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Utslipp av CO, fra offentlig transport

1) Kilde: Samferdselsstatistikk 1970-88, Statistisk sentralbyrå

5.2 Utslipp av CO, fra offentlig transport

Os problemas de pesquisa norteadores dessa tese articulam dois temas centrais: As matrizes sociopolíticas orientadoras do trabalho das Ongs, de modo amplo, e a formação de professores para o trabalho nessas organizações.

O adequado estudo das questões de pesquisa e das articulações entre elas dependeu, em grande parte, da metodologia de pesquisa adotada, a qual deveria favorecer a compreensão profunda e integral do fenômeno; dos contextos sociopolítico,

cultural e organizacional que envolvem a problemática analisada; a identificação do sentido e do significado atribuídos, ao processo formativo, pelos participantes nele inseridos.

Por fim, era necessário que a metodologia contribuisse para que, a partir do estudo de uma experiência de formação de professores para Ongs, fossem reconhecidos saberes que permitissem um entendimento amplo, ainda que inacabado, das necessidades e possibilidades de formação desses professores, e que, também, oferecessem subsídios para o desenvolvimento de estudos posteriores e para a criação de estratégias de formação de profissionais da educação para essas organizações. A atenção e preocupação com esses aspectos, ensejaram que fosse adotada uma visão de Ciência, que aponta que a produção do conhecimento acadêmico-científico apresenta uma dimensão política, historicamente situada, coletiva e individual.

Analogamente ao que afirma Boaventura de Sousa Santos (2004), acredita- se, nesta tese, que é preciso reconhecer que os conhecimentos técnico, teórico e científico, na contemporaneidade, devem conduzir o pesquisador a uma compreensão integral dos processos e fenômenos humanos e a uma ação efetiva no mundo. Nessa abordagem de Ciência, devem-se abandonar as perspectivas que visam, somente, a estudar fenômenos, fatos ou objetos, isoladamente, e que se encerrem em si mesmas, em uma postura de suposta neutralidade

Essa visão de Ciência está sintonizada com a necessidade de compreensão ampla dos elementos sociopolíticos que condicionam a atuação das Ongs e de, ao final do estudo, poder oferecer subsídios para a elaboração e realização de trabalhos de pesquisa e de ações formativas, intervindo, dessa forma, nos fatos ou fenômenos e seus condicionantes contextuais, históricos, políticos, sociais, culturais e econômicos.

Após ter sido delimitada a visão de Ciência, partiu-se para a escolha da abordagem de pesquisa que seria adotada. A abordagem qualitativa pareceu a mais adequada à essa pesquisa porque, em linhas gerais, nessa abordagem os dados coletados são mais descritivos e procuram captar o discurso e a percepção das pessoas sobre um problema ou situação. Corrobora com essa opção a indicação de Antonio Chizzotti (1991), segundo o qual a adoção da abordagem qualitativa de pesquisa deve ocorrer nos casos em que os pesquisadores consideram que:

o mundo deriva da compreensão que as pessoas constroem no contato com a realidade nas diferentes interações humanas e sociais [...] usando ou não quantificações pretendem interpretar o sentido do evento a partir do significado que as pessoa atribuem ao que falam e fazem. (CHIZZOTTI, 1991, p. 69)

Portanto, Chizzotti destaca que, na abordagem qualitativa de pesquisa, a ênfase das interpretações e análises do pesquisador estão no sentido que os seres humanos conferem a um determinado fenômeno ou fato do qual partilham. Vale notar que, de acordo com Robert Bogdan e Sari Biklen (1994) a investigação qualitativa é

descritiva, ou seja, os dados de uma pesquisa qualitativa são analisados em toda a sua

complexidade e riqueza, sendo relevante o pesquisador descrever os detalhes contextuais e institucionais que os cercam.

Outro aspecto, que reforçou a escolha dessa abordagem, foi o fato de haver o desejo, durante o processo de pesquisa, de não analisar todo o processo formativo de professores para Ongs a partir de um conjunto de teorias sobre formação e currículo

identificadas a priori. Pretendia-se coletar os dados e, a partir daí, identificar as teorias que apoiassem a interpretação das informações coletadas e a construção de uma visão sobre o tema em estudo.

Essa característica, que se buscou conferir à pesquisa, encontrou na abordagem qualitativa a sua adequada orientação, na medida em que considera-se possível, segundo Bogdan e Biklen (1994), realizar a análise dos dados forma indutiva, ou seja, a construção, pelo pesquisador qualitativo, de uma teoria ou visão acerca de um fato determinado somente “[...] começa a se estabelecer após a recolha dos dados e o passar do tempo com os sujeitos”. (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 50). O pesquisador elabora as suas percepções à medida que, concreta e gradualmente, realiza a coleta dos dados e examina as relações entre as diferentes informações.

