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4.1 Regulering av området

5.2.1 Vann

Para a análise quantitativa de fármacos veiculados em formulações farmacêuticas, as mais diversas farmacopeias referem frequentemente várias etapas preliminares de preparação das amostras, que incluem sobretudo vários processos extractivos repetidos (Schirmer, em Modem Methods of Pharmaceutical Analysis, 1982). Este procedimento visa conseguir a separação do fármaco, a determinar, do veículo ou base da formulação ou, ainda, de eventuais substâncias activas presentes.

Apesar disso, a preparação da amostra conduz, na maioria das situações, a interferências de compostos quimicamente aparentados. O elevado número de manipulações aqui envolvido aumenta também a probabilidade da ocorrência de erros aleatórios. Neste sentido, as determinações daqui decorrentes tornam-se menos exactas e/ou precisas, além de não se adequarem às análises de rotina requeridas no controlo da qualidade de um produto em fabrico.

Não será pois surpreendente que estes métodos clássicos de separação tenham dado lugar, em numerosas monografias apresentadas nas mais recentes edições das farmacopeias, aos métodos instrumentais correspondentes. As técnicas instrumentais separativas são também aquelas que predominam na escolha dos vários investigadores, em trabalhos dedicados à análise de formulações farmacêuticas (Figura 1.2). Meto Ele c t ro a n 14 Mé t o d o s Espe c t ra is 3 9 %

Figura 1.2 Distribuição percentual da aplicação dos vários métodos instrumentais na determinação de compostos com interesse farmacêutico, na década de 90.

Por entre as várias técnicas instrumentais separativas destacam-se claramente a cromatografia, com cerca de 94% dos trabalhos realizados. A técnica cromatográfica mais utilizada é baseada em sistemas de HPLC, associados a um detector, mais ou menos, "universal". O sistema de detecção mais frequentemente utilizado é um espectrofotómetro de ultravioleta/visível, sintonizado usualmente a um comprimento de onda da região ultravioleta.

Mé t o d o s S e p a r a t i v o s

Embora os procedimentos estabelecidos com estes sistemas forneçam resultados de boa precisão e exactidão, podendo ser implementados quer com um objectivo quantitativo, quer com um objectivo qualitativo, eles envolvem algumas manipulações das amostras, particularmente desarejamento e filtração, e longos períodos de condicionamento de uma coluna de separação apropriada. A sua implementação em controlo analítico de rotina poderá não ser a mais adequada, pela impossibilidade de realização de análises expeditas. Adicionalmente, o equipamento aqui envolvido é dispendioso e requer pessoal especializado para o seu funcionamento, o que sugere a procura de técnicas alternativas.

Integrada nos métodos espectrais, a espectrofotometria de absorção na região ultravioleta/visível constitui também uma alternativa frequentemente apresentada, tanto nas monografias das farmacopeias, como nas vários trabalhos publicados na literatura (Figura 1.2). Contudo, quando não associada a técnicas instrumentais de separação, o procedimento envolvido pressupõe geralmente um processo preliminar clássico, que conduza ao isolamento do analito dos restantes constituintes da amostra. Este procedimento decorre sobretudo da interferência na leitura analítica, exercida vulgarmente pelos vários compostos veiculados numa formulação farmacêutica. Além disso, o recurso a técnicas baseadas em radiações electromagnéticas deixa antever algumas dificuldades analíticas, inerentes à coloração, turvação, índice de refracção, etc., das amostras.

No que se refere aos métodos electro-analíticos, a sua referência nas monografias das farmacopeias cinge-se habitualmente ao eléctrodo de vidro para a determinação do pH das soluções. Comparativamente aos métodos separativos e espectrais, estes métodos são também os menos referidos na literatura para a análise de formulações farmacêuticas (Figura 1.2). Por entre os vários métodos electro- analíticos, as técnicas de menor destaque na literatura são as condutimétricas, coulométricas, amperométricas e voltamétricas (Figura 1.3). Talvez a sua falta selectividade, pressupondo usualmente um tratamento prévio da matriz

farmacêutica, e a dificuldade de operação em a n á l i s e s de rotina, sejam a s p e c t o s c o n t r i b u i n t e s p a r a esta s i t u a ç ã o . C o nd ut ime t ria 1 % V o I t a m e t r i a 3 3 % A m p e r o m e t r i a 1 6 % Po t e n c i o m e t r i a 4 2 % Co ulo m e t r i í 8 %

Figura 1.3 Distribuição percentual da aplicação dos vários métodos electro-analíticos na determinação de compostos com interesse farmacêutico, na década de 90.

C o n t r a r i a m e n t e ao exposto, u m a técnica electro-analítica que comprovou a

possibilidade de estabelecer a d e t e r m i n a ç ã o directa e selectiva de c o m p o s t o s

orgânicos de interesse farmacêutico, s e m recorrer, n a maioria d a s vezes, à s e p a r a ç ã o

do analito, é a potenciometria q u a n d o b a s e a d a em eléctrodos selectivos de ião (ISEs,

do inglês Ion Selective Electrodes) (Cosofret et al, 1993).

E m b o r a n ã o específicos, e s t e s detectores a p r e s e n t a m geralmente u m a elevada

selectividade p a r a o fármaco a d e t e r m i n a r , o q u e t o r n a possível estabelecer

metodologias simples e económicas, fáceis de o p e r a r em rotina laboratorial por

técnicos n ã o especializados. Recorde-se que e s t a s a n á l i s e s r e q u e r e m a p e n a s , n a

maioria d o s c a s o s , a diluição d a a m o s t r a (ex.: injectáveis) e / o u dissolução d a m e s m a

(ex.: comprimidos) em solvente a d e q u a d o , u s u a l m e n t e u m a solução t a m p ã o

a j u s t a d o r a do valor de pH e de força iónica d a s soluções.

Os ISEs a p r e s e n t a m t a m b é m intervalos de r e s p o s t a analítica a l a r g a d o s ,

geralmente c o m p r e e n d i d o s entre I O2 e I O5 mol L1, com limites de detecção d a o r d e m d o s I O6 ou I O7 mol L1. Q u a n d o a metodologia envolvida inclui p r o c e d i m e n t o s de p r é - c o n c e n t r a ç ã o do analito, t o r n a - s e possível a l c a n ç a r limites de detecção p a r a

os detectores potenciométricos que igualam ou suplantam aqueles fornecidas por técnicas bem mais sofisticadas e dispendiosas.

Com algumas excepções, os ISEs respondem também com grande rapidez, usualmente em períodos de tempo inferiores a 30 segundos, dependendo contudo do tipo de ISE em questão e da concentração do analito. Os eléctrodos de enzimas e aqueles construídos com base em agentes microbianos ou em tecidos de plantas constituem as excepções a esta situação (Raluca et ai, 1997).

Muitos dos sensores presentes nas membranas dos ISEs podem ser também aplicados em versões miniaturadas destas unidades potenciométricas, construídas com materiais não tóxicos e estéreis, compatíveis portanto com as condições fisiológicas. Esta situação abre a possibilidade da aplicação dos ISEs in vivo em análises biomédicas, constituindo os ion-selective field effect transistors um exemplo promissor nesta área analítica (Raluca et ai, 1997).

Além das vantagens enunciadas, é de salientar o baixo custo dos detectores e do equipamento por ele requerido. Neste sentido, o tempo e o custo envolvidos numa determinação analítica com eléctrodos selectivos de membrana são francamente reduzidos. Estes aspectos podem ser ainda substancialmente melhorados quando se opta pela incorporação destes detectores em sistemas de análise por injecção em fluxo (FIA, do inglês Flow Injection Analysis).