Este item trata do contexto, dos processos, dos artefatos tecnológicos, agentes, características e objetivos da IEFM com relação às TES, a partir de 2012 - ano de introdução da EAD -, nas práticas de ensino da instituição.
No intuito de melhor contextualizar o Metamarcador Temporal 2 - T(2) no continuum de processos de desenvolvimento de capacidades dinâmicas proposto pelos modelos conceitual e operacional que orientam esta dissertação, a presente seção se inicia com apresentação da Figura 23, que traz o detalhamento visual de sua ocorrência, identificando as metacategorias, categorias e subcategorias de tecnologias educacionais relacionadas à EAD encontradas neste período.
109 F igu ra 23 : Id en tif icaç ão do M et am ar ca do r T em po ra l 2 - T( 2 ) no m od elo op er ac ion al d e esq ue m atiz aç ão d e u nid ad es d e te m po. F on te : e lab or ad a p elo au tor
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Como será apresentado a partir de agora, os relatos de todos os entrevistados para esta pesquisa, apontam que a Educação a Distância foi o mais importante evento relativo à adoção de novas TEs pela IEFM aqui estudada, durante todo o período compreendido entre anos de 2012 e o início de 2015.
Nesse sentido, a escolha desta tecnologia como o disparador de um novo Metamarcador Temporal no continuum de adoção de tecnologias educacionais e de capacidades dinâmicas da instituição aqui estudada se justifica já que, como se observou, ela trouxe grandes transformações não somente nos processos, rotinas e práticas tecnológicas dos agentes, como também da própria organização.
Sendo assim, a análise deste período que busca descrever em detalhes todo o processo que se desenvolveu ao longo desse período, se inicia pela apresentação das maneiras como a IEFM e seus agentes perceberam e estabeleceram seus primeiros contatos com a EAD (o sensing), e segue descrevendo as etapas de aprendizado (o learning) e de integração (o integrating) e coordenação (o coordinating) dos mecanismos desta TE nas rotinas e práticas educacionais da instituição.
a) Contato com as tecnologias de educação a distância.
Antes de adoção efetiva da EAD nas práticas de ensino da instituição, houve três diferentes e marcantes pontos de contato e de experiências com esta tecnologia que se mostraram fundamentais para a decisão pela aplicação desta modalidade de TE nas aulas dos cursos de ensino médio da organização, como se observa a seguir nos trechos das narrativas dos entrevistados.
O primeiro contato e as primeiras experiências dos sócios-mantenedores e de alguns dos professores da IEFM com a EAD se deram ainda no período de 1998 a 2012, mas apenas em momentos e com finalidades bastante específicas quando, por oferecerem o curso preparatório para vestibular na instituição, eram convidados para ir aos estúdios de uma emissora de rádio local e, de lá, apresentar ao vivo as correções de algumas provas, logo após a realização dos exames de seleção para ingresso para universidades públicas estado de São Paulo.
[...] no início, era na hora de corrigir os principais vestibulares do estado de São Paulo que a gente já usava essa tecnologia. A gente era convidado pra ir na rádio e depois na TV daqui pra apresentar as correções ao vivo [...] (E1)
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Mais tarde, com o advento das transmissões de vídeo por meio da internet, essas apresentações ao vivo passaram a ser feitas e transmitidas diretamente do estúdio de vídeo instalado na insituição (assunto que será melhor detalhado no decorrer neste tópico).
Mas, também ali, isso ainda se dava de forma pontual, somente nas épocas dos exames vestibulares e somente para esta finalidade, não estando, portanto, inseridas no cotidiano das aulas ministradas pelos professores da instituição, conforme relata um dos sócios-mantenedores da organização:
[...] assim que surgiu a tecnologia de internet, e você conseguia resolver as provas online; então nós já começamos a tatear nesse novo campo. E a cada ano que a gente fazia essa cobertura usando a internet, do nosso estúdio de
vídeo. [...] (E1)
Após isso, foi somente no início do ano de 2011 que IEFM teve seu segundo contato co a EAD, este sim de maneira mais direta. Isso ocorreu quando os sócios-mantenedores da organização fecharam um contrato com a Universidade de Franca (UNIFRAN) para sediar na cidade de São Carlos um polo presencial dos cursos universitário em EAD desta instituição, conforme relatam alguns dos entrevistados.
