Os primeiros edifícios residenciais
Capítulo 2 – Os primeiros edifícios residenciais –1964 à
1971 – o empilhamento de unidades
Os primeiros edifícios residenciais da Vila Romana datam do início da década de 60. São seis edifícios identificados neste período e representam 10% do total de edifícios residenciais cadastrados na área deste estudo.
Não contemplam áreas comuns, eram unidades residenciais reproduzidas ou empilhadas. Ocupando pequenos lotes, estes edifícios tinham uma ou mais empenas cega em ao menos uma das faces, não apresentam o recuo do lote. Vamos descrevê-los, veremos como o poder público age no processo e apresentaremos as fichas dos edifícios.
Estes edifícios são ainda resíduos da forma antiga de se construir e de pensar a habitação e a cidade, não estão enquadrados nas novas diretrizes de ocupação do solo que foi implementada em forma de lei em 1972.
2.1 – Características e estruturas
Atualmente a Vila Romana conta com 51 condomínios residenciais. Destes, seis edifícios residenciais estão agrupados nesta primeira periodização. Estes seis edifícios que vamos descrever neste capítulo representam o início da verticalização na Vila Romana, foram edificados entre 1964 e 1971 e apresentam características comuns entre si.
Vejamos então quais são as características destes edifícios e como eles formataram o espaço interno e se relacionaram com o espaço público.
O primeiro edifício residencial da Vila Romana foi construído em 1964, o Edifício Moraes. Este edifício data de 1964, é composto de 30 apartamentos divididos em 5 andares. A primeira característica a se
observar é o lote e a implantação do edifício.
Os lotes de terreno deste primeiro grupo de edifícios eram lotes de terrenos existentes no loteamento da Vila Romana, não foram resultado de remembramento, geralmente ocupados por pequenos galpões de armazéns e oficinas. A metragem média dos lotes é de 650m2. No caso do Edifício Moraes o lote é de 600m2.
Nesta primeira etapa da verticalização da Vila Romana os edifícios não apresentavam recuo, sua construção é no alinhamento do lote. Desta forma estes edifícios estão abertos à rua, sua porta de
Figura 23 – Edifício Moraes de 1964, Rua Faustolo 955 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: www.maps.google.com.br
acesso é aberta diretamente para o passeio público. Os edifícios também encostavam nos limites laterais e dos fundos do lote, criando recuos no interior do lote que eram destinados a abertura de janelas.
Este tipo de ocupação do lote não permitia a criação de um espaço de área comum, o espaço interno da edificação e do lote é destinado à circulação e à moradia. Este perfil de construção mostra que na década de 60 não havia a preocupação da criação de uma área de lazer ou equipamentos comuns aos moradores. A ocupação e o resultado final das edificações eram destinadas unicamente à moradia.
A formatação destes edifícios também não contempla a existência do zelador ou os bloqueios de segurança, o interfone conecta cada apartamento à porta de entrada e estes são responsáveis pela entrada e saída de pessoas no edifício. Estas características ilustram a maneira de pensar e viver a moradia na década de 60 na cidade de São Paulo de uma forma geral e da Vila Romana em particular. A criação de
Figura 24 – Croqui de Implantação do Edifício Moraes de 1964, Rua Faustolo 955 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: Rodrigo F. Michelin.
barreiras para favorecer a segurança não estava em pauta no programa destes edifícios.
Outra observação que podemos fazer é em relação ao papel do automóvel na concepção destes edifícios, no caso do Edifício Moraes a fachada é composta de uma porta de entrada de pedestres central e dois portões de garagem dispostos de forma simétrica, laterais à entrada central de pedestres.
Estes portões de garagem eram espaços mistos que poderiam ser destinados a abrigar veículos ou abrigar estabelecimentos comerciais. O certo é que estes primeiros edifícios não contemplavam espaço para o automóvel em sua implantação, mesmo que estes espaços abrigassem veículos dos moradores do edifício, não havia vagas para todos. Nos anos 60 a indústria automobilística brasileira estava começando a produção em maior escala e o transporte público ainda era a principal forma de circulação na cidade de São Paulo. Desta forma, a criação de novas unidades residenciais não tinham o automóvel como um elemento principal de organização do espaço.
