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5. MÅLING AV LØNNSOMHET

5.2 V ALG AV NØKKELTALL FOR ANALYSE AV SPAREBANKENE

Neste ponto vou descrever o uso que as docentes participantes do grupo de formação continuada colaborativa faziam das TIC, tanto em ambientes profissionais, como na vida pessoal no início da pesquisa. Para tal, utilizei os dados oriundos da transcrição dos áudios dos dois primeiros encontros do GE. Volto a mencionar que durante o processo da pesquisa ocorreram substituições de docentes, então, algumas docentes que são apresentadas aqui, não mais aparecerão no decorrer do estudo (por desligarem-se da escola).

Durante o primeiro encontro do GE, que contou com oito educadoras, foi proposto que os professores relatassem o tipo de uso que faziam das TIC (pessoal e profissional). Em ordem aleatória, os comentários foram sendo feitos.

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Laura, docente de Língua Portuguesa se dispôs a iniciar. A professora

afirmou que na parte pessoal usava “e-mail, face, Skype para conversar com os

meus filhos, celular, e só” (Encontro do dia 27/04/2015). Já na parte profissional “aqui na escola que tem o UCA, as pesquisas na internet e data show” (Encontro do dia 27/04/2015).

A professora Michele, de Inglês, não foi observada em sala de aula por incompatibilidade de horários, porém, sempre que possível, participava do GE

também falou, afirmando que no pessoal “também utilizo tudo: face, e-mail,

whatsapp, tudo. A gente tem que estar sempre atualizado. Também utilizo o Laptop deles para o tradutor direto, quando precisa, que a gente não tem dicionário de

língua inglesa” (Encontro do dia 27/04/2015).

Outra docente, responsável pela disciplina de Artes também fez seu relato.

Ela comentou que no dia a dia “é e-mail, face, mas particularmente não gosto muito

de usar, e na sala de aula a gente faz uso, mais para pesquisar e olhar imagens,

porque está acessível, tem todo tipo de material que eles querem, e fica por isso”

(Encontro do dia 27/04/2015).

Alexandra, docente de Geografia, argumentou sobre o tipo de uso que fazia

das TIC. Ela afirmou que “não dá para ficar fora, na sala de aula é mais porque a

gente quer trabalhar assuntos atuais, então a gente já pesquisa curiosidades atuais,

e também focando a imagem que é importante” (Encontro do dia 27/04/2015).

Outra docente, Geni, que fazia parte do grupo diretivo da escola, (Geni participou do grupo de formação continuada para o uso do Laptop Educacional na época da implementação do PROUCA na escola) também expôs seu tipo de uso. A docente comentou que

como estou fora de sala de aula, pessoalmente o que eu mais utilizo é e- mail, que é o que eu mais consigo me relacionar com as pessoas. O Facebook eu tenho também, mas, acho que pelo tempo não dá muito para eu usar ele, mas agora que a gente tem o Facebook da escola, então eu estou tentando postar seguidamente. Também uso bastante o blog da escola, porque sou eu que alimento esse blog, e eu acho que é isso (DC, 27/04/2015).

Ao final da fala de Geni, várias docentes reclamaram do tipo de uso que os alunos fazem das TIC em sala de aula. Acesso às redes sociais e jogos on-line foram as principais reclamações. Essa preocupação das professoras merece destaque, pois durante as observações em sala de aula, esses fatos se repetiram

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nas diversas disciplinas. Cabe aqui destacar o pensamento/questionamento de Armstrong e Casement (2001), em que defendem uma visão relacionada à velocidade em como a sociedade nos impõe a viver.

Será que não estamos querendo fazer um espelho da vida adulta na vida das crianças ao introduzirmos as TIC nas escolas? Na visão dos autores, em um período em que os limites de desenvolvimento deveriam ser respeitados, aceleramos os processos atrás de produtividade e comunicação instantânea (ARMSTRONG; CASEMENT, 2001). Também indicam que nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, por exemplo, (que não foi objeto de pesquisa deste estudo), poderia ser criada uma espécie de bolha. Nesse espaço, as crianças teriam tempo para pensar, indagar e se conhecerem. Teriam tempo de experimentar cada momento, pois na visão de Armstrong e Casement (2001), se proporcionarmos a possibilidade de viverem, e ao mesmo tempo tentar ensiná-las a mexerem em eletroeletrônicos, seria como expô- las a uma avalanche de estímulos. E sendo assim, mais cedo ou mais tarde, haveria sobrecarga, e em algum ponto, poderia “estourar” (social, psicologicamente,...).

Outra ponderação sobre o uso pouco consciente dos alunos pareceu-me remeter aos objetivos da inclusão das TIC nas escolas, o que já foi comentado anteriormente. Os alunos oriundos de classes menos favorecidas socialmente acabam, na escola, em sala de aula, utilizando as TIC para fazer parte da sociedade virtual, por meio das diversas possibilidades encontradas ao acessar a internet (jogos online; redes sociais; sites diversos). Marlene, docente de Artes, comenta que “a “clientela” que se tem aqui, muitos não têm internet em casa, eles são carentes, coisa e tal. Então no momento que eles podem estar com o computador, o Laptop. É no Face e ponto” (Encontro do dia 27/04/2015).

Entretanto, até esse momento do estudo, percebi que as docentes encaravam os Laptops e outros recursos tecnológicos como um grande problema. Problema por atrapalhar a sequência da aula e, principalmente, por não saberem o que propor, ou como fazer para utilizar as TIC de maneira que efetivamente auxiliassem no movimento de ensino aprendizado. Resultados que pouco difere dos encontrados em outras pesquisas já citadas anteriormente.

Necessário destacar que mesmo admitindo dificuldades com o uso das TIC, as docentes demonstravam boa aproximação com os recursos tecnológicos. Segundo o que afirma Burlamaqui (2014, p. 118) em sua tese que também voltou

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seus estudos a uma escola inserida no PROUCA, “saber manusear tecnicamente um determinado aparato tecnológico é imprescindível para se elaborar estratégias pedagógicas com uso das TICs”. Entretanto, concorda-se com Burlamaqui (2014), quando afirma que somente saber operar e manusear as TIC não é garantia que o processo de ensino aprendizado vai ser modificado. É necessária a elaboração de propostas que efetivamente possam potencializar o processo de ensino aprendizagem dos alunos aos utilizar alguma TIC. Sancho (2006) destaca ainda que, por mais que as TIC evoluam constantemente, e essas sejam utilizadas em ambientes educacionais, não existem garantias que irão ocorrer melhorias qualitativas nos índices educacionais.

Destaca-se aqui a necessidade de se pensar possibilidades de uso das TIC, o que exige conhecimento de diversos eixos. Vale relembrar o que Mishra e Koelher (2006) entendem como saberes necessários aos docentes que utilizam as TIC como ferramentas cognitivas: Conhecimento de Conteúdo (CC); Conhecimento Pedagógico (CP); Conhecimento Tecnológico (CT); Conhecimento Pedagógico do

Conteúdo (CPC) – similar ao de Shulman (1986); Conhecimento do Conteúdo

Tecnológico (CCT); Conhecimento Pedagógico Tecnológico (CPT); e Conhecimento Pedagógico Tecnológico de Conteúdo (TPACK).

O último ponto de debate deste tópico será destinado ao tipo de uso que os alunos faziam das TIC no momento do diagnóstico inicial durante as observações em sala de aula.

4.3 O tipo de uso das TIC pelos alunos em sala de aula: “Só uso para o que não