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Uttalelse til offentlig ettersyn og høring av kommuneplanens arealdel for Narvik kommune 2016–2028

Após várias pesquisas sobre a atividade das empresas do sector das TIC, com o objetivo de encontrar várias entidades com informação relevante sobre o sector, verificou-se que não existe muita informação disponível, nem sobre o sector nem sobre empresas na área da informática. Apenas se identificou a ANETIE - Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Eletrónica como uma fonte de informação credível e útil. Esta associação intercede a nível institucional e emite pareceres sobre assuntos que podem influenciar o desenvolvimento do sector.

A ANETIE disponibilizou recentemente aos associados um estudo referente ao sector, que foi desenvolvido com particular enfoque na Internacionalização.

50 Segundo a ANETIE (2011) o sector das TIE3 em Portugal é composto por 53,2% de Sociedades por Quotas e 45,6% de Sociedades Anónimas, onde 65,9% do total das empresas pertencem aos concelhos de Lisboa, Porto, Braga, Oeiras, Aveiro e Matosinhos. O estudo revela ainda que 62,1% das empresas que compõem o sector registam entre 5 e 49 empregados e um Volume de Negócios Consolidado entre os 200.000€ e 5.000.000€ e que mais de 70,0% das empresas do sector regista mais de 80,0% do respetivo Volume de Negócios Consolidado no mercado nacional.

Do total do sector, 53,2% é constituído por empresas cuja principal atividade é a Indústria de

Software tendo, na sua maioria, como principais concorrentes outras PME e cujos principais

clientes são nacionais dispersos geograficamente.

Apesar do movimento visível para se organizarem em torno da Indústria de Software e do mercado nacional, o sector português de TIE demonstra uma clara tendência para a inovação. Os resultados desta evidência estão no facto de 83,7% das empresas do sector ter produtos próprios e de 62,9% desempenhar, simultaneamente, todas as funções empresariais necessárias ao negócio, ou seja, não se restringem meramente à comercialização mas incluem atividades de investigação e desenvolvimento de novos programas.

Segundo o estudo, a maior limitação encontrada foi a ausência ou reduzida informação oficial sobre o sector e respetiva caracterização, bem como o desconhecimento da importância da Internacionalização como fator dinâmico de competitividade. Outra limitação apontada resulta no facto das empresas a operar em Portugal resistirem tendencialmente à divulgação das suas informações empresariais, considerando as mesmas altamente confidenciais.

Segundo fontes não oficiais4 existe efetivamente um potencial de crescimento no mercado das TIC, mesmo com a conjuntura económica desfavorável em que se encontra Portugal. Acredita-se que com a crise surgem novas oportunidades para criar organizações mais inteligentes e promove-se a redução de custos e a eliminação de erros. O setor das TIC poderá beneficiar de uma posição favorável em termos de vantagem competitiva relativamente a

3 Tecnologias de Informação e Eletrónica. 4 Fonte: http://www.idc.pt/

51 outros negócios, dado que as empresas deste sector desempenham um papel importante no mercado nacional através da implementação de soluções nas empresas dos seus clientes.

Diversos analistas defendem que estamos perante uma mudança de paradigma, que conjugada com a atual crise económica pode promover o impulso de mudança das empresas, criando a necessidade de revisão dos atuais modelos organizacionais, da procura por novas vantagens competitivas e de modernização tecnológica. Apesar das quebras registadas no setor, acredita- se que a situação irá alterar-se em breve e prevê-se que o sector tenha um crescimento de 1,7%.

4.2. Apresentação da Empresa

A empresa em estudo insere-se no ramo da Informática, enquadrado no sector das TI e está no mercado há cerca de 12 anos, com localização na região do Algarve. Desde a sua criação passou por experiências diversas, onde aprendeu, cresceu e amadureceu. Um resultado enriquecedor para todos foi a construção do caminho para seguir o rumo estratégico que toma hoje. Desde o início da sua criação até 2010 as suas principais áreas de negócio centraram-se essencialmente no Software, Hardware, Comunicação, Segurança e Serviço de Assistência Técnica. Os seus principais clientes agrupam-se em consumidores finais, empresas e instituições.

A empresa em estudo foi constituída em 2002, sob a forma jurídica de uma sociedade por quotas limitadas, com um capital social de 5.000€, exercendo os proprietários do capital as funções de gestão e administração.

Em 2010 a empresa criou um departamento de Pesquisa & Desenvolvimento com o objetivo de criar novos produtos e implementar soluções na área das tecnologias de informação. A empresa pretende investir no segmento da assistência técnica e manutenção, que acredita ser uma boa oportunidade de negócio para um novo segmento mercado. Atualmente a empresa apresenta como sendo o seu core business o desenvolvimento de novo software e pretende ser reconhecida no mercado como uma software house associada à criação de tecnologia de ponta.

52 Em 2011 a empresa implementou uma nova estratégia de comunicação e marketing que envolveu o desenvolvimento e a criação de uma marca para cada área de negócio. Uma das marcas agrupa as seis áreas de negócio em que a empresa já atua desde da sua criação, nomeadamente: o Software, Hardware, Comunicação, Segurança e Serviço de Assistência Técnica. Outras marcas foram criadas para os seguintes negócios: desenvolvimento de novo

software, consultadoria e três novos produtos que serão desenvolvidos pela empresa. Destes, a

empresa pretende lançar dois para comercialização ainda em 2012 e prevê o lançamento de um outro (que já se encontra em fase de desenvolvimento) no início de 2013.

Em 2013 a empresa pretende fazer uma reestruturação, podendo a mesma passar pela entrada de novos investidores e pela renovação da sua imagem. A empresa admite a possibilidade de vir a mudar o seu nome institucional e a sua imagem, mas não pretende alterar os seus princípios básicos e linhas estratégicas orientadoras que foram construídas ao longo da sua existência.

“A empresa segue um conceito de inovação tecnológica que assenta na criação de soluções especializadas e ajustadas à realidade de cada empresa”5