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Utvalgte MET-stasjoner med automatisk snødybdemåling

Ås 25.-30. mars 2015

4.6 Utvalgte MET-stasjoner med automatisk snødybdemåling

Procedemos à análise de conteúdo das entrevistas realizadas através da sua categorização em domínios chave organizados em função das questões orientadoras das entrevistas.

A operacionalização dos blocos B, C, D, E e F efetuou-se com base no guião de entrevista. Ainda que diferentes autores proponham diversificadas descrições do processo da análise de conteúdo, a do presente estudo foi organizada em cinco etapas, segundo o modelo de Bardin (2004).

3.8.1. Procedimentos de Categorização das Entrevistas

Procedemos à leitura das transcrições das entrevistas a fim de identificarmos a informação correspondente aos tópicos constantes do guião da entrevista, de modo a abranger o objeto a investigar. Relemos aprofundadamente as transcrições com a finalidade de definir a unidade de análise.

Construímos um instrumento de análise, a partir da identificação dos diferentes indicadores de subcategoria (frases com um significado, inseridas no contexto de uma resposta ou de um conjunto de respostas), tendo prosseguido com o estabelecimento das subcategorias definidoras das várias categorias. Estas integram dois campos de análise: o campo A que aborda conceitos e modelo de avaliação implementado e o campo B que se desenvolve em torno das práticas de supervisão e avaliação do desempenho docente. (tabelas 1e 2).

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Tabela 4: conceitos e modelo de avaliação implementado

Categorias Subcategorias Indicadores/conteúdos Nº de ocorrências

1.Correlação dos conceitos 1.1.Conceitos relacionados/interdependentes 1.2. Conceitos complementares 1.3.Conceitos distintos 3 1 2 ADD/ Supervisão pedagógica 2. Conceptualização 2.1. Supervisão: a) Acompanhamento e orientação

b) Conceito mais abrangente que avaliação c) Apoio/partilha/colaboração

d) Aconselhar/ orientar e) Mais proximidade

f) De natureza formativa para melhorar práticas g) De verificação do cumprimento normativo/orientações. h) Evoluir, melhorar 2.2. Avaliação: a) dimensão da supervisão b) Conceito restrito 3 2 5 2 1 3 1 1 3 1 3. Condições para avaliar 3.1. Mais tempo

3.2. Mais formação especializada 3.3. Perfil do avaliador

2 4 1

Modelo de ADD

1.Concordância 1.1.Concordo 1.2.Discordo 0 6

2. Vantagens

2.1.Avaliação por pares:

a) Conhecimento dos contextos b) Maior humanização

c) Relativizar aspetos inimputáveis ao avaliado d) Confiança no supervisor/relator

e) Maior equidade e justiça 2.2. Modelo ADD /vantagens

2.3. Promoção de práticas mais reflexivas

2.4. Promoção de maior rigor e responsabilidade nos docentes 2.5.Fomenta o desenvolvimento profissional

1 1 1 1 11 4 4 2 3. Desvantagens

3.1. Avaliação por pares: a) Vicia todo o processo

b) Proximidade entre avaliador e avaliado c) Parcialidade

d) Envolvimento do avaliador e) Ser avaliador e avaliado- competição

f) Falta de confiança /credibilidade na formação do avaliador 3.2. Modelo ADD/desvantagens

3.3. Não reconhecimento das competências do avaliador 3.4. Avaliador com menos experiencia profissional que o avaliado 3.5.Competição entre os docentes

3.6. Alteração (negativa) das relações interpessoais Situações problemáticas com o avaliador 3.7. Perfil pessoal e profissional do avaliador 3.8. Ambiguidade na avaliação

3.9. Dualidade de critérios 3.10.Formação do avaliador

3.11. O avaliador não pertencer ao grupo de recrutamento do avaliado/ défice de conhecimento científico na área

1 2 2 1 3 1 3 2 2 3 2 2 1 1 1 1 4. Constrangimentos 4.1. Modelo burocrático, confuso, ineficaz e injusto 4.2. Atribuição de menções classificativas 3 2

ADD:

Continuidade ou mudança

1.Aperfeiçoamento do modelo

1.1.Avaliação por docentes externos à escola

1.2.Avaliação por avaliadores com formação especializada 1.3. Formação acreditada do avaliador, em supervisão

5 4 2

2. Criar novo modelo

2.1. Avaliação pelo diretor

2.2. Modelo menos burocrático, mais justo, rigoroso, 2.3. Avaliação sem classificações

2.4. Avaliação sem efeitos na progressão na carreira docente

1 4 2 2

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Tabela 5: Princípios e práticas de supervisão e avaliação do desempenho docente

Categoria Subcategoria Indicadores / conteúdos N.º ocorrências

Formalização da ADD

1.Regras/orientações/ instrumentos de apoio

1.1. Modelo imposto

1.2. Modelo implementado à força, bruscamente

a) Clara insuficiência de orientações do ME, no 1. Ciclo avaliativo

b) 2. Existência de regras bem definidas pelo ME e pelo Agrupamento (Comissão científica da avaliação do desempenho docente - CCDD), no 2.º ciclo avaliativo c) 3.Existência de instrumentos de apoio e orientação quer do

ME quer elaborados pelo Agrupamento.

