84% que sim e 12% que não. Essa realidade
Suficiente 56% Insuficiente 38% Sem reposta 6%
demonstra que é necessário propor ações que possibilitem o melhor entendimento quanto às ações no trabalho, por meios sejam essas mediadas por comunicação livre, coordenando atividades que tragam maior senso de responsabilidade e satisfação social no trabalho aos indivíduos, conforme a definição de entendimento acima.
Gráfico 11: Interferência do entendimento na satisfação
O exposto está relacionado ao critério de uso e desenvolvimento das capacidades pessoaisdomodelo de Walton de qualidade de vida no trabalho. Freitas e Souza (2008) expressam para o alcance da autonomia e autocontrole das atividades, deve-se permitir ao empregado usar suas habilidades, a obtenção de informações significativas sobre o processo total do trabalho.
Perante essa exposição, verificou-se quanto ao entendimento para desenvolver o seu trabalho e interrogou-se aos participantes como tem percebido as informações que obtêm sobre as atividades que desenvolvem, no gráfico 13. Verifica-se que 78% percebem possuir entendimento suficiente sobre o processo total do seu trabalho, e 17% percebem não ser suficiente ainda.
Sim 84% Não
12% repostaSem 4%
Entendimento das discussões no trabalho interfere na satisfação?
Gráfico 12: Entendimento para desenvolver o trabalho
Diante da necessidade de melhorar seu entendimento do trabalho,foi questionado aos participantes o que sentem falta para este aprimoramento, perante as alternativas apresentadas no gráfico 14. Os debates para troca de experiências e conhecimentos foram apontados por 46%, seguido por 29% na instrução da gerência em relação as suas atividades, e por 25% a necessidade de participar mais das reuniões de trabalho.
Gráfico 13: Sente falta para melhorar o entendimento do trabalho
Além das alternativas demonstradas no gráfico 14, apresentam descrições adicionais quanto as opções para melhorar o entendimento no trabalho. No quadro 20 a seguir, do total de 22 respondentes, 17 destacam também a necessidade de capacitação, reuniões periódicas e debates; e 5 expõem a maior transparência das ações.
78%
17% 5% Sim, o entendimentoé suficiente
Não, o entendimento é insuficiente Sem resposta Entendimento para desenvolver o trabalho
46%
29%
25% Debates para troca deexperiências e conhecimentos Instrução da gerência em relação às atividades Participar de reuniões de trabalho
Sente falta para melhorar o entendimento do trabalho
ENTENDIMENTO - JULGAMENTO ÉTICO
USO E DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES PESSOAIS 13 : "Cursos técnicos". 23 : "Cursos e especializações focadas no serviço". 27 : "Participação em congressos, feiras, seminários, P&D's , cursos específicos etc.".
28 : "Cursos especializados em minha área". 31 : "Treinamentos voltados para a área. Reciclagens".
33 : "Cursos de reciclagem periódicosEntendimento
38 : " Cursos técnicos referentes à nossas áreas de atuação para mantermos nosso conhecimento atualizado!". 55 : "Capacitação". 79 : "Treinamento Específico". 106 : "Qualificação específica". 70 : "Cursos" 73 : "Participar de cursos técnicos, visitas técnicas a subestações e cursos de relacionamento interpessoal".
75 : "Apesar de achar que o entendimento é suficiente, sinto falta de algumas capacitações". 77 : "Simulador de manobras na operação do sistema".
89 : " - Reuniões com o gerente e colegas (de 15 em 15 dias)".
93 : "Existir debates para a troca de experiências e conhecimentos, principalmente com a diretoria". 47 : "Metas claras das chefias superiores". 69 : "Maior transparência". 85 : "Falta de normas e critérios claros". Julgamento ético
103 : "Não há transparência nas tomadas de decisão. Não lembro da direção da empresa explicar o porquê desta ou aquela decisão".
86 : "Em 5 anos da empresa nunca tive uma reunião, nunca foi delegado atribuições, etc...".
Quadro 21:Sente falta para melhorar o entendimento no trabalho - entendimento - julgamento ético / uso e desenvolvimento das capacidades pessoais
Os elementos constitutivos ligados a racionalidade substantiva classificam as expressões em destaque no entendimento ou em julgamento ético, conforme o quadro 21. No entendimento classificam 16 respostas quanto aos aspectos que sentem mais falta para aprimorar o entendimento no trabalho, o que envolve: a maior participação em reuniões, os debates e troca de experiências, além de cursos e treinamentos. Quanto ao julgamento ético, cinco participantes apresentam a necessidade de maior transparência e clareza nas ações desenvolvidas no trabalho.
Diante das citações notifica-se que os resgates dos valores éticos, humanos e sociais se mostram necessário no ambiente do trabalho. Valenti, Silva (1995) demonstra que perante a nova ordem econômica – social, no que se refere ao trabalho em si, percebe-se uma espécie de resgate da razão substantiva para substituir a funcionalidade, na qual o motor do mundo será a subjetividade e não a economia.
Loch; Correia (2004) demonstra que o trabalho pode trazer às pessoas conotações positivas com se caráter transformador e emancipatório, ou bem trazer seu oposto: alienação e sofrimento. Pelo modo de produção capitalista, o trabalho se organiza de acordo com os interesses e necessidades do capital. Os autores expressam que para acompanhar as mudanças do trabalho a gestão de pessoas flexibiliza-se por meio da busca de mecanismos e práticas que possibilitam maior participação e autonomia do trabalhador no processo do trabalho com o objetivo de resgatar a subjetividade humana.
Diante dessas perspectivas humanas no trabalho, consegue-se configurar e retratar que as pessoas têm ansiado por valores no trabalho que oportunizem o desenvolvimento pessoal, profissional e social, no sentido que o trabalho não seja um local em pró da manipulação, mas ambientes agradáveis para as pessoas estarem. Visto que Loch; Correia (2004) considera que as transformações que se processam no mundo do trabalho engendram substanciais alterações na sociedade e nas organizações e com consequências sobre o indivíduo.