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Kapitel 3: Metodisk tilnærming

3.1 Utredningens forskningsdesign

Forma originada do corpoponto em movimento. Traz em si o caráter dinâmico que rompe com a inércia. O corpolinha geométrico é um conceito primitivo, não sujeito a prévia definição. O mesmo é uma sucessão do corpoponto, mas agora acrescido do elemento direção. A dualidade tensão/direção é a formula do movimento. O corpolinha é o elemento fundamental à aventura expressiva do artista cênico.

O corpolinha é invisível pelo seu lado interior. Estrutura-se de espaços internos que tendem a se expandir e criar volume. Por outro lado, o corpolinha geométrico é sua porção visível. É produzido pelo rastro do corpoponto em movimento. Por sua vez, é de natureza excêntrica por abandonar a posição imóvel, concêntrica. Sua natureza interior é dinâmica e ressoaa investigação do espaço. Embora abrigue as características de tensão e movimento, simultaneamente, encontra-se enraizado, preso a um ponto no espaço.

A transformação do corpoponto em corpolinha se dá pela ação interna e externa de forças de naturezas diversas. A força tensão/direção de natureza interna provém do próprio ser em busca de abandonar o torpor cotidiano. Tal força produz uma mobilidade reduzida, ainda limitada à área que envolve o corpoponto do artista, sem, contudo, ser capaz de deslocá-lo do ponto espacial que se encontra. Surge a linha sinuosa, organicamente espiralada. A força tensão de natureza externa, capaz de mover o corpolinha de seu lugar sobre a superfície é de natureza diversa e se refere aos estímulos provenientes do meio em que está inserido – trabalho de composição, tema, coreografia, partitura corporal, texto, outro(s) corpolinha(s), vozes de comando do encenador etc. Tais forças têm a ressonância interior das potencialidades máximas de movimento humano.

A linha sinuosa contém dois tipos básicos de linha: a corpolinha sinuosa excêntrica e a corpolinha sinuosa concêntrica. A primeira se movimenta no sentido de dentro para fora e sua ressonância interior é de vir a ser, de relacionar-se. A segunda movimenta-se de fora para dentro, e sua ressonância interior é de intimidade e reserva. Ambas são de natureza primitiva e calma e sua ressonância é de natureza intuitiva. Importante: todas as formas originam-se da linha sinuosa concêntrica e a ela retornam. Portanto,a mesma abriga uma capacidade latente para o lírico tanto quanto para o dramático. A figura geométrica que se associa à corpolinha sinuosa é o circulo. A partir da mesma todas as outras linhas surgem e se estruturam.

Visualizemos, então, o círculo ocupado e dividido em partes iguais por duas linhas que apresentam um ponto central e comum a elas. Na verdade, tais linhas não passam de trechos do círculo – os arcos. Cada uma dessas linhas é alongada, por duas forças iguais e

opostas, ou seja, originando assim, a linha reta. Outra maneira de visualizarmos o

nascimento das linhas retas espaciais é nos imaginarmos de pé, contidos bem no centro de uma bolha tão grande que nos possibilite mover os braços em abdução total e tocar, assim, seus limites internos. Já nos deparamos aí com a linha vertical imaginária central desta figura, produzida por nosso corpo de pé. Ao abrirmos os braços até a posição em cruz, os mesmos se posicionam paralelos à linha de base que nos sustenta, e temos a linha horizontal imaginária central. Por fim, se a partir dessa linha horizontal construída pelos braços, movemos os mesmos até o ponto onde ambos, alinhados, estão posicionados exatamente entre as duas linhas imaginárias anteriores (um braço posicionado na metade de cima e o outro na metade de baixo e oposta), encontraremos a linha diagonal imaginária

desta figura. A bolha imaginária tem duas diagonais, uma à direta do corpo, outra à esquerda do mesmo.

O conjunto de corpolinhas sinuosas é composto de corpolinha horizontal, vertical, diagonal. A corpolinha horizontal é de natureza fria e sua ressonância interior é de calma e imobilidade. Ela se relaciona com a superfície na qual se apóia, sendo que nesta posição é capaz de ocupá-la ao máximo. A mesma incorpora infinitas possibilidades de movimentos frios. A corpolinha vertical encontra-se parcialmente em oposição à anterior. Sua natureza é quente e sua ressonância interior também é silenciosa e estática. Nesta posição espacial ocupa pouca superfície do plano no qual se apóia, mas ganha em altura. A mesma incorpora infinidades de movimentos quentes. A corpolinha diagonal apresenta um equilíbrio exato entre as duas corpolinhas anteriores, contudo transmite um desequilíbrio aparente por sua inclinação espacial. Sua natureza interior é composta das qualidades de frio/quentee, portanto, abriga infinitas possibilidades de romper o silêncio estático das corpolinhas anteriores. A corpolinha diagonal abriga infinitas ressonâncias de lírico-dramático, dando origem às mais dinâmicas e expressivas de todas as corpolinhas: as corpolinhas livres.

A mobilidade das corpolinhas livres abarca os movimentos no sentido excêntrico e concêntrico, nas direções para cima, para baixo, esquerda, direta, diagonal direita, diagonal esquerda e todas as direções intermediáriasa essas. O corpolinha livre contém a diversidade de qualidades dos movimentos: do mais leve ao mais pesado; do mais fluente ao interrompido; do mais lento ao mais rápido. Sua maior aventura é brincar com o equilíbrio. Mas seu maior limite é a transposição do espaço circundante.

O conjunto corpolinhas retas – horizontal, vertical, diagonal – é de natureza secundária por ser derivado do círculo, figura primária. Ressoa um estado de simplicidade com tendência ao complexo. Ele apresenta ressonância similar a das corpolinhas sinuosas, contudo, sua natureza é menos intuitiva e, sendo assim, mais objetiva.

Os conjuntos de corpolinhas, sinuoso e linear apresentam a possibilidade de investidas no tempo/ritmo, desenvolvendo movimentos que vão do lento, passando pelo moderado, indo até ao rápido. Quanto à fluência, os mesmos apresentam um processo contínuo e/ou

Todas as qualidades de tensão direção já presentes no corpolinha estão prestes a ganhar em potência quando alcançam o espaço que vai além do circundante. Enfim, é a vez do corpoespaço entrar em cena.