REKTORROLLEN I EN SAMFUNNSAKTIV KOMMUNE
4. METODE
4.4 V ALIDITET , RELIABILITET OG GENERALISERING
Ao analisar a Prevalência da Obesidade da nossa amostra, verificamos que 78,3% dos alunos do género feminino e 72,4% dos alunos do género masculino são agrupados na categoria Monoponderal. Relativamente à amostra total do estudo, certificou-se que 15,4%
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para alunos com excesso de peso e 9,6% para alunos categorizados como obesos restando 75% referentes a alunos eutróficos.
Ronque et al (2005) obteve que 63,80% da sua amostra se encontram na categoria normoponderal e os restantes 14,5% e 21,7% nas categorias de excesso de peso e obesidade, respetivamente. Carminato (2010) verificou na sua amostra que 43,3% das crianças são consideradas normoponderais e as restantes enquadram-se em excesso de peso (25,4%) ou obesidade (31,2%). Por seu turno, Maia e Lopes (2003) apuraram que 66,9% das crianças têm um peso normal, 21,5% apresentam peso acima dos padrões normais enquanto 11,6% das crianças são consideradas obesas. Bianchi (2009) aferiu na sua amostra que 70,1% das crianças são consideradas eutróficas, 19,7% apresentam sobrepeso e 10,3% são crianças com obesidade.
Neste parâmetro, o nosso estudo encontra uma semelhança com todos os estudos utilizados. Tal como no nosso estudo Ronque et al (2005), Carminato (2010), Maia e Lopes (2003) e Bianchi (2009) apresentam nas suas pesquisas valores médios percentuais mais elevados para a população Normoponderal. Apesar desta semelhança verificou-se que na nossa amostra a percentagem de crianças normoponderais é superior às apresentadas nos estudos com que a confrontamos.
Considerando a variável antropométrica do perímetro abdominal para caracterizar a prevalência da obesidade, podemos constatar que os valores médios obtidos são expressivamente crescentes quando enquadrados com a normoponderalidade (sd=54,08), o excesso de Peso (sd=62,25) e a obesidade (sd=67,20), indo de encontro com o diagnóstico de sobrepeso e obesidade a crianças dos 6 aos 10 anos feito por Giugliano & Melo (2004), onde se verificou que os alunos eutróficos gozavam dos valores médios mais baixos (56,9), os alunos com excesso de peso apuravam valores de 65,9 e os alunos com obesidade alcançavam os valores mais elevados com 68,3 de média.
5.3. Coordenação Motora
Os resultados do nosso estudo evidenciaram que o valor médio QM é de 84,17 para o sexo feminino e de 89,62 para o sexo masculino, tendo a amostra por média de QM de 87,21. Gomes (2011), por sua vez, obteve na sua amostra médias para o sexo feminino e sexo masculino de 90,62 e 100,61, respetivamente. Segundo o estudo de Maia e Lopes (2004), foram apurados valores médios de QM para o género feminino de 70,27 e para o género masculino de 82,36.
Comparando com os valores destas investigações, verifica-se que são inferiores aos obtidos pelo nosso estudo. Este facto pode ser justificado por se tratar duma amostra com crianças açorianas, presumivelmente com características diferentes das da nossa amostra.
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Numa perspectiva de enquadrar o nosso estudo com as tabelas originais de Kiphard e Schilling (1974) para avaliação da capacidade coordenativa das crianças, verificamos que 57,7% dos alunos da nossa amostra apresenta uma coordenação motora normal, 28,9% alunos com perturbações na coordenação e 11,5% alunos são classificados com insuficiências na coordenação, em oposição existem 1,9% de alunos com boa coordenação, sendo que na amostra não foi classificado nenhum aluno com muito boa coordenação. No estudo de Lopes, Lopes, Santos e Pereira (2011) os resultados dos testes KTK permitiram verificar que 47,6% das crianças apresentam uma coordenação motora normal e que não houve nenhum aluno classificado com boa ou muito boa coordenação, significando que na sua maioria (52,4%) os alunos apresentaram insuficiência coordenativa e perturbações da coordenação. No estudo de 2009, Pelozi, folle, collet, Botti & Nascimento obtiveram um equilíbrio percentual na sua amostra, na medida em que 33,8% dos alunos foram classificados com coordenação boa, 33,1% com coordenação normal e 33,1% dos alunos foram classificados com Perturbação ou insuficiência na coordenação. Maia e Lopes (2003) apuraram valores alarmantes para a categorização dos níveis de coordenação, visto que 88,7% da amostra no género feminino e 67,1% no género masculino apresentam níveis de insuficiência ou perturbação na coordenação, em oposição apenas 0,4% da amostra total obtêm níveis de boa coordenação.
Carminato (2010) por sua vez, apurou que apenas 29,9% da sua amostra possuía coordenação motora normal, sendo que os preocupantes 70,1% de sobra eram referentes às categorias de coordenação com Perturbações e Insuficiência na coordenação. Pires et al (2003) constatou que 46,3% da sua amostra era classificada como possuindo perturbações de coordenação e 40,7% como possuindo insuficiência coordenativa. Nos meninos constatou que 24,8% são classificadas como possuindo perturbações de coordenação e 46,6% como possuindo insuficiência coordenativa.
Um pouco fora da norma e contrapondo os restantes estudos utilizados, encontra-se o estudo de Bianchi (2009), no qual foi verificado que 73,8% dos alunos tinham muito boa coordenação e que apenas 2,2% da sua amostra obtinha níveis baixos de coordenação.
Analisando, cruzando e comparando os dados apresentados para esta discussão, ressaltam alguns pontos comuns à generalidade dos estudos. Assim, constatamos que o género masculino tem mais predominância que o género feminino nos níveis de Coordenação boa e Normal. Os valores percentuais obtidos para os níveis baixos de coordenação atingem em média 1/3 da amostra total nos vários estudos.
No entanto, no nosso estudo, são seis os alunos que apresentam insuficiências coordenativas nos testes KTK. Este efeito poderá ser explicado não pela falta de atividade física habitual, uma vez que todas as crianças deste estudo praticam atividade física e desportiva, mas provavelmente pela falta de qualidade da participação social que habitualmente têm.
Quando considerado, verificamos que os valores médios do perímetro abdominal são mais elevados quando o nível de coordenação é mais baixo, ou seja, os níveis de insuficiência e perturbação coordenativa obtém os valores mais altos com 63,17 e 57,40 respetivamente.
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Em oposição, os valores mais baixos de perímetro abdominal são obtidos pelas categorias normal e boa coordenação, ambas com 55. Corroborando com o nosso estudo Lopes, Santos, Moreira, Pereira e Lopes (2013) concluíram que na sua amostra, para os valores mais baixos de coordenação correspondem os valores médios mais elevados de perímetro abdominal.