1 3 2 3 2.Procedimentos adotados no agrupamento

2.1. Cumprimento regras emanadas pela escola/ CCDD 2.2. Cumprimento das regras emanadas pelo ME 2.3. Criação de instrumentos pelo supervisor

3 3 0 Operacionalização da ADD 1. Instrumentos utilizados pelo avaliador

1.1. Análise de dossiês/relatórios do avaliado 1.2. Grelhas de observação/registo

1.3. Grelhas de avaliação finais (sistematização)

2 6 4 2.acompanhamento e supervisão dos avaliados 2.1. Observação de aulas

2.2. Reuniões pré observação de aulas 2.3. Reuniões pós observação de aulas 2.4. Partilha de experiencias/ boas práticas 2.5. Reflexão com o avaliado

2.6. Autoavaliação pelo avaliado

6 6 6 6 3 2 Efeitos da ADD/supervisão: novas dinâmicas 1.No avaliador 1.1. Experiência 1.2. Trabalho colaborativo 1.3. Desenvolvimento pessoal/profissional 1 2 2 2.No avaliado 2.1. Planificações atempadas 2.2. Planos de aula mais estruturados

2.3. Maior rigor e estruturação da atividade letiva. 2.4. Praticas mais reflexivas

2.5. Maior preocupação/atenção na preparação das aulas e no desempenho da prática letiva.

2.6. Sistematização e generalização de práticas reflexivas 2.7. Melhoria da prática letiva

2.8. Resistência do avaliado. Inexistência de abertura a sugestões do avaliador

2.9. Resistência à mudança de práticas 2.10. Reduzida abertura/recetividade 1 1 1 1 1 1 1 2 2 3 3.No agrupamento/escola

3.1. Maior envolvimento dos docentes em atividades da escola 3.2. Mudança do ambiente educativo:

a) Mais colaborativo e de confiança b) Mais competitivo e de desconfiança

2 1 4 Formação profissional 1. Em supervisão pedagógica

1.1. Frequência de ações promovida pelo agrupamento 1.2.Outras entidades 1.3.Autoformação 6 1 4 2. O avaliador tem formação suficiente para avaliar/ supervisionar

2.1.Perceciona a sua formação como Insuficiente 2.2.Perceciona a sua formação como suficiente e adequada

4 1 3. Necessidades de

mais formação

3.1.Necessidades de formação de carater prático 3.2. Desinteresse em frequentar mais formação

5 1 4. Efeitos da formação

nas práticas supervisivas

4.1. Não teve formação muito teórica 4.2. A nível pessoal 5 1 ADD/ Princípios éticos e deontológicos 1. O modelo promove a justiça, a transparência, a equidade 1.1. Sim 1.2. Não 0 6

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Para cada uma das categorias produzimos um texto síntese em que expressamos o conjunto de significados presentes nas diversas unidades de análise incluídas em cada uma delas, recorrendo ao uso intensivo de “citações diretas” dos dados originais.

A interpretação centrou-se na exploração dos significados expressos nas categorias da análise numa contrastação com a fundamentação do corpus teórico deste estudo. Cada entrevista, com duração de 45 minutos, foi gravada e depois transcrita, visando, tanto quanto possível, a rentabilização do discurso dos entrevistados. Com o objetivo de explorar a densidade e diversidade comunicativa do discurso de cada um dos entrevistados, decidimos pela análise do conteúdo das mesmas, que na aceção de Estrela (1994) corresponde a uma descrição objetiva, sistemática e quantitativa do conteúdo expresso numa comunicação, que operacionalizámos do modo anteriormente descrito.

Da análise das entrevistas, recolhemos informação sobre as perceções dos avaliadores e relatores quanto ao modelo de avaliação do desempenho docente, ao modo como o operacionalizam e sobre os seus efeitos.

No capítulo seguinte procederemos à caracterização dos aspetos que acabámos de enunciar e que nos parecem poder constituir mais um estímulo à reflexão sobre práticas efetivas de avaliação do desempenho docente. Embora o modelo tenha vindo a sofrer alterações sucessivas por parte do Ministério da Educação e Ciência, este estudo não perde, em nosso entendimento, pertinência, uma vez que poderá conferir sentido às mudanças efetuadas e identificar dimensões que, eventualmente, se afigurem virtuosas ou débeis.