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5. Arbeidskontorenes effektivitet

5.1 Valg av modellspesifikasjon

A água pluvial, em condições normais, tem um pH ligeiramente ácido de cerca de 5,7, consequência da constituição de ácido carbónico (H2CO3) derivado do dióxido de carbono (CO2), que se apresenta

no ar (Alt, 2009). A sua composição pode alternar consoante a localização geográfica, a sua intensidade e duração, os ventos, a altura do ano, a poluição presente, as condições climáticas e a proximidade de vegetação. Por exemplo, em relação à localização geográfica, a proximidade com os oceanos leva a uma constituição com sódio, potássio, magnésio, entre outros. Já em locais afastados da costa, é mais provável a presença de partículas de solo e de origem biológica.

Em locais próximos de zonas industriais e em fortes centros urbanos, a água apresenta poluentes como o dióxido de enxofre (SO2), óxido de nitrogénio (NOx) e ainda chumbo ou zinco. A presença

destes poluentes leva a uma diminuição do pH, o que dá origem às chuvas ácidas.

Sabe-se que em Portugal, o pH da água das chuvas é relativamente baixo, evidenciando-se em certas zonas com chuvas ácidas (Neves et al., 2006). Há autores que defendem que a água da chuva diminui a necessidade do uso de detergentes e, por estar isenta de cloro, fornece melhor qualidade para rega.

A Carta de Bona (Lança, 2011) tem como principal objetivo o fornecimento seguro de água para o consumo humano, completando assim a monitorização do cumprimento de padrões de qualidade da água abastecida. Este documento constitui os principais aspetos da gestão da água, durante o seu ciclo:

 Gestão das reservas de água tendo em conta a sustentabilidade devido às alterações climáticas;

 Gestão das relações entre a água e o território;

 O uso para o desenvolvimento urbano, práticas sociais e agrícolas;  A recolha e o tratamento das águas residuais.

Existe um extenso número de doenças que se podem transmitir por água contaminada. Esta contaminação pode ocorrer diretamente pela água, se esta apresentar urina ou fezes, humanas ou animais, pela presença de bactérias ou patógenos; pela falta de limpeza e higiene da água, ou seja, pela má higiene pessoal e pelo contacto com a pele ou olhos de água contaminada; e por parasitas presentes nos organismos que vivem na água e por insetos.

A escassez de água obriga as pessoas a dependerem de água sem a qualidade necessária para os seus usos diários, aumentando assim o risco de doenças como a cólera. Esta água de fraca qualidade ao ser armazenada nas habitações é propícia ao crescimento de mosquitos, transmissores de doenças, o que compromete a boa gestão da água (WHO, 2009).

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A contaminação das águas pluviais pode variar consoante os poluentes atmosféricos, os materiais de deposição e os detritos e dejetos de pequenos animais presentes nas coberturas. Os sistemas de aproveitamento de águas pluviais são pontos que podem levar à contaminação da água e ao desenvolvimento de microrganismos, devido à retenção de águas e a pontos de estagnação, ao baixo caudal e a temperaturas superiores a 20ºC que são propícias ao desenvolvimento destes patógenos (WHO, 2006).

Os perigos da água pluvial recolhida para a saúde podem ser minimizados com procedimentos de gestão apropriados. Com a possível exceção dos centros urbanos muito populosos com emissões de tráfego urbano e emissões industriais, estes riscos são dependentes da ação individual. Algumas medidas preventivas estão associadas ao dimensionamento e instalação, enquanto outras estão associadas à manutenção contínua dos sistemas (EnHealth Council, 2004).

De acordo com o mencionado nas Australian Drinking Water Guidelines (1996), uma gestão preventiva do risco é a melhor maneira de garantir água potável segura e de alta qualidade. Isto aplica-se também ao aproveitamento de águas pluviais para fins domésticos, ao incluir um enquadramento para a gestão da qualidade da água. Esta gestão passa pela identificação e avaliação dos perigos que podem por em causa a qualidade da água, pela aplicação de medidas preventivas e, quando necessário, pela aplicação de medidas corretivas.

Para que a captação de água pluvial seja a mais segura possível, a superfície de recolha tem que ser controlada e tem que haver limpeza prévia (Alt, 2009).

A qualidade microbiológica e química da água pluvial armazenada em reservatórios sofre diretamente o impacto da zona de recolha e da subsequente contaminação no escoamento, através das deposições feitas por aves e pequenos mamíferos, decomposição de detritos orgânicos acumulados, deposição atmosférica de microrganismos presentes no ar e poluentes químicos (Evans et al., 2006). Apesar de muitos estudos demonstrarem valores inaceitáveis de contaminação microbiológica, ou seja não potável, ainda não se chegou a um consenso sobre a qualidade e os riscos para a saúde da água pluvial armazenada.

Um estudo efetuado por Evans et al. (2006), em Newcastle, Austrália, mostra que os padrões climáticos podem influenciar significativamente a concentração de bactérias do escoamento da cobertura, em conjunto com a proximidade da fonte destas. Concluiu-se também que a concentração total de bactérias no escoamento da cobertura aumenta com o aumento da velocidade do vento, provavelmente devido a uma maior elevação de organismos das fontes.

Alguns estudos revistos por Gould (1999) e Lye (2002) identificaram vários agentes patogénicos em amostras retiradas de água pluvial armazenada, como Salmonella, Shigella, Vibrio, Clostridium, Legionella, Campylobacter, Cryptosporidium e Giardia.