[...] observamos, a partir do momento em que nós fizemos um acordo com a
UNIFRAM – para ser um polo avançado – foi a dinâmica, o potencial e também a facilidade dessa nova modalidade. [...] E1
[...] o colégio procurou a UNIFRAN para fazer uma parceria. Fizemos uma
parceria, [...] (E6)
[...] vinham muitas universidades procurando [...] algumas como locação de sala, outras com alguma outra proposta diferente, alguma já instituições já estavam instaladas em São Carlos. E a gente não queria perder essa
oportunidade [...] ficar fora do mercado. Aí teve essa possibilidade com a UNIFRAN [...] (E6)
O polo presencial, montado em meados de 2011 em duas salas localizadas nas mesmas instalações da IEFM, permitiu que os sócios-mantenedores e alguns de seus gestores, - especialmente a atual coordenadora de EAD da IEFM (E3) -, tivessem acesso constante às práticas e processos característicos desta modalidade de ensino. Tal fato, como demonstrado a seguir pela declaração do entrevistado E1 despertou neles a ideia de também utilizar a EAD como ferramenta complementar de ensino-aprendizagem em seus cursos de ensino médio.
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[...] percebemos que seria interessante passar isso para o ensino
médio e para o ensino fundamental. E a partir do momento que nós
fizemos a parceria coma UNIFRAM, nós percebemos que poderíamos usar essas novas ferramentas na aplicação de provas, na apresentação de algumas disciplinas. [...] E1
A Figura 24, abaixo, traz imagens do polo de EAD localizado nas mesmas instalações da instituição de ensino.
Já o terceiro ponto de contato dos sócios-mantenedores da IEFM aqui estudada com a EAD, deu-se no ano de 2013, desta vez como produtores de aulas nessa modalidade de ensino, quando, devido às suas experiências bem-sucedidas como professores, foram procurados pela Universidade Anhanguera para serem os responsáveis pelo desenvolvimento, a produção e a gravação de aulas de EAD para os cursos de ensino médio e técnico desta instituição.
O contrato, então feito em nome dos três sócios-mantenedores, previu que eles fossem os professores responsáveis pela elaboração dos conteúdos em formato EAD para as disciplinas de Geografia, Física e Matemática, para as quais desenvolveram e prepararam todas as aulas, seus textos e os exercícios.
[...] fomos contratados para criar as aulas para o EAD de geografia, de química e de matemática para o curso de ensino médio da Anhanguera. Isso
deu uma certa experiência pra gente sobre esse assunto. [...] (E1) Figura 24: Polo de EAD UNIFRAN alocado nas instalações da IEFM desde 2011.
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Para a produção destas aulas em vídeo, foi necessária a construção de um estúdio de gravação completo nas instalações da IEFM em São Carlos, que foi totalmente financiado pela universidade contratante. Findo este trabalho, o estúdio e todos os equipamentos lá instalados foram doados à instituição.
[...] eles queriam que os cursos fossem todos gravados aqui na escola [...] como a gente não tinha um local apropriado para isso, foi construído um
estudo de TV novinho aqui [...] e daí a gente fez essas aulas e o contrato
acabou por aí. [...] (E1)
[...] depois disso, eles doaram o estúdio pra gente. Não o espaço físico, porque ele é aqui dentre do nosso prédio, né? [....] mas o que foi é que todos
os equipamentos que foram comprados e instalados aqui ficaram pra gente. [...] (E1)
Com a permanência do estúdio na IEFM, os sócios-mantenedores enxergaram ali a oportunidade de experimentar sua utilização para a modernização das práticas de ensino na própria instituição, especificamente para as aulas de laboratório de física e química do ensino médio.
Assim, a IFEM começou a gravar ali algumas aulas e provas práticas de química e física, para incentivar os alunos a realizarem em suas casas os exercícios propostos pelos professores de tais disciplinas. Estas foram as primeiras aulas em EAD produzidas pela própria IEFM, empregando as técnicas de gravação e de edição aprendidas durante o trabalho realizado para a Universidade Anhanguera.
