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KULTURMILJØER

In document Nordre Land, (sider 48-0)

O desenho da segunda fase da pesquisa (Quantitativa) é de survey (Robson, 1993), termo que assume, na tradução para o português, variações como levantamento, (Creswell, 2010; Flick, 2013), inquérito (Bell, 2004) ou sondagem (Veal, 2011). Neste caso, utiliza-se

como instrumento a aplicação de um questionário para coleta de dados e ideias dos gestores públicos municipais de proteção e defesa civil de Santa Catarina a respeito da gestão de risco em sua área de atuação, com foco especial nos aspectos da participação social.

Nesse sentido, o procedimento atende parcialmente a três objetivos específicos da pesquisa, uma vez que de forma integral os objetivos serão atingidos por meio da triangulação dos dados obtidos com a aplicação dos questionários e entrevistas. Os objetivos a que se refere esta fase são:

b) Analisar a concepção dos gestores públicos municipais de proteção e defesa civil de Santa Catarina sobre a participação no contexto da gestão de risco.

c) Caracterizar instrumentos de participação criados, utilizados e mantidos pelos gestores públicos municipais de Santa Catarina no contexto da gestão de risco.

d) Compreender como os gestores públicos municipais de Santa Catarina avaliam o atual cenário da participação para a gestão de risco em seus municípios

As definições metodológicas quanto a população, amostra, coleta e análise de dados desta fase, resumem-se no quadro 5, abaixo:

Quadro 5- Resumo das definições metodológicas para a Fase Quantitativa.

Fase Quantitativa

Desenho de pesquisa: survey (levantamento ou sondagem)

Seleção do corpus

 População composta por 295 coordenadores municipais  Amostra convidada coincide com a população (meta de 30% de

respostas)

Coleta de dados

 Técnica de coleta de dados: questionário (composição curta e escolha múltipla)

 Instrumento: formulário online enviado por e-mail.

Análise de Dados

 Composição curta: categorização emergente  Escolha múltipla: tabulação

 Análise estatística, descritiva e eventualmente referencial.  Comparação com quadro de análise (leis e políticas Qualitativa 1)  Elaboração de roteiro (protocolo) de entrevista

Na sequência estão relatados os passos metodológicos que foram seguidos para envio do questionário e obtenção de respostas:

a) Utilização da ferramenta de formulários do GoogleDocs para criação do questionário online.

b) Envio do link do questionário aos e-mails dos 295 representantes municipais de proteção e defesa civil catarinenses constantes do cadastro da Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina28. Além de fornecer os contatos de e- mail, o apoio da Secretaria deu-se também pela utilização do e-mail institucional de sua assessoria de comunicação ao enviar o link dos questionários no dia 5 de maio de 2014. A cópia do e-mail enviado, apresentando a pesquisa e informando prazo limite de resposta de um mês (5 de junho) consta no Anexo 3.

c) Acompanhamento e incentivo ao preenchimento do questionário:

 5 de maio - Envio, aos coordenadores regionais de defesa civil de Santa Catarina, de cópia do e-mail original enviado pela Secretaria de Estado de Defesa Civil de Santa Catarina aos municípios, com pedido de apoio e incentivo para que os municípios respondessem o questionário.

 13 de maio - Participação em reunião do colegiado da Federação Catarinense de Municípios (FECAM), em que estiveram presentes representações regionais, com mobilização das secretarias executivas de cada uma das 21 associações de municípios do Estado de Santa Catarina. No gráfico 2, é possível observar um pico de respostas no dia seguinte a esta reunião.

 15 de maio - Envio de e-mail aos municípios que ainda não haviam respondido ao questionário, reforçando o pedido e o prazo limite. Neste caso, o e-mail foi enviado pelo contato pessoal da pesquisadora.

 29 de maio - Envio de novo e-mail aos coordenadores regionais para apoio na divulgação do questionário e na mobilização dos municípios.

28 Os dados oficiais da SDC informam que todos os municípios catarinenses possuem defesa civil, no entanto,

sabe-se, pela experiência de campo da pesquisadora, e por diversos relatos de colegas profissionais em Santa Catarina e no Brasil de maneira mais abrangente, que muitos municípios possuem apenas um decreto de constituição da defesa civil – para fins de recebimento de recursos – mas não possuem estrutura, rotina de atividades ou mesmo profissional dedicação às funções regulares de proteção e defesa civil.