A escala de altura do Edifício Moraes é de 5 andares, aproximadamente 15 metros, esta escala se repete nos demais edifícios desta periodização (1964-1971). Isso deve-se principalmente ao sistema construtivo e materiais utilizados na edificação destas unidades.
O tijolo maquinado foi o principal elemento de construção destes edifícios, a alvenaria de espessura grossa revela paredes estruturais que sustentam a carga dos andares superiores. A utilização de pilares e vigas de concreto ocorre com menor freqüência nestas unidades. As lajes eram “batidas” ou forjadas in loco, as amarrações e sistemas estruturais acompanhavam as técnicas mais baixas da época, as grandes estruturas de concreto armado que já tomavam conta do centro de São Paulo só apareceram na Vila Romana na década de 70.
O acabamento destes edifícios são geralmente feitos em reboque e pintura, em alguns casos o revestimento de ladrilhos hidráulicos ou pastilhas eram colocados na fachada alternando o reboque que permanecia nas laterais e fundos e o revestimento com pastilhas na fachada. Os caixilhos eram de madeira com venezianas
também em madeira; hoje já observamos a substituição de algumas destas venezianas de madeira por janelas de alumínio.
A circulação vertical deste edifício é feita por escadas, seu projeto e construção não contemplam o elevador.
O desenho da fachada já anunciava uma modernização do estilo, sem elementos de decoração ou adornos, a fachada destes edifícios contava apenas com detalhes de beiral de laje e em alguns casos uma pequena sacada. A função se sobrepõe à forma.
Vejamos estes dois outros edifícios localizados à rua Duílio 538 e 552. Com data de 1970, eles seguem o mesmo conceito do Edifício Moraes. Estas duas unidades estão construídas no alinhamento do lote, possuem a entrada de pedestres abertas ao passeio público, no caso da imagem da Figura 25 observamos os portões, porém estes são posteriores a construção do edifício. Ao observarmos sua implantação vemos como eles utilizam a totalidade da área com a ocupação de sua estrutura.
Figura 25 – Edifícios, Rua Duílio 538 e 552 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: www.maps.google.com.br
Os lotes mantém a média de tamanho entre 500m2 à 650m2 e o edifício ocupa este lote de maneira total, não sobrando terreno para a criação de áreas comuns ou de lazer. A implantação do edifício ocupa todo o lote e sua estrutura chega inteira ao chão.
Sua organização elimina a presença das estruturas de segurança observadas nos condomínios atuais, o interfone é localizado na rua e dá acesso direto aos apartamentos.
Sua circulação vertical é feita por meio de escadas, não contam com elevadores.
A estrutura destes edifícios da rua Duílio é baseada fundamentalmente nas alvenarias estruturais, com a presença de reforço estrutural de pilares e vigas em concreto. Sua escala de altura é de 3 a 5 andares.
Sua fachada é limpa sem a presença de adornos ou enfeites, a
Figura 26 – Croqui de implantação de dois Edifícios, Rua Duílio 538 e 552 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: Rodrigo F. Michelin.
função é sobreposta à forma, não existe preocupação estética na formação destes edifícios. Composta pelas janelas e portas de acesso, a fachada é resultado da estrutura. O detalhe estético destes dois edifícios fica por conta do desenho feito com as pastilhas hidráulicas utilizadas na fachada.
Acima, o trabalho de formação de um padrão com as pastilhas. Este acabamento de fachadas é característico dos edifícios da década de 60 e início dos anos 70, este padrão é facilmente identificável não só na Vila Romana mas na cidade de maneira geral.
Outro edifício que compõe esta primeira fase da verticalização na Vila Romana é o Edifício Marcelina. Este representa a transição dos primeiros edifícios para os primeiros condomínios que surgiram a partir de 1972.
