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3. Metoder

3.4 Valg av informanter

Fonte | 400 nomes de Natal (CARDOSO, 2000, p. 183)

Sua inserção no magistério se deu após o falecimento do pai em 1942. Apesar de ter sido funcionário do Ministério da Agricultura, seu pai não deixou pensão para a viúva e os oito filhos. Aos quinze anos, quando finalizou o Curso Ginasial, Crisan Siminéa ministrava

aulas particulares em sua residência ou na casa dos alunos para complementar a renda da família.Desta época foram seus alunos:

Marcus Aurélio da Câmara Cavalcanti de Albuquerque e Antonius Pius, filhos do Desembargador Floriano; os irmãos Rubélio Lins Bahia e Glendo Lins Bahia; Carlos Castim; Haidé Magid, filha do Sr. José Magid; os filhos do Dr. Everton Cortez e, ainda, do Desembargador Carlos Augusto Caldas. (MEDEIROS, 2001, p. 85).

A partir de então passou a investir fortemente em sua formação que foi bastante diversificada. Ingressou no Curso Médio Técnico de Contabilidade do Colégio Nossa Senhora das Neves, então voltado para a educação feminina, concluindo em 1949. No ano seguinte, foi aprovada no concurso dos Correios e Telégrafos, repartição na qual trabalhou até 1967, quando assumiu a direção do Instituto de Educação Presidente Kennedy. Foi aprovada no vestibular da Faculdade de Filosofia e Letras na qual obteve o Diploma de Bacharel, em 1960, e o de Licenciatura em Letras Neolatinas, em 1962.

Crisan Siminéa ministrou aulas em vários estabelecimentos de ensino, dentre os quais: o Instituto Sagrada Família, a Escola Padre Miguelinho, o Colégio Estadual Norte-Rio- Grandense, a Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte|ETFRN – atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte|IFRN, o Colégio Santo Antônio Marista, a Associação Potiguar de Ensino e Cultura, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte|UFRN, como também a UNIPEC – atual Universidade Potiguar|UnP.

Um destaque em sua atuação como professora é o fato de ter sido a primeira docente do sexo feminino nomeada para a Escola Almirante Ary Parreiras, no Bairro do Alecrim. Foi também uma das fundadoras dessa instituição.

Em 1964, foi convidada para ser a Diretora Geral do Atheneu Norte-Rio-Grandense no turno masculino, atuação marcada pelo respeito e profissionalismo que imprimiu em sua vida enquanto educadora.

O respeito, a confiança e cumplicidade entre Crisan e seus alunos sempre foi característica marcante de sua personalidade. À frente do Atheneu marcou época por ser a primeira mulher a assumir a direção do turno masculino, onde só havia alunos do sexo masculino considerada por muitos como conservadora em 1965, no auge da ditadura militar no país, adotou uma postura corajosa, em defesa do respeito à educação, ao seu local de trabalho e principalmente aos seus alunos. (CARDOSO, 2000, p. 183).

Dirigiu o Instituto Padre Monte em 1966. Sua atuação na Diretoria Geral do Instituto de Educação Presidente Kennedy se deu entre 1967 a 1976. O Instituto de Educação era o maior complexo de formação de professores no Estado do Rio Grande do Norte à época.

Sua formação permitiu a atuação no magistério superior no qual começou como professora da Cadeira de Francês na Escola de Jornalismo “Eloy de Souza”, da Fundação José Augusto, na qual atuou entre 1967 e 1976, quando o curso foi incorporado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A professora Siminéa, entretanto, já era do Instituto de Letras, desde 1971, por ter sido aprovada em concurso para exercer o cargo de Auxiliar de Ensino. Foi Chefe de Departamento e Coordenadora de Curso. Após aposentar-se na UFRN prestou serviços na UNIPEC, atual UnP, integrando seu quadro docente.

Obteve o título de Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo na área de Comunicação e Semiótica. Escreveu a Dissertação O ensino da literatura e a leitura do

texto literário (1981), na qual abordou o uso do texto literário no ensino de 2º Grau, ao

problematizar os objetivos e os procedimentos em uso na época para o ensino da leitura e da literatura. Desenvolveu o Projeto Ler, promovido pelos jornais Diário de Natal e O Poti, cujo fim era desenvolver nos adolescentes o gosto para a leitura.

A partir de 1982, compondo juntamente com as professoras Anunciada Dutra da Cruz, Constância Lima Duarte e Beteizabete de Brito, a equipe de execução do Projeto Melhoria do Ensino de 1º Grau, iniciou seus trabalhos na área de Comunicação e Expressão na UFRN. Decorreu deste projeto a obra Leitura, Literatura e Redação – diretrizes metodológicas, publicada em 1995.

Dedicou-se à educação, sempre alternando ou conciliando as funções de professora e diretora, até seus últimos dias de vida. Por sua dedicação ao ensino e legado, em junho de 1995, um mês após seu falecimento, recebeu homenagens póstumas. Foi inaugurada a Biblioteca Crisan Siminéa no Instituto de Formação de Professores Presidente Kennedy, com a presença do Governador do Estado e do Secretário de Educação, Cultura e Desporto. Em seguida, outra honra à memória da referida professora concedida pelo Governo do Estado através do Decreto n. 13.837, de 10 de março de 1998, o qual conferiu o título de patronese da Escola Estadual Crisan Siminéa, situada no Conjunto Nova Natal, Zona Norte da capital.

Em sua existência dedicou-se intensamente à causa da educação dos jovens por ter a convicção que, somente através da instrução, o homem consegue promover-se como cidadão.

3.2.3 M aria Arisneide de M orais

A professora Maria Arisneide de Morais nasceu na cidade de Patú|RN, a 20 de setembro de 1939, filha de Maria Cristina e Aristides Benigno de Morais. Diplomou-se no Curso de Pedagogia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte|UFRN, em 1966.