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V EIEN VIDERE

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5. AVSLUTNING

5.2 V EIEN VIDERE

A espirometria foi realizada em todos os pacientes com um aparelho espirômetro de fluxo, que utiliza sensor de fluxo tipo pneumotacógrafo, modelo Masterscreen PFT, marca Jaeger (Würtzburg, Alemanha, 2003). Antecedendo cada exame era realizada sua calibração seguindo as normas operacionais indicadas pelo fabricante, ou seja, calibragem de volume com seringa de 3 L , e, quinzenalmente, linearização com diferentes fluxos, todos sob temperatura constante (20-23 graus Celcius) no laboratório de função pulmonar da disciplina de pneumologia da UFMS, e automaticamente corrigidos os resultados para BTPS ( Body, temperature and pressure standarts). O software utilizado foi sob uma base Windows XP professional do mesmo fabricante. A calibragem de volume deveria ficar dentro da variação máxima recomendada de 3% de 3L.

Na véspera de cada exame o sistema de mangueiras e filtro utilizado foi desinfectado (desinfecção de alto grau) conforme orientações do fabricante com uma solução 3% de Descogen® por 30 minutos. Os bocais de plástico eram periodicamente lavados e desinfectados no mesmo sistema.

Todas as aferições e técnicas descritas a seguir seguem as recomendações das Diretrizes para Testes de Função Pulmonar (SBPT, 2002) e foram realizadas pelo mesmo investigador.

4.5.1 Estatura (A)

A estatura era determinada antes de cada espirometria, portando o paciente roupas leves e sem calçados. Utilizou-se um estadímetro construído em madeira, com uma base lisa e plana e uma haste de 2 metros na vertical que continha uma fita métrica colada à sua superfície na vertical, sendo a altura verificada através de um suporte móvel que deslizava sobre a haste e situava-se em contato suave com o vértix cefálico do examinado, indicando a altura.

4.5.2 Peso (P)

O peso foi aferido em balança hospitalar Marca WELMY (WELMY, Santa Bárbara do Oeste, SP), previamente calibrada para cada medida por um sistema de peso conhecido. O peso foi medido em kilogramas e intervalos de 100 gramas, com roupas leves e sem calçado ou acessórios no corpo, como relógios, óculos ou outros.

4.5.3 Índice de massa corporal (IMC)

O índice de massa corporal foi calculado pela razão entre o peso (Kg) e a altura (m) ao quadrado ( IMC= P/A2 ).

4.5.4 – ATPS (Ambient temperature and pressure standarts)

Acoplado ao software usamos um sensor do mesmo fabricante do espirômetro, capaz de medir quando solicitado, vários parâmetros do ambiente automaticamente, como pressão atmosférica, temperatura e umidade relativa do ar. Estes dados são automaticamente utilizados para converter os valores a BTPS (Body temperature and pressure standarts).

4.5.5 Técnica

Realizamos todas as espirometrias conforme as Diretrizes para Testes de Função Pulmonar (SBPT, 2002), realizando manobras forçadas e lentas antes e após 30 minutos da administração de 400 mcg de salbutamol spray acoplado a espaçador de grande volume (500mL). Todos os testes foram realizados com o paciente em posição sentada, com clipe nasal, em ambiente calmo. O sistema utilizado era fechado, portanto o paciente permanecia o tempo todo com a boca bem selada ao tubete conectado ao espirômetro.

4.5.5.1 Capacidade vital forçada (CVF)

Com início abrupto e sem hesitação, ultrapassando sempre 10 segundos e quando possível 15 segundos de manobra expiratória forçada, acompanhando na tela em tempo real a curva volume/tempo e a curva fluxo/volume. Interrompemos o exame quando alcançamos 3 curvas e valores aceitáveis e 2 reprodutíveis, sendo que a grande maioria dos pacientes já vinha de um ambulatório de pneumologia ou tabagismo e já estavam familiarizados com o exame. Observamos os critérios de qualidade e de reprodutibilidade publicados nas DTFP

(SBPT, 2002), sendo que entre as curvas aceitáveis os dois maiores valores de CVF e VEF1 não deveriam diferir mais do que 150 mL, escolhendo-se a maior CVF em volume(L) e o VEF1 sendo o maior valor dentre as curvas aceitáveis que tivessem o pico de fluxo expiratório variando menos que 10% (SBPT, 2002).

4.5.5.2 Capacidade vital lenta (CVL)

A capacidade vital lenta foi realizada pela técnica da capacidade vital inspiratória (CVI), com o objetivo primário de determinar a capacidade inspiratória (CI) dos pacientes. Com a mesma orientação dada acima e com os mesmos recursos o paciente era orientado a respirar calmamente no bocal, sendo seguido na tela seu desempenho, para corrigir artefatos, ansiedade, vazamentos e hiperpnéia, fatores que podem interferir nesta medida. Quando seu volume corrente aproximava-se do valor indicado na tela, era solicitado que realizasse uma manobra de expiração máxima, lenta, seguida de uma inspiração máxima até a capacidade pulmonar total e uma expiração máxima lenta até o limite de suas possibilidades.

Consideramos aceitáveis as curvas em que o volume expiratório final das últimas tres respirações que antecedem a manobra da CV não diferirem mais do que 100 mL, indicando que o indivíduo está respirando próximo à CRF (capacidade residual funcional). Um platô deveria estar presente no final da expiração máxima e da inspiração máxima. Pelo menos 2 manobras aceitáveis deveriam ser obtidas, com os volumes diferindo menos do que 100 mL uma da outra. A CI não deveria diferir mais do 60 mL. A CI era automaticamente obtida desta manobra completa pela subtração da CVI pelo volume de reserva expiratório (VRE).

4.5.6 Determinação dos volumes pulmonares

Os volumes pulmonares foram determinados pela técnica de diluição do Hélio (He) em circuito fechado, com respirações múltiplas, para cálculo da capacidade residual funcional de acordo com as DTFP (SBPT, 2002).

Utilizamos o sistema MasterLab FRC-He rebreathing , versão 4.6 (Jaeger, Würtzburg, Alemanha, 2003), de sistema fechado, com mistura de He (9,4%)/ N2 (90,6%) e,

em cilindro separado, 02 (35%). Desta forma a bolsa de reinalação continha uma

concentração aproximada de 9% de He e 32% de oxigênio. Para manter a bolsa com uma concentração constante de oxigênio, cerca de 250 a 300 mL de oxigênio era fornecido por minuto. O sistema continha um absorvedor de C02 para que o paciente pudesse reinalar a

mistura. A calibração do sistema é automática.

4.5.6.1 Técnica

A) Esvaziamento automático da bolsa ao comando digital B) A bolsa é preenchida com fluxo de oxigênio

C) Zero do He ( analizador zera a concentração de He) D) Entrada de fluxo da mistura He/N2 em volume conhecido

E) Colocado clip nasal e paciente respira calmamente no bocal

F) Uma vez que o paciente atinge estabilidade do volume corrente , abre-se a válvula para a mistura aparelho/paciente.

G) Solicita-se ao paciente que realize uma manobra de expulsão do ar (manobra de volume de reserva expiratória) ao máximo nos próximos 30 segundos, e respire

normalmente logo em seguida.

H) O término do exame se dá quando há uma estabilidade na concentração de He de 0,02% em pelo menos 15 segundos e um platô na curva de concentração do He.

I) Repouso de 10 minutos para o paciente e repetição do teste até atingir diferença menor que 10% entre os valores da CRF nos dois últimos exames e tomando-se média como o valor final da CRF.

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