2. Nydyrking
2.8. Utvikling på 1800-tallet og 1900-tallet
No entendimento de Severino (2000), a dissertação de mestrado é um texto científico que aborda tema único delimitado, por meio de um raciocínio rigoroso, de acordo com as diretrizes lógicas do conhecimento humano, na qual existe lugar tanto para a argumentação dedutiva, como para o raciocínio indutivo baseado na experimentação e na observação, devendo ser necessariamente interpretativa, argumentativa, dissertativa e apreciativa, não podendo deixar de lado o objetivo fundamental da pesquisa, que é a análise e a interpretação dos dados coletados.
O tema desta pesquisa, avaliação de desempenho, está associado à área de concentração Gestão Estratégica e Instrumental de Recursos Humanos do MPA.
Para a efetivação deste estudo, optou-se pela abordagem metodológica quantitativa e qualitativa. A abordagem quantitativa, pela natureza do modelo concebido. A abordagem qualitativa se verifica por meio de coleta de dados subjetivos, por intermédio de entrevistas semi-estruturadas.
O método quantitativo “[...] caracteriza-se pelo emprego de quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento dado por elas por meio de técnicas estatísticas.” (RICHARDSON, 1999, p. 70). Esse método procura garantir a precisão dos
resultados, possibilitando uma margem de segurança quanto às referências, sendo freqüentemente aplicado aos estudos descritivos, bem como aos estudos que investigam a relação de causalidade entre fenômenos.
As principais vantagens do método quantitativo são a precisão e o rigor do dispositivo metodológico, a clareza dos resultados e dos relatórios de investigação, principalmente quando o investigador aproveita recursos da apresentação gráfica das informações e a capacidade dos meios de tecnologia, que permitem manipular, muito rapidamente, grande número de variáveis.
Gil (1991) aponta como preocupação, em relação ao método quantitativo, o fato de que nem tudo que interessa ao investigador pode ser quantitativamente mensurável, justificando- se assim a necessidade da abordagem qualitativa, que apesar do caráter subjetivo, permite que o pesquisador observe e verifique dados não percebíveis no método quantitativo.
No modelo proposto por esta pesquisa, o método quantitativo é utilizado no sistema de pontos adotado, denominado modelo matemático, que permite observar em que categoria de pontuação a organização se encontra, para verificar qual o nível de alinhamento da organização, podendo ser baixo, moderado, em consolida,cão ou avançado.
Deve-se explicar que o instrumento quantitativo tem o poder de esclarecimento limitado aos postulados e às hipóteses metodológicas sobre os quais se baseia e não dispõe de um poder explicativo. Pode descrever relações estruturadas, mas demonstrar o que essas relações significam não faz parte desse instrumento. É o pesquisador que dá sentido a tais relações, por meio da pesquisa e de um modelo teórico que elabora antecipadamente e em função do qual escolhe um método de análise.
Complementando a análise quantitativa do modelo, será feita uma análise qualitativa, mediante a coleta de dados subjetivos, por meio de entrevista semi-estruturada. A escolha desse tipo de análise é justificada pelo entendimento de que o objeto de estudo a ser investigado é oriundo do campo das ciências humanas.
Na lição de Chizzotti (1991), a análise qualitativa permite ao pesquisador verificar que o conhecimento não é inerente a um conjunto de dados isolados, cuja conexão acontece por uma teoria explicativa. O pesquisador, imbuído do papel de observador, é também parte integrante do conhecimento e interpreta os dados coletados, atribuindo um significado a cada um desses dados. O objeto, sem a interpretação do pesquisador, seria um dado neutro e inerte, mas que, com a sua análise, passa a ter significado.
Para Godoy (1995), a pesquisa qualitativa não enumera ou mede os fenômenos estudados por meios estatísticos na sua análise de dados. Envolve sim os fatos descritivos sobre o objeto de estudo, pelo contato direto do pesquisador com a situação em análise, procurando entender os fenômenos por meio da perspectiva dos sujeitos participantes da situação em estudo.
Van Maanen (1979) apud Martins (1999) considera que a diferença básica entre a pesquisa quantitativa e a pesquisa qualitativa é que a primeira tem como foco de suas atenções a estrutura e seus elementos, enquanto a segunda tem como foco os processos do objeto de estudo.
Richardson (1999) assevera que o método qualitativo difere do quantitativo à medida que não emprega um instrumental estatístico como base de análise de um problema. Os dois métodos, quantitativo e qualitativo, se complementam e a abordagem qualitativa de um problema justifica-se por ser uma forma adequada para entender a natureza de um fenômeno social. A complementariedade dos métodos ocorre à medida que as pesquisas quantitativas definem antecipadamente um plano de trabalho, mostram hipóteses e conceituam as variáveis operacionais e as qualitativas descrevem a complexidade do problema, analisam a interação das variáveis, possibilitando o entendimento das particularidades do comportamento das pessoas.
O autor ressalta que o desejo de quantificar a todo custo leva as Ciências Sociais a investigar algo que se quantifica mais facilmente, aumentando o número de pesquisas que desprezam os elementos qualitativos e assim desperdiçam a chance de enriquecer suas conclusões, tornando a pesquisa pobre em termos de resultado.
Dessa forma, analisando-se a definição do problema, objetivos e justificativas desta pesquisa apresentados na introdução deste trabalho, considera-se que a natureza da pesquisa quanto à abordagem do problema se classifica como quantitativa e qualitativa, pois busca uma
resposta com relação à existência ou não de alinhamento entre indicadores de resultado organizacional e de desempenho de pessoas, verificando em que nível ocorre tal alinhamento, procurando assim transformar dados quantitativos em elementos quantificáveis, usando como parâmetro o emprego de critérios, categorias ou escala de valores (RICHARDSON, 1999).
Para a classificação deste trabalho, escolheu-se a tipologia de Vergara (2003), que classifica as pesquisas quanto aos fins (exploratória, descritiva, explicativa, metodológica, aplicada e intervencionista) e quanto aos meios (pesquisa de campo, pesquisa de laboratório, documental, bibliográfica, experimental, ex post facto, participante, pesquisa-ação e estudo de caso).
Quanto aos fins, classifica-se a pesquisa como metodológica, pois tem por objetivo a proposição de um modelo de diagnóstico organizacional, que pretende verificar o alinhamento entre os indicadores de resultado organizacional e os indicadores de desempenho das pessoas, analisando em que nível ocorre, como forma de subsidiar a melhoria das decisões organizacionais.
Com relação aos meios de investigação, utilizando a tipologia da autora, a pesquisa é bibliográfica, de campo, documental e estudo de caso múltiplo.
Bibliográfica, pois se trata de um estudo sistematizado, desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, redes eletrônicas, por meio de fontes primárias e secundárias, dando-se preferência ao primeiro tipo de vertente, pois a pesquisa bibliográfica foi utilizada para colher os dados para a concepção do modelo proposto pela busca.
Como pesquisa de campo, trata-se de um estudo de caso múltiplo, que envolve o teste do modelo em organizações e contexto de trabalho.
Documental, porque é baseada nos registros, manuais, circulares e demais documentos internos das organizações pesquisadas. Esses documentos permitem coletar dados utilizados para a elaboração do modelo.
Trata-se também de um estudo de caso múltiplo em virtude de a pesquisa ser efetuada em três instituições financeiras federais, que apresentaram condições de homogeneidade de experiências.
O passo seguinte, após efetuar a classificação da pesquisa, é a definição dos sujeitos da pesquisa, para que o modelo possa ser testado.