3.2 TJENESTEPENSJONSFORSIKRING
3.2.3 UTSIKTEN VIDERE FOR TJENESTEPENSJON
No caderno de introdução aos PCN (BRASIL, 1998, p. 140), consta que apenas a presença dos recursos tecnológicos nos ambientes escolares não garante mudanças significativas nas práticas pedagógicas, a já que “[...] tecnologia deve servir para enriquecer o ambiente educacional, propiciando a construção de conhecimentos por meio de uma atuação ativa, crítica e criativa por parte de estudantes e professores.”
O referido documento ainda reforça a discussão sobre o acesso à informação, ao apontar que o problema não é ter acesso, mas a falta de capacidade crítica e instrumental para selecionar a informação, evitando, assim, a “síndrome da fadiga da informação”, porque, muitas vezes, sua oferta é tão imensa que a busca por tópicos específicos é ineficiente e cansativa. Por fim, os PCN reconhecem que ter informação não é o mesmo que ter conhecimento, cabendo às instituições escolares desenvolver competências e habilidades (atitude reflexiva, crítica, autonomia e capacidade de decisão) para usar as TDIC, encarando-as como instrumentos de mediação, na “[...] medida em que possibilitam o estabelecimento de novas relações para a construção do conhecimento e novas formas de atividade mental” (BRASIL, 1998, p. 147).
Em 2007, o MEC promove o módulo “Informática aplicada à Educação” no Curso Técnico de Formação para o Funcionários da Educação, destinados aos futuros técnicos em multimeios didáticos. Esse módulo tem por objetivo “[...] capacitar o funcionário de escola para a utilização de ferramentas da informática na educação, para diversificar e ampliar os processos de ensino-aprendizagem” e aborda as seguintes temáticas: histórico da informática educativa no Brasil; o uso do computador na escola como recurso pedagógico; a importância da capacitação e do papel do funcionário da educação; o uso da internet na educação (NASCIMENTO, 2007, p. 5).
O MEC, por intermédio da Secretaria de Educação Básica, lança, no ano de 2008, o Guia de Tecnologias Educacionais (BEAUCHAMP; SILVA, 2008), documento cuja finalidade é oferecer ao sistema de ensino uma ferramenta que o auxilie na aquisição de materiais e tecnologias para uso nos ambientes escolares. Dessa forma, esse documento elenca softwares que podem ser introduzidos no contexto educativo e projetos que visam à formação permanente de professores, juntamente com uma pequena síntese sobre o recurso (software ou projeto) e o público-alvo a que se destina. No ano de 2011, esse documento foi publicado novamente, sendo que novos softwares e projetos foram incorporados e atualizados.
Em 2009, a Secretaria de Educação a Distância, por meio da TV Escola (canal do MEC), lança um boletim intitulado “Tecnologias Digitais na Educação” (BRASIL, 2009b); esse material faz parte do programa “Salto para o Futuro”, que objetiva discutir abordagens contemporâneas da educação, com o intuito de oferecer formação permanente aos professores da rede básica de ensino. O citado boletim traz quatro textos que versam sobre a temática do emprego das tecnologias nos contextos escolares, sendo o primeiro destinado à formação de professores, o segundo sobre as redes de colaboração e aprendizagem, o terceiro sobre a implementação e avaliação das tecnologias digitais na escola, e o quarto, que é considerado um texto complementar, com indicadores de uso educativo das tecnologias.
Pensamos que publicações como estas são válidas, quando as temáticas abordadas são discutidas dentro do ambiente escolar; com efeito, além dos dificultadores relacionados às questões financeiras, de estrutura e formação adequada, há barreiras atitudinais, pois a utilização diária das TDIC não é uma
constante na vida de muitos docentes, o que dificulta o reconhecimento de sua importância, no meio escolar, como também o seu envolvimento em atividades de formação que visam ao aprimoramento das práticas educacionais, por meio dos recursos tecnológicos.
Sobre a adoção das TDIC nos ambientes escolares, os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM) (BRASIL, 2000) sublinham a necessidade de integrar a temática das tecnologias nas propostas curriculares. Segundo esse documento, é imprescindível que os jovens desenvolvam competências para obtenção e uso da informação, acrescentando-se que a ausência de planejamento e a formação adequada dos profissionais comprometem uma exploração adequada da internet e dos demais recursos tecnológicos. Nesse sentido, a informática é compreendida enquanto um componente curricular da área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e tem por objetivo proporcionar o acesso a todos que desejam incorporá-la enquanto um elemento de sua própria cultura.
