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8.6 Praktisk tidligtesting

8.6.4 Varmespredning i glassplate

O instrumento de coleta de dados usado nessa etapa da pesquisa foi o formulário ou questionário. De acordo com Gil (2002, p. 114) ―para a coleta de dados nos levantamentos são utilizadas as técnicas de interrogação: o questionário, a entrevista e o formulário‖. Pela técnica de interrogação é possível obter dados a partir do ponto de vista dos pesquisados.

Um survey pode utilizar como ferramenta de pesquisa um questionário ou entrevistas. A ferramenta escolhida foi um questionário, pelas seguintes razões:

a) facilidade na obtenção de informações de um número substancial de pessoas e um período relativamente curto;

b) abrangência dos programas de pós-graduação stricto sensu de IFES das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, nas diferentes áreas do conhecimento; c) garantia de anonimato do respondente, possibilitando maior liberdade para expressar sua opinião e;

d) facilidade na tabulação dos dados.

O questionário, segundo Richardson (1999), cumpre a função de descrever e observar as características de um indivíduo ou grupo, além de possibilitar a medição de variáveis individuais ou grupais. Tem como característica o fato do próprio pesquisado ler e interpretar as questões, respondendo-as sem o auxilio do entrevistador.

Uma das vantagens do questionário, destacada por Laville e Dionne (1999, p. 184) e por Babbie (2003, p. 504), é que esse instrumento permite alcançar rápida e simultaneamente um grande número de pessoas. Os autores acrescentam ainda que a uniformização das questões facilita a compilação e a comparação das respostas escolhidas e permite recorrer ao aparelho estatístico quando chega o momento da análise.

Bryman (1989) sugere que alguns cuidados devem ser tomados na elaboração do questionário: (i) - formular questões claras, simples, curtas e sem ambiguidade; (ii) - enfocar uma ideia de cada vez, sem sugerir respostas e (iii) - orientar os respondentes sobre o objetivo e a importância do resultado.

Para aumentar a probabilidade de sucesso na coleta de dados, Forza (2002) sugere que o pesquisador planeje cuidadosamente a execução do survey e possuir informações detalhadas sobre: (i) - como abordar os respondentes e (ii) - como os questionários serão aplicados e administrados. Ele sugere que para aumentar o número de respondentes, o questionário deva ser apresentado como uma troca social.

Acolhendo as sugestões de Bryman (1989) e de Forza (2002), elaborou-se então o questionário, priorizando o uso de perguntas fechadas, pelo fato de serem fáceis de tabular e por coletar boa quantidade de informações, mas também foram usadas algumas questões abertas.

Segundo Freitas et al (2000, p. 112), quando o questionário contém perguntas fechadas é preciso escolher um conjunto de respostas alternativas para cada uma destas perguntas. É possível associar números às respostas para analisá-las por meio de técnicas estatísticas, e os números associados com um conjunto de respostas apresentam uma escala de medida. Há vários tipos destas escalas.

Os dois tipos de escala frequentemente usados em questionários são:

(i) Escalas nominais: são aquelas em que os números servem apenas para nomear, identificar e categorizar dados sobre pessoas, objetos ou fatos, ou seja, em que os números funcionam como rótulos usados para identificar diferentes categorias de respostas. Por exemplo: sexo (masculino, feminino), estado civil (solteiro, casado, ...). As escalas nominais fornecem dados na forma de frequências. Isto significa que o que se tem é o número de respostas em cada categoria da escala. Uma vez determinada a quantidade de elementos com o atributo que está sendo estudado, e com o objetivo de estabelecer comparações entre as categorias, utilizam-se três medidas: proporções, porcentagens e razões.

(ii) Escalas ordinais: admitem uma ordenação numérica das suas categorias, ou seja, das respostas alternativas, estabelecendo uma relação de ordem entre elas. Contudo, não é possível medir a magnitude das diferenças entre as categorias. Permite a ordenação (de maior a menor ou de menor a maior) dos dados, segundo o grau em que as pessoas ou objetos possuem uma dada característica. As escalas ordinais são muito usadas na pesquisa educativa sempre que se deseja obter um ordenamento de preferências, opiniões, atitudes, etc., em que o sujeito se posiciona no grau com que está de acordo ou em desacordo, o valor atribuído, a quantidade menor ou maior, etc. Possibilidades estatísticas: mediana (estatística mais adequada para a descrição da tendência central dos valores), decis, quartis, percentis, teste de hipóteses, Qui-quadrado, correlação de postos. A correlação no ordenamento por postos aplica-se às escalas ordinais, dado que os coeficientes resultantes (por exemplo, Spearman ou Kendall) são interpretados somente como um teste em relação ao ordenamento dos valores (FREITAS et al, 2000, p. 112).

As perguntas, com escalas nominais e ordinais, foram agrupadas e ordenadas em quatro partes:

1ª Parte - Identificação: idade, sexo, estado civil, número de filhos, religião e ocupação atual;

2ª Parte - Formação escolar: educação básica, graduação e pós-graduação lato e

stricto sensu;

3ª Parte - Experiência docente – na educação básica e ensino superior;

4ª Parte - Docência no ensino superior: formação pessoal e acadêmica; motivos da escolha pela docência, identificação com a docência, exercício docente, atividades relacionadas à docência;

Para verificar a eficácia do questionário realizaram-se dois testes pilotos ou pré- testes. O teste piloto de um questionário é uma atividade essencial ao survey, pois tem os seguintes objetivos: (i) - esclarecer se as instruções fornecidas estão claras e objetivas; (ii) - verificar se as questões estão objetivas e sem dubiedade de interpretações e (iii) - apurar eventuais problemas de compreensão por parte dos respondentes de quais seriam as respostas esperadas (FORZA, 2002).

Os dois pré-testes foram realizados com dez estudantes de dois programas de pós- graduação de IFES da região Sudeste. Os questionários foram enviados e respondidos por e- mail, mas com muitos comentários por parte dos respondentes, pois foi solicitado que os estudantes apontassem as possíveis dúvidas quanto à clareza da redação e quanto ao próprio conteúdo das questões. Os comentários e resultados dos pré-testes conduziram a mudanças significativas no questionário, sendo que as duas alterações principais foram: (i) - a redução do número de questões, porque foi explicitado por alguns dos respondentes que o questionário estava longo, cansativo e em alguns pontos até mesmo repetitivo e (ii) - a eliminação de alguns termos bastante familiarizados para o autor do questionário, mas que se revelaram confusos ou dúbios ou até mesmo desconhecidos para alguns dos respondentes.

A partir das sugestões oriundas dos pré-testes procedeu-se a formulação do questionário definitivo.