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A Fig. (5.16)mostra a variação da temperatura ao longo da peça para diferentes distâncias de 0,0; 1,0; 2,0 e 3,0 mm abaixo da superfície de retificaçãosujeita ao método de lubri-refrigeração MQL e profundidade de retificação de 60m. Durante a retificação o tempo de contato entre o rebolo e a peça é muito pequeno não sendo suficiente para que o calor gerado na região de contato penetre na peça, formando dessa maneira um gradiente de temperatura elevado. A variação de temperatura na peça depende principalmente das propriedades do material e da fonte de calor.

Analisando a Fig. (5.16) pode-se observar que a temperatura na superfície de retificação, a uma distância de 0 mm, corresponde a temperatura máxima de retificação em torno de 326 °C sendo que ela é a responsável pelos danos térmicos que podem vir a ocorrer, a 1 mm abaixo a temperatura esta em torno de 260°C, para 2 mm aproximadamente 200°C e 3 mm em torno de 180°C e a medida que essa distância cresce diminui os efeitos gerado pelo calor que entra na peça na região de contato entre a peça e o rebolo.

a.) 16,2 mm

b.) 84,8

Figura 5.16 – Temperatura x Distância (Linha cheia – superfície, linha tracejada – 1 mm abaixo da superfície, linha pontilhada – 2 mm abaixo da superfície e linha traço ponto – 3 mm abaixo da superfície.

6 CONCLUSÕES

Analisando os dados obtidos nos ensaios realizados com o ação ABNT 1020 pode-se observar o comportamento térmico da retificação planapara diferentes profundidades de retificação e sob a ação de um rebolo de Óxido de Alumínio (^2_3) sujeita a dois método de lubri-refrigeação: Convencional e Mínima Quantidade de Lubrificante.

% A análise geral dos dados mostrou que o fluxo de calor transferido para a peça quando usada a técnica de lubri-refrigeração MQL foi 49,9%, 136,9% e 183,5% maior que a Convencional para as profundidades de retificação de 30 m, 45 m e 60 m, respectivamente.

% Observou-se também que o método de lubri-refrigeração Convencional mostrou-se mais eficiente que a técnica da Mínima Quantidade de Lubrificante. O calor removido por convecção na região de contato peça/trabalho pelo método Convencional foi maior que o retirado pelo MQL.

% A temperaturas máximas na superfície de retificação também foram superiores para o método MQL em comparação com o Convencional. % Houve uma certa discordância entre as temperaturas geradas pelo modelo

térmico em relação as temperaturas experimentais, isso, em parte, pode ter sido provocado provavelmente por erros nas medidas da temperaturas durante o processo de retificação provocados pela inércia na leitura do termopar, devido a vibração que o mesmo sofria por ocasião do processo e a existência de ar que funciona como um isolante térmico.

% Observou-se também que divido ao tempo muito curto e uma área relativamente pequena na região de contato peça/rebolo e da difusividade do material, o efeito térmico gerado pela energia térmica que entra na peça através dessa região afeta apenas alguns milímetros abaixo da superfície de retificação.

% Observou-se também que a lubri-refrigeração fora da região de contato peça/rebolo exerce pouca influência na temperatura máxima de retificação. Enfim, pode-se afirmar que dentro dos objetivos previstos, que este trabalho apresenta importantes contribuições no sentido de entender e compreender os efeitos térmicos que ocorrem no processe de retificação plana.

SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

Com o intuito de prosseguir no estudo dos efeitos térmico e suas consequências no processo de retificação plana, várias outras análise devem ser feitas. Como sugestão para o aprimoramento deste tema pode-se citar algumas análises pertinentes que podem vir a serem realizadas.

% Estudar uma maneira mais eficiente de fixação do termopar na peça, esse foi um dos problemas encontrado neste trabalho.

% Usar outras técnicas de transferência de calor reversa, tais como: método do passo de tempo futuro – Algoritmo de Stolz, método da função especificada entre outras e compará-las com a técnica da Seção Áurea. % Através de uma técnica de transferência de calor reversa estudar o

coeficiente de transferência de calor por convecção na região de contato peça/rebolo.

% Estudar o coeficiente de transferência de calor por convecção fora da região de contato.

% Aplicar outras metodologia para medir a temperaturas experimentais, como por exemplo: usando um termopar do tipo foil thermocouple.

% Analisar outros métodos de lubri-refrigeração.

% Analisar a influência de outros parâmetros de lubri-refrigeração no fluxo de calor transferido para a peça como por exemplo: a vazão de fluido de corte, o tipo de bico, entre outros.

% Estudar e analisar o processo para outras profundidades de corte.

% Estudar e analisar a influência do método de lubri-refrigeração da Mínima Quantidade de Lubrificante com relação a vazão de ar-comprido e óleo e os seus efeitos sobre a temperatura da peça.

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APÊNDICE A

Técnica Inversa da Seção Áurea

Uma vez que o objetivo final de uma técnica inversa é estimar um parâmetro desconhecido, este deve ser de um valor cujo efeito, seja o mesmo causado pelos dados reais, ou apresentar o menor desvio possível entre os dados experimentais e calculados. Assim tem-

se que, a resolução de problemas inversos ocorre em função de minimizar uma função objetivo, que é dada pela Eq. A.1. A temperatura experimental é obtida apartir de termopares

ou alguma outra forma de medição, enquanto a temperatura numérica é calculada a partir da solução da equação de difusão de calor, obtida de acordo com as condições iniciais e de

contorno para o modelo térmico.