[...] resolvemos fazer algumas experiências no ensino médio [...] para essas disciplinas, mas pra nossa própria escola; percebendo que hoje em dia os
adolescentes estão extremamente bem inseridos neste contexto. [...] (E1)
[...] nós percebemos que poderíamos usar essas novas ferramentas na
aplicação de provas, na apresentação de algumas disciplinas. Começou com o laboratório de física, algumas práticas de física, ciência. [...] (E1)
[...] a gente tem um estúdio dentro da escola, de televisão. E lá a gente
começou a gravar lá essas aulas. [...] (E2)
Já para a entrevistada E3, professora da instituição e também a atual coordenadora de implantação das práticas de EAD na IEFM, o contato inicial da instituição esta TE deu-se também de outra maneira, por meio da troca de informações e de experiências entre os sócios-mantenedores, como professores em outras instituições de ensino e também por meio dos demais professores da organização que também trabalhavam em outras localidades:
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[...] no começo, a gente não trabalhava com EAD, a gente nem fazia
ideia do que era ensino a distância, nem nada assim [...] e aos poucos
o que a gente “recebeu” foi que, alguns professores que também davam
aulas em cidades maiores, como Campinas, Ribeirão (Preto), eles vinham para a instituição trazendo essas novidades. [...] E1)
Além disso, a mesma entrevistada relatou ainda que o seu próprio contato inicial com a EAD aconteceu de forma independente de sua atuação na instituição, conforme podemos observar a seguir:
[...] o que aconteceu é que há cinco anos atrás, apareceu oportunidade
pessoal para eu fazer um curso para virar tutora na UFSCAR
(Universidade Federal de São Carlos), pela UAB, a Universidade Aberta do Brasil. E eu fiz o curso sem saber direito o que era ser tutora, o que era
EAD; e eu achei apaixonante. Então em seguida, recebi uma proposta para ser tutora num curso de pós-graduação em uma outra instituição. [...]
comecei a trabalhar com isso. [...] (E3)
Sendo assim, ainda que, inicialmente o uso desta tecnologia tenha se dado de forma esporádica e ainda de maneira e pontual, apenas para os alunos de algumas disciplinas, percebe-se que estava ali lançada a semente para a adoção da EAD nas práticas educacionais da organização, conforme pode ser visto a seguir.
b) O processo de implementação formal da educação a distância na IEFM.
Após o período inicial de contato com a EAD, descrito acima, finalmente teve início o processo formal de sua implantação efetiva nas práticas educacionais da instituição, o que se deu por meio de um projeto-piloto de ensino semipresencial criado especificamente para os alunos do 6º, 7º, 8º, 9º anos do ensino fundamental e do 1º ano do ensino médio, conforme apontado pelas entrevistadas E3 e E4:
[...] e aí a gente começou com um projeto piloto, na implementação desse curso semipresencial, só para as aulas de laboratório. [...] (E3)
[...] a gente começou a pedir para os professores mandarem materiais e a
gente carregava essa plataforma [...] (E3)
[...] a gente começou a criar também algumas aulas EAD, laboratório. Então isso foi um aprendizado para a gente também [...] o processo [...] ele
não aconteceu de uma hora para outra, ele foi acontecendo, ele está acontecendo ainda (enfatizando a frase). [...] (E4)
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Apesar dos gestores e coordenadores, como já demonstrado acima, acreditarem no potencial e nos resultados positivos que poderiam advir desta tecnologia, isso não se deu sem que houvesse, inicialmente, resistência quanto a sua aceitação por parte dos alunos e também de alguns professores, conforme apontam os seguintes trechos das falas de alguns entrevistados:
[...] o professor é uma categoria um pouco resistiva... eu tenho isso na minha cabeça... qualquer coisa que você tenta implantar, sempre se tem uma
resistência grande. [...] (E2
[...] porque os professores ainda estão nessa época da migração. Estão com medo. [...] (E2)
[...] quando a gente resolver implementar o ensino semipresencial, a gente
percebeu nos alunos bastante resistência, por conta de ser muito diferente do que eles estavam acostumados a fazer no computador. [...] (E3)
[...] eles tiveram que se educar (discorrendo sobre professores), porque, na realidade deles, eles já davam aulas antes dessa tecnologia existir. Então eles tiveram que repensar toda a maneira de dar aulas para conseguir inserir essa tecnologia [...] tem professor que enxerga nas dificuldades
grandes barreiras e para nelas. [...] (E3)
[...] eles foram bem resistentes (falando sobre os professores), têm alguns ainda
que são, resistentes, entendeu? Falam assim, “ah, porque é que você quer que eu
fico inventando coisa na minha aula, minha aula é tão boa”. [...] (E4)
[...] com os alunos eu percebi no comecinho uma certa resistência assim [...] então, quando a gente implementou o laboratório EAD, eles não entravam,
eles não conseguiam, eles não entendiam. [...] (E4)
Isso foi notado especialmente com relação aos professores mais velhos, que por já estarem acostumados a ministrar suas aulas nos formatos presenciais mais tradicionais, resistiram mais à introdução dessa nova modalidade de ensino.
