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1. Innledning

3.3 Utvalg

Os métodos e técnicas de avaliação de usabilidade são classificados de diversas formas pelos autores da área. Para Dias (2006), os métodos de avaliação da usabilidade estão formados por três grandes grupos, conforme a sua natureza: métodos de inspeção, métodos de teste com usuários e métodos baseados em modelos. Por sua vez, Gray e Salzman (1998, apud Rosa; Veras, 2013) propõem uma classificação das metodologias de avaliação em duas categorias: analíticas, na qual estaria incluída a avaliação heurística, além de outros métodos de inspeção; e empíricas, que incluiriam todos os métodos, envolvendo testes com usuários. Rocha e Baranaukas (2003) classificam as técnicas em inspeções de usabilidade, sem a participação de usuários, e em testes de usabilidade, centrados nos usuários. Cybis (2003) classificou em três tipos: técnicas preditivas ou diagnósticas, técnicas prospectivas e técnicas objetivas ou empíricas.

O presente estudo utilizou um misto entre a Técnica Prospectiva e a Técnica Preditiva ou diagnóstica, uma vez que aplicou-se um questionário com o usuário para avaliar sua satisfação ou insatisfação em relação ao SIGAA e sua operação. Ao mesmo tempo, este questionário foi baseado no checklist da Ergolist, apresentado por Cybis (2003). Nos próximos tópicos, serão descritas as referidas técnicas de acordo com a classificação desse autor.

 Técnicas Prospectivas

As técnicas prospectivas estão baseadas na aplicação de questionários/entrevistas com o usuário para avaliar sua satisfação ou insatisfação em relação ao sistema e sua operação. Elas mostram-se bastante pertinentes na medida em que é o usuário a pessoa que melhor conhece o software, seus defeitos e qualidades em relação aos objetivos em suas tarefas. Nada mais natural em buscar suas opiniões para orientar revisões de projeto. Muitas empresas de software elaboram e aplicam regularmente este tipo de questionário, como parte de sua estratégia de qualidade.

 Técnicas Preditivas ou diagnósticas

As técnicas diagnósticas dispensam a participação direta de usuários nas avaliações, que se baseiam em verificações e inspeções de versões intermediárias ou acabadas de software interativo, feitas pelos projetistas ou por especialistas em usabilidade. Elas podem ser classificadas como: Avaliações Analíticas, Avaliações Heurísticas e Inspeções por Checklists.

Avaliações analíticas

Envolvem a decomposição hierárquica da estrutura da tarefa para verificar as interações propostas.

Conhecidas como avaliações heurísticas, se baseiam nos conhecimentos ergonômicos e na experiência dos avaliadores que percorrem a interface ou seu projeto para identificar possíveis problemas de interação humano-computador (Cybis, 2003).

Esse método de avaliação orienta os avaliadores a inspecionar sistematicamente a interface em busca de problemas que prejudiquem a usabilidade. Por ser um método de inspeção, a avaliação heurística foi proposta como uma alternativa de avaliação rápida e de baixo custo, quando comparada a métodos empíricos (Barbosa; Silva, 2010).

Silva (2007) citou as dez heurísticas de Nielsen e Molich (1990) voltadas para aplicativos, mas que são amplamente utilizadas como base para a avaliação de interfaces genéricas. Nelas, Nielsen, a partir de enunciados, cerca problemas relacionados à usabilidade de interfaces. As dez heurísticas são: diálogos simples e naturais, falar a linguagem do usuário, minimizar a sobrecarga de memória do usuário, consistência, feedback, saídas claramente marcadas, atalhos, boas mensagens de erros, ajuda e documentação.

Apesar de, nesse método de avaliação, o avaliador ter que possuir grande experiência, pois deverá interpretar corretamente as heurísticas e relacionar os erros encontrados a cada uma delas, nada impede que o próprio avaliador construa seu grupo de heurísticas pessoais para problemas específicos. Diante disso, Dias (2001, apud Silva 2007), desenvolveu sete heurísticas que tem como objetivo orientar a avaliação de sites web corporativos:

1- Visibilidade e reconhecimento do estado ou contexto atua, e condução do usuário

2- Projeto estético e minimalista

3- Controle do usuário

4- Flexibilidade e eficiência de uso

5- Prevenção de erros

6- Consistência

7- Compatibilidade com o contexto

Inspeções por checklists

Tem o mesmo objetivo da avaliação heurística, mas dependem do conhecimento agregado à ferramenta de inspeção, uma vez que se destinam a pessoas sem uma formação específica em ergonomia.