O Edifício Marcelina data de 1970 e está localizado na rua de mesmo nome, número 394. Apresenta algumas das mesmas
Figura 27 – Detalhe dos acabamentos dos Edifícios, Rua Duílio 538 e 552 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: www.maps.google.com.br
características que os edifícios descritos anteriormente, como o alinhamento sem recuo, o lote relativamente pequeno se comparado aos condomínios atuais, a escala de altura ainda reduzida se comparada aos condomínios atuais, a falta de adornos e cuidados estéticos, as pastilhas hidráulicas de revestimento formando um desenho padrão e somente uma vaga de automóvel por apartamento.
Porém o Edifício Marcelina apresenta algumas características que já apontam para uma nova fase da verticalização na Vila Romana que aconteceu a partir de 1972.
A organização do Edifício Marcelina no lote é similar à dos anteriormente citados, não possui recuo frontal, é edificado no limite do lote e aberto à rua. A diferença está no aparecimento do recuo lateral. O lote continua tendo medidas pequenas e a implantação toma todo o
Figura 28 – Edifício Marcelina, Rua Marcelina 394 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: www.maps.google.com.br
terreno, não sobrando espaço de áreas em comum ou sistemas de lazer. Toda a área é aproveitada como circulação ou área útil de moradia.
As características até aqui apresentadas em nada diferem este edifício dos demais, porém ele apresenta diferenças que serão sentidas nos anos seguintes.
Sua estrutura é fundamentalmente baseada em pilares e vigas em concreto armado, sendo a alvenaria responsável pelo fechamento. São 28 unidades de 2 e 3 dormitórios com aproximadamente 82m2,
distribuídos em 7 andares de apartamentos mais o térreo. São 28 vagas de autos que se dividem entre o térreo e um subsolo. Desta forma, este edifício possui no total 9 andares. Para sua circulação vertical está equipado com dois elevadores, sendo um de serviço e outro social.
Neste edifício já notamos a presença de pilotis que deixam a planta térrea livre. A presença destes pilotis cria na entrada do edifício um recuo coberto de acesso à porta de entrada. Mesmo o prédio
Figura 29 – Croqui de implantação do Edifício Marcelina, Rua Marcelina 394 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: Rodrigo F. Michelin.
estando sem recuo, sua entrada é recuada, criando um pequeno hall de entrada com o cuidado de ambientá-lo com paisagismo. O edifício Marcelina também conta com aposentos para um zelador, a característica é que este aposento está localizado na cobertura do edifício junto à caixa d’água.
Sua fachada já transparece um cuidado estético maior que os edifícios anteriores da Vila Romana, as pastilhas cobrem totalmente a face voltada à rua e a face voltada ao recuo, ficando ainda o reboque na lateral que se ergue ao limite do lote e aos fundos. A marcação de faixas azuis com o desenho padronizado em pastilhas destacam pequenos detalhes de volume, o edifício passou a ter uma perspectiva, ganhou a terceira dimensão. As fachadas anteriores eram chapadas, trabalhavam somente um plano, já a do Edifício Marcelina cria volume ao recuar o edifício para buscar o sol. Ele possui apenas duas empenas cegas.
Figura 30 – Edifício Marcelina, Rua Marcelina 394 - início da verticalização na Vila Romana. Fonte: www.maps.google.com.br
Desta forma, o edifício Marcelina apresenta inúmeras inovações e alterações na maneira de criar o ambiente habitacional, porém ainda se apóia em estruturas fundiárias dos antigos edifícios. Este edifício é uma mistura agridoce entre a forma tradicional de construção e organização do espaço e a forma moderna de formatar o espaço.
Ele poderia representar a quebra entre as duas primeiras periodizações adotadas neste trabalho, porém os Condomínios Electra I e II, edificados em 1972, romperam definitivamente o padrão dos edifícios da Vila Romana até então.
Entre estes dois edifícios ainda foram edificados mais dois outros. Na Rua Clélia, o Edifício Romeu Ranzuni em 1971 e na Rua Fábia, o Edifício Márcia em 1972, que mantinham as mesmas características do Edifício Marcelina.
2.2 – Legislação e o Estado - construindo um zoneamento
As características apresentadas pelos edifícios estão intimamente ligadas com os acontecimentos da sociedade. Estes não são somente resultado de características construtivas e de materiais, mas sim do pensamento da sociedade em determinada época.