[...] não é da noite para o dia que você consegue mudar a estrutura educacional [...] professores mais novos já têm uma facilidade muito grande na utilização e na administração dessas ferramentas. Já nos professores mais
velhos, encontramos uma certa resistência. [...] (E1)
[...] a gente tem uma resistência um pouco maior das pessoas que são um pouco mais velhas. Então, os gestores mesmo: a gente tem gestores que são
um pouco mais velhos e que têm uma certa resistência à tecnologia [...] a
resistência vem, como a gente já falou, do outro lado: dos professores que são mais velhos ou que não se sentem capacitados para usar essa nova tecnologia. [...] (E3)
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De especial interesse a respeito da identificação de resistências à EAD foram a fala do sócio-mantenedor E2 e da entrevistada E3, que apontaram a ocorrência desse comportamento também nos dois demais sócios da IEFM, fundamentada, segundo eles, pela idade e a crença nas suas eficiências como docentes apenas se utilizando das metodologias de ensino tradicionais.
[...] apesar de a tecnologia estar presente, a gente é um pouco
resistente. Não eu, mas meus sócios são e algumas pessoas ainda
são. [...] (E2)
[...] então, os gestores mesmo: a gente tem gestores que são um pouco
mais velhos e que têm uma certa resistência à tecnologia. [...] (E3)
Para contornar tais dificuldades iniciais com os professores, o sócio-mantenedor, identificado como E2, declarou que precisou ser firme e usar de sua autoridade para que o EAD fosse implantado:
[...] no caso dos professores é um pouco impositivo. Alguém tem que chegar e falar: “Ó, nós vamos fazer” [...] porque hoje, a gente tem a maioria dos professores ainda tradicionais. E uma minoria chegando na ativa, tecnológica.
Então ainda você tem que chegar lá e falar “Então, vamos usar?” [...] E2
Como se observou acima – e como já abordado no Metamarcador 1 (T1) -, para contornar a não-unanimidade entre os professores e também entre os próprios sócios-mantenedores quanto à decisão pela adoção de mais uma TE – mais uma vez o sócio-mantenedor E2 se destaca, desta vez como personagem de fundamental importância para que a adoção da EAD se desse mesmo diante das resistências encontradas, o que se constata pelas declarações dos entrevistados E3 e E5.
[...] ele enxergou isso como um caminho, como um avanço na qualidade das aulas. [...] (E3)
[...] tem professor que enxerga nas dificuldades grandes barreiras e para nelas. E aí, esse professor é o que a gente tem que trazer para junto
da instituição, capacitar, mostrar que se pensar de um outro jeito dá certo, se tentar uma nova metodologia dá certo [...] para motivá-lo, da
mesma maneira que a gente motiva os alunos. [...] (E3)
[...] os professores foram ficando mais motivados em ver todo o
potencial da tecnologia [...] eles começaram a vir para a sala de aula
com outro pique; e os alunos também, vindo para a sala de aula com uma nova proposta. [...] (E3)
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[...] há um incentivo muito grande também para o aperfeiçoamento
do professor. [...] (E5)
[...] no caso do laboratório de ensino de física, dos laboratórios aliás, do ensino de ciências aqui [...] o professor de química (E2) e a
coordenadora (E3) fizeram quase que um manual, um guia prático
[...] do ambiente virtual de aprendizagem [...] mesmo os professores que
ainda não tinham muita facilidade no uso dessa ferramenta, eles aprenderam bastante (enfatizando a palavra) com esse guia prático.
[...] (E5)
[...] desde o início de atividades, em 2012, onde a gente, já teve acesso às principais ferramentas, o (E2) e a (E3) principalmente, foram se comunicando com a gente [...] há muito incentivo também para o
aperfeiçoamento do professor. [...] (E5)
A escolhida para ser a responsável direta pelo projeto-piloto de ensino semipresencial foi a entrevistada E3 e, conforme ela mesmo declarou, os motivos para que isso se desse foram o seu especial interesse por essa tecnologia, o fato de ela ter frequentado um curso sobre esta TEs em 2011 e também sua experiência como tutora de EAD em outra instituição de ensino.
[...] comecei a trabalhar com isso e em três meses trabalhando com isso,
achei que era bacana a gente colocar esse projeto na escola também. E aí
a gente começou com um projeto piloto, na implementação desse curso semipresencial, só para as aulas de laboratório. [...] (E3)
Todos os demais entrevistados também reconheceram tal escolha destacando a importância da entrevistada E3 para que a implantação do EAD se iniciasse e, até o presente momento, esteja ocorrendo de maneira consistente e organizada.