Ao analisar as competências e habilidades elencadas pelos PCNEM, nas áreas citadas anteriormente, verificamos que estas estão mais voltadas para o desenvolvimento de competências técnicas (conhecer equipamentos, usar
softwares etc.) que capacitar o estudante na busca e tratamento da informação
e no emprego adequado e responsável da internet e redes sociais. Considerando a data de publicação desse documento e a velocidade com que alguns conceitos vão se modificando, indicamos a necessidade de rever tais competências, de maneira que estas contemplem não apenas os aspectos técnicos da utilização das TDIC, mas possibilitem sua adoção no processo de ensino-aprendizagem, além de pontuar as questões éticas e expandir o emprego desses recursos para outras áreas e componentes curriculares. Ressaltamos, ainda, que a informática não deve ser encarada como um componente curricular, mas uma temática que deve ser desenvolvida de forma transversal, dentro da proposta curricular.
Em setembro de 2015, o MEC divulgou a proposta inicial para a Base Nacional Comum Curricular - BNCC (BRASIL, 2015), documento cujo objetivo é delinear competências e habilidades que escolas públicas e privadas devem garantir como um direito do estudante; tais competências e habilidades foram traçadas, pensando em proporcionar aos estudantes autonomia e conhecimento, no século XXI.
Embora o referido documento ainda seja uma proposta inicial, a qual receberá contribuições de toda a sociedade, o texto traz delineado o campo de atuação e objetivos para quatro grandes áreas do conhecimento, da Educação Infantil ao Ensino Médio: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas.
Em relação às TDIC, a BNCC enfatiza que
[a]s novas tecnologias de informação e comunicação vêm incorporadas a diferentes campos de atuação, abarcando múltiplos usos que delas fazem os jovens, reconhecendo-se a necessidade de atenção especial a esse campo como fator de inclusão no mundo digital. (BRASIL, 2015, p. 43).
Ao analisar a proposta inicial da BNCC, verificamos que há a indicação de que as TDIC serão tratadas enquanto um tema integrador, e que a área de conhecimento da Linguagem é a que mais contempla o uso das TDIC e, assim como as demais áreas, seus objetivos estão subdivididos em campos de atuação específicos. No Ensino Fundamental, as práticas contempladas são: vida cotidiana, artístico-literárias, político-cidadãs, investigativas e culturais da tecnologia da informação e comunicação, sendo que as TDIC são mencionadas nas duas últimas práticas.
O campo de atuação “práticas investigativas” versa sobre a participação em atividades de leitura/escuta, produção oral/escrita de textos, proporcionando o conhecimento de gêneros expositivos e argumentativos, como também visa a promover a pesquisa científica dentro e fora da escola, enquanto o campo de atuação práticas culturais da tecnologia da informação e comunicação está voltado para a promoção da comunicação a distância e criação de novas formas de linguagem e interação social (BRASIL, 2015).
O Quadro 5 apresenta os principais objetivos ligados aos anos iniciais do Ensino Fundamental, enquanto o Quadro 6 mostra aqueles referentes aos anos finais, destacamos que apresentamos nos quadros, apenas os níveis escolares que comteplavam a utilização das TDIC.
Quadro 5 – Objetivos de Língua Portuguesa para os anos iniciais
Anos Inicias – Ensino Fundamental - Língua Portuguesa
Série Campo de Atuação Objetivos
1º ano Prática Investigativa Registrar, sob a forma de desenhos, gravação em áudio e vídeo, ou pequenas anotações escritas, resultados de atividades de pesquisa.
Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Utilizar recursos diversos como máquina fotográfica, filmadora e computadores para registrar e comunicar ideias.
2º ano Prática Investigativa Registrar resultados de pesquisa em áudio, vídeo, a partir de relatos construídos com o/a professor/a.
Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Utilizar recursos tecnológicos diversos para criar, com apoio de roteiros, simulações de programas de rádio e TV que tratem de temáticas próprias ao universo infantil;
Realizar buscas, a partir do uso de palavras-chave em sites infantis da Web;
Exercitar a escrita em editores de textos e outros programas oferecidos nas mídias digitais, fazendo uso de diferentes linguagens.
3º ano Prática Investigativa Utilizar os meios digitais para buscar, a partir de palavras- chave, informações relevantes.
Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Utilizar recursos de gravação em áudio e vídeo para entrevistar professores/as, pais e familiares;
Produzir textos multimodais – perfis, linhas de tempo, portfólios - utilizando as ferramentas das mídias digitais que proporcionam o registro, o armazenamento e o arquivamento de informações.
4º ano Prática Investigativa Não faz referência a utilização da tecnologia. Práticas Culturais das
Tecnologias de Informação e Comunicação
Simular programas de telejornalismo com temáticas que interessam às crianças, utilizando pautas e modos de registro e organização da informação;
Produzir textos multimodais – perfis, linhas de tempo, portfólios - utilizando as ferramentas das mídias digitais que proporcionam o registro, o armazenamento e o arquivamento de informações.
5º ano Prática Investigativa Expor oralmente resultados de pesquisa - utilizando recursos tecnológicos para apoio à memória - e ouvir com atenção e interesse a exposição de colegas;
Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Escolher recursos adequados para informar, anunciar, expor conteúdos na produção de simulações de programas de telejornalismo;
Produzir e-mails, mensagens, registros fotográficos e audiovisuais para postagem em espaços como chats, Twitter, blogs, utilizados para atividades escolares.
Quadro 6 – Objetivos de Língua Portuguesa para os anos finais
Anos Finais – Ensino Fundamental – Língua Estrangeira
Série Campo de Atuação Objetivos
6º ano Práticas Mediadas pela Tecnologias de Informação e Comunicação
Apropriar-se de elementos das linguagens das tecnologias de informação e comunicação em língua estrangeira para fazer uso de ferramentas como dicionários, tradutores, GPS, mapas virtuais, tutoriais, jogos e sites, identificando novas possibilidades de aprendizagem e usando-as para a prática de vocabulário, pronúncia etc.;
Expressar-se oralmente ou por escrito na língua estrangeira para acessar e usar os diferentes recursos das tecnologias de informação e comunicação, tais como falar ou escrever uma palavra para ser traduzida, escrever um endereço para localizá- lo no mapa etc.
8º ano Práticas Mediadas pela Tecnologias de Informação e Comunicação
Fazer buscas na Internet em língua estrangeira, identificando recursos de pesquisa;
Ler tutoriais, termos de segurança e privacidade, apresentações de sites e portais etc., em língua estrangeira, identificando questões de uso responsável das tecnologias de informação e comunicação;
Buscar e explorar sites e redes sociais de grupos de interesse na língua estrangeira, compreendendo modos de navegação e participação, apropriando-se da terminologia utilizada; Produzir textos orais ou escritos em língua estrangeira (legendas para fotos, verbetes, gravações em áudio ou vídeo) em plataformas abertas ou redes sociais, usando recursos linguístico-discursivos apropriados ao texto produzido.
Fonte: Elaboração própria, com base na proposta inicial do BNCC (BRASIL, 2015).
Os objetivos pontuados nos Quadros 5 e 6, a respeito do emprego das TDIC, estão relacionados com as competências de tratamento da informação, ao destacar a necessidade de estabelecer palavras-chave na busca de informações relevantes na internet. A utilização da tecnologia como uma ferramenta de produção está contemplada na criação de vídeos e mensagens eletrônicas. Acreditamos que usar a tecnologia, durante a implementação dos conteúdos curriculares, favorece o desenvolvimento e o envolvimento dos estudantes, por fazer a aproximação com recursos que utilizam cotidianamente e com os quais têm familiaridade. Caberá aos professores responsáveis delinear as estratégias que irão embasar o desenvolvimento das atividades e o uso das tecnologias enquanto um recurso pedagógico.
Além da Língua Portuguesa, a adoção das TDIC está contemplada na Língua Estrangeira, fazendo-se presente em duas etapas dos anos finais do Ensino Fundamental.
