2 FRANKRIKE
2.4 Organisk lov
2.4.2 Valgordning for parlamentet og presidenten
Nacionais
No Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação, unidade orgânica da Universidade Nova de Lisboa faz parte do plano de curso da Licenciatura em Sistemas e Tecnologias de Informação a unidade curricular “Segurança Informática”39. O objetivo
desta unidade curricular é compreender, aplicar e gerir a segurança informática em computação, comunicação e sistemas organizacionais. No final, os discentes deverão estar aptos a providenciar aos utilizadores uma infraestrutura de segurança suficientemente boa para que esta seja considerada uma vantagem na organização. Aspetos operacionais como políticas e procedimentos, mecanismos de ataque e defesa, análises de risco, recuperação e segurança da informação são abordados nesta unidade curricular.
Por sua vez, a Universidade de Aveiro dispõe de quatro unidades curriculares dentro da temática, sendo elas: Segurança40, Segurança e Gestão de Risco41, Segurança
Informática e nas Organizações42 e Segurança Avançada em Redes43.
A primeira tem como objetivo geral apresentar e descrever os principais conceitos fundamentais da segurança em sistemas computacionais. Nesta cadeira é também feita uma introdução à criptografia e à criptanálise. A segurança é abordada em diversos contextos, como a segurança dos programas, dos sistemas operativos, das máquinas virtuais e das bases de dados.
A segunda tem como objetivos aprender a projetar e orientar o desenvolvimento de uma política de segurança na organização, aprender a determinar estratégias adequadas para assegurar confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação, e ainda aprender a aplicar técnicas de gestão de risco de modo a melhor gerir riscos, vulnerabilidades, ameaças e aplicar garantias e controlos adequados.
39 Disponível em: http://www.unl.pt/guia/2013/isegi/UNLGI_getUC?uc=82036. 40 Disponível em: http://www.ua.pt/deti/uc/2834.
41 Disponível em: http://www.ua.pt/deti/uc/6489. 42 Disponível em: http://www.ua.pt/uc/4143. 43 Disponível em: http://www.ua.pt/deti/uc/6248.
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A terceira unidade curricular pretende oferecer uma visão geral na temática da Segurança Informática, com ênfase particular para os problemas de segurança que se colocam ao nível das organizações. Esta unidade curricular abrange os aspetos base da segurança informática, a definição de políticas de segurança e a sua implantação usando diversos mecanismos de segurança. Aditivamente, aborda questões éticas, legais e sociais da segurança nas organizações.
Por fim, a quarta unidade curricular, Segurança Avançada em Redes, apresenta e descreve diversas vulnerabilidades de segurança dos sistemas computacionais em rede. As vulnerabilidades enquadram-se nos problemas que podem levantar se forem conhecidas e exploradas, nas soluções teóricas que atualmente se conhecem para eliminar as vulnerabilidades e nas soluções técnicas que atualmente se usam (sistemas operativos, protocolos de comunicação, interligação de redes, security appliances).
Esta unidade curricular é lecionada pelo Professor André Zúquete, autor do livro de referência “Segurança em Redes Informáticas”, que faz parte da bibliografia recomendada para as propostas elaboradas na presente tese de mestrado.
Na Universidade do Minho, faz parte do plano de curso do Mestrado em Engenharia Informática uma unidade curricular intitulada Criptografia e Segurança de Sistemas de Informação44. Esta UC tem como alvo a segurança da informação e a
confiabilidade dos sistemas informáticos. Pretende-se, entre diversos objetivos, que os formandos conheçam e dominem as diversas vertentes da administração de sistemas informáticos como forma de assegurar segurança e correção e também conheçam, selecionem e apliquem técnicas de desenvolvimento de aplicações seguras.
Na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto é possível frequentar o Mestrado em Segurança Informática, que visa a formação avançada e de qualidade de profissionais e investigadores na área da cibersegurança. Este curso procura melhorar os conhecimentos técnicos e práticos de segurança informática dos licenciados que pretendam seguir rapidamente uma carreira profissional de sucesso na área e, simultaneamente, cimentar os conceitos teóricos daqueles que queiram prosseguir uma formação académica.
No Instituto Superior Técnico, a Segurança de Informação é uma área ativa de ensino, investigação e cooperação internacional em Matemática e Engenharia, nomeadamente ligadas ao Instituto de Telecomunicações (IT) e ao seu Grupo de
55 Segurança e Informação Quântica, e ao Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC).
Conjuntamente, a sua atividade revela-se em dezenas de artigos científicos anuais, projetos científicos e de cooperação nacional e internacional, e serviços de consultadoria a empresas e organismos do estado, incluindo o Gabinete Nacional de Segurança, bem como na formação avançada de especialistas materializada pelo programa de Doutoramento em Segurança da Informação do IST.
Existe uma unidade curricular, ministrada no Mestrado Integrado de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Segurança Informática em Redes e Sistemas, cujo objetivo é fornecer um conjunto de conceitos, metodologias e ferramentas de segurança informática que permita abordar o tema face a um conjunto de tecnologias alargado, tais como: redes locais, redes pessoais, redes globais, desenvolvimento de software, sistemas operativos, sistemas distribuídos, bases de dados, e sistemas de ficheiros.
A UC começa por definir um conjunto de conceitos de segurança informática, para depois identificar os componentes críticos da arquitetura de segurança de uma organização. Por fim para cada um destes componentes são identificadas as suas vulnerabilidades, e descritas algumas metodologias e ferramentas para as eliminar.
Apesar de ser uma área relativamente recente e simultaneamente por ter um caráter marcadamente multidisciplinar, a oferta de formação superior nas universidades nacionais é ainda escassa, estando, no entanto, em progresso.
Contudo, é de salientar que apesar de nas Universidades e Institutos Superiores existir consciencialização para os problemas da cibersegurança, estes direcionam a sua oferta formativa apenas para quem vai trabalhar exclusivamente na área, alunos do mestrado ou licenciatura em engenharia informática ou tecnologia informática, o que não é aplicável à Escola Naval, que não está a formar engenheiros informáticos, porém pretende-se que os oficiais da Marinha tenham noções sobre cibersegurança.
Assim, por forma a acompanhar o progresso das Universidades e Institutos Superiores, no que respeita à cibersegurança, gerando conhecimento e criando respostas aos desafios colocados pelo ciberespaço e consequente impacto de ciberataques, faz sentido que a Escola Naval crie também medidas para transmitir conhecimento nesta área, isto é, cibereducar os cadetes da Escola Naval.
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