2

exp , num( , )

F

1

T x y T x y ! (A.1)

Onde F é a função objetivo de erro quadrática, Texp a temperatura experimental e

Tnum a temperatura calculada numericamente pelo método direto.

Existem várias Técnicas Inversas, sendo cada uma delas adequada a uma determinada situação e embora haja diferenças entre as técnicas, todaselas buscam minimizar a função objetivo e na maneira de minimizá-la.

Basicamente, adota-se o Método dos Mínimos Quadrados por ser uma técnica matemática que procura encontrar o melhor ajuste para um conjunto de dados experimentais e seus respectivos valores teóricos.

Analisando a Eq. (A.1), verifica-se que o objetivo é encontrar o valor do fluxo de calor q// que minimiza a função F a partir de avaliações de temperaturas teóricas calculadas

Tnum calculadas a partir da solução da equação da difusão de calor.

Portanto, para se abortar o problema usa-se as seguintes estratégias:

% Deve-se inicialmente reduzir o intervalo de incerteza em relação ao fluxo de calor qInferior// ...qSuperior// !;

% Calcular a temperatura Tnum a partir do fluxo de calor e do modelo térmico;

% Fazer uso de algum método de busca para otimizarF; % Encontrar o fluxo de calor ótimo q//*.

Redução do intervalo de incerteza a partir do método de busca da Seção Áurea Teorema:

Figura A.1 – Ponto de mínimo da função F. Carvalho (2005).

Se q//* é o ponto de mínimo no intervalo qInferior// ...qSuperior// ! da função F. Sejam

Inf

Se *

Inf Sup Inf Superior

( ) ( ) ,

F q// (F q// 4 q// 5 q// q// !

Figura A.2 – Novo intervalo de busca. Carvalho (2005).

Se *

Inf Sup Inferior Sup

( ) ( ) ,

F q// )F q// 4 q// 5 q// q// !

Figura A.3 – Novo intervalo de busca. Carvalho (2005).

*

Inf Sup Inf Sup

( ) ( ) ,

F q// F q// 4 q// 5 q// q// !

A aplicação de um processo iterativo para o teorema acima conduz a um intervalo de incerteza cada vez menor.

% Durante o processo de redução do intervalo qInferior// ...qSuperior// ! a amplitude dos subintervalos eliminados deve ser a mesma.

% A forma mais eficiente de se acelerar o processo de convergência não é necessariamente aquela em que, a cada iteração, o subintervalo eliminado seja o maior possível, mas sim aquela em que o número de avaliações da função F seja o menor possível.

Requisitos a serem satisfeitos pelo algoritmo de redução do intervalo deincerteza. 1º Requisito: A cada iteração, o comprimento do novo intervalo de incerteza deve ser uma fração fixa  do comprimento do intervalo de incerteza anterior.

Considere o seguinte exemplo:

a.) qSuperior// qInf//

a.) qSup// qInferior//

Logo,





Superior Inf Sup Inferior Superior Inferior

q// q// q// q//  q// q//

(A.2)





Inf Superior Superior Inferior

q// q//   q// q//

(A.3)





Inf Inferior Superior Inferior Superior Inferior

q// q// q// q//   q// q//

(A.4)









Inf Inferior 1 Superior Inferior

q// q//  q// q// (A.5)





Sup Inferior Superior Inferior

q// q//  q// q//

(A.6)

Para 5

 

0,1 4constante. Subtraindo a Eq. (A.6) de (A.5), tem-se:









Sup Inf 2 1 Superior Inferior

q// q//   q// q// (A.7)

2º Requisito: Caso F q



Inf//



(F q

 

Sup// , na iteração seguinte, adota-se qInf// qSup// . Exemplo:

Iteração i+1

Iteração i

3° Requisito: F q



Inf//



)F q

 

Sup// , na iteração seguinte, adota-se qSup// qInf// . Exemplo:

Iteração i+1

Iteração i

Analisando os requisitos 2 e 3, verifica-se que:









Sup Inf 1 Superior Inf

q// q//  q// q//

(A.8)

Igualando as Eqs. (A.8) e (A.7), tem-se:



2   1





qSuperior// q//Inferior







1 





qSuperior// q//Inf



(A.10)

Da Eq. (A.2), tem-se que:



2   1





qSuperior// q//Inferior







1  





qSuperior// q//Inferiot



(A.11)

Logo:

2

2  



1

 

(A.13) Resolvendo a Eq. (A.13), encontramos as seguintes raízes: 1 1, 618 e 2 0, 618

Existe uma única técnica de redução do intervalo de incerteza que atenda simultaneamente os requisitos 1 e 2. O comprimento do intervalo de incerteza é reduzido a aproximadamente 62% do comprimento do intervalo de incerteza anterior.

O número de avaliações necessárias, segundo Vanderplaatz (1984) pode ser calcula pela equação:

 

2, 078 ln 3

N  0 (A.14)

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