Além da visão de Ciência e da abordagem, foi definido o tipo de pesquisa, que refere-se ao modo como o pesquisador entrará em contato com o fenômeno ou objeto a ser estudado.

O fenômeno que pretendia-se estudar foi analisado em linhas gerais, no sentido de identificar o tipo de pesquisa mais adequado para adotar. Considerou-se que o tema de pesquisa tem como foco um elemento claramente delimitado: estudar o modelo de formação e as referências de currículo que orientam a formação de professores, especificamente para a educação não-formal realizada por Ongs. A partir desses aspectos e do estudo dos diferentes tipos de pesquisa qualitativa, foi que optamos pela realização de um estudo de caso.

O estudo de caso é um tipo de pesquisa utilizado, frequentemente na educação. A pesquisadora Marli André aponta que esse tipo caracteriza-se por ser um “[...] estudo em profundidade de um fenômeno educacional, com ênfase na sua

singularidade [...]” (ANDRÉ, 2005, p. 19). Especificamente foi realizado o que Stake (1995 apud ANDRÉ, 2005) denominou estudo de caso instrumental, em que o interesse do pesquisador é o estudo de um tema amplo, que a análise de um caso em particular ajudará a elucidar. O que pretendia-se com a pesquisa, era, exatamente, conhecer a questão da formação de professores para Ongs, ao realizar o estudo da experiência de uma organização na realização de um curso determinado.

Finalmente, foram selecionados os instrumentos ou procedimentos de coleta de dados da pesquisa. O estudo de caso instrumental permite que sejam utilizados alguns diferentes tipos de instrumentos, tais como: “entrevista individual e coletiva com professores, análise de documentos legais e de documentos escolares, observação de reuniões dentro e fora da escla” (ANDRÉ, 2005, p. 20). Na pesquisa, os instrumentos utilizados foram: entrevistas individuais e coletivas, de tipo semiestruturadas ou semidiretivas e análise de documentos de prescrição do trabalho docente.

A entrevista foi adotada porque ela representa, de acordo com Marli André (1986), um instrumento básico da pesquisa qualitativa, e permite ao entrevistado discorrer sobre o tema sugerido, a partir de suas vivências e percepções. Foi utilizada a entrevista de tipo semiestruturada, porque se buscou garantir a identificação da percepção dos entrevistados sobre alguns aspectos, considerados centrais, do tema estudado. A entrevista semiestruturada “é aquela que parte de certos questionamentos básicos, apoiados em teorias e hipóteses que interessam à pesquisa, e que, em seguida, oferecem amplo campo de interrogativas [...]” (TRIVIÑOS, 1995, p. 146).

Participaram dessa pesquisa, por meio da realização das entrevistas semiestruturadas, seis sujeitos. Especificamente, para compor um conjunto

significativo de dados sobre o curso estudado, foram realizadas entrevistas individuais e coletivas com duas professoras do curso e com o profissional responsável pela sua coordenação, que também atua como principal gestor da Ong FORMADORA e como docente. Nessas entrevistas buscou-se identificar as relações entre o currículo prescrito, registrado no Plano Pedagógico do curso, e o currículo como é percebido e realizado, pelas suas professoras e pela coordenação. Como o curso prevê a realização de um projeto educacional, pelos alunos, que é implementado em uma Ong, pareceu pertinente entrevistar duas alunas, que realizaram em parceria o projeto, e a coordenadora da Ong, em que ele foi implantado.

Esse projeto, além de ocupar parte significativa da carga horária do curso, constitui uma experiência curricular importante para esta pesquisa, ao ampliar a possibilidade de o professor, ainda em fase de formação, elaborar e implementar um projeto. As entrevistas com as alunas e a coordenadora da Ong, tiveram como objetivo levantar dados acerca das articulações entre os aspectos teóricos trabalhados, em sala de aula, e os momentos que privilegiavam a aplicação prática direta na Ong das propostas curriculares do curso de formação de professores.

A análise de documentos, segundo o tipo de instrumento de pesquisa utilizado, foi adotada porque os registros documentais oferecem informações contextualizadas sobre o curso e as organizações estudadas (a Ong FORMADORA e a Ong em que o projeto foi implementado), o trabalho dos professores e as referências norteadoras do processo formativo analisado. Guba e Lincoln (1981

informações, que persistem ao longo do tempo e que podem servir de base para estudos posteriores.

Foram analisados nesta pesquisa o Plano Pedagógico do curso; os manuais ou apostilas do professor (um manual para cada módulo do curso), com a descrição das atividades que devem ser realizadas nas aulas; as ementas das disciplinas do curso e a proposta estratégica da Ong FORMADORA.