Os edifícios, desta primeira fase de verticalização da Vila Romana, refletem não somente as técnicas construtivas da época, mas também a maneira social de organização do espaço privado e sua relação com o espaço público.
Para entendermos como a sociedade estava organizada vejamos como estava a organização política e social dos anos 60 e início dos anos 70. A legislação urbana, o zoneamento e as políticas habitacionais interferem diretamente na produção destas unidades habitacionais.
O Brasil experimentava o período desenvolvimentista que se originava nos anos 40 com o fim da ditadura Vargas. Os anos seguintes seriam de efervescência social. O fim da segunda guerra mundial em 1945, a industrialização e a crescente migração da população brasileira
para as grandes metrópoles marcaram esta época. A cidade de São Paulo partia em 1940 com cerca de 1.300.000 habitantes para chegar em 1960 com cerca de 2.700.000 habitantes.15
As leis que formataram o uso do solo e o crescimento da cidade não acompanharam as mudanças sociais. O último grande plano para o crescimento da cidade tinha sido o Plano de Avenidas de Prestes Maia nos anos 30, e mesmo assim levara em conta o sistema viário como precursor do progresso. O zoneamento à época e as construções eram regidos pelas diretrizes do Código Arthur Saboya (lei municipal 3.427) que sistematizou as leis e estabeleceu limites.
Segundo REIS FILHO (1978), as décadas de 30 e 40 foram de grande inovação no setor residencial. Os prédios de apartamentos eram novidade que ainda não contavam com a aceitação da maioria. Ainda segundo REIS FILHO (1978) os edifícios desta época reproduziam de maneira empilhada as plantas das residências.
Os edifícios da Vila Romana enquadrados nesta periodização ainda respeitavam as diretrizes que vinham da maneira de pensar a cidade descritas por REIS FILHO.
“A Década de 1930 à 1940 assistiria à multiplicação
de uma grande inovação no setor residencial: os prédios de apartamentos. Essa verticalização seria aceita inicialmente com relutância, pois ameaçava costumes que remontavam aos tempos coloniais.”16
O zoneamento era um tema novo na cidade nos anos 40 e se seguiria um grande debate a respeito até a aprovação da Lei Geral de Zoneamento em 1972. Como descrito por SOMEKH (1987), a legislação de São Paulo limitou-se até 1957 apenas ao estabelecimento de alturas máximas que não representavam uma limitação efetiva.17
15 Histórico demográfico do município de São Paulo, Prefeitura de São Paulo 16
in SOMEKH, Nadia. A (des) verticalização de São Paulo, dissertação de mestrado – FAU USP 1987 17
Os primeiros edifícios da Vila Romana ainda são exemplos deste padrão de implantação e de conceito do início da verticalização em São Paulo. Os pequenos lotes, a falta de recuo, o gabarito de altura e o empilhamento de unidades caracterizam estes edifícios.
“Segundo REIS FILHO (1978), os edifícios
residenciais que reproduziam as plantas dos edifícios antigos e das residências isoladas de maneira empilhada, não eram encarados como um problema novo. Os novos tipos de edificação conservariam os mesmos lotes e os mesmos esquemas de relacionamento com esses, como as antigas habitações, cujos terrenos tinham vindo ocupar... Nem poderia ser de outro modo, se os próprios códigos exigiam que edificações nesse gênero fossem levantadas sobre limites e alinhamentos.”18
O rigor das leis ainda demoraria a ser sentido na Vila Romana, isso porque o centro era reservado à elite e tinha uma maior organização, já o restante da cidade ficava à margem deste controle mais rígido. Como demonstrado por CALDEIRA (2000), as leis eram efetivas para o centro, porém não tinham abrangência no restante da cidade.
