3.3 Operasjonalisering av fagvalg - avhengig variabel
3.4.3 Variabler for egne karakterer
O presente trabalho revelou que os profissionais de tecnologia da informação avaliados, apresentavam um nível moderado de estresse o que não valida pesquisas realizadas na década de 90 e 2000 de que os profissionais desta área estão com alto nível de estresse. Esta constatação responde a um dos objetivos da corrente pesquisa, ou seja, verificar se o nível de estresse dos profissionais
pesquisados pode ser considerado alto, ou seja, se os profissionais de TI são realmente estressados.
Ainda, a corrente pesquisa tinha como um dos seus objetivos, a identificação dos principais estressores percebidos pelos profissionais de tecnologia da informação, a partir da Escala de Estresse no Trabalho (EET) de Paschoal e Tamayo (2004) e as estratégias de enfrentamento, a partir do Inventário de Estratégias de Coping (LAZARUS e FOLKMAN, 1984).
O resultado foi que, a fonte de estresse mais freqüentemente mencionada foi relativa a quantidade de trabalho, o que ratifica pesquisas realizadas nas ultimas duas décadas de que os profissionais desta área estão sobrecarregados. Sugere-se neste ponto, uma melhor divisão de responsabilidades dentro da área de tecnologia da informação nas empresas além de estudos no sentido de verificar a necessidade de contratação de mão-de-obra e capacitação continuada para todos os profissionais de TI da organização.
Um dado interessante levantado, foi que a fonte de estresse menos citada pelos profissionais avaliados foi relativo a necessidade de atualização tecnológica o que demonstra que a necessidade de atualização constante já é absorvida e percebida como natural por estes profissionais. A resolução de problema foi a principal estratégia de enfrentamento utilizada pelos profissionais de TI, o que demonstra que estes profissionais, diante de um determinado desafio ou problema ao invés de afastar-se ou ter uma atitude mais agressiva, diante da situação estressante, se esforçam para resolver o problema.
Um outro objetivo desta pesquisa era verificar a relação estresse e estratégias de enfrentamento. O resultado foi que, aqueles profissionais que utilizaram como estratégia de enfrentamento o confronto e a fuga-esquiva são os que apresentaram
o maior nível de estresse o que pode-se supor que estas estratégias não são eficazes como elementos reguladores do estresse.
No que tange ao objetivo de se verificar a influencia do sexo, estado civil, faixa etária, tempo de serviço, atividade, tipo de organização, tipo de vinculo e tamanho da organização sobre o estresse e as estratégias de enfrentamento. O resultado foi que, em relação ao sexo, não foram constatadas diferenças no nível de estresse, o que neste sentido, não valida pesquisas realizadas de que as profissionais de TI são mais estressadas do que os profissionais devido a dupla jornada de trabalho (trabalho e casa).
Ainda, foi constatado que as profissionais utilizam mais a estratégia de suporte social do que os profissionais do sexo masculino e neste sentido sugere-se uma maior abertura dos chefes diretos e reavaliação das políticas de recursos humanos no sentido de ouvir suas angustias, buscando assim minimizar os efeitos do estresse e por conseqüência a melhoria da qualidade de vida no trabalho.
A corrente pesquisa demonstrou que o analista de sistema é o profissional de TI com maior nível de estresse e os profissionais que trabalham com banco de dados apresentaram o menor nível de estresse. Uma hipótese a ser futuramente verificada é se o analista de sistema é mais estressado do que outros profissionais da área de TI, como infra-estrutura, banco de dados, gerencia e segurança devido a proximidade com os usuários finais e neste sentido sugere-se uma investigação com intuito de buscar formas de melhorar esta interação objetivando minimizar este estresse e entregar sistemas com maior nível de qualidade.
O senso comum diz que os profissionais que trabalham em organizações de caráter público trabalham menos do que os profissionais da iniciativa privada devido ao sentimento da estabilidade e do próprio caráter do ambiente público que não tem
como meta o lucro financeiro mas sim social. Neste sentido, estes profissionais percebem uma menor pressão e estresse.
A corrente pesquisa demonstrou que tanto os profissionais da iniciativa privada quanto pública possuem níveis de estresse similares o que, neste sentido, sugere-se que as organizações, tanto pública quanto privada, deveriam disponibilizar mecanismos similares para minimizar os efeitos maléficos do estresse nestes profissionais maximizando assim a qualidade de vida dentro destas organizações e por conseqüência, abstraindo outras variáveis, a rentabilidade e eficiência.