 2 de junho - Participação em evento na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Florianópolis) com a presença de diversos municípios catarinenses e representações de defesa civil para recebimento de material produzido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Na ocasião foram aplicados questionários pessoalmente29 e divulgado o link para respostas online. Mais uma vez, o gráfico 2 mostra novo pico de respostas no dia 2 de junho.

 10 de junho - Novo e-mail aos municípios ainda não participantes informando prorrogação de prazo para preenchimento do questionário. Esta ação corresponde ao último pico de respostas, conforme demonstra o gráfico 2, seguinte.

Gráfico 2- Acompanhamento de respostas via GoogleDocs

Fonte: elaboração da autora.

d) Bloqueio do acesso ao questionário online, totalizando 85 municípios participantes, ou 28,81% dos municípios catarinenses (25 de junho). Desta forma, apesar da meta ter sido estipulada em 30% considerou-se que mais uma prorrogação de prazo para preenchimento do questionário poderia atrasar o andamento da pesquisa, já muito próxima da meta estabelecida. Além disso, uma comparação entre população e amostra demonstra a representatividade da segunda tanto em relação à ocorrência de desastres, como por classe de

29

Os questionários foram aplicados pela própria pesquisadora e também pela mestranda Simone Aparecida de Jesus que apoiou o trabalho voluntariamente.

4% 13% 1% 13% 7% 2% 2% 1% 5% 1% 2%2% 1% 13% 5% 2% 4% 1% 1% 12% 4% 1% 2%

população e distribuição geográfica (em números percentuais), dando validade à pesquisa, sem qualquer prejuízo aos dados coletados. Os gráficos seguintes demonstram esse comparativo:

Gráfico 3. Porcentagem de municípios por classe de ocorrência de desastres

Fonte: Consulta online no S2ID (6253 registros entre 1970 e 2012).

Gráfico 4- Porcentagem de municípios por classe de população

Fonte: IBGE, 2010. 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50% até 10 de 11 a 20 de 21 a 30 de 31 a 40 de 41 a 50 mais de 50 amostra população 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% até 5.000 de 5.001 a 10.000 de 10.001 a 20.000 de 20.001 a 50.000 de 50.001 a 100.000 de 100.001 a 500.000 mais de 500.000 amostra população

Gráfico 5- Porcentagem de municípios por mesorregião

Fonte: IBGE, 2010.

e) Tratamento dos dados obtidos com as respostas ao questionário. Esta atividade, além da análise direta dos dados, foi necessária para subsidiar a determinação dos critérios de seleção dos municípios que seriam convidados a participar da etapa de entrevista (fase Quantitativa 2). Os gráficos com os resultados da tabulação das questões fechadas, intercalados aos quadros de consolidação das questões abertas fazem parte do item 3.2 do capítulo 3, enquanto a análise completa dos dados, incluindo a triangulação com todos os dados da pesquisa faz parte do capítulo 4.

f) Devolutiva parcial dos dados tabulados aos 85 participantes, aos colaboradores na divulgação dos questionários (FECAM e coordenadores regionais) e aos avaliadores que participaram da validação do questionário. Resultados enviados pelo e-mail pessoal da pesquisadora no dia 11 de setembro de 2014.

g) Elaboração do roteiro de entrevista (Anexo 4), considerando os resultados obtidos na tabulação dos questionários e os objetivos específicos da pesquisa. O roteiro não passou por validação de especialistas devido à característica de entrevista não diretiva em que os gestores públicos foram incentivados a, livremente, fazer considerações sobre a gestão de risco e de desastres em seu município, as principais atividades desenvolvidas, as articulações realizadas localmente, os desafios e os pontos positivos de sua gestão.

0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% Grande Florianópolis

Norte Oeste Serrana Sul Vale do Itajaí

Assim, ao finalizar a etapa quantitativa da pesquisa e concluir a preparação do roteiro de entrevista, foi possível dar início à fase Qualitativa 2, que encerrou o trabalho de pesquisa de campo ao ouvir os relatos de seis gestores públicos municipais de proteção e defesa civil. Os detalhes metodológicos da entrevista estão descritos no item seguinte.

In document Nordre Land, (sider 48-0)