Quadro 7 – Objetivos de Língua Estrangeira para os anos finais
Anos Finais – Ensino Fundamental – Língua Estrangeira
Série Campo de Atuação Objetivos
6º ano Práticas Mediadas pela Tecnologias de Informação e Comunicação
Apropriar-se de elementos das linguagens das tecnologias de informação e comunicação em língua estrangeira para fazer uso de ferramentas como dicionários, tradutores, GPS, mapas virtuais, tutoriais, jogos e sites, identificando novas possibilidades de aprendizagem e usando-as para a prática de vocabulário, pronúncia etc.; Expressar-se oralmente ou por escrito na língua estrangeira para acessar e usar os diferentes recursos das tecnologias de informação e comunicação, tais como falar ou escrever uma palavra para ser traduzida, escrever um endereço para localizá-lo no mapa etc.
8º ano Práticas Mediadas pela Tecnologias de Informação e Comunicação
Fazer buscas na Internet em língua estrangeira, identificando recursos de pesquisa; Ler tutoriais, termos de segurança e privacidade, apresentações de sites e portais etc., em língua estrangeira, identificando questões de uso responsável das tecnologias de informação e comunicação; Buscar e explorar sites e redes sociais de grupos de interesse na língua estrangeira, compreendendo modos de navegação e participação, apropriando-se da terminologia utilizada; Produzir textos orais ou escritos em língua estrangeira (legendas para fotos, verbetes, gravações em áudio ou vídeo) em plataformas abertas ou redes sociais, usando recursos linguístico- discursivos apropriados ao texto produzido.
Fonte: Elaboração própria, com base na proposta inicial do BNCC (BRASIL, 2015).
Pensamos que os apontamentos em relação às TDIC, para o componente curricular de Língua Estrangeira, são atrativos e revelam relação direta com o cotidiano dos nativos digitais, ao propor a exploração de tutoriais, mapas virtuais, jogos e tradutores, uma vez que grande parte dos recursos disponíveis na internet, como sites e softwares, apresentam conteúdo em outro idioma (geralmente o inglês) e, muitas vezes, o estudante utiliza tais recursos, mesmo sem ter conhecimento aprofundado na língua. Acreditamos que a exploração da língua estrangeira, por meio das TDIC, promoverá maior envolvimento dos estudantes com os conteúdos propostos, além de contemplar as necessidade do mundo globalizado.
No que tange ao Ensino Médio, destacamos que o uso das TDIC se faz presente, principalmente, no que diz respeito ao conteúdo de Língua Portuguesa e Língua Estrangeira, conforme indicam os Quadros 8 e 9, os quais focalizam os objetivos das áreas de Língua Portuguesa e Estrangeira.
Quadro 8 – Objetivos de Língua Portuguesa para o Ensino Médio
Ensino Médio – Língua Portuguesa
Série Campo de Atuação Objetivos
1º ano Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Analisar os recursos de produção de sentidos e modos de leitura no meio digital (como os hipertextos21, links, imagens, sons) em práticas de leitura e produção textual, envolvendo multimodalidades.
2º ano Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Analisar as práticas que envolvem o leitor como navegador virtual, a partir dos mecanismos de busca e a seleção de links de visitação, diante dos diversos serviços de informação (acervos artísticos e literários, bibliotecas e museus virtuais), bem como a realização de variadas ações sociais cotidianas (comprar, namorar), considerando a natureza multimodal predominante na linguagem digital.
3º ano
Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Analisar as postagens nas redes sociais, inclusive o “internetês”, na perspectiva da variação linguística, considerando alguns de seus elementos (como as abreviaturas de palavras, a estruturação de frases, os emoticons); Produzir textos por meio de variadas mídias digitais (como vídeos, blogs, microblogs), utilizando-os para a divulgação de ideias, opiniões, conhecimentos adquiridos na escola ou fora dela, compreendendo as potencialidades das tecnologias de informação e comunicação.