Os profissionais autônomos, ou seja, sem vinculo empregatício, apresentaram um nível de estresse superior aos profissionais com carteira assinada o que pode ser um indicativo importante da necessidade do aumento da formalização deste tipo de mão-de-obra dentro das organizações, o que pode ser catalisado com incremento de políticas governamentais no sentido de diminuir o custo da mão de obra para as mesmas.
Os profissionais de TI menos experientes, ou seja, que possuem entre 1 e 5 anos foram os que apresentaram o nível mais elevado de estresse e aqueles com 6 e 10 anos de experiência foram os que mais utilizaram estratégias de confronto e afastamento como estratégias de enfrentamento. Sugere-se uma atenção especial por parte dos supervisores diretos no que tange ao nível de pressão exercida e recursos humanos no sentido de disponibilizar treinamentos para administração de estresse e qualidade de vida nas organizações.
Ainda, a pesquisa demonstrou que jovens profissionais de TI, com até 24 anos de idade, são os que mais utilizaram estratégias de afastamento, que se caracteriza como fuga (evitar ou ignorar) diante de problema. Cabe aqui, a organização através de políticas de capacitação e principalmente a gerencia direta explicitar para estes
profissionais que esta não é a melhor maneira de se lidar com um problema mas sim através de estratégias que encarem o problema e tentem resolve-lo da melhor forma possível.
Em relação ao objetivo geral desta dissertação, ou seja, de investigar o estresse nos profissionais de tecnologia da informação dentro das organizações enfatizando como este profissional percebe e lida com o fenômeno no inicio de uma nova década (2010), o nível de estresse e se as estratégias de enfrentamento utilizadas foram eficientes em sua regulação, percebe-se que os dados obtidos não revelaram um quadro preocupante no que tange estresse nos profissionais de TI, entretanto devido ao incremento da dependência dos profissionais de TI por parte das organizações e de sua sobrecarga de trabalho nas ultimas décadas, torna-se fundamental atenção por parte das organizações, principalmente das políticas de recursos humanos como por exemplo treinamentos para administração do estresse e programas de qualidade de vida e uma maior atenção da gerencia direta que deve ser um elemento minimizador da pressão e não agir como um elemento maximizador, para que este quadro não se altere de forma significativa, levando assim uma perda de qualidade de vida dentro das organizações e por conseqüência da eficiência organizacional.
Ainda, sugere-se fortemente uma mudança de postura dos lideres das organizações no sentido de valorizar o sentimento de colaboração interna em detrimento a competição, recompensando e destacando os profissionais que mais colaboram com os seus pares, pois o estresse também se caracteriza na atualidade como um fenômeno social que pode ser melhor administrado através de uma maior e melhor interatividade interpessoal dentro das organizações.
A pesquisa evidenciou ainda que os profissionais de tecnologia da informação ao desempenhar suas funções sofrem a influência de inúmeros fatores organizacionais estressores, tendo como principal fator no inicio da década de 2010 a sobrecarga de trabalho, e que os mesmos utilizam estratégias para lidar com estes fatores, que na corrente pesquisa, demonstraram-se eficazes, já que o nível de estresse percebido pelos mesmos foi moderado.
Como proposta para futuras pesquisas, sugere-se a verificação se estes fatores interferem efetivamente no ambiente de trabalho e no âmbito pessoal, prejudicando a saúde desses profissionais, o desempenho de suas atividades, podendo repercutir no suporte aos seus usuários, perante ao cliente e na eficiência global da organização.
Espera-se que esta pesquisa possa ser utilizada por profissionais de TI e organizações que trabalham com estes profissionais, como uma oportunidade de reflexão e aplicação de políticas no sentido de aprimorar práticas para melhoria da qualidade de vida dentro das organizações e como incentivo a novas pesquisas nesta área.
O tema abordado nesta investigação não se esgota aqui, pois o estresse é amplo e repleto de especificidades, as quais poderão ser contempladas em investigações futuras, como sugestão, o estudo da relação do estresse com as seguintes variáveis: absenteísmo, eficiência organizacional, salário, qualidade de vida, realização profissional, competência e motivação. Pode-se afirmar, ao concluir esta pesquisa, que os objetivos propostos foram alcançados.
Ainda que o estudo tenha alcançado os objetivos propostos e tenha oferecido contribuições no campo do bem-estar no trabalho no que tange estresse, há limitações que merecem ser destacadas como, por exemplo, o grande numero de
questões nos instrumentos que medem fatores estressores e estratégias de enfrentamento, o que levou a uma desistência de cerca de 40% dos respondentes e ao baixo índice de respondentes das regiões norte e nordeste.