“O principal efeito dessa legislação urbana inicial
foi estabelecer a disjunção entre um território central para a elite (o perímetro urbano), regido por leis especiais que eram sempre cumpridas, e as regiões suburbanas e rurais habitadas pelos pobres e relativamente não legisladas, onde as leis eram cumpridas com menos rigor .”19
18
in SOMEKH, Nadia. A (des) verticalização de São Paulo, dissertação de mestrado – FAU USP 1987 19
A cidade de São Paulo sofria o impacto do crescimento desordenado e da falta de políticas urbanas modernas. No período desenvolvimentista foram criados conselhos, juntas, comissões e departamento de urbanismo. Fortemente influenciado pelo modelo americano, Anhaia Mello fomenta as discussões de criação de uma lei abrangente à cidade de São Paulo e, na sua gestão como prefeito da cidade, o termo “zoning” ainda em inglês, é usado pela primeira vez na legislação de uso e ocupação do solo.20
O Departamento de Urbanismo começa a elaborar, a partir de 1947, projetos de leis de zoneamento abrangentes ao conjunto da cidade e em 1955 o zoneamento é um instrumento técnico já dominado pelos engenheiros do departamento. Nesta fase de elaboração da legislação urbana da cidade de São Paulo, questões técnicas que antes não haviam sido abordadas como as “comunidades maiores” ou novas centralidades foram tema de debate e pesquisa. Antes de chegarmos a Lei de 1972, foram organizadas as leis precursoras desta e, entre 1954 e 1957, procede-se à demarcação maciça de zonas que agregam conjuntos de bairros, de forma que quando a lei de 1972 entra em vigor ela já se encontra aplicada em boa parte da cidade de São Paulo.21
A Vila Romana aparece nos mapas de zoneamento da década de 50 como uma área mista de baixa densidade da classe média e assim permanece até a nova lei de zoneamento urbano de 2004. Seu zoneamento até 2004 era composto de zonas Z2 e Z3. O que se altera são as condições de aproveitamento do lote e as diretrizes para a verticalização e seus recuos.
Os primeiros edifícios da Vila Romana apareceram ainda sob esta fase de implementação de políticas urbanas e de aplicação de zoneamento e uso do solo, desta forma não respeitavam recuos e diretrizes que passaram a fazer parte do planejamento da cidade de forma mais firme a partir dos anos 60 e em forma de lei nos anos 70.
20,21
No âmbito federal, os anos 60 iniciaram com a promessa de uma discussão e reformulação das políticas urbanas com o Seminário de Habitação e Reforma Urbana promovido pelo Ministério do Trabalho e assistência social.22 Este seminário colocava em pauta as novas necessidades da metrópole industrializada.
A questão habitacional era agora uma questão fundamental nas grandes metrópoles.
Com o golpe de 1964, todas as ações e diretrizes discutidas até então pararam. O governo federal tentaria regulamentar o espaço urbano por meio de ato institucional.
2.3 – Levantamento dos edifícios do período – 1964-1971
Os edifícios apresentados aqui são todos os edifícios do período compreendidos na área de estudo apresentada na introdução deste trabalho. Os dados cadastrais dos edifícios foram obtidos com o cruzamento de 3 fontes diferentes. O SECOVI – SP, levantamento de
22
QUINTO JR., Luis de Pinedo. Nova legislação urbana e os velhos fantasmas : Estudos avançados., 2003
Figura 31 – Quadro de nº 2 anexo à lei nº 7305/72 . Fonte: In FELDMAN, Sarah Planejamento e Zoneamento São Paulo 1947-1972 – Edusp.
dados no campo (feitos pelo autor desta pesquisa) e imobiliárias da Vila Romana e Lapa (Albuquerque Fernandes Negócios Imobiliários, M&M imóveis, Pio XI Accacia imóveis e Arthur Pacheco imobiliária LTDA).
Os edifícios deste primeiro período (1964-1971), têm como principais características o alinhamento de sua construção ao limite do lote, desta forma apresentam empenas cegas, sejam elas nas laterais ou fundos. Os lotes são de tamanho pequeno, em média 650m2 de área. Não apresentam área de convivência comum, os projetos contemplam somente área de moradia e circulação, aqueles que reservam espaço no térreo destinam este à vagas de autos. Apresentam acabamentos semelhantes feitos com pastilhas que