5. DISKUSJON
5.2 K VALITETSVURDERING AV UNDERSØKELSEN
Para identificar o contexto dos participantes em relação à Extensão Universitária, além de conhecer o conceito formado por eles, também foi necessário saber como esse conceito foi formado. As respostas foram agrupadas em três subcategorias.
5.2.1 Prática
A maioria dos entrevistados, sejam professores ou secretários de CENEX, formou seu conceito de Extensão Universitária a partir da atuação prática, sem ter tido nenhuma orientação ou explicação teórica prévia sobre o que significa fazer extensão na Universidade. Cabe ressaltar que, em alguns casos, o envolvimento do professor com a extensão se deu a partir de um convite feito por aluno.
Eu nunca pensei em trabalhar com Extensão. Eu fui me envolvendo com Extensão nos últimos 7 a 10 anos, mas muito naturalmente e aí eu passei a entender o que que era. Alguns alunos me convidaram para coordenar um grupo, (...), aí eu comecei a atuar nesse grupo como coordenador e foi a minha primeira participação na Extensão. Já tinham passado dois professores antes de mim. O grupo estava descoberto na época, sem coordenador. Eles me convidaram e eu aceitei. (... ) Aí eu comecei a participar e, em 2011, eu me dei conta de que eu estava mais envolvido com a Extensão do que com outras coisas. (Professor 3)
Com certeza foi pela prática. Eu acho que pela vivência, porque eu acho que é uma questão de postura da gente. Eu estudei em escola pública, fiz faculdade um tempo, a faculdade pública, fiz mestrado e doutorado em faculdade pública. Eu acho que eu usufruí do sistema por muito tempo, então agora que eu estou vivendo do sistema eu tenho que colaborar. (...) Então eu não aprendi dentro da Extensão, eu aprendi na vida. (Professor 5)
Eu formei fazendo. Por quê? Quando comecei a trabalhar em universidade, eu não sabia nada de Extensão. Fui convidada por um ex-aluno (...) para desenvolver um projeto de extensão. E aí a gente começou a pesquisar o que que é extensão. Na época a gente fez uma grande pesquisa, fizemos uma parceria com uma instituição que não tem a mesma concepção de Extensão do Programa Nacional, mas a gente desenvolveu esse projeto durante um ano (...). Depois fui convidada para fazer outros projetos e fui fazendo. (Professor 7)
Bom, eu só comecei entender Extensão depois que eu vim para o CENEX, porque mesmo quando eu fui aluna da universidade eu não tinha nenhuma noção do que era Extensão Universitária. Eu só passei a entender o que é o conceito mesmo, o conceito certo, porque eu comecei a trabalhar na Extensão, e fiz o Curso de Aperfeiçoamento em Avaliação e Monitoramento da Extensão, auditava os registros no SIEX, então por isso que eu conheci Extensão. (CENEX 1)
5.2.2 Reuniões e leituras
Alguns participantes formaram o conceito a partir de iniciativas próprias – realizando leituras sobre o tema – e também participando de reuniões e encontros nos quais o assunto era discutido.
Bom, eu tenho adquirido isso nos encontros que a PROEX promovia, que eram muitos. Até antes, quando criaram o Sistema de Informações, as discussões da implantação, os fóruns de coordenadores, a gente chegou até a viajar para fora de Minas Gerais, a gente foi no Rio, teve encontro nacional. Depois se tornou apenas encontro de pró-reitores, mas o CENEX participava dos encontros também. Então você ia participando de discussões, ia tendo a oportunidade de colocar o que você fazia, observar o que os outros faziam também, e a partir daí vai formando algumas concepções. E lendo também, vendo notícias de outras iniciativas, de outras escolas também, de outras universidades, como que era feito a transferência de conhecimento, essa oferta de cursos e outras ações. (Professor 2)
A formação do conceito foi elaborada nesses cinco anos trabalhando na Extensão e, em grande parte, ela é fruto de uma gestão da PROEX de maneira anterior. Eu estou participando da segunda gestão. A gestão anterior, ela fazia muitas reuniões, eu me sentia extremamente engajada, muita coisa era discutida, muita coisa era aclarada. Incentivava à leitura, então eu lia muito mais, procurava muito mais e recebia por parte da gestão anterior uma série de informações que permitiu a elaboração do conceito. (CENEX 2)
5.2.3 Formação continuada
Para um participante, a formação do conceito de extensão se deu ao longo dos anos e de forma bem diversificada, tendo início durante a graduação, enquanto aluno de uma disciplina teórica e prática sobre extensão. Além disso, enquanto profissional atuou em um programa de extensão e enquanto professor, coordenou ações de extensão e ainda realizou um curso oferecido pela PROEX.
Desde a graduação, tive uma disciplina específica sobre extensão, dada por uma pessoa que é defensora da Extensão na Escola, (...) e foi uma disciplina teórica e prática. Estudamos documentos nacionais sobre a Extensão, alguma coisinha que a UFMG já tinha na época. Era bem menos do que hoje. Então tive uma formação teórica. Depois, como profissional, vim trabalhar no Programa (...), que é um programa de extensão fabuloso, consolidando a parte da experiência. Depois vim trabalhar como professora,
e fiz (tô acabando) um curso de aperfeiçoamento em avaliação e monitoramento da extensão. (Professor 1)
Observa-se que o entrevistado formou o seu conceito de extensão da forma mais variada e completa, aproximando-se do ideal. A partir desse depoimento, pode-se inferir que o profissional que tem uma boa experiência com a extensão quando estudante será aquele que terá maiores possibilidades de atuar como bom extensionista quando professor ou funcionário.