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In document NYE RIKSHOSPITALET (sider 35-38)

Na vivência de experiências diversificadas, o CNEB-CE propõe o desenvolvimento de competências artísticas e que englobam: práticas de investigação; a participação na produção e realização de espetáculos, exposições, instalações e outros eventos artísticos; utilização das TIC; desenvolvimento de projetos interdisciplinares; conhecimento do património artístico nacional; intercâmbios e parcerias entre escolas e outras instituições; exploração de diferentes formas e técnicas de criação e de processos comunicacionais (DGEBS, 2001, p.151). Cabe ao professor proporcionar o contacto com formas e produtos artísticos e expressivos, desenvolver uma pedagogia dinâmica e diferenciada alinhada ao contexto social e cultural dos alunos no âmbito do projeto educativo da escola.

Os três grandes campos de atuação, na área curricular disciplinar de EVT, designadamente o ambiente, a comunidade e o equipamento, são operacionalizáveis em experiências de aprendizagem abrangidas nos temas: alimentação, animação, construção, desenho, fotografia, hortofloricultura, impressão, mecanismos, modelação/moldagem, pintura, recuperação/manutenção de equipamentos, tecelagens e tapeçarias e vestuário.

Partindo da necessidade de se criar novos espaços curriculares que contemplem as diferentes áreas do saber/conhecimento, a atual Revisão da Estrutura Curricular aduz novas metas curriculares que se inserem na Estratégia Global de Desenvolvimento do Currículo Nacional, na sequência da revogação do documento Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais (Despacho n.º 17169/2011, de 23 de dezembro). Constitui um documento normativo onde se inserem princípios orientadores, referências, prioridades, conhecimentos e capacidades a desenvolver nos alunos. Damásio (2007, p.231) esquematiza as experiências de aprendizagem da seguinte forma:

Figura 2 – Estrutura-base de uma experiência educativa

O esquema da figura 2 estende-se à prática educativa referenciada no contexto de aprendizagem na disciplina de EVT. Como experiências de aprendizagem específicas podemos enunciar: “a expressão pessoal, práticas criativas, práticas experimentais e laboratoriais, práticas oficinais e práticas produtivas ou com transformação de materiais” (APEVT, 2012, p.47). A experimentalidade e a descoberta de determinados princípios que vão originar novas atitudes pedagógicas e técnicas atrativas, vão deste modo a atingir o sucesso escolar e educativo, ter a oportunidade de interiorizar uma teoria e reformular uma prática. Considerando as linguagens artísticas,

destaca-se que todo o projeto de ensino de Arte, na educação escolar, é um sistema aberto e dinâmico de trabalho, que deverá levar em consideração o contexto sócio- cultural da comunidade escolar, as peculiaridades de cada linguagem artística, além das características individuais dos professores e alunos (Viegas et al., 2002, p. 16).

De acordo com Gardner (1995, p.124) “a aprendizagem artística deve organizar- se em torno de projetos significativos, executados num período de tempo significativo, que proporcionem uma ampla oportunidade de feedback, discussão e reflexão”. O aluno desenvolve a imaginação, perceção, espírito crítico, criatividade, autonomia, sensibilidade estética o sentido social e a capacidade de intervenção. No entanto

Exposição de matérias Tarefas de aprendizagem Interação Gestão de recursos e conteúdos Tarefas de aprendizagem

Gardner (id. ib.) atenta que “as experiências de aprendizagem de uma única tentativa devem ser rejeitadas”.

As atividades artísticas impulsionam a comunicação, a originalidade, a iniciativa, a criatividade, proporcionando a aquisição de saberes e de competências necessários à compreensão e ao reconhecimento da diversidade social. Quando vivenciadas no sistema de ensino, permitem a implicação das famílias e dos diversos atores sociais no processo educativo, proporcionando aos jovens entusiasmo pelas suas próprias atividades e criando-lhes perspetivas em termos de opções de vida (Antunes, 2010, p.52).

De acordo com os interesses e necessidades de cada um, “é inquestionável a importância de estímulos” (Cairrão, Cardoso e Pereira, 2010, p.115). Intrínsecos ao benefício de tecnologias atraentes associadas à arte estão a motivação e o envolvimento dos alunos na aprendizagem. Destacamos algumas das metas propostas pela Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC, 2010):

- Meta Final 1) O aluno adquire uma linguagem específica através da observação e análise de formas visuais em diversos contextos (natureza, artes plásticas, objetos gráficos, televisão/vídeo, cinema, meios digitais, utensílios, edifícios, etc.) - Meta Final 3) O aluno utiliza a linguagem específica dos elementos de comunicação visual com intencionalidade expressiva.

- Meta Final 7) O aluno reconhece a imagem como meio de comunicação.

- Meta Final 8) O aluno utiliza as Tecnologias da Informação e Comunicação (ambientes digitais) para criar produtos gráficos estáticos e/ou dinâmicos.

- Meta Final 9) O aluno cria novos modos de apreciar o mundo envolvente e inventa soluções para os seus trabalhos.

O CNEB-CE conjetura a experimentação de meios expressivos “ligados aos diversos processos tecnológicos – a fotografia, o cinema, o vídeo, o computador, entre outros” (DGEBS, 2001, p.163). O documento acrescenta ainda que “O aluno deve proceder, mediante orientação do professor, a análises formais e críticas e ao

desenvolvimento de projetos, tendo como referência imagens ou produtos gráficos realizados através das diversas tecnologias” (id. ib).

A educação integral para todos, uma das razões de ser da escola pública, exige o desenvolvimento de uma literacia artística e literacia tecnológica capaz de promover o desenvolvimento de todas as potencialidades do ser que habita a criança, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento das competências necessárias para uma sociedade ativa e empenhada, desenvolvidas desde sempre nesta articulação de saberes corporizada da disciplina de EVT (APEVT, 2012, p.47).

De acordo com Gardner (1995, p.154), “Um bom instrumento de avaliação pode ser uma experiência de aprendizagem”. Cairrão, Cardoso e Pereira (2010) relembram que a experiência de aprendizagem traduz a perceção que os pais e a comunidade têm da escola e é “no conhecimento que ela possibilita ao espectador que iremos procurar sua dimensão educacional” (Duarte JR., 1988, p.17).

Com a nova Reorganização Curricular (2012), que diferencia EVT em Educação Visual e Educação Tecnológica, mantem-se o programa, no entanto, o Ministério da Educação e da Ciência altera as metas. De acordo com Rodrigues, Cunha e Félix (2012, p.3),

as metas de Educação Visual pretendem estimular um universo de conhecimentos abrangentes, incentivar a assimilação de conhecimentos em rede, em que as informações são sincronizadas, permitindo alcançar uma educação em que o conhecimento circula, progride e se difunde.

Segundo Rodrigues, Carneiro e Ribeiro (2012, p.3) “as metas de Educação Tecnológica pretendem estimular um universo em que se promove a articulação de conteúdos e a expansão de conhecimento. Esta dinâmica, que pressupõe a experiência e o erro como instrumentos, incentiva a reflexão e impulsiona o pensamento divergente”. Neste âmbito, as metas privilegiam ações orientadas para experiências práticas, que se transformam numa parte ativa do conhecimento.

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