[...] a hora que a (E3) entrou, todo o projeto caminhou de uma forma mais bem organizada. [...] (E1)
[...] a coordenadora dessa parte é a primeira a pegar essas coisas e
tentar implementar. [...] (E2)
[...] se eu não tiver alguém muito empolgado, e felizmente eu tenho a
(E3) que é muito empolgada com tudo isso. [...] (E2)
[...] ela tem muito contato com os professores [...] então ela sempre conversa com eles. [...] (E4)
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[...] desde o início de atividades, em 2012, onde a gente, já teve acesso às principais ferramentas, o (E2) e a (E3) principalmente, foram se
comunicando com a gente [...] há muito incentivo também para o
aperfeiçoamento do professor. [...] (E5)
c) Evolução da adoção e do uso de mecanismos e estruturas de EAD utilizadas na IEFM, a partir de 2012.
Uma vez que a decisão de adoção do ensino semipresencial com auxílio da tecnologia de EAD foi tomada, o seu processo de implantação também se institucionalizou, com a criação/escolha dos artefatos tecnológicos necessários, a atribuição de papéis para os participantes envolvidos; e com a designação de novas tarefas e práticas e a introdução de novas rotinas para os professores e para os coordenadores alocados nesse projeto-piloto.
A instituição escolheu a plataforma de EAD Moodle para hospedar os conteúdos de suas aulas em EAD.
[...] a gente implementou [...] um sistema semipresencial com a
plataforma Moodle. [...] (E2)
Conforme relatos dos entrevistados E2, E3 e E5, o aprendizado para dominar a plataforma escolhida foi difícil e trabalhoso, e levou tempo para que todos os usuários se adaptaram a ele.
[...] começamos com o Moodle. E aí, aprender a usar o software não é fácil [...] foi aprender a montar essa plataforma. Enfim, a gente foi aprender do
zero. [...] (E3)
[...] há quatro anos atrás, quando a gente resolveu começar a ter as aulas virtuais, a gente capacitou os professores para o uso do Moodle. [...] (E3) [...] o que aconteceu foi que, no começo, foi muito difícil, porque o Moodle é um sistema muito denso. [...] (E3)
[...] começamos usando tutorial do Youtube, do próprio site do Moodle mesmo; olhando sites de outras instituições que tinham ensino a distância [...] a gente foi indo na nossa, acertando aos poucos, conforme os meses e os anos foram passando. [...] (E3)
[...] a partir do momento que eles (falando dos professores) entendem o
que é a ferramenta, o quanto isso aumenta o leque de opções que eles têm para ensinar para o aluno o que eles querem que o aluno aprenda, a matéria
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em si, eles passam a gostar, a enxergar a ferramenta como uma parceira
para aula. [...] E3.
[...] a gente também precisou se adaptar a essa nova tecnologia e a
escola deu um aval muito grande para isso, deu um apoio para os professores muito grande nesse sentido. [...] (E5)
O conteúdo produzido para o projeto piloto de ensino com a utilização da EAD tem duas origens: uma parte é produzida na própria instituição e outra é fornecida pela editora Abril Educação, com a qual a IEFM tem uma parceira para compra de material didático, utilizado nas aulas de várias das séries dos ensinos fundamental e médio.
A produção interna é feita pelos próprios professores da unidade de São Carlos envolvidos no projeto, conforme relatam os entrevistados E1 e E3.
[...] nós temos também o nosso próprio estúdio de televisão, onde a gente
acaba gerando uma série de conteúdos. E muitos desses conteúdos eles são feitos por professores que [...] trabalham na unidade de São Carlos e não nas
outras unidades. [...] (E1)
[...] e a gente começou a pedir para os professores mandarem materiais e a
gente carregava essa plataforma. [...] (E3)
Entre os materiais no formato EAD criados pelos docentes para o projeto-piloto estão aulas-dica para exames vestibulares, cujo conteúdo é gravado no estúdio de televisão da instituição e transmitido ao vivo para os alunos por meio do site da IEFM, os fóruns online de dúvidas, disponibilizados para os alunos por meio do site da IEFM, além de avaliações e exercícios online que são postados por meio da plataforma Moodle para que seus alunos os realizem acessando o ambiente virtual desde suas casas, sendo que a correção e a notação por parte dos docentes também se dão por meio da mesma plataforma.
[...] a gente faz a avaliação na forma de relatório, mas o aluno ele envia o
relatório da prática por e-mail, envia pelo Moodle e a gente avalia isso pela