Gjennomsnittlig asfalttykkelse
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A educação em saúde é considerada atenção à saúde de forma holística, em que o indivíduo e o profissional de saúde participam do processo educacional visando à saúde.
A educação em saúde, historicamente no Brasil, foi marcada por normatizações, revoltas e movimentos sociais, onde se entendia que os problemas de saúde estariam relacionados a comportamentos e atitudes da sociedade, e para adequar-se, as ações eram realizadas passando - se por cima da vontade individual. Nesse contexto, enfatizaram-se as campanhas de vacinação realizadas nas escolas, onde os alunos eram colocados em filas únicas, para serem submetidos à imposição do ato de vacinação, criando barreira entre o que era educação , doenças e ações de saúde, pois o individuo aprende a não ter domínio sobre a situação que o leva à doença.
As transformações do cotidiano na questão da educação em saúde começam a surgir quando a sociedade passa a ter voz, pois até então predominava exclusão gerada pelo capitalismo, modelo de políticas de saúde e aspectos evolutivos focados na ação curativa e não no processo preventivo.52
A gestão da educação em saúde pelos profissionais baseia-se nas ações do cotidiano, promovendo a autonomia dos sujeitos. O trabalho educativo deve ser um processo contínuo, em que possamos avaliar o resultado, “entendendo-se como conjunto de práticas e saberes do setor da saúde” estabelecido pela sociedade e pelo Estado, através de grupos sociais. Entretanto a educação em saúde pode ainda ser um instrumento de luta política para a melhoria das condições de vida e saúde.
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A educação em saúde deve permitir que os indivíduos tivessem autonomia e responsabilidade de lidar com seus próprios problemas de saúde, relacionando o direito da saúde com as condições de saúde, tomando consciência para a mudança da doença para a saúde.
O papel do educador é garantir uma relação compartilhada de valores e crença do indivíduo no processo educativo, sem reproduzir uma relação de autoridade entre o educador e educando e buscando métodos pedagógicos de transmissão de conhecimento através da participação social, movimentos sociais que contribuíam para defesa de seus interesses, autonomia do sujeito e crítica do saber médico.
No modelo Hegemônico assistencial, o educador tem o papel de disseminar conhecimento através de informações, visando a promover uma decisão sobre os riscos de saúde, e o sujeito tem total responsabilidade sobre ela. 52
O comportamento pessoal como fator de risco é baseado na orientação humanista e na aprendizagem participativa, cabendo ao educador contribuir para o desenvolvimento da personalidade do indivíduo, mediante suas potencialidades comunicativas, e prover ações autônomas pelo indivíduo. Encontramos, na prática assistencial, métodos educativos de saúde por meio de folhetos e cartilhas formatadas de conhecimento, o que foge à lógica da necessidade e interesse da população por meio da interseção entre educador e educando.
No processo, a prática assistencial compreende nela a necessidade de transformação e formação de profissionais de saúde que busquem, no campo da ciência, conhecimento de tecnologia leve do trabalho em saúde; práticas de acolhimento, vínculo e autonomização expressa como processo de relações de interseção partilhada (usuário e trabalhador) como produção e satisfação de necessidade. Considerando - se que o direito a saúde é uma busca coletiva do usuário e do trabalhador em saúde, esse constitui um elo mútuo de reconhecimento de direitos e deveres e promove um processo de decisão que possibilita intervenções em torno do usuário final. 52
“A integralidade da atenção à saúde, entendida como: o homem é ser integral, biopsicossocial e que deverá ser atendido por um sistema como uma visão integral voltado a promover, proteger e recuperar a saúde” (Lei 8080/90), vem nortear a educação permanente, porque direciona o trabalho da saúde, as relações do sistema, sem limite entre as disciplinas a trabalho em equipe, multidisciplinar, através do diálogo entre os profissionais da área da saúde para solução de um problema.53
A educação em saúde é um processo e que a comunidade aceita ou rejeita novas informações, novos comportamentos frente a um problema de saúde. No entanto pretende - se com a educação em saúde fazer com que as pessoas considerem a saúde um valor, estimulando - as a alcançarem saúde através de seus próprios esforços e ações.
Contudo, as doenças cardiovasculares bem como seus fatores de risco, são elementos que interferem na qualidade de vida, e assim, cabe um desafio aos profissionais da saúde, no sentido de aprimorar os indicadores, buscando métodos científicos de educação em saúde que promovam medidas que vise minimizar ou eliminar fatores risco modificáveis e com isso contribuir na qualidade de vida da população. Consolidando a esses, um compromisso firmado por princípios éticos e
morais. Pesquisa, Educação e Saúde constituem um trinômio que não deve ser deixado de lado pelos Profissionais de Saúde, pois a pesquisa é comparada a uma dízima periódica, ou seja, deve-se prolongar no tempo, visando o objetivo concreto a ser alcançado. Estes são os desafios propostos aos Profissionais de Saúde do Século XXI.
Um estudo 54 aponta a educação em saúde como estratégia de
envolvimento capaz de promover a qualidade de vida em idosos, através do envolvimento da família, dos profissionais de saúde e do próprio idoso, através de programa de saúde. Para os autores uma comunidade saudável seria aquela capaz de identificar e entender os determinantes e condicionantes das desigualdades e contruindo meios para superá-los de modo a promover a integração dos idosos com toda a sociedade.