4. HAR EU TATT KONSEKVENSENE AV SINE INTERESSER?
4.3 H VA SIER EU?
A composição centesimal foi determinada de acordo com a metodologia indicada pela Association of Official Analytical Chemists - AOAC (2006).
3.4.1. Determinação de umidade
O método é baseado na evaporação da água presente na amostra, pela ação do calor. Para obter-se a quantidade de água presente, foi pesado 1 g de amostra em um cadinho previamente seco e tarado. Este cadinho foi colocado em estufa por aproximadamente 14 h, a 105oC, até peso constante. Em seguida, foi pesado o cadinho com a amostra seca e o resultado de umidade foi obtido por diferença.
3.4.2. Determinação de cinzas
Para obter-se a fração de cinzas, a amostra é calcinada em forno do tipo mufla, para eliminar a matéria orgânica. Foi pesado 1 g de amostra em um cadinho previamente seco e tarado. Este cadinho foi colocado em mufla, onde a temperatura foi aumentada gradativamente até 550 oC e mantida por 4 h. Em
seguida, foi pesado o cadinho com as cinzas e o resultado de cinzas foi obtido por diferença.
3.4.3. Determinação de proteína
Para a determinação da quantidade de proteínas contida na amostra foi utilizada metodologia de Kjeldahl, com modificações posteriores, sendo caracterizado como micro-Kjeldahl em função da quantidade de amostra que é empregada nas determinações.
A determinação do nitrogênio total, proposta por Kjedahl em 1883, fundamenta-se na decomposição da matéria orgânica dos alimentos pelo ácido sulfúrico, em presença de catalisador, a aproximadamente 350°C. O nitrogênio
presente na solução ácida resultante é determinado por destilação por arraste a vapor, seguida de titulação com ácido diluído.
Foi utilizado 0,1 g de amostra, que foi digerida com ácido sulfúrico e mistura catalisadora contendo selenito de sódio, sulfato de cobre e sulfato de sódio, em bloco digestor por quatro horas. Durante a digestão, todo o carbono e o hidrogênio contidos na amostra foram oxidados a gás carbônico e água e o nitrogênio da proteína foi reduzido e transformado em sulfato de amônio. Após a etapa da digestão, foi realizada a destilação, em meio básico, através da adição de NaOH 11 N, para a liberação da amônia, que foi recolhida em solução de ácido bórico, formando borato de amônio. Este borato formado foi quantificado por titulação com ácido sulfúrico.
Para a quantificação de proteína bruta, multiplica-se o valor do nitrogênio total encontrado com o método Kjedahl por um fator que converte o nitrogênio em proteína. Esse fator é específico, pois depende da porcentagem de nitrogênio encontrada na composição de cada proteína. Convencionalmente, em amostras de alimentos, a proteína bruta é expressa pelo fator 6,25, considerando que a maioria das proteínas contém nas suas moléculas aproximadamente 16% de nitrogênio.
3.4.4. Determinação de lipídeos
O éter etílico, entre outros solventes, tem como propriedade a grande capacidade de solubilizar gorduras e outras substâncias, tais como fosfatídeos, esteróis e clorofila. Explorando essa propriedade, é feita a extração desses compostos presentes na amostra, sendo o teor de extrato etéreo determinado pela diferença de massas.
A quantidade de lipídeos foi determinada utilizando o extrator de Soxhlet. Para a extração, foi utilizado 1 g de amostra, colocada em papel filtro e deixada em refluxo contínuo por 4 h, utilizando éter etílico como solvente, à temperatura de 45 – 50°C. Após recuperação do éter, os tubos foram re tirados e colocados em estufa por 12 h a 100ºC, deixando-os esfriar em dessecador e pesados, obtendo-se a quantidade de lipídeos por diferença do peso do tubo, pesado previamente.
3.4.5. Determinação de fibras
Para a determinação da quantidade de fibras nos alimentos, foi utilizado o método enzímico-gravimétrico. Foi utilizado 1 g de amostra desengordurada, pois uma quantidade alta de lipídeos interfere na ação das enzimas alfa-amilase, pepsina e pancreatina. A gordura foi retirada através do extrator de Soxhtet, sendo a amostra colocada em papel filtro e deixada em refluxo contínuo por 4 h, utilizando éter etílico como solvente, à temperatura de 45 – 50°C.
A digestão das amostras consistiu em, primeiramente, adição da enzima alfa-amilase e banho em água fervente, com agitação casual, durante 15 min, para hidrolisar as ligações de amido. Após ajuste do pH, foram adicionadas as enzimas pepsina e pancreatina, e as amostras permaneceram em banho-maria a 40°C durante duas horas, para que as ligações de proteínas fossem quebradas.
Para a determinação da quantidade de fibra insolúvel, as amostras digeridas foram filtradas em cadinhos de placa porosa, com auxílio de uma bomba de vácuo e adição de 20 ml de água, 20 ml de álcool diluído a 95 % e 20 ml de acetona. A quantidade de fibra retida no cadinho foi pesada e corresponde à quantidade de fibra insolúvel.
O líquido que passou pelo cadinho foi recolhido, identificado, adicionado de álcool diluído a 95 % e deixado em descanso por 6 h. Após este intervalo, foi também filtrado nas mesmas condições, com auxílio de 20 ml de álcool diluído a 78 %, 20 ml de álcool diluído a 95 % e 20 ml de acetona. A quantidade de fibra retida no cadinho foi pesada e corresponde à quantidade de fibra solúvel.
Para ter um resultado mais próximo ao real, o método enzímico-gravimétrico precisa, ainda, que seja feita uma correção da quantidade de cinzas e proteínas que possam não ter sido quebradas na digestão e estejam sendo contabilizadas como parte das fibras. Para isso, após a filtração, o material restante nos cadinhos deve passar pelos procedimentos de determinação de cinzas e proteínas, e o resultado obtido é, então, descontado do valor das fibras.
3.4.6. Cálculo de carboidratos
A quantidade de carboidratos nas amostras foi calculada por diferença, através da equação 1:
%carboidratos = 100 – (%umidade + % cinzas + % proteínas + %lipídeos + % fibra total) (1)
Esse cálculo é baseado no princípio de que o alimento é composto por água, minerais, proteínas, gordura, fibras e carboidratos e, somando todos estes componentes, o valor deve ser igual a 100 %.
3.4.7. Cálculo do valor calórico
Para calcular o valor calórico foi utilizado o princípio de que cada grama de proteína ou carboidrato contém 4 kcal e cada grama de gordura contém 9 kcal. Já água, minerais e fibras não contêm calorias. Portanto, foi utilizada a equação 2: Quantidade kcal/ 100g = (4x %proteína) + (4x % carboidrato) + (9x % gordura) (2)