• No results found

Våre observasjonar, vurderingar og konklusjonar

7. Den individuelle planen skal tas opp til ny vurdering med jamne mellomrom og

7.1. Kommunen sin praksis og Statsforvaltarens vurdering

7.1.2. Våre observasjonar, vurderingar og konklusjonar

O posicionamento de um aeroporto no mercado deve ter em conta o destino onde está inserido e os interesses dos stakeholders da região, ou seja, as partes interessadas ou intervenientes envolvidos num processo (clientes, colaboradores, investidores, fornecedores e comunidade), pois só assim irá estabelecer estratégias de actuação sustentadas, realistas e adequadas aos interesses de todos. No capítulo 7 iremos salientar as estratégias que têm vindo a ser desenvolvidas pelo Aeroporto de Faro nos últimos anos.

Suau (2007a) salienta que as alterações do mercado e do ambiente que envolve os

stakeholders podem ter efeitos directos no destino onde o aeroporto se insere,

exemplificando com o caso das companhias aéreas de baixo custo, que ao deixarem de operar para um determinado aeroporto afectam o destino e os vários intervenientes que directa ou indirectamente trabalham com a companhia aérea ou que prestam serviços aos passageiros transportados.

O autor (Suau, 2007a) sugere no seu estudo, um modelo que visa demonstrar que existe uma interligação entre as companhias aéreas, os aeroportos e o território. As características territoriais afectam o aeroporto e atraem as companhias aéreas. As companhias aéreas afectam o êxito dos aeroportos e os impactes económicos deste no território.

As características do aeroporto atraem determinadas companhias aéreas que por sua vez determinam o tipo de impacte que o mesmo tem no território. O autor refere-se a esta interligação como uma “relação triangular”, que é também afectada pelos actores e pelas características do mercado, ou seja, se por um lado a segmentação do mercado

determina a acção dos aeroportos e afecta o território, por outro os actores alteram o equilíbrio da relação entre as companhias aéreas / aeroporto / território, com o objectivo de conseguir um maior benefício (Ver Figura 11).

Figura 11 – RELAÇÃO TRIANGULAR ENTRE AEROPORTOS/COMPANHIAS AÉREAS/TERRITÓRIO

FONTE: SUAU, 2005INSUAU (2007A)

O desenvolvimento de uma rota é um bom exemplo, pois é um processo complexo que para além de um aeroporto e de uma companhia aérea tem que envolver vários intervenientes, classificados pela STRAIR (2005) como intervenientes do destino, da rede e influenciadores (Ver Figura 12).

Este processo por ser tão participado deve permitir o desenvolvimento sustentado do destino e acima de tudo apelar à colaboração e ao trabalho em parceria de modo a que sejam delineadas estratégias comuns para a região, que potenciem a melhoria de processos entre parceiros e o aumento da sua atractividade perante novos investidores e potenciais clientes.

Figura 12 – INTERVENIENTES ABRANGIDOS NO DESENVOLVIMENTO DE ROTAS

FONTE: ELABORAÇÃO PRÓPRIA A PARTIR DE STRAIR (2005)

A questão das parcerias pode constituir no futuro uma relação-chave para o crescimento dos destinos, primeiro porque cada um dos parceiros tem informação importante sobre o comportamento do mercado e requisitos dos diferentes segmentos de mercado, e em segundo porque ao unirem esforços os vários parceiros podem delinear estratégias concertadas, que reforçam a imagem de destino coeso, integrado e sustentado.

Um aeroporto enquanto dinamizador regional deve potenciar a discussão e o debate entre parceiros, apelando para a partilha de informação que exista e que seja importante para conhecer com detalhe o comportamento e as tendências da procura, assim como a oferta actual e futura que se perspectiva para a região. Esta atitude vai permitir uma sistematização de dados, importantes para a identificação dos pontos fortes e pontos fracos da região e dos diferentes serviços prestados pelos vários parceiros, assim como as oportunidades e ameaças frente aos seus concorrentes.

Esta questão vem de encontro aos conceitos teóricos salientados no capítulo 2, onde se focava a importância que assume o conhecimento e a sua gestão integrada e partilhada entre os interessados. Do nosso ponto de vista a aplicação da matriz EGIC a esta realidade específica é interessante e poderia permitir uma partilha de conhecimento, de problemas comuns e acima de tudo uma estruturação de informação válida para todos os intervenientes (Ver Figura 13).

Neste contexto poderia ser potenciado o estudo periódico da procura de modo a avaliar comportamentos, requisitos e necessidades dos vários segmentos de mercado e deste modo adequar a oferta de rotas, assim como de outros serviços e equipamentos no aeroporto.

No capítulo 7 deste estudo iremos apresentar um estudo de caso onde se evidencia na prática a aplicação da matriz EGIC ao estudo de um segmento de mercado específico e o contributo que o conhecimento gerado pode oferecer a um aeroporto essencialmente turístico tanto na percepção das tendências da procura e da oferta associadas ao mesmo segmento como para a delineação de estratégias futuras de actuação com as companhias aéreas e demais intervenientes.

FONTE: ELABORAÇÃO PRÓPRIA A PARTIR DE ARC (1999 E 2003); FREATHY (1998); GRAHAM (2003); HUMPHREYS (2002); WALL (1998); HOLSAPPLE (1999); VON KROGH (2000); BOUTHILLIER (2002); SCHUTE (2007); GIBBERT (2002); COAKES (2002); REINHARDT (2002); HOEGL (2005) E COOPER (2006)

CONCLUSÃO

No final deste capítulo é possível compreender a natureza e importância de um aeroporto no contexto regional e nacional e a evolução do seu papel ao longo das duas últimas décadas. Os dados apresentados permitiram uma reflexão sobre a complexidade das suas operações, nomeadamente as que envolvem a negociação de rotas com as companhias aéreas, processo complexo e que deve ser partilhado com outros intervenientes da sua área de intervenção de forma a delinear estratégias coordenadas e concertadas com o todo que é uma região.

A integração deste capítulo no contexto do nosso estudo permite-nos percepcionar a importância que os aeroportos assumem actualmente para os destinos turísticos e de que modo estudos actualizados podem contribuir para um maior conhecimento e para a delineação correcta de estratégias por parte dos aeroportos.

No capítulo seguinte iremos salientar com detalhe o segmento de mercado do turismo residencial e evidenciar quais as principais tendências que têm determinado o crescimento deste segmento nos últimos anos.

5 – ANÁLISE DE UM SEGMENTO DE MERCADO