1 Introduksjon
1.1 Utvikling av musikkteknologier fra Walkman til MP3-spiller
As soluções utilizadas actualmente na compartimentação interior de edifícios podem ser agrupadas em dois grandes grupos. As divisórias fixas, por norma sistemas integrados, e as divisórias móveis, tipicamente suspensas à calha que permite a sua mobilidade, que são sistemas versáteis que dividem espaços temporários de forma rápida.
Desse modo, para uma melhor compreensão destes sistemas, visitaram-se as instalações de duas empresas. A DIVILUX – Divisão de Espaço, que representa o primeiro grupo mencionado, com divisórias fixas, e a PCTS – Intelligent Spaces, que representa o segundo grupo, já que comercializa soluções modelares tipo TURNKEY (http://www.pcts.pt/index.php/solutions)
À semelhança do conceito modelar desenvolvido neste trabalho, foram consideradas apenas soluções que têm a capacidade de ocupar a totalidade do pé direito.
3.1.1. Empresa Divilux – Divisão de Espaço.
A empresa DIVILUX dedica-se à produção de divisórias de sistema integrado.
A linha de produtos comercializados contempla a METRICA, UNICA E RITMICA (http://www.diviluxbusiness.com/proposta1/wp-content/uploads/2014/06/divilux_unica-metrica- cubica.pdf) que têm por base know-how italiano e foram desenvolvidas com base nas necessidades dos clientes.
A MÉTRICA é um produto de múltiplas soluções, como se pode verificar na Figura 3.1, que inclui uma vasta selecção de perfis e acabamentos com alto nível de funcionalidade. Constitui uma divisória com 104mm de espessura total, composta por uma estrutura amovível em perfis verticais de chapa zincada, perfilados mecanicamente, e reforçada horizontalmente. As tipologias opacas são constituídas por painéis em aglomerado de madeira revestidos a folha melamínica.
METRICA METRICA S METRICA V METRICA R
Figura 3.1 – Tipologias da solução METRICA.
METRICA – Divisória composta por painéis opacos em aglomerado de madeira enobrecido com folha melamínica;
METRICA S – Divisória composta por vidro duplo à superfície exterior do perfil; METRICA V – Divisória composta por vidro duplo em caixilho;
METRICA R – Divisória composta por módulos de vidro central.
Algumas destas tipologias ilustram-se na Figura 3.2.
Figura 3.2 – Implantação da solução METRICA.
As tipologias de vidro são constituídas por caixilho em liga de alumínio e por vidro temperado ou laminado. As portas estão disponíveis nas opções de batente ou de correr, podendo ser fornecidas na altura standard ou na altura total da divisória.
3.1.2. Empresa Pcts – Intelligent Spaces.
A PCTS é uma empresa de engenharia que prima pela pesquisa, desenvolvimento e inovação de paredes amovíveis. A empresa permite que o cliente final registe a sua marca, utilizando os seus próprios produtos. Comercializam maioritariamente soluções TURNKEY, vd. Figura 3.3, Figura 3.4 e Quadro 3.1, que consistem num conjunto de painéis dotados de um
sistema de deslocamento que, após o fecho, formam uma parede. Comercializam-se duas versões, a Divisória Manobrável Automática e a Divisória Semi-Automática.
Figura 3.3 – Apresentação e disposições possíveis da solução TURNKEY.
Figura 3.4 – Tipologias da solução TURNKEY.
Quadro 3.1 – Especificações das diferentes tipologias TURNKEY
Com este sistema de divisórias móveis é possivel a configuração de diferentes compartimentações para o mesmo espaço, de forma rápida e precisa, como ilustra a Figura 3.5. No entanto existe sempre a restrição aos posicionamentos pré-estabelecidos pelas calhas na definição da espacial.
Figura 3.5 – Possibilidades de compartimentação num open-space.
De forma sintética, os princípios base comuns a este tipo de sistemas amovíveis são: estes sistemas exigem pré-instalação com recurso a mão-de-obra especializada;
Tipo Altura máximas (mm) Largura (mm)
Painel telescópica 6000 800-1250
Passe porta do painel duplo Folha 6000 1350
Passe porta única folha painel 6000 1350
Painel sólido padrão 6000 800-1250
Painel vitrificada 4000 800-1250
o sistema de compartimentação é composto por painéis independentes que correm sobre um sistema de batente, tipicamente no topo, e que podem ser personalizados pelo cliente;
a utilização pode ser feita de forma manual com recurso a uma manivela ou de forma automática;
os painéis podem ser arrumados de forma a encostarem entre si e, desde modo, não ficarem visíveis– ou ainda ser interligados de forma contínua, dobrando entre si para a arrumação;
a existência de calha junto ao tecto ou no pavimento permite o movimento dos painéis e o seu alinhamento;
o sistema de Guilhotina permite que o operador fixe cada painel (http://www.pcts.pt/index.php/products).
3.1.3. Vantagens de utilização de sistemas pré-fabricados
As paredes divisórias interiores da grande generalidade de edifícios em Portugal são constituídas por alvenaria e, por norma, não possuem qualquer material de isolamento acústico incorporado entre os seus paramentos. A solução mais tradicional utilizada na compartimentação interior consiste em panos de tijolo de 7 cm, por vezes 11cm, rebocado em ambas as faces. É factual que esta solução revela um comportamento aceitável ao nível do isolamento sonoro a sons aéreos devido à sua elevada massa17; contudo a sua construção é frequentemente morosa, tem um custo
assinalável e não permite um controlo de qualidade do produto acabado. Por outro lado, a utilização de sistemas aligeirados permitem uma redução significativa da massa global de um edifício, o que levará a um melhor comportamento estrutural deste. O facto de estes sistemas serem constituídos por elementos ligeiros pré-fabricados facilmente aplicáveis em obra reduz os custos de mão-de- obra e prazos, aumenta o espaço utilizável do edifício (área útil) e permite a alteração de espaços temporários sem recurso a demolição. São soluções limpas que oferecem facilidade de reparação e substituição de componentes danificados. A versatilidade destas soluções permite também o aumento do isolamento térmico (se aplicável), acústico e protecção ao fogo na construção, devido aos materiais que empregam, principalmente materiais porosos de preenchimento, serem incombustíveis. Pelas razões citadas são, cada vez mais, uma opção a utilizar, quer em construção nova, quer em reabilitação de edifícios existentes - tendo mais relevância neste último caso.
17 Uma das abordagens mais tradicional e simplificada utilizada na estimativa do índice de isolamento sonoro a sons aéreos é a lei da massa, que assume que o sistema se comporta como um conjunto de massas infinitas justapostas que se movem independentemente e sem a influência de amortecimento (TADEU et al.,2003).