Dias (2006) cita como exemplo importante na avaliação de usabilidade os “critérios

ergonômicos para avaliação de interfaces homem-computador”, desenvolvidos pelos franceses Bastien & Scapin (1993) e adotado por pesquisadores brasileiros (Matias, 1995; Heemann, 1997; Nunes, 1999; Cybis, Scpin & Andres) e pelo Laboratório de Utilizabilidade (LABIUTIL) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Cybis (2003) fala que, neste tipo de técnica, ao contrário das avaliações heurísticas, são as qualidades da ferramenta “checklists” e não dos avaliadores que determinam as possibilidades para a avaliação. “Checklists” bem elaborados devem produzir resultados mais uniformes e abrangentes, em termos de identificação de problemas de usabilidade, pois os inspetores são conduzidos no exame da interface através de uma mesma lista de questões a responder sobre a usabilidade do projeto.

Um checklist visa realizar uma inspeção sistemática da qualidade ergonômica na interface IHC, possibilitando o conhecimento de modo informal das questões e recomendações ergonômicas que podem contribuir nas decisões e processos de interface com o usuário (Catapan et al, 1999).

Catapan et al (1999) explicam que o Ergolist é um sistema no modelo “checklist”. Foi desenvolvido em colaboração entre o SoftPólis, núcleo Softex-2000 de Florianópolis, e o LabIUtil, Laboratório de Utilizabilidade UFSC/SENAI-SC/ CTAI - coordenado pelo Prof. Dr. Walter de Abreu Cybis. Constitui-se numa ferramenta de verificação de usabilidade que é resultado de associação dos critérios principais definidos por Scapin e Bastien, desdobrados em critérios elementares passíveis de uma aplicação prática e objetiva disponível em rede. Os critérios elementares do Ergolist estão mostrados no apêndice 1.

Para Cybis (2003), a avaliação realizada através de checklists apresenta as seguintes potencialidades:

• Possibilidade de ser realizada por projetistas, não exigindo especialistas em

interfaces humano-computador, que são profissionais mais escassos no mercado. Esta característica deve-se ao fato do conhecimento ergonômico estar embutido no próprio checklist;

• Sistematização da avaliação, que garante resultados mais estáveis mesmo

quando aplicada separadamente por diferentes avaliadores, pois as questões/recomendações constantes no checklist sempre serão efetivamente verificadas;

• Facilidade na identificação de problemas de usabilidade, devido a especificidade

• Aumento da eficácia de uma avaliação, devido a redução da subjetividade

normalmente associada a processos de avaliação;

• Redução de custo da avaliação, pois é um método de rápida aplicação.

Neste trabalho, foram adotados os critérios definidos por Scapin e Bastien, pesquisadores do INRIA (Institut National de Recherche em Informatique et en Automatique) da França, em sua versão de 1993. Trata-se de um conjunto de oito critérios principais que se subdividem de modo a minimizar a ambiguidade na identificação e classificação das qualidades e problemas ergonômicos do software interativo. São eles:

1. Condução 2. A Carga de Trabalho 3. Controle Explícito 4. Adaptabilidade 5. Gestão de Erros 6. Homogeneidade/Coerência

7. Significado dos Códigos e Denominações

8. Compatibilidade

Técnicas Objetivas ou empíricas

Cybis (2003) também relata sobre as técnicas empíricas, que contam com a participação direta de usuários e se referem basicamente aos ensaios de interação e as sessões com sistemas espiões.

Dias (2006) complementa que estes métodos podem ser prospectivos, como questionários e entrevistas, ou empíricos, ao adotar técnicas de observação ou monitoramento do uso do sistema em situações reais.

Ainda de acordo com Dias (2006), os principais métodos de teste identificados na literatura são: entrevistas/questionários e testes empíricos de usabilidade:

 Entrevistas e questionários: permitem ao avaliador de usabilidade

conhecer as experiências, opiniões e preferências dos usuários ao utilizarem um determinado sistema;

 Testes empíricos de usabilidade: também conhecidos como ensaios de

interação, são originários da Psicologia Experimental e são capazes de coletar dados quantitativos e/ou qualitativos a partir da observação da interação homem-computador.

Jeffries et al. (1991) ressaltam que a escolha do método a ser usado em qualquer avaliação de usabilidade deve levar em consideração os objetivos da avaliação, os tipos de problemas que pretende identificar e os recursos disponíveis.