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Utseendet og kjønn - hva blir lagt merke til?

5. Analyse av makt

5.2 Forstørring og forminsking av kjønn

5.2.2 Utseendet og kjønn - hva blir lagt merke til?

Um edifício de referência destina-se principalmente a representar o parque imobiliário típico e médio existente num dado EM já que é impossível calcular a situação ótima em termos de rentabilidade para cada um dos edifícios. Estes edifícios devem refletir da forma mais precisa

possível o parque imobiliário nacional efetivamente existente para que os resultados dos cálculos realizados, de acordo com a metodologia, sejam representativos.

É recomendado que os edifícios de referência sejam estabelecidos de uma das duas formas seguintes:

(1) Seleção de um exemplo real que represente o edifício mais típico de uma categoria específica. Segundo o Regulamento Delegado (EU) N. 244/2012 as principais categorias a considerar são:

1) Edifícios unifamiliares;

2) Blocos de apartamentos e edifícios multifamiliares; 3) Edifícios para escritórios.

(2) Criação de um «edifício virtual» que, em relação a cada parâmetro relevante, inclua os materiais e sistemas mais utilizados.

Os EM devem também definir edifícios de referência para as outras categorias de edifícios não- residenciais, nomeadamente: edifícios de educação, hospitais, hotéis e restaurantes, infraestruturas desportivas, edifícios comercias ou outro tipo de edifícios consumidores de energia (de acordo com o anexo I, ponto 5, alíneas d) a i), da Diretiva 2010/31/EU), para os quais existem requisitos de desempenho energético específicos. Os EM podem ainda definir subcategorias de edifícios de referência tendo em conta a idade, condições climáticas, dimensão, orientação e proteção solar, produtos de construção utilizados nas estruturas de carga e noutras estruturas ou edifícios classificados como património protegido, contudo esta subdivisão não é obrigatória podendo servir de apoio para a definição mais precisa dos edifícios de referência.

No caso dos edifícios novos deve definir-se pelo menos um edifício de referência para cada categoria de edifícios, no caso dos edifícios existentes, objeto de renovação profunda, deve definir- se, pelo menos, dois edifícios de referência. Estes edifícios de referência podem ser definidos com base em subcategorias de edifícios (diferenciados por dimensões, idade, estrutura de custos, materiais de construção, padrões de utilização ou zonas climáticas, por exemplo) que tenham em conta as características do parque imobiliário nacional. Devem ainda corresponder à estrutura dos requisitos de desempenho energético em vigor ou previstos.

Também neste contexto há uma diferenciação entre edifícios existentes e edifícios novos. Assim, no caso dos edifícios existentes os EM devem aplicar, pelo menos, uma medida/conjunto de medidas/variante representativa da renovação necessária à manutenção do edifício ou da componente do edifício (excluindo medidas de desempenho energético complementares que

excedam as exigências legais). No caso dos edifícios novos a condição de base a respeitar são os requisitos mínimos de desempenho energético atualmente em vigor.

De acordo com a metodologia, a definição de edifícios de referência e objetivos desta dissertação torna-se necessário identificar edifícios que possam representar o parque imobiliário existente (habitacional) de Portugal. Aliás, para a definição dos edifícios de referência é necessário selecionar um exemplo real de cada categoria específica.

Nesta dissertação foram selecionadas para análise as categorias 1) Edifícios unifamiliares e 2) Blocos de apartamentos e edifícios multifamiliares.

É necessário identificar em Portugal os edifícios, dentro destas categorias, que podem contribuir de modo mais significativo para a correta implementação da metodologia. Assim, torna-se essencial analisar o parque habitacional nacional e de acordo com os dados estatísticos dos CENSOS 2011 (Figura 1) a região do litoral é a região de Portugal com maior percentagem de património edificado. As zonas Norte e Centro albergam cerca de 65,6% dos edifícios residenciais (INE, 2013).

Figura 1 – Mapa nacional de dados estatísticos

(População residente, famílias, alojamentos e edifícios) (INE, 2013)

Também segundo o INE, 68,4% dos edifícios existentes em Portugal construídos entre 1960 e 1980 e a necessitar de reparação situam-se na zona Norte e Centro. Note-se que a média nacional de edifícios a necessitar de uma intervenção e construídos na época referida é de 31,8% (ANEXO 2) (INE,2013). Foi também nesses anos, bem como na década seguinte, que se construíram mais imóveis em Portugal e mais uma vez na zona Norte e Centro (ANEXO 2) (INE,2013).

É interessante também verificar que dos mais de 1.600.000 imóveis (cerca de 27,9% de todo o parque edificado) construídos entre 1960 e 1980, mais de 11% estão vazios o que leva a uma maior e mais rápida degradação dos mesmos.

Em Portugal cerca de 87% dos edifícios exclusivamente residenciais são moradias (edifícios com 1 alojamento) e como tal são imóveis que devem ser estudados, pois podem ser considerados como edifícios representativos e contribuir significativamente para o objetivo final nacional de redução de consumos energéticos. É ainda pertinente verificar, segundo os últimos CENSOS, que o número médio de divisões por alojamento em Portugal é 5 e no Norte e no Centro esse valor passa para 5,1 e 5,3. Cerca de 85% dos edifícios residenciais em Portugal têm 1 ou 2 pisos e, em particular entre 1960 e 1980, essa percentagem é ainda maior, 87,9%.

Estes factos vêm reforçar a escolha de um dos imóveis escolhidos para análise nesta dissertação (Categoria 1 - Edifícios unifamiliares, definidos no Regulamento Delegado Nº 244/2012). Eles validam com rigor a representatividade do caso de estudo enquanto imóvel “tipo” do edificado em Portugal entre 1960 e 1980 (INE,2013).

Por outro lado o Regulamento indica também a Categoria 2 (Blocos de apartamentos e edifícios multifamiliares) como edifícios a considerar na aplicação da metodologia. De acordo com os últimos CENSOS 2011, em edifícios principalmente residenciais, logo a seguir aos edifícios com um alojamento (1.895.883 alojamentos) seguem-se os edifícios multifamiliares com 3 ou mais alojamentos (1.731.597 alojamentos) (ANEXO 2). Por outro lado 40% destes edifícios estão localizados no Norte e Centro de Portugal (INE, 2013).

Estes dados também validam a opção de considerar para análise e aplicação da metodologia um edifício multifamiliar com 4 alojamentos no Norte de Portugal. A análise desse edifício constituirá o segundo caso de estudo.

Se considerarmos que por motivos sociais e económicos os edifícios mais degradados se encontram nos centros urbanos das principais cidades Portuguesas pode-se concluir que essa localização é a mais pertinente no desenvolvimento desta dissertação.