Fonte: Elaboração própria, com base na proposta inicial do BNCC (BRASIL, 2015). Quadro 9 – Objetivos de Língua Estrangeira Moderna para o Ensino Médio
Ensino Médio – Língua Estrangeira Moderna
Série Campo de Atuação Objetivos
2º ano Práticas Mediadas pelas Tecnologias de
Informação e Comunicação
Compreender modos e estratégias de participação em comunidades virtuais em língua estrangeira, identificando os temas abordados e os pontos de vista; Ler textos em língua estrangeira para participar de comunidades virtuais (instruções sobre ingresso, participação e desligamento de comunidades virtuais, políticas de comunidades, redes e sites, incluindo procedimentos para denunciar eventuais abusos, dentre outros), compreendendo as regras de participação e de segurança; Compreender modos de compartilhar e autorizar o uso consentido de produções técnicas e artísticas por meio da leitura de textos em língua estrangeira em sites de licença de uso compartilhado e de financiamento coletivo de projetos, identificando as regras de uso e maneiras de participar; Produzir textos escritos em língua estrangeira (comentários, chats, posts em fóruns de discussão, dentre outros) em comunidades virtuais, usando recursos linguístico-discursivos para expressar opiniões, solicitar informações ou esclarecimentos, fazer denúncias etc.
3º ano
Práticas Culturais das Tecnologias de Informação e Comunicação
Analisar as postagens nas redes sociais, inclusive o “internetês”, na perspectiva da variação linguística, considerando alguns de seus elementos (como as abreviaturas de palavras, a estruturação de frases, os emoticons); Produzir textos por meio de variadas mídias digitais (como vídeos, blogs, microblogs), utilizando-os para a divulgação de ideias, opiniões, conhecimentos adquiridos na escola ou fora dela.
Fonte: Elaboração própria, com base na proposta inicial do BNCC (BRASIL, 2015).
21Segundo Lemos (2002, p. 130) “os hipertextos, sejam online ou offline são informações textuais
combinadas com imagens, sons, organizadas de forma a promover uma leitura (ou navegação) não-linear, baseada em indexações e associações de ideias e conceitos, sob a forma de links.”
Os objetivos elencados para o Ensino Médio, tanto no componente curricular de Língua Portuguesa como no de Língua Estrangeira, valorizam o uso das redes sociais, pontuam a variação linguística empregada na internet; incentivam a análise das práticas do leitor navegador e a participação em comunidades virtuais.
Ao analisar o que enfatiza a BNCC sobre as competências digitais, observamos que, embora a adoção da tecnologia esteja circunscrita a alguns campos de atuação, sua aplicação e o desenvolvimento de habilidades ultrapassam os conhecimentos técnicos, propondo a utilização crítica da internet e incentivando a produção de materiais com os recursos tecnológicos. Assim, a proposta inicial da BNCC é corroborada pelos escritos de Kellner (2004), o qual afirma que a alfabetização digital deve, para além do desenvolvimento das habilidades técnicas, promover nos estudantes capacidades refinadas de leitura, escrita, investigação e comunicação. Ademais, é preciso estimulá-los a usar criticamente as informações disponíveis na internet, de maneira a identificar a manipulação dos meios de comunicação.
Possuir competências digitais é imprescindível àqueles que sobreviverão, na sociedade da informação e na cultura digital, de sorte que os professores precisam compreender e se adaptar a esse novo contexto. Autores como Almeida (2002), Rosa (2013), Altoé e Fugimoto (2009) endossam a importância da formação, para que os professoras possam explorar as TDIC, no contexto da sala de aula.
Sobre as barreiras que interferem no emprego das TDIC por parte dos professores, Valcárcel e Repido (2003) demarcam a primeira como uma barreira atitudinal, causada pelo desconhecimento e/ou falta de experiência e a segunda como didática, caracterizada pela dificuldade em utilizá-los de forma inovadora no contexto escolar.
Do mesmo modo que o potencial tecnológico não pode ser ignorado na cultura digital em que os estudantes estão inseridos, é preponderante valorizar a mediação humana como aspecto diferenciador também para a apropriação dos conhecimentos que envolvem as TDIC (DURAN, 2010).
Dessa forma, as competências digitais devem ser trabalhadas no âmbito da formação docente, em todos os níveis de ensino da educação básica, para
que o professor se sinta capaz de propor e mediar atividades, por meio das TDIC, de sorte a favorecer o desenvolvimento de todos os estudantes, especificamente dos PCD, visto que suas especificidades atendem a um indicador específico desse estudante, que é a fúria por dominar de maneira autônoma o conhecimento (WINNER, 1998).
No próximo tópico, trataremos das especificidades daqueles que são considerados PCD.