Muthukumaran et al. (2011) apresentou um estudo de comparação entre amostras de água pluvial armazenadas em três reservatórios diferentes, um de polietileno, um de aço e um de betão. Os parâmetros de comparação são o pH, a condutividade elétrica, o total de sólidos dissolvidos, a turvação, oxigénio dissolvido, o nitrogénio total e o fósforo total. O total de sólidos dissolvidos e a condutividade elétrica foram ligeiramente superiores no reservatório de betão e a turvação é superior no reservatório de polietileno. Os coliformes totais também apareceram superiores nos reservatórios de polietileno e de aço. O aumento do número de coliformes totais pode dever-se à presença de algas ou de organismos não patogénicos. O reservatório de polietileno tinha um pequeno visor que permitia a entrada de luz, o que encorajou o crescimento de algas.

Um outro estudo efetuado por Vialle et al. (2011) em amostras recolhidas semanalmente durante um ano de um reservatório com água pluvial, numa pequena aldeia no sudoeste de França, demostraram que o pH das amostras variava entre 5,6 e 10,4. Os valores de pH extremamente alcalinos, surgiram após grandes intempéries. Por exemplo, o valor de 10,4 seguiu-se a uma violenta tempestade, e os valores elevados de pH mantiveram-se durante cinco semanas. Contudo, fora destes picos climáticos, os valores de pH mantiveram-se entre 5,6 e 6,9. Pelos valores da concentração de iões, concluiu-se também que a água pluvial tem um nível baixo de mineralização.

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A composição microbiológica presente nos reservatórios variou ao longo do ano. Com 22ºC, a contagem de bactérias variou entre os 10 e os 6,32x105 organismos por ml. Praticamente todas as amostras apresentaram contaminação por bactérias coliformes, ou seja, valores superiores a zero por 100 ml de água. A maioria das amostras (79%) acusou a presença de E. coli, o que indica contaminação fecal. Os resultados obtidos mostram que a água pluvial não é adequada para usos potáveis devido a elevados valores de contaminação microbiológica. De salientar, que o sistema de aproveitamento de águas pluviais estudado não apresentava dispositivo de desvio das primeiras águas (first flush).

2.5.3.1 Gestão da Qualidade da Água Pluvial

O principal método de limpeza da cobertura é o first flush, ou seja, o primeiro fluxo de água pluvial. As primeiras águas limpam a cobertura da maioria dos poluentes e são descartadas posteriormente (Alt, 2009).

O reservatório é o local onde a água fica armazenada durante algum tempo, podendo dar origem a águas paradas e à deposição de detritos escoados com a água da chuva, o que pode levar ao desenvolvimento de microrganismos prejudiciais (Tomaz, 2003). Deve ser impedida a entrada de luz solar, a tampa de inspeção deve ser fechada hermeticamente e o tubo de saída deve ser tapado com uma rede de modo a evitar a entrada de animais.

A melhor maneira de melhorar e gerir a qualidade da água pluvial é com simples medidas preventivas. Segundo a EPA Victoria (Environment Protection Agency, 2006) estas medidas incluem:

 Impedir a entrada de folhas e detritos no reservatório, pois podem causar coloração na água, odor e levar ao crescimento de microrganismos. Podem instalar-se proteções nas caleiras ou um desviador de folhas;

 Prevenir que dejetos de pássaros e acumulações de pó no telhado sejam escoados para o reservatório quando chove. Um aparelho de desvio das primeiras águas (first flush) pode evitar que estes entrem no reservatório;

 Prevenir que animais e insetos, tais como mosquitos, entrem no reservatório selando ou cobrindo o mesmo, e filtrando todas as entradas com uma rede. Isto impedirá também o acesso por crianças;

 Efetuar manutenção e inspeção ao telhado e caleiras a cada seis meses. Os reservatórios devem ser inspecionados à acumulação de lodo a cada 2-3 anos, e limpos, se necessário.

2.5.3.2 Identificar Perigos Potenciais e Riscos para a Saúde

A avaliação do risco dos reservatórios para a saúde humana requer a consideração de se o perigo para a saúde existe e se a concentração de material prejudicial é suficiente para causar doenças (EnHealth Council, 2004).

A recolha e o armazenamento de água pluvial conduzem a uma potencial contaminação química, física e microbiológica. O perigo mais comum nas fontes de água obtidas de captações de superfície, incluindo os telhados, são os patógenos de origem fecal (patógenos entéricos). Os reservatórios de água pluvial podem também representar um risco para a saúde por poderem ser um local de reprodução de mosquitos.

As fontes dos perigos químicos podem surgir no local ou fora do local. As fontes que surgem no local são aquelas que surgem na proximidade imediata do reservatório, e que são controladas pelo dono. Estas fontes incluem características da área de recolha; material utilizado na construção do telhado, das caleiras, tubagens e reservatórios. Os perigos que surgem fora do local estão longe do controlo do dono, incluem emissões industriais, tráfego urbano e más práticas de agricultura. Nas zonas urbanas, a potencial contaminação por chumbo atrai mais preocupação, devido à sua utilização relativamente comum, nas zonas rurais a contaminação por pesticidas é a maior preocupação. Algumas das fontes destes perigos são os aquecedores de combustão lenta, incêndios florestais, os materiais presentes na cobertura e no reservatório.

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Em relação aos perigos microbiológicos, para os reservatórios sobre o solo as principais fontes de patógenos entéricos são o material fecal de pássaros, lagartos, ratos, entre outros, ou animais mortos nas caleiras ou no próprio reservatório.

A instalação de reservatórios enterrados é menos comum. Se estes reservatórios não estiverem completamente selados ou protegidos de escoamentos do solo, microrganismos associados a excrementos humanos podem também contaminar